---------- Mensagem encaminhada ----------
De:
Associação dos Amigos da ENFF <assoc...@amigosenff.org.br>
Data: 3 de novembro de 2011 09:17
Assunto: SEMINÁRIO - Jornalismo Popular: movimentos sociais e desafios da comunicação - 26/nov.
Para:
SEMINÁRIO - Jornalismo Popular: movimentos sociais e desafios da comunicação
Dia
26 de novembro
Horário
9h às 18h
Local
PUC-SP, sala 239
Endereço
Campus Perdizes. Rua Ministro de Godoy, 969, São Paulo
Faça a sua inscrição
cursosbra...@gmail.com
Certificação
PUC-SP/Brasil de Fato
Mais informações
http://cursosbrasildefato.blogspot.com/
Entrada Franca/Vagas Limitadas
PROGRAMAÇÃO
-Brasil e a crise global- João Pedro Stedile (coordenação nacional do
MST) - 9h00-10h30
-Comunicação como terreno de disputa-
Laurindo Lalo Leal Filho (sociólogo e jornalista, é professor de
Jornalismo da ECA-USP) e Bia Barbosa (Intervozes) - 10h30-12h
-Cultura e novas mídias - Silvio Mieli (PUC-SP) e Pablo Ortelado (USP)
- 13h30-14h30
-Experiências da imprensa popular e movimentos sociais- Nilton Viana
(Brasil de Fato), Comunicação MST/Via Campesina, Antonio Pacheco
Jordão (TVT), Leonardo Sakamoto (Repórter Brasil), Juçara Zottis
(Rádio Comunitária Cantareira) - 14h30-16h
-Debate: Universidade e imprensa popular- ideias para um trabalho em
conjunto- 16h30-18h
Estudantes, professores e profissionais de jornalismo, participem!
Conheçam as iniciativas dos movimentos sociais na área da comunicação!
Realização
Brasil de Fato
Apoio
Departamento de Jornalismo da PUC-SP
UMA CHANCE DE OUVIR E DIALOGAR COM
AS VOZES QUE NA MÍDIA SÃO SÓ SILÊNCIO
Se existe um ponto em que a mídia comercial se revela especialmente
parcial e tendenciosa é a cobertura dos movimentos sociais e das lutas
dos trabalhadores. Toda vez que ocorre uma greve ou uma passeata, os
jornais e revistas da chamada grande mídia, assim como as emissoras de
rádio e televisão, destacam o impacto que o protesto provoca na
produção ou na rotina da população, não dando destaque para as
reivindicações que levaram os trabalhadores a se mobilizar.
As lutas sociais no campo, em especial as ocupações de latifúndios dos
movimentos sociais que lutam pela reforma agrária, são tratadas pela
imprensa como se fossem atos criminosos. E os verdadeiros crimes, como
os assassinatos de lutadores do povo e defensores do meio ambiente por
pistoleiros a mando de fazendeiros, raramente encontram espaço
proporcional nos meios de comunicação.
As grandes empresas jornalísticas escondem ou minimizam o que não
convém aos seus donos e seus anunciantes, assim como aos políticos que
os representam. Já quando é do seu interesse, enfatizam, exageram,
manipulam e até inventam. Assim funciona a imprensa empresarial,
lançando mão de ênfases e omissões, como analisou o teórico
estadunidense Noam Chomsky.
Para analisar essa situação e buscar meios para contrapor ao monopólio
da informação no país, o jornal Brasil de Fato promove o seminário
Jornalismo Popular: Movimentos Sociais e Desafios da Comunicação.
Convidamos estudantes e professores das faculdades de Jornalismo e da
área da comunicação, assim como profissionais em todas as áreas da
mídia, para uma jornada de um dia inteiro em contato com dirigentes de
movimentos sociais, intelectuais e comunicadores da imprensa popular.
O objetivo é conhecer um pouco do Brasil que a chamada “grande mídia”
esconde, dialogando com as fontes de informações que raramente
conseguem levar a sua voz até a esfera pública. Dessa maneira,
estudantes, professores e profissionais do Jornalismo poderão ter
acesso a uma visão mais ampla e diversificada da realidade brasileira.
Venha conhecer aquele lado que nunca tem a chance de ser fazer ouvir.
Você terá mais informações para desenvolver pautas que envolvem
conflitos sociais. Só assim, com jornalistas com conhecimento sólido e
amplo leque de fontes sobre as lutas dos trabalhadores, será possível
ter no Brasil uma imprensa capaz contribuir na construção de um país
democrático.
Suelen Maria A. Batista
"Quien no es capaz de luchar por otros, no sera nunca suficientemente capaz de luchar por si mismo..." Fidel Castro