Serra declarou que será candidato à prefeitura de São Paulo pelo PSDB. Conta, para isso, com o apoio do desafeto Geraldo Alckmin. Mas o eleitor paulistano deve ficar atento ao candidato à vice-prefeitura, já que o velho tucano ainda não desistiu de disputar a Presidência da República e deve se meter em mais um embate com Aécio Neves daqui a dois anos.

Do outro lado, Fernando Haddad, ex-péssimo ministro da Educação dos governos Lula e Dilma,
deverá ser o candidato do PT, que por pouco não contou com o apoio do recém-refundado PSD, de Gilberto Kassab. Vitória política de
Marta Suplicy, adversária do novo social-democrático desde a época da Frente Liberal, que jogou o atual prefeito no colo do PSDB para fechar a aliança tucana-demo-kassabista, mantendo unida a direita liberal do estado de São Paulo.
Ambos os candidatos precisam vencer para continuar no cenário político nacional e, quem sabe, crescer politicamente para alcançar o Palácio do Planalto. Serra tem em 2014 sua última chance e Dilma, se reeleita, precisará indicar um sucessor dentro de seu partido, possível aspiração de Haddad.
Ou seja, este ano, o eleitor paulistano está entre duas opções desastrosas. Entre o inescrupuloso Serra e o incompetente Haddad, a cidade de São Paulo promete passar mais quatro anos no marasmo daquela que deveria ter a prefeitura mais forte do país, mas foi transformada em trampolim político para quem quer voos mais altos.
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f...@myself.comInvocar a sério a censura contra os escribas seria exorcizar o demônio apelando a Belzebu. Mas a tolice e a mentira que florescem sob a proteção da liberdade de imprensa não são, seguramente, algo de acidental na marcha histórica do espírito; são os estigmas da escravidão na qual se encena sua libertação, os estigmas da falsa emancipação – Theodor Adorno.