segunda-feira, 7 de novembro de 2011
O risco da profissão

Ontem morreu o cinegrafista
Gelson Domingos,
da Rede Bandeirantes, durante uma troca de tiros na favela de Antares,
em Santa Cruz. Quando morre um jornalista, ouvimos os mais diversos
disparates, desde a crítica em relação ao empregador que, segundo
alguns, deveria ter provido maiores condições de segurança para seu
funcionário, até
frases desconexas sobre liberdade de imprensa.
O colete balístico que o repórter utilizava era o mais resistente
permitido pela lei. Atentado à liberdade de ir e vir, com certeza, mas
apenas autoridades têm o poder de praticar atos contra a
liberdade de imprensa. O fato é que, assim como aconteceu com o jornalista
Tim Lopes,
o jornalismo policial nesse nível é muito próximo da correspondência de
guerra e tem os seus riscos. Entrar num tiroteio durante uma invasão
policial é um risco calculado, tanto que foi o primeiro profissional de
comunicação que morreu desta forma, mas o risco está lá.
Gelson tinha décadas na profissão e até então nada lhe havia
acontecido. Outras pessoas estavam lá e agiram da mesma forma. O que
aconteceu foi apenas uma fatalidade.
Clique aqui para comentar.
--
http://estadocritico.blog.br
http://comernocentro.com.brTwitter: @flavioarmony
MSN:
f...@myself.comInvocar a sério a censura contra os escribas seria exorcizar o demônio apelando a Belzebu. Mas a tolice e a mentira que florescem sob a proteção da liberdade de imprensa não são, seguramente, algo de acidental na marcha histórica do espírito; são os estigmas da escravidão na qual se encena sua libertação, os estigmas da falsa emancipação – Theodor Adorno.