Lewis Hamilton

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Flávio S. Armony

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Jun 14, 2011, 8:18:01 AM6/14/11
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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Lewis Hamilton: à moda antiga

Muito tem sido dito para criticar o piloto campeão de 2008 Lewis Hamilton. Ele faz por onde: acusa os comissários de racismo, sofre acidentes seguidos – na última corrida foram três em duas voltas – e estraga a corrida de muitos dos seus adversários.



Mas ele tem algo seu favor: seu estilo agressivo e inconsequente destoa dos pilotos comedidos, técnicos e pouco emotivos da Fórmula 1 de hoje. É claro que falta maturidade ao jovem britânico, mas seu estilo, uma mistura do arrojo de Ayrton Senna e da loucura de Nigel Mansell, dá um pouco de brilho aos motoristas que ocupam o grid na atualidade.

No Grande Prêmio da Bélgica de 2008, em Spa Francochamps, ele ultrapassou Kimi Räikkönen no estilo kart, escorregando com as rodas lateralmente até ocupar o espaço à frente do finlandês. Não é algo que se veja mais por aí. O mesmo arrojo o fez perder o campeonato de 2007 no GP da China, quando deixou os pneus chegarem ao limite e entregou dez pontos para seu adversário da Ferrari.

Naquele ano, sua briga com Alonso, agora já acalmada, lembrou de leve as desavenças de Senna e Prost na mesma McLaren lutando pelo título, só que com um final bem mais feliz para a equipe (em 2007, Räikkönen, da Ferrari, se beneficiou da briga e foi campeão).

Bem, resta-nos torcer para que mantenha seu estilo, mas com um pouco mais de juízo. Sua pilotagem me agrada muito e me faz matar um pouco a saudade daquela F1 que me fez amar o esporte.

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Flávio S. Armony
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Invocar a sério a censura contra os escribas seria exorcizar o demônio apelando a Belzebu. Mas a tolice e a mentira que florescem sob a proteção da liberdade de imprensa não são, seguramente, algo de acidental na marcha histórica do espírito; são os estigmas da escravidão na qual se encena sua libertação, os estigmas da falsa emancipação – Theodor Adorno.

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