MarcoALSilva
unread,Jan 5, 2011, 9:19:01 AM1/5/11Sign in to reply to author
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to EsoEstudos
Muito se discute no meio espírita acerca da existência ou não da
função organizadora do corpo espiritual --- o perispírito. Meditemos.
O DNA é uma macromolécula cuja composição foi deslindada na década de
50, portanto há relativamente pouco tempo. Um arranjo de um grupo
fosfato, uma ribose e uma base nitrogenada compõem um nucleotídeo.
Grosso modo, conforme a base nitrogenada seja esta ou aquela, combina
com este ou aquele nucleotídeo, formando sequências codificadas que
são replicadas e levam a uma determinada sequencia correta de
aminoácidos na construção de proteínas, estrutura da matéria viva.
Ora, o DNA é, em última análise, um software. É o software que define
a matriz de formação de um ser vivo.
O software demanda a existência de um programador. Por sua vez, o
programador não atua diretamente na matéria física. Os comandos que
são definidos na codificação do genoma de um ser passam do "puramente
espiritual" para o "material", creio eu, através do "semimaterial", do
etérico, do astral (ou seja qual for o nome que se queira usar).
Acho que os Espírtos Superiores não pretenderam subverter a ciência
vigente, antecipando em quase um século conceitos que até mesmo os
homens mais sofisticados simplesmente não poderiam entender.
Negar a ação organizadora do psicossoma (ou perispírito) é abstrair
todo um concerto de descobertas que a Ciência nos trouxe e que
simplesmente não existiam na época da Codificação feita por Kardec.
Por isso o conceito de modelo organizador biológico não consta
expressamente na Codificação, assim como os chakras, o duplo etérico,
e uma série de outros conceitos oriundos da tradição espiritualista
mas não contemplados nos livros escritos por Kardec.
Aqueles que querem tudo conhecer numa ciência, devem necessariamente
ler tudo o que está escrito sobre a matéria, ou, pelo menos, as coisas
principais, e não se limitar a um só autor. Devem mesmo ler o pró e o
contra, as críticas como também as apologias, iniciar-se nos
diferentes sistemas a fim de poder julgar pela comparação. Sob esse
aspecto, não preconizamos nem criticamos nenhuma obra, nem queremos
influir em nada sobre a opinião que se pode delas formar. Trazendo
nossa pedra ao edifício, colocamo-nos nas fileiras: não nos cabe ser
juiz e parte, e não temos a pretensão ridícula de sermos os únicos
dispensadores da luz; cabe ao leitor apartar o bom do mau, o
verdadeiro do falso. ( Livro dos Médiuns, cap III item 35 )
De minha parte acho que entender a estruturação de um organismo ---
principalmente as redes neurais, um estupendo sistema computacional
--- sem uma matriz a partir do perispírito seria considerar que o
impulso da essência espiritual atua diretamente no meio físico sem
instrumentos intermediários... Há toda uma gigantesca fenomenologia
que só se explica pela existência e características do perispírito;
como a Natureza amoldaria na matéria sem o concurso do veículo
intermediário?
Para ser mais exato, é preciso dizer que é o próprio Espirito que
modela o seu envoltório e o apropria às suas novas necessidades;
aperfeiçoa-o e lhe desenvolve e completa o organismo, à medida que
experimenta a necessidade de manifestar novas faculdades; numa
palavra, talha-o de acordo com a sua inteligência. Deus lhe fornece os
materiais; cabe-lhe a ele empregá-los. É assim que as raças adiantadas
têm um organismo ou, se quiserem, um aparelhamento cerebral mais
aperfeiçoado do que as raças primitivas: Desse modo igualmente se
explica o cunho especial que o caráter do Espirito imprime aos traços
da fisionomia e ás linhas do corpo. (A Gênese, Cap XI, item "11").
Obra "Perispírito", de Zalmino Zimmermann (CEAK - Centro Espírita
Allan Kardec - Departamento Editorial - Campinas/SP - edição de 2000):
[...] a idéia de um princípio diretor imaterial, a comandar o
desenvolvimento da vida, ocupa cada vez mais lugar na Ciência.
A propósito, em Fórum promovido pela Universidade de São Paulo, que
refutou o aborto - novembro, 1997 -, a Drª Marlene R. S. Nobre,
mostrando que "uma única célula, para funcionar, necessita de 2.000
enzimas específicas", informava: "Os irmãos Igor e Grichka Bogdonov,
físicos de renome da atualidade, descobriram com o auxílio de bióogos
e o concurso de matemáticos, que a reunião de 1.000 dessas enzimas, de
forma ordenada e perfeita, no decorrer de bilhões de anos, representa,
na verdade, uma impossibilidade estatística: uma em dez, elevado ao
expoente 1.000. E concluíram: 'Não podemos senão constatar a
existência de um fenômeno de ordem subjacente que conduz
inelutavelmente ao surgimento da vida." (FOLHA ESPÍRITA, São Paulo,
dez, 1997, p. 6).