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unread,Oct 9, 2008, 12:07:01 PM10/9/08Sign in to reply to author
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to ESDE PROSEBEM
O exercício da mediunidade correta impõe disciplina que não podem ser
desconsideradas, seriedade e honradez que lhes conferem firmeza de
propósitos com elevada qualidade para o ministério.
Porque independemente dos requisitos morais do intermediário, este há
de elevar-se espiritualmente, a fim de atrair as entidades
respeitáveis que podem promover, auxiliando-o na execução do delicado
programa a que se deve ajustar.
Pelo fato de radicar-se no organismo, o seu uso há de ser controlado
e posto em regime de regularidade, evitando-se o abuso da função, que
lhe desgasta as forças mantenedoras, como a ausência da ação que lhe
obstrui mais amplas aptidões, que somente se desenvolvem através de
equilibrada aplicação.
Face à sintonia psíquica responsável pela atração daqueles que se
comunicam, a questão da moralidade do médium é de relevante
importância, preponderando, inclusive, sobre os requisitos culturais,
porquanto estes últimos podem constituir-lhe uma provação, jamais um
impedimento, enquanto a primeira favorece a união com os espíritos de
igual nível evolutivo.
MISTIFICAR quer dizer enganar, trapacear, burlar, tapear, iludir,
iniciar alguém nos mistérios de um culto, torná-lo iniciado, abusar da
boa fé...
Portanto, mistificação são os escolhos mais desagradáveis da prática
espírita: mas há um meio de evitá-los, o de não pedires ao Espiritismo
nada mais do que ele pode e deve dar-nos; seu objetivo é o
aperfeiçoamento moral da humanidade. Desde que, não vos afasteis
disso, jamais sereis enganados, pois não há duas maneiras de
compreender a verdadeira moral, aquela que todo homem de bom senso
pode admitir; mesmo que o homem nada peça, nem que evoque, sofre
mistificações, se aceitarem o que dizem os espíritos mistificadores.
Se o homem recebesse com reserva e desconfiança tudo o que se
afasta do objetivo essencial do espiritismo, os espíritos levianos
não o enganariam tão facilmente.
Se o ser enganado é desagradável, ainda mais o é ser mistificado.
Esse, aliás, um dos inconvenientes de que mais facilmente nos podemos
preservar. De todas as instruções precedentes ressaltam os meios de se
frustrarem as tramas dos espíritos enganadores.
Por que permite Deus pessoas sinceras e que aceitam o Espiritismo de
boa fé sejam mistificadas? Não poderia isto ter o inconveniente de lhe
abalar a fé?
Se isso lhes abalasse a crença, é que não tinham muito sólida a fé. Os
que renunciassem ao Espiritismo, por um simples desapontamento,
provariam não o haverem compreendido e não lhe terem atentado na parte
séria. Deus permite as mistificações, para experimentar a perseverança
dos verdadeiros adeptos e punir os que do Espiritismo fazem objeto de
divertimento.
A astúcia dos Espíritos mistificadores ultrapassa às vezes tudo o que
se possa imaginar. A arte, com que dispõem as suas baterias e combinam
os meios de persuadir, seria uma coisa curiosa, se eles nunca
passassem dos simples gracejos; porém, as mistificações podem ter
conseqüências desagradáveis para os que não se achem em guarda.
Sentimo-nos felizes por termos podido abrir a tempo os olhos a
muitas pessoas que se dignaram de pedir o nosso parecer e por lhes
havermos poupado ações ridículas e comprometedoras. ( Livro do
Médiuns, pág. 397, item 303 ).
Entre os meios que esses Espíritos empregam devem colocar-se em
primeira linha, como sendo os mais freqüentes, os que têm por fim
tentar a cobiça, como revelação de pretendidos tesouros ocultos, o
anúncio de heranças, ou outras fontes de riqueza.
Devem, além disso, considerar-se suspeitas, logo a primeira vista, as
predições com épocas predeterminadas, assim como todas s indicações
precisas, relativas a interesses materiais.
Cumpre não se dêem os passos prescritos ou aconselhados pelos
Espíritos, quando o fim não seja eminentemente racional; que ninguém
nunca se deixe deslumbrar pelos nomes que os Espíritos tomam para dar
aparência de veracidade às suas palavras; desconfiar das teorias e
sistemas científicos ousados; enfim, de tudo o que se afaste do
objetivo moral das manifestações.
Embora os cuidados que o exercício da mediunidade exige, nenhum
sensitivo está isento de ser veículo de burla, de mistificação. Esta
pode, portanto, ter várias procedências:
A- Dos espíritos que se comunicam, denunciando a sua inferioridade e
demonstrando falhas no comportamento do medianeiro, que lhes ensejou a
farsa.
B- Involuntariamente, quando o próprio espírito do médium não logra
ser fiel intérprete da mensagem, por encontrar-se em aturdimento, com
estafa, desgaste e desajustado emocionalmente.
C- Inconscientemente, em razão da liberação dos arquivos da
memória – animismo – ou por captação telepática direta ou indireta.
D- Por fim, quando se sentindo sem a presença dos comunicantes e sem
valor moral para explicar a ocorrência, apela para a mistificação
consciente e infeliz, derrapando no gravame moral significativo.
A mistificação mediúnica de qualquer natureza tem muito a ver com o
caráter moral do médium, que, consciente ou não, é responsável pelas
ocorrências normais e para-normais da sua existência.
A mediunidade é para ser exercida com responsabilidade e pureza de
sentimentos, não se lhe permitindo macular com as enganosas paixões
inferiores da condição humana das criaturas.
Com a vulgarização e a multiplicação dos médiuns, estes, desejando
valorizar-se e dar brilho especial às suas faculdades, apelam para
supertições e exotismo do agrado das pessoas frívolas e ignorantes,
que os incorporam às suas ações, caindo, desse modo, em
mistificações da forma, através dos processos escusos com os quais
visam impressionar os incautos.
Fonte: L. Médiuns e Médiuns e Mediunidade