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unread,Sep 17, 2008, 12:50:09 PM9/17/08Sign in to reply to author
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to ESDE PROSEBEM
MEIMEI (Irma de Castro Rocha)
(*22/10/1922 - +01/10/1946)
RESUMO BIOGRÁFICO:
Homenageada por tantas casas espíritas, que adotam o seu nome; autora
de vários livros psicografados por Chico Xavier, entre eles: "Pai
Nosso", "Amizade", "Palavras do Coração", "Cartilha do bem",
"Evangelho em Casa", "Deus Aguarda", "Mãe" etc... e, no entanto, tão
pouco conhecida pelos testemunhos que teve de dar quando em vida, Irma
de Castro - seu nome de batismo - foi um exemplo de resignação ante a
dor, que lhe ceifou todos os prazeres que a vida poderia permitir a
uma jovem cheia de sonhos e de esperanças. Meimei nasceu em 22 de
outubro de 1922, na cidade de Mateus Leme - MG e transferiu residência
para Belo Horizonte em 1934, onde conheceu Arnaldo Rocha, com quem se
casou aos 22 anos de idade, tornando-se então, Irma de Castro Rocha. O
casamento durou apenas dois anos, pois veio a falecer com 24 anos de
idade, no dia 01 de Outubro de 1946, na cidade de Belo Horizonte-MG,
por complicações generalizadas devidas a uma nefrite crônica.
A Origem da Doença
Durante toda a infância Meimei teve problemas em suas amígdalas. Tinha
sua região glútea toda marcada por injeções. Logo após o casamento,
voltou a apresentar o quadro, tendo que se submeter a uma cirurgia
para extração dessas glândulas. Infelizmente, após a operação, um
pequeno pedaço permaneceu em seu corpo, dando origem a todo o drama
que viria a ter que enfrentar, pois o quadro complicou-se com
perturbações renais que culminaram com hipertensão arterial e
craniana.
O Sofrimento
Devido à hipertensão, passou a apresentar complicações oculares,
perdendo progressivamente a visão e tendo que ficar dia e noite em um
quarto escuro, sendo que nos dois últimos dias de vida já estava
completamente cega. Durante os últimos dias de vida, o sofrimento
aumentou. Tinha de fazer exames de urina, sangue e punções na medula,
semanalmente. Segundo Arnaldo Rocha, seu marido, Meimei viveu esse
período com muita resignação, humildade e paciência.
O Desencarne
Os momentos finais foram muito dolorosos. Seus pulmões não resistiram,
apresentando um processo de edema agudo, fazendo com que ela emitisse
sangue pela boca. Seus últimos trinta minutos de vida foram de
desespero e aflição. Mas, no final deste quadro, com o encerramento da
vida física, seu corpo voltou a apresentar a expressão de calma que
sempre a caracterizou. Meimei foi enterrada no cemitério do Bonfim, em
Belo Horizonte.
Surge Chico Xavier
Aproximadamente cinqüenta dias após a desencarnação da esposa, Arnaldo
Rocha, profundamente abatido, acompanhado de seu irmão Orlando, que
era espírita, descia a Av. Santos Dumont, em Belo Horizonte, quando
avistou o médium Chico Xavier. Arnaldo não era espírita e nunca
privara da companhia do médium até aquele momento. Quase dez anos
atrás haviam-no apresentado a ele, muito rapidamente. Ele devia ter
pouco mais de doze anos. O que aconteceu ali, naquele momento, mudou
completamente sua vida. E é ele mesmo quem narra o ocorrido: "Chico
olhou-me e disse: "Ora gente, é o nosso Arnaldo, está triste, magro,
cheio de saudades da querida Meimei"... Afagando-me, com a ternura que
lhe é própria, foi-me dizendo: "Deixe-me ver, meu filho, o retrato de
nossa Meimei que você guarda na carteira." E, dessa forma, após olhar
a foto que Arnaldo lhe apresentara, Chico lhe disse: - Nossa querida
princesa Meimei quer muito lhe falar!"
E, naquela noite, em uma reunião realizada em casa de amigos espíritas
de Belo Horizonte, Meimei deixou sua primeira mensagem psicografada.
E, com o passar dos anos, Chico foi revelando aos amigos mais chegados
que Meimei era a mesma Blandina, citada por André Luiz na obra "Entre
a Terra e o Céu" (capítulos 9 e 10), que morava na cidade espiritual
"Nosso Lar"; disse, também, que ela é a mesma Blandina, filha de
Taciano e Helena, que Emmanuel descreve no romance "Ave Cristo", e que
viveu no terceiro século depois de Jesus.
Enfim, para concluir, resta apenas dizer que "Meimei" era um apelido
carinhoso que o casal Arnando-Irma passou a usar, após a leitura de um
conto chamado "Um Momento em Pequim", de autor americano. Ambos
passaram a se tratar dessa forma: "Meu Meimei". E, segundo Arnaldo,
Chico não poderia saber disso.
(Meimei - expressão chinesa que significa "amor puro")
Materialização de Meimei
"Uma noite, sentimos um delicioso perfume. Intimamente, achei que era
o mesmo que Meimei costumava usar. Surpreendi-me quando percebi que o
corredor ia se iluminando aos poucos, como se alguém caminhasse por
ele portando uma lanterna. Subitamente, a luminosidade extinguiu-se.
Momentos depois, a sala iluminou-se novamente. No centro dela, havia
como que uma estátua luminescente. Um véu cobria-lhe o rosto. Ergueu
ambos os braços e, elegantemente, etereamente, o retirou, passando as
mãos pela cabeça, fazendo cair uma cascata de lindos cabelos pretos,
até a cintura. Era Meimei. Olhou-me, cumprimentou-me e dirigiu-se até
onde eu estava sentado. Sua roupagem era de um tecido leve e
transparente. Estava linda e donairosa! Levantei-me para abraçá-la e
senti o bater de seu coração espiritual. Beijamo-nos fraternalmente e
ela acariciou o meu rosto e brincou com minhas orelhas, como não podia
deixar de ser. Ao elogiar sua beleza, a fragrância que emanava, a
elegância dos trajes, em sua tênue feminilidade, disse-me: - "Ora, meu
Meimei, aqui também nos preocupamos com a apresentação pessoal! A
ajuda aos nossos semelhantes, o trabalho fraterno fazem-nos mais belos
e, afinal de contas, eu sou uma mulher! Preparei-me para você, seu
moço! Não iria gostar de uma Meimei feia!"