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unread,Sep 18, 2008, 12:44:59 PM9/18/08Sign in to reply to author
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to ESDE PROSEBEM
Francisco Peixoto Lins, mais conhecido como Peixotinho, (Pacatuba, 1
de fevereiro de 1905 — Campos dos Goytacazes, 16 de junho de 1966) foi
um médium de efeitos físicos brasileiro.
Biografia
Infância e juventude
Seus pais foram Miguel Peixoto Lins e Joana Alves Peixoto. Embora
nascido em 1905, para efeito do Registro Civil e, destarte, para todos
os efeitos, seu nascimento se deu em igual data do ano de 1907.
Tendo perdido a sua mãe em tenra idade, passou a sua infância em
Fortaleza, cercado pelo afeto dos tios. Iniciou a sua educação em um
seminário, iniciando-se nessa etapa da vida sérias dúvidas sobre a
existência de Deus, diante de temas tão distintos como o das
diferenças sociais marcantes na Região Nordeste do Brasil, e do
nascimento de seres anormais.
Aos catorze anos de idade deixou o seu estado natal em busca da
Amazônia, à época um Eldorado para um nordestino. Durante dois anos
trabalhou na extração de borracha nos seringais amazonenses,
enfrentando, além da solidão, os perigos da região e a exigüidade de
recursos da época.
A prática mediúnica
Em 1926 veio para o Rio de Janeiro, então capital da República, tendo
se alistado no Exército Brasileiro, vindo a servir na Fortaleza de
Santa Cruz da Barra.
Posteriormente, foi transferido para Macaé, no litoral do estado. Foi
naquela cidade que se iniciou a sua prática na Doutrina Espírita,
vindo a fundar, com um grupo de amigos, o Grupo Espírita Pedro. Também
em Macaé, em 1933, veio a constituir família, desposando Benedita
Vieira Peixoto, carinhosamente apelidada de "Baby".
Em sua carreira como militar foi por diversas vezes transferido. Para
onde quer que fosse, fixava residência com a família e ali fundava um
posto de receituário homeopata. Assim se deu em Imbituba, Rio de
Janeiro, Santos e Campos dos Goitacazes.
O Grupo Espírita André Luiz
Em 1945 foi transferido de Imbituba para o Rio de Janeiro, onde serviu
na Fortaleza de São João. Nesta cidade reencontrou-se com antigos
amigos, entre os quais Antônio Alves Ferreira, velho confrade do Grupo
Espírita Pedro, em Macaé, nessa época residindo no Rio. Das reuniões
semanais na residência desse confrade nasceu um culto doméstico que,
em poucos meses, se transformou no Grupo Espírita André Luiz, cuja
sede provisória era, então, no escritório de representações do
confrade Jaques Aboab, à Rua Moncorvo Filho, 27, sobrado.
No Grupo Espírita André Luiz Peixotinho prestou os seus serviços
mediúnicos. Nessa fase, enquanto residiu no Rio de Janeiro, reunia os
amigos em sua residência, todos os domingos.
Da cidade do Rio de Janeiro Peixotinho foi transferido para a de
Santos em 1948, onde passou a freqüentar o Centro Espírita Ismênia de
Jesus. Naquele ano, antes de mudar-se para Santos, ocorreu o seu
encontro com Francisco Cândido Xavier, o primeiro de muitos outros que
se sucederiam. Em Pedro Leopoldo, juntamente com Chico Xavier,
ocorreram várias reuniões de materialização e de tratamento.
Grande número das sessões no Grupo André Luiz e em Pedro Leopoldo
encontram-se narradas por Rafael A. Ranieri em "Materializações
Luminosas" (1973).
O Grupo Espírita Aracy
Transferido para Campos em fins de 1949, iniciou seus serviços no
Grupo Espírita Joana D'Arc. Pouco depois, diante do crescimento da
freqüência ao culto doméstico que fazia com os seus familiares e
amigos, nasceu o Grupo Espírita Aracy, sua guia espiritual e que, na
última encarnação, fora sua filha. Ao Grupo Aracy Peixotinho dedicou
os seus últimos anos de vida terrena.
Aspectos da personalidade
Apesar de sua eficiência no receituário mediúnico, foi portador de
asma, e compreendia ser essa a sua provação terrena. Apesar dos
sofrimentos, era alegre e brincalhão, e por muitos considerado uma
criança grande.
Como médium nunca cobrou por seus dotes mediúnicos. Viveu pobre e
exclusivamente dos seus vencimentos de oficial da reserva do Exército,
reformado que foi no posto de capitão.
Manteve sempre grande zelo pelos princípios esposados por Allan
Kardec, em todos os Grupos ou Centros por ele fundados.
Dedicou-se ao tratamento de casos de obsessão, chegando mesmo a, por
várias vezes, levar doentes ao próprio lar, onde os hospedava junto de
sua família. Passou por testemunhos sérios e sofreu ingratidões que
soube perdoar, não desanimando nunca de servir.
Desencarnou às seis horas da manhã do dia 16 de junho de 1966, em
Campos, cercado pela família, deixando viúva e nove filhos.