Resumo Expandido
Fabiana Ferreira do Nascimento
Instituto Nacional de Cardiologia Laranjeiras/Unidade de Projetos
Nacionais/Programa PREFERE
Ana Lúcia Tarouquella Schilke
Secretaria Municipal de Educação de Niterói/ Coordenação de
Educação e Saúde/Programa Pedagogia Hospitalar
Rosely Sardinha
Secretaria Municipal de Educação de Niterói / Coordenação de
Educação e Saúde/Programa Pedagogia Hospitalar
Introdução
Após a publicação da resolução 41 (que trata dos direitos da
criança/adolescente hospitalizado) em 13 de outubro de 1995 do
Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, o direito
à educação durante a internação, surge no cenário nacional, com
status de obrigação legal.
Esse direito, agora formalmente reconhecido, coloca um novo desafio
para os/as professores/as: como assegurar o direito à educação para
a criança/adolescente hospitalizado visto que a academia só pensa a
educação dentro da escola?
Metodologia
A ação pedagógica hospitalar ainda está em busca de referenciais
teóricos que legitimem e qualifiquem sua ação. Diante disso propomos
nesse trabalho discutir as implicações resultantes da formação dos
professores/as para atuarem no hospital uma vez que essa discussão
ainda não alcançou os centros.
Utilizaremos como metodologia a pesquisa-ação objetivando compreender
o processo de formação do/a professor/a para atuar no atendimento
pedagógico educacional da criança/adolescente hospitalizado.
Na pesquisa-ação a relação entre conhecimento e ação está no
centro da problemática metodológica, ativando o papel do/a
professor/a pesquisador/a na situação investigada.
Essa metodologia permite refletir e transformar a ação através da
interação inteligente e criativa entre o conhecimento teórico e
prático emergente e resultante do diálogo reflexivo de todos/a os/a
atores/as envolvidos no grupo.
Resultados
Nosso estudo está pautado nas ações desenvolvidas por professores/as
que atuam em hospitais do município de Niterói/RJ e que utilizam o
princípio da pesquisa-ação para qualificarem a sua prática.
Nesse trabalho, surgem estratégias de formação que visa garantir a
discussão das implicações da ação educativa em um hospital, pois
quando o/a educador/a chega nesse espaço, além de não conhecer a
dinâmica e não ter discutido sobre a funcionalidade pedagógica de
sua ação/atuação - que transcende nossa realidade e formação
atual - sua relação ainda é de paciente e não de agente social em
serviço.
Comentários ou Conclusões
É possível concluirmos que o hospital é um ambiente novo para o/a
professor/a e que embora esse/a, por um lado, tenha sua entrada
profissional garantida legalmente; por outro, não tem respaldo numa
pedagogia pensada para trabalhar com o/a aluno/a internado/a.
A academia hoje prepara o professor/a para trabalhar com a
homogeneidade, mas quando esse volta sua ação para o ambiente
hospitalar, encontra um ambiente cuja as diversidades (seja idade,
patologia, interesses e outras) e problemáticas que envolvem cada
individuo, saltam aos olhos. Na tentativa de unir o currículo formal
com os desejos dos/as alunos/as hospitalizados/as surge uma proposta
que objetiva garantir o seu pleno desenvolvimento cognitivo durante o
seu período de internação e ao mesmo tempo estimular o socializar e
o pensar criticamente o seu processo de adoecimento.
Palavras-chave: Educação Hospitalar - Formação - Currículo
Referências Bibliográficas
NASCIMENTO, Fabiana Ferreira do. A Atuação e o Atendimento
Pedagógico Hospitalar: Um Novo Caminho na Educação, Monografia
(Especialização em Psicopedagogia), Universidade Candido Mendes, Rio
de Janeiro: UCAM, 2004.
PERRENOUD, Philippe. Ensinar: Agir na Urgência e Decidir na Incerteza,
trad. Claudia Schilling, 2ª ed., Porto Alegre: Artmed, 2001
SCHILKE, Ana Lucia Tarouquella. O Fazer Pedagógico no Ambiente
Hospitalar: Uma Possível Escuta das Potencialidades da Criança
Internada, Monografia (Especialização em Alfabetização das
Crianças das Classes Populares), Faculdade de Educação da
Universidade Federal Fluminense, Niterói: UFF, 2003
Grupo: Pesquisa