MUNDO DA CRIANÇA PORTADORA DE ASMA GRAVE NA ESCOLA

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Fórum Escolar Hospitalar

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Jan 2, 2007, 7:39:05 PM1/2/07
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Borba, Regina Issuzu Hirooka de, Sarti, Cynthia Andersen. (2006) "MUNDO
DA CRIANÇA PORTADORA DE ASMA GRAVE NA ESCOLA", em I Fórum Nacional de
Atendimento Escolar Hospitalar. São Paulo, Brasil.


Resumo Expandido


Regina Issuzu Hirooka de Borba
Universidade Federal de São Paulo. Departamento de Enfermagem.
Cynthia Andersen Sarti
Universidade Federal de São Paulo. Departamento de Medicina Preventiva

Introdução:Este estudo tem com propósito apresentar e discutir os
resultados de um recorte da tese de doutorado(1) e teve como objetivo
compreender o significado que a criança asmática grave e sua família
atribuem à doença e o seu mundo na escola. Sabe-se que o fenômeno
"asma" ocorre num contexto envolvendo não só o aspecto
biológico, mas também as relações interpessoais em seus aspectos
psicológicos e sociais, transformando-se em experiências difíceis
às pessoas envolvidas, permeadas de sofrimento, dor e ameaça de
morte. Metodologia: é um estudo de caso qualitativo, que busca uma
compreensão abrangente do grupo, retratando a realidade em todas as
suas manifestações(2,3) desenvolvido no ambulatório de Pediatria da
Disciplina de Alergia de um hospital público do Município de São
Paulo. Foram estudadas três crianças entre 9 e 10 anos e seus
familiares, denominados casos Milton, Marco Antonio e Gabriela. Os
dados foram coletados entre 2000 e 2002, mediante as técnicas de
observação participante, entrevista semi-estruturada e não
estruturada, e brinquedo terapêutico dramático. Resultados: No caso
Milton, a relação da criança e a escola são marcadas com conflitos,
pelas demandas do tratamento, o que determinam, que ela falte às aulas
e que nem sempre possa desempenhar as atividades físicas e esportivas.
Faltar às aulas representa um mal, pois deixa de aprender mais.
Menciona a escola como um lugar legal, porque pode brincar e aprender.
O caso Marco Antonio evidencia os conflitos com a escola, interferindo
não só na assiduidade e nas brincadeiras, mas, sobretudo no
relacionamento com os colegas que o discriminavam considerando-o louco,
o que determinava sua rejeição pelo grupo, embora recebesse apoio
pedagógico das professoras. O bom desempenho escolar faz com que o pai
deposite esperança de que o filho tenha uma vida melhor. No caso
Gabriela, apesar das crises de asma e convivência com inúmeras
restrições, o desempenho da criança na escola e nas atividades
esportivas parece não estar sendo prejudicado. Já em relação à
convivência com as colegas, é conflituosa, preferindo manter
distância das mesmas, para evitar que elas viessem em sua casa.
Demonstra que gosta da escola por exercer uma função socializadora,
sobretudo da escola de ginástica olímpica que representa uma
realização importante em sua vida e seu esforço é ilimitado em
conseguir uma boa classificação nas competições. Comentários: nos
três casos estudados, a escola é valorizada tanto pela criança como
pela família. O bom desempenho escolar das crianças alimenta na
família a expectativa de um futuro mais promissor para elas com
possibilidade de se formarem e terem um bom emprego. Tendo em vista as
dificuldades encontradas pelas crianças em freqüentar a escola e o
convívio com colegas, deve criar um trabalho conjunto entre os
profissionais de saúde e da educação, assegurando a manutenção da
educação formal e do convívio social salutar.

Palavras chave: escola; asma; enfermagem pediátrica


Referências Bibliográficas
1. Borba RIH. A asma infantil e o mundo social e familiar da criança.
[Tese]. São Paulo (SP): Universidade Federal de São Paulo; 2003.
2. Ludke M, André MEDA. Pesquisa em educação: abordagens
qualitativas. 4ª reimp. São Paulo:EPU; 1986.
3. Becker HS. Métodos de pesquisa em ciências sociais. Trad. de Marco
Xestevão e Renato Aguiar. 3ª ed. São Paulo: Hucitec; 1997.

Grupo: Pesquisa

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