O BRINCAR NA AÇÃO EDUCATIVA HOSPITALAR

10 views
Skip to first unread message

Fórum Escolar Hospitalar

unread,
Jan 28, 2007, 5:17:35 PM1/28/07
to escolahospitalar
SILVA, FÁTIMA JÚLIA MARTINS DA, FRANCO, VERA LÚCIA, UCHOA, JANETE DE
SÁ, BOTELHO, SIMONE. (2006) "O BRINCAR NA AÇÃO EDUCATIVA HOSPITALAR ",
EM I FÓRUM NACIONAL DE ATENDIMENTO ESCOLAR HOSPITALAR. SÃO PAULO,
BRASIL.


PÔSTER


FÁTIMA JÚLIA MARTINS DA SILVA
VERA LÚCIA FRANCO
JANETE DE SÁ UCHOA
SIMONE BOTELHO
Secretaria Municipal de Educação de Niterói /Programa Pedagogia
Hospitalar

Palavras-chave: Brincar - Ação Educativa - Criança


Introdução

As conseqüências da internação são traumáticas. No brincar,
observamos que as tensões provocadas pela internação diminuem
sensivelmente.
No Hospital Getúlio Vargas Filho, o atendimento é voltado para a
Educação Infantil, e a brincadeira é atividade imprescindível na
abordagem com a criança, percebemos que brincando ela se expressa,
mostra o que sentem e quem são, com a brincadeira interagem com
pessoas e exploram novas oportunidades de forma prazerosa e
significativa.

Relato de Prática

Paula* foi internada com quadro desnutrição. Permaneceu no
hospital enquanto a mãe retornou para casa*.
A menina aparentava ter menos idade, não andava, sem tônus
muscular, com dificuldades em segurar pequenos objetos. Ficava em seu
bercinho acuada, movimentando o corpo para frente e para trás. Possuía
bastante dificuldade em aceitar gestos de afeto quando abordada,
chorando e se retraindo. Uma boneca foi dada à Paula e a todo instante
ela a embalava nos braços. "Assim como a presença de um objeto, uma
boneca ajudam-na a sentir-se segura na hora de dormir, pois permite a
recriação da situação mãe-filho na qual protegem-se mutuamente, os
brinquedos no hospital cumprem um papel de proteção como objetos de
transferência que fazem com que não se sinta sozinha"(Dolto,1999,p.
99).
Paula participava das atividades junto às demais crianças.
Acostumada a rotina, já nos esperava no bercinho. Observamos a cada
dia que o seu estado físico dava sinais significativos de melhora,
ficando de pé e empurrando a cadeirinha para que pudesse se locomover
pelo corredor. Interagia ativamente nas atividades escolhendo o que
queria fazer e com o que brincar.

Conclusão

A recuperação de Paula era notada por todos. Ao ser
contrariada demonstrava irritação, bem diferente daquela menininha
apática que conhecemos no início.
Aproveitamos esses momentos para estimular o desenvolvimento e
a aprendizagem infantil, criando situações-problema que desencadeiam a
participação espontânea nas atividades pedagógicas propostas.


Bibliografia


BARBIER,R.(1993) A Escuta Sensível em Educação; in Cadernos ANPED -
Trabalhos nº 5,setembro.

CECCIM, R., FONSECA, E. (1999): Classes Hospitalares: buscando padrões
referenciais de atendimento pedagógico-educacional à criança e ao
adolescente hospitalizado. In: Revista Integração. 9 (21).

DOLTO,F. As etapas decisivas da infância. São Paulo: Martins Fontes,
1999.

SCHILKE, Ana Lucia Tarouquella. O Fazer Pedagógico no Ambiente
Hospitalar: Uma Possível Escuta das Potencialidades da Criança
Internada, Monografia (Especialização em Alfabetização das Crianças
das Classes Populares), Faculdade de Educação da Universidade Federal
Fluminense, Niterói: UFF, 2003

VYGOTSKY,L.S: O Papel do Brinquedo no Desenvolvimento. In: A Formação
Social da mente. 4.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991(ed. Orig.
1993).

WALLON, H. Do acto ao pensamento. Lisboa:Portugália,1966.

WINNICOTT,D.W.O Brincar e a Realidade.1971

Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages