Introdução
A vida é uma dádiva do Senhor, que deve ser explorada e vivenciada
com toda força e vigor. O desenvolvimento desta vida pode ser dividido
em três partes principais: infância, adolescência e vida adulta.
Cada uma destas etapas possui características e necessidades
distintas. Para que uma pessoa se desenvolva até a plena maturidade,
ela terá que fazer os ajustes necessários à medida que avança
através de cada etapa da vida.
A adolescência aparece então como um importante período de
transição, através do qual a criança se transforma em um adulto.
Para fins de melhor aproveitamento dos professores, estaremos abordando
o tema conforme divisão etária seguida pela CPAD: um grupo de 12 a 14
anos, outro de 15 a 17 anos.
Preferimos abordar o assunto da forma tradicional, mostrando as
mudanças físicas, mentais, sociais, emocionais e espirituais que
ocorrem e ressaltar qual é a oportunidade que se abre para cada
professor, para que consiga explorar a totalidade do potencial inerente
a cada adolescente, a fim de que ele desempenhe com satisfação o seu
papel na família, igreja e comunidade.
Observação:
Muitas das hipóteses levantadas no trabalho não foram comprovadas;
são somente observações, pessoais, empíricas, que podem ser
questionadas.
I. DEFININDO A ADOLESCÊNCIA
A adolescência é o período de difícil transição da infância para
a idade adulta. As atividades da criança dão lugar às realizações
do adolescente, que posteriormente se concretizam e se tornam
realidades para o adulto. As brincadeiras infantis são substituídas
pelos esportes, que se manifestam como se fossem competições da
própria vida. A credulidade da infância acaba, e em seu lugar aparece
a dúvida, que deverá ser substituída por forte convicções da vida
adulta.
A transição não é fácil, pois há três diferenças significativas
entre uma criança e um adulto:
a) a criança confia e aceita as idéias de pessoas mais velhas; um
adulto já "tem a cabeça feita", quer seguir sua própria mente.
b) a criança depende emocionalmente de seus pais, enquanto um
adulto é mais independente;
c) a criança sempre participa da realidade da fé através de
outros, enquanto o adulto participa da caminhada da fé cristã
marchando sobre seus próprios pés.
Em cada uma destas três áreas, o adolescente fica oscilando entre o
mundo da infância e o do adulto. Ele se esforça para agir e se
comportar como adulto, contudo ele sente falta e anela pela segurança
que tinha e sentia quando criança.
O estilo e intensidade da vida moderna aceleram o processo de
maturação. Geralmente resulta em uma adolescência anormal. A
pobreza, os problemas sociais e a dor também afetam o desenvolvimento
neste período, ocasionando uma maturidade precoce. Doze e 13 e são
considerados os anos iniciais da adolescência
II. INTERMEDIÁRIOS: DESENVOLVENDO A INDEPENDÊNCIA
( 12 a 14 anos)
1. O QUE DESENVOLVER
Na primeira adolescência, se deve alcançar o desenvolvimento pleno em
quatro áreas essenciais para que haja um progresso sadio em toda esta
faixa etária. Vejamos quais são:
- Ajustar-se para a brusca mudança do corpo.
- Normalidade ao desenvolver sua independência.
- Aquisição da sua auto-identidade.
- Aceitação de si mesmo, apreciando e desenvolvendo as áreas
positivas; aceitando e melhorando aquilo que é negativo.
2. MUDANÇAS COMPLICADAS
A faixa etária de 12-14 anos é a que estamos denominando de primeira
adolescência, onde um crescimento e desenvolvimento vertiginoso
acontece; assim, é um período de ajustamento e consolidação.
Destacam-se as complicadas mudanças nas funções sexuais. O
adolescente começa a perceber o despertar de novos poderes dentro de
si mesmo e o brotar das aspirações adultas. Isto cria uma mistura
turbulenta de tendências e anti-tendências, gerando um período de
complexidade e contradição.
Apesar de estar em um mundo de mudanças e transição, não entendendo
a si mesmo, o adolescente possui um potencial tremendo que quer ser
estimulado e explorado pelos pais e educadores; ele não deve ser mal
compreendido ou ignorado.
Ele precisa de um modelo especial de adulto com o qual possa se
relacionar e identificar-se. Este adulto deve ser amável, paciente e
compreensivo, pois aqueles que trabalham com os adolescentes devem
aproveitar esta oportunidade ímpar para os discipular para Cristo.
Os professores terão sucesso em sua missão se:
- Mantiverem aberto os canais da comunicação
- Usarem os interesses do adolescente como pontes na transmissão
da vida cristã
- Souberem como aconselhar
- Forem "o ou um dos companheiros" e providenciarem companhias
sadias
O professor de Escola Dominical será a chave para o evangelismo e o
discipulado dos adolescentes, se realmente se envolver e souber
utilizar corretamente as portas que se abrirão nesse período que é
também o do despertamento para as coisas espirituais.
3. MUDANÇAS FÍSICAS
As muitas mudanças físicas que ocorrem durante esta época afetam
diretamente todas as outras áreas do desenvolvimento do adolescente.
O adolescente cresce rápido, mais desproporcionalmente. As moças
crescem mais aceleradamente nesta época, e geralmente são mais altas
e com mais peso do que os rapazes. Este crescimento acelerado produz um
enorme apetite.
Os músculos procuram atividade constantemente. A aparição e
conscientização das funções sexuais faz com que o adolescente se
preocupe com sua aparência física. A maioria deles quer ganhar ou
perder peso, e gostariam de ser "mais bonitos". Por isso, buscam
melhorar o "design" do corpo. As espinhas e cravos se tornam
verdadeiros monstros a serem vencidos.
As mudanças físicas não são só externas, mas também internas. O
desenvolvimento da glândulas é o mais importante. Os órgãos vitais
também crescem rapidamente, o coração quase que dobra de tamanho; os
pulmões crescem, as glândulas se tornam mais ativas, as cordas vocais
quase dobram em comprimento, trazendo dificuldades para o adolescente
controlar sua voz. O crescimento desproporcional dos ossos traz um
desenvolvimento "esquisito", frustrando e embaraçando o adolescente.
Ele precisa compreender que estas mudanças são necessárias, pois
ninguém deixa a infância e se torna um adulto da noite para o dia.
4. MUDANÇAS MENTAIS
A adolescência é o tempo em que a pessoa atinge o ápice do
criticismo em sua vida. Ele quer e exige que tudo passe pelo teste e
crivo da sua razão e julgamento. São aspectos que estão se
desenvolvendo, mas ainda são limitados pela experiência.
Neste período, já é possível ao professor trabalhar com mais
profundidade o pensamento. Eles desenvolvem a habilidade de entender
relacionamentos e solucionar problemas. Crescem em sabedoria prática,
empírica para julgar de acordo com o senso comum. O seu conhecimento
teórico está também à frente da sua experiência. Assim, o
professor de adolescente deve apresentar questões e problemas para que
ele trabalhe diretamente nas Escrituras e ache as respostas. Esta nova
habilidade de lidar com o abstrato deve ser explorada, pois ele
compreenderá melhor as idéias simbólicas do que as concretas. Ele
pode memorizar bem, mas deve ter uma razão para isso. As atividades
devem fazer sentido.
Os temas de estudo devem abordar uma variedade de assuntos, pois o
horizonte mental é amplo e há um grande potencial na capacidade
intelectual, possibilitando ao professor caminhar em várias
direções.
5. MUDANÇAS SOCIAIS
Novas atividades aparecem também no que diz respeito à vida social.
Especialmente seu desejo por companhia e de pertencer ao grupo. Ele
quer ser "grande", crescido, superior aos irmãos mais novos. Aqui
ensaia seus primeiros "vôos" para fora do ninho, a caminho da
independência; contudo, isto pode fazer dele um "rebelde" e
distanciá-lo dos pais, gerando um relacionamento difícil em casa.
Os pais devem reconhecer como natural o sentimento de independência;
se eles o reprimirem, estarão abrindo a porta para constante fricção
e desavenças e perda definitiva do controle. Aqui o adolescente deve
começar a ser treinado para o uso total da liberdade que terá como
adulto. A repreensão retira dele a oportunidade sadia de um
treinamento cristão para a vida.
O professor da Escola Dominical tem aqui uma oportunidade de ouro para
influenciar positivamente na vida dos adolescentes, pois eles começam
a buscar modelos significativos fora de casa. A vida social na escola
também é importante, pois é lá que ele buscará popularidade,
atenção, prestígio, segurança e aceitação diante da turma.
Nesta época, se destaca a procura pelo divertimento, do fazer as
coisas com os outros (companheirismo, principalmente porque há um
aumento das atividades escolares) e da lealdade ao grupo (turma). Os
professores da igreja devem atentar para estes itens e encontrar
atividades cristãs, mas que ao mesmo tempo caminhem junto com esta
trajetória normal da vida de um adolescente.
6. MUDANÇAS EMOCIONAIS
As emoções de um adolescente são mais quantitativas do que
qualitativas. Ele muda da alegria e do contentamento para a tristeza e
a irritação por pouca coisa. Muitos adolescentes são irritáveis e
respondões: "você não me entende" é a mais freqüente exclamação,
antes de uma batida de portas. Esta instabilidade emocional, esta
flutuação, às vezes, é algo difícil para os pais entenderem e
lidarem com ela. Contudo, com o professor da Escola Dominical é
diferente, ele coloca uma "máscara" e se abre mais, o que facilita a
ministração.
7. MUDANÇAS ESPIRITUAIS
Os professores desta faixa etária, às vezes, subestimam a capacidade
espiritual e o potencial do adolescente. Conversão é acima de tudo
transformação, e como este período é caracterizado por mudanças,
por que não esperar, como houve mudanças em todas as áreas, também
mudança espiritual, isto é, conversão? O adolescente desta classe
está pronto para se decidir por Cristo. Uma conversão clara e
definida pavimentará o caminho para o crescimento espiritual, o qual
será nos anos posteriores. Se não for alcançado por Cristo agora,
talvez nunca mais seja. A experiência espiritual do adolescente é
distinta e pessoal. Ele ora ou vai aos cultos não porque é obrigado
(o que acontecia na infância) ou é costume. Ele é livre para decidir
se continua ou pára de freqüentar a igreja; sua decisão depende das
suas convicções pessoais.
A dependência moral também diminui. Ele expressa suas próprias
opiniões e precisa de mais liberdade pessoal de escolha. Aqui aparece
o conceito e convicção de pecado/pecador, que é fundamental para que
uma pessoa seja salva.
Nesta idade, não há preocupação com a filosofia da religião ou com
a formulação de doutrinas. O adolescente quer uma religião que
funcione, que mude sua vida, satisfaça seus anseios e transforme seus
ideais. O professor desta classe deve então desafiar seus alunos a
terem experiências com Deus através da oração; eles devem ver Deus
operando em curas, milagres, soluções de problemas e situações
difíceis.
O adolescente deve ser incentivado a ter uma vida de fé comprometida,
centrada em Jesus e a buscar a perfeição da vida e do caráter
cristão. Deve ser guiado pelo exemplo de adultos que amam e seguem a
Cristo.
Ele terá dúvidas religiosas, mas o que deseja é uma estabilidade bem
firmada e fundamentada na Palavra de Deus. Ele buscará uma certeza
baseada em fatos, não em sentimentos. O professor deve discutir as
questões amigavelmente, pacientemente, guiando-o nas verdades da
Palavra.
8. CONCLUSÃO: IMPLICAÇÕES PARA O EDUCADOR CRISTÃO
O adolescente não deve ser um anônimo, deve ser aceito como pessoa.
Identidade e aceitação são questões de vida e morte, e eles
saberão que são importantes para a igreja e, conseqüentemente, para
Deus, através dos programas feitos especialmente para eles.
Devido ao fato de o adolescente querer os privilégios de um adulto,
mas sem as responsabilidades, o seu professor deve estar diante dele
como um exemplo ao lado, oferecendo companhia e amizade e, por detrás,
dando o suporte e encorajamento.
Eles devem ser levados a estudar a Bíblia. Sua prontidão mental para
aprender, capacidade de concentração, habilidade para discussão e o
aumento de independência intelectual fazem dos adolescentes alunos
responsivos e participantes no estudo da Palavra de Deus.
ESTIMULANDO O POTENCIAL DO ADOLESCENTE - PARTE II
III. SECUNDÁRIOS: O PERÍODO DA AÇÃO (15 a 17 anos)
Nesta época, o adolescente está se preparando para as
responsabilidades da vida. A indiferença é substituída pela
preocupação; a expansividade dá lugar à concentração e à
seleção.
Ao término deste período, o adolescente deve ter tido um
desenvolvimento sadio nas seguintes áreas:
Ao obter relacionamentos novos e maduros com companheiros da mesma
idade e de ambos os sexos.
Ao conscientizar-se de quais são suas funções sociais como homem e
como mulher.
Ao aceitar o seu corpo físico como é e usá-lo de forma efetivamente
cristã.
Ao alcançar sua independência emocional dos pais e de outros adultos.
Ao conscientizar-se da necessidade de se obter independência
financeira.
Ao selecionar e começar a se preparar para uma profissão.
Ao preparar-se para o casamento e vida familiar.
Ao obter conceitos de juízo que são necessários à prática da
cidadania.
Ao comportar-se socialmente de forma responsável e cristã.
Ao adquirir um conjunto de valores cristãos e éticos que sirvam como
guias para o seu comportamento.
Vamos especificar a nossa abordagem por áreas, para fins de melhor
entendimento, mostrando as mudanças e características do adolescente
neste período.
1. MUDANÇAS FÍSICAS
O corpo físico do adolescente alcança as características e potencial
da maturidade, fazendo com que a sua preocupação seja com a beleza
visual. Precisa portanto ser lembrado de que a aparência física é
somente um dos aspectos da vida, e que a beleza interna e a
espiritualidade também são importantes.
Como este é o período também da formação dos bons e dos maus
hábitos (é possível que experimente o cigarro, o álcool, o tabaco,
etc.), o adolescente precisa conscientizar-se de que é o mordomo do
seu corpo, o qual deve ser valorizado, respeitado e honrado.
2. MUDANÇAS MENTAIS
O criticismo da primeira adolescência é substituído por um
julgamento mais maduro. Ele começa a ocultar o seu papel na sociedade
à medida que seu raciocínio, autocontrole e independência se afirma
e se expande.
Adquire a capacidade de pensar os problemas complexos e questiona tudo.
Quer saber as razões e rejeita as respostas fundamentadas no
autoritarismo. O seu professor de Escola Dominical deve levá-lo direto
às Escrituras e ensiná-lo como achar as respostas para as grandes
perguntas da vida.
A imaginação atinge o ápice e se torna a alavanca para os sonhos
idealísticos e para as grandes realizações.
O sucesso na vida depende de autocontrole e disciplina, e isto o
adolescente deve aprender em casa, na escola e na igreja. Sua
educação nunca será completa se não conseguir domínio sobre o
corpo e sobre a mente (vontade).
A independência de pensamento: ao chegar a esta idade, o adolescente
deve ser encorajado a escolher sua vocação, alinhada nos seus
interesses e habilidades. Um homem de sucesso é aquele que seu
coração, mente e tudo mais estão juntos na profissão escolhida.
É comum o adolescente demonstrar neste período a atitude do
"sabe-tudo", que pode levá-lo a se isolar da influência e conselhos
dos pais.
Contudo é altamente sujeito a sugestões, que vem, principalmente,
através da TV, rádio e daquilo que ele lê. Abre-se aqui uma porta
para o professor da Escola Dominical, que tem tudo para ser uma das
principais influências sobre a vida dele, tanto como um modelo, quanto
como um indicador bibliográfico ou de programação de rádio e TV.
3. MUDANÇAS SOCIAIS
Neste período, a turma é substituída por um grupo menor, mais
seleto. Preferem mais a companhia dos amigos do que da família. Os
pais e professores devem respeitar este período de maturação;
tratá-los como adultos e procurar ouvi-los mais do que simplesmente
ficar dando conselhos e avisos.
Aparecerá o interesse pelo sexo oposto e, apesar de a maioria dos
casos ser superficial, o professor do adolescente deve incluir em seus
ensinos e orientações sobre como o rapaz e a moça devem se
relacionar e namorar. Pais e igreja devem trabalhar juntos e auxiliar
os adolescentes a adotarem os valores e padrões cristãos no namoro e
na amizade.
4. MUDANÇAS EMOCIONAIS
O adolescente deste período quer ação para o momento. Ele quer
experimentar muitas emoções, e esta atitude pode ser perigosa tanto
física como moralmente. Os resultados podem ser acidentes de carro,
bebida, drogas, sexo impróprio, etc. O que o professor pode fazer é
desafiá-lo para a ação positiva, como ser um missionário, ganhar
todo o seu bairro, escola e cidade para Jesus, construir uma igreja,
etc. O adolescente possui um potencial tremendo para a evangelização
e o serviço cristão.
A auto-estima e a vontade de ser considerado adulto são também
questão de alta prioridade e não devem ser atropelados.
5. MUDANÇAS ESPIRITUAIS
O professor de adolescente deve mostrar sua fé na prática ao
relacionar-se com Jesus, ao invés de apresentar uma lista religiosa de
"faça" e "não faça". Eles precisam ver que a fé tem segurança e
propósito.
O adolescente precisa de um cristianismo ativo, que dê oportunidade
para ser e também para fazer. Ele precisa relacionar sua experiência
espiritual com as decisões da vida.
Muitos fatores podem ser um empecilho para o desenvolvimento de uma
vida cristã normal. Por exemplo, o testemunho inconsistente de
cristãos adultos, principalmente dos pais, professores da Escola
Dominical ou outro líder da igreja. Dúvidas e confusões podem surgir
também de ensinos materialistas e ateístas que têm a pretensão de
contradizer a Bíblia e que são apresentados pela escola secular ou
pela mídia.
O que devemos tem em mente é que um adolescente com uma vida
espiritual autêntica, real, fundamentada na Palavra de Deus, não
abrirá espaço em seu coração para o criticismo e a apostasia, mas
ficará firme como Daniel (Dn. 1.8), sem comprometer a fé e nem os
valores cristãos.
Um dos aspectos mas positivos da vida espiritual do adolescente é o
potencial que ele possui para a adoração a Deus. Eles gostam e se
interessam em participar da ministração do louvor, e isto é uma
abertura tremenda para que cheguem a presença do Senhor e experienciem
a majestade e o poder do Deus Todo-poderoso. O professor do adolescente
deve agendar reuniões periódicas em ambientes diferentes (em um
terraço, sítio, em sua casa ou na de um aluno), com a finalidade de
conversar, rir, estudar a Palavra, orar e louvar.
6. CONCLUSÃO: IMPLICAÇÕES PARA O EDUCADOR CRISTÃO
O professor de adolescentes deve ter um programa de educação
completo, que englobe ação, equilíbrio e propósitos definidos; que
conscientize o aluno sobre o significado e razão da sua vida. As
perguntas devem ser manejadas com honestidade (quando não se sabe as
respostas, os professores têm o dever de admitir, ao invés de se
expor ao ridículo com uma resposta errada). Aliás, isto deve ser uma
oportunidade para trabalharem juntos até chegar ao conhecimento da
verdade.
O adolescente precisa ser treinado no serviço cristão, e ao mesmo
tempo receber a responsabilidade de tarefas específicas na igreja. Ele
precisa ter oportunidade de trabalhar na causa do Mestre. Penso que o
lema apropriado para esta faixa etária é "ou você me usa, ou você
me perde". O adolescente tem condições de se envolver e ser uma
bênção nos projetos mais importantes da igreja. Lembre-se esta é a
geração da ação.
Os professores desta classe devem ser capazes de identificar-se, amar,
compreender e apreciar as coisas. Sua vida pessoal deve ser bem
equilibrada e exemplar, para que tenham condições de guiar,
aconselhar e instruir.
IV. APÊNDICE
Uma das questões mais cruciais que o adolescente enfrenta é a escolha
da profissão. O professor de Escola Dominical deve ser um orientador e
um auxílio neste momento tão importante (deve fazer isso
informalmente).
Para desincumbir-se bem deste trabalho, ele deverá:
a) Incentivar aqueles adolescentes que estão parados na vida escolar a
voltarem a estudar. Muitos estão desanimados e, por falta de visão e
preparo dos pais, não valorizam a educação. O professor deve "chegar
junto" e estimular o potencial de vida destes jovens, mostrando a
necessidade e o valor do preparo escolar.
b) Conscientizar aqueles que estão estudando a se aplicarem, a não
perderem tempo; pois as chances de um bom emprego ou de passar no
vestibular dependem do preparo.
c) Mostrar as diversas possibilidades profissionais existentes,
ajudando-os a analisar e selecionar segundo interesses pessoais,
habilidades e mercado de trabalho.
d) Desafiá-los a viver uma vida comprometida cem por cento com Jesus
dentro da sua profissão, lembrando que o trabalho deve ser um
instrumento de glorificação do Senhor e de expansão do reino dos
céus.
e) Identificar aqueles que demonstram uma vocação ministerial (Daniel
e Isaías já mostravam vocação profética entre 16 e 17 anos) e
incentivá-los a viver uma vida perfeita diante de Deus, consagrando-se
e até mesmo considerando a possibilidade do ministério de tempo
integral.
BIBLIOGRAFIA
BRUBAKER, J. Omar/ Clark, Robert; "Understanding People", by
Evangelical Teacher Training Association; Wheaton, USA.
HAKES, J. Edward; "An Introduction to Evangelical Christian Education";
Moody Press, Chigaco, USA.
RICHARDS, Larry; "Understanding Today's Youth"; Scripture Press
Ministries; Wheaton, USA.
CAMPOS, Dinah Martins de Souza; "Psicologia da Adolescência"; Vozes;
Petropólis, RJ; 7ª Edição 1982