Polêmica ou ignorância?

21 views
Skip to first unread message

Leonardo Ruoso

unread,
May 26, 2011, 6:12:36 PM5/26/11
to escol...@googlegroups.com

Polêmica ou ignorância?

Na semana passada, o site IG noticiou que o Ministério da Educação comprou e distribuiu, para 4.236 mil escolas públicas, um livro que “ensina o aluno a falar errado”. Os jornalistas Jorge Felix e Tales Faria -  do Blog Poder On Line, hospedado no portal – se basearam em exemplos de um capítulo do livro Por Uma Vida Melhor para afirmar que, segundo os autores da coleção organizada pela ONG Ação Educativa, não há nenhum problema em se falar “nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”. Calçaram sua tese no seguinte trecho de um capítulo que diferencia o uso da língua culta e da falada:”Você pode estar se perguntando: “Mas eu posso falar os livro?”. Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico”. O fato de haver outros capítulos, no mesmo livro, que propõem a leitura e discussão de obras de autores como Cervantes, Machado de Assis e Clarice Lispector e ensina modos de leitura, produção e revisão de textos não foi citado. Mas a discussão sobre como registrar as diferenças entre o discurso oral e o escrito esquentou, principalmente após o colunista da Folha de S. Paulo Clóvis Rossi vociferar, no último domingo, que tal livro é “criminoso”.  

Veja abaixo a opinião do linguista Marcos Bagno, pesquisador dos temas relacionados às variações linguísticas e professor da Universidade de Brasília:

Para surpresa de ninguém, a coisa se repetiu. A grande imprensa brasileira mais uma vez exibiu sua ampla e larga ignorância a respeito do que se faz hoje no mundo acadêmico e no universo da educação no campo do ensino de língua.

Jornalistas desinformados abrem um livro didático, leem metade de meia página e saem falando coisas que depõem sempre muito mais contra eles mesmos do que eles mesmos pensam (se é que pensam nisso, prepotentemente convencidos que são, quase todos, de que detêm o absoluto poder da informação).

Polêmica? Por que polêmica, meus senhores e minhas senhoras? Já faz mais de quinze anos que os livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no mercado e avaliados e aprovados pelo Ministério da Educação abordam o tema da variação linguística e do seu tratamento em sala de aula. Não é coisa de petista, fiquem tranquilas senhoras comentaristas políticas da televisão brasileira e seus colegas explanadores do óbvio.

Já no governo FHC, sob a gestão do ministro Paulo Renato, os livros didáticos de português avaliados pelo MEC começavam a abordar os fenômenos da variação linguística, o caráter inevitavelmente heterogêneo de qualquer língua viva falada no mundo, a mudança irreprimível que transformou, tem transformado, transforma e transformará qualquer idioma usado por uma comunidade humana. Somente com uma abordagem assim as alunas e os alunos provenientes das chamadas “classes populares” poderão se reconhecer no material didático e não se sentir alvo de zombaria e preconceito. E, é claro, com a chegada ao magistério de docentes provenientes cada vez mais dessas mesmas “classes populares”, esses mesmos profissionais entenderão que seu modo de falar, e o de seus aprendizes, não é feio, nem errado, nem tosco, é apenas uma língua diferente daquela — devidamente fossilizada e conservada em formol — que a tradição normativa tenta preservar a ferro e fogo, principalmente nos últimos tempos, com a chegada aos novos meios de comunicação de pseudoespecialistas que, amparados em tecnologias inovadoras, tentam vender um peixe gramatiqueiro para lá de podre.

Enquanto não se reconhecer a especificidade do português brasileiro dentro do conjunto de línguas derivadas do português quinhentista transplantadas para as colônias, enquanto não se reconhecer que o português brasileiro é uma língua em si, com gramática própria, diferente da do português europeu, teremos de conviver com essas situações no mínimo patéticas.

A principal característica dos discursos marcadamente ideologizados (sejam eles da direita ou da esquerda) é a impossibilidade de ver as coisas em perspectiva contínua, em redes complexas de elementos que se cruzam e entrecruzam, em ciclos constantes. Nesses discursos só existe o preto e o branco, o masculino e o feminino, o mocinho e o bandido, o certo e o errado e por aí vai.

Darwin nunca disse em nenhum lugar de seus escritos que “o homem vem do macaco”. Ele disse, sim, que humanos e demais primatas deviam ter se originado de um ancestral comum. Mas essa visão mais sofisticada não interessava ao fundamentalismo religioso que precisava de um lema distorcido como “o homem vem do macaco” para empreender sua campanha obscurantista, que permanece em voga até hoje (inclusive no discurso da candidata azul disfarçada de verde à presidência da República no ano passado).

Da mesma forma, nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua. O que esses profissionais vêm tentando fazer as pessoas entenderem é que defender uma coisa não significa automaticamente combater a outra. Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento.

Não é preciso ensinar nenhum brasileiro a dizer “isso é para mim tomar?”, porque essa regra gramatical (sim, caros leigos, é uma regra gramatical) já faz parte da língua materna de 99% dos nossos compatriotas. O que é preciso ensinar é a forma “isso é para eu tomar?”, porque ela não faz parte da gramática da maioria dos falantes de português brasileiro, mas por ainda servir de arame farpado entre os que falam “certo” e os que falam “errado”, é dever da escola apresentar essa outra regra aos alunos, de modo que eles — se julgarem pertinente, adequado e necessário — possam vir a usá-la

TAMBÉM. O problema da ideologia purista é esse também. Seus defensores não conseguem admitir que tanto faz dizer assisti o filme quanto assisti ao filme, que a palavra óculos pode ser usada tanto no singular (o óculos, como dizem 101% dos brasileiros) quanto no plural (os óculos, como dizem dois ou três gatos pingados).

O mais divertido (para mim, pelo menos, talvez por um pouco de masoquismo) é ver os mesmos defensores da suposta “língua certa”, no exato momento em que a defendem, empregar regras linguísticas que a tradição normativa que eles acham que defendem rejeitaria imediatamente. Pois ontem, vendo o Jornal das Dez, da GloboNews, ouvi da boca do sr. Carlos Monforte essa deliciosa pergunta: “Como é que fica então as concordâncias?”. Ora, sr. Monforte, eu lhe devolvo a pergunta: “E as concordâncias, como é que ficam então?”

Marcos Bagno


--
Leonardo Ruoso - Jornalista/Desenvolvedor
Assessoria de Imprensa. Consultoria de Marketing. Desenvolvimento e Integração de Software. 
Comunicação Social/Jornalismo - UFC/2006. Telecomunicações - ETFCE/1998. 
Foos, Perl, Debian Gnu/Linux, Agile, UML, DBA e OOP. Coaching/NLP. Inglês e Francês. 

Tuty Osório

unread,
May 30, 2011, 10:32:55 AM5/30/11
to escol...@googlegroups.com

Leonardo, não li o livro e não acompanhei tão intensamente as discussões em torno do mesmo.Ouvi falar da confusão.Estava viajando a trabalho pelo interior de Mato Grosso.Sou totalmente a favor de uma língua que evolui.Mas parece-me que é necessário existirem referências.Acho perigoso, de verdade, taxar toda a erudição de elitista.Lutar contra preconceitos e discriminações não deve ser justificativa para imprudências que têm acontecido com frequência.Os livros didáticos adotados no primeiro ano do ensino médio, por exemplo, estão repletos de erros grosseiros, preconceitos graves e encenam ditaturas absurdas de determinas "versões" dos fatos. Eu acompanho de perto porque tenho uma filha estudando nessa fase.Enfim, há muita irresponsabilidade nessa área. A elaboração desse livro deveria ter levado isso em conta, promovendo uma antecipação do debate, explicando com paciência seus argumentos.O problema é que sempre esperam ser aclamados...Abraço.Tuty Osório

 
--
Você recebeu esta mensagem por ser assinante da lista "Escola Nova" no Google Groups. Para enviar mensagem para esta lista basta enviar um e-mail para escol...@googlegroups.com
 
Para cancelar sua assinatura envie um e-mail para
escola-nova...@googlegroups.com
 
Caso alguém deseje assinar a lista basta enviar um e-mail para escola-nov...@googlegroups.com
 
Para mais opções visite a página do grupo no endereço
http://groups.google.com/group/escola-nova

Leonardo Ruoso

unread,
May 30, 2011, 12:31:22 PM5/30/11
to escol...@googlegroups.com
Olá Tuti,

Bom dia!

Primeiro de tudo agradeço pela interlocução, pois acredito que o melhor da história é o debate :-) Meus comentário seguem ao longo da sua mensagem abaixo citada... acho que o assunto até valeria um café :-)

Em 30 de maio de 2011 14:32, Tuty Osório <tutyo...@gmail.com> escreveu:
Leonardo, não li o livro e não acompanhei tão intensamente as discussões em torno do mesmo.Ouvi falar da confusão.Estava viajando a trabalho pelo interior de Mato Grosso.Sou totalmente a favor de uma língua que evolui. Mas parece-me que é necessário existirem referências.
Esse é o papel das gramáticas, estabelecer referenciais. 

O que mudou em praticamente todo o mundo ocidental ao longo dos últimos séculos (não décadas) foi a perspectiva de se fazer gramática, pois se houve um momento em que o pensamento ocidental entendia a gramática como um agente normalizador das línguas e que o certo e o errado seriam derivados de regras abstratas. 

Esse pensamento foi superado há bastante tempo. Em Portugal a definição legal de português correto é «aquele falado e escrito pelos portugueses». Não sei se é bom ou ruim, mas o Brasil não tem uma definição legal de português correto. Isso não significa que não existam referências. O novo (não tão novo assim) papel da gramática é compreender e descrever a língua falada e escrita e estabelecer um referencial.

Esclarecido esse ponto, vale lembrar que o livro em questão, cujo público alvo são estudantes do Eja, Educação de Jovens e Adultos, não "menospreza" a norma culta ou ensina variantes "populares". Em uma página do livro é mostrada a distinção entre a fala e a escrita e exemplifica com uma frase e mostra sua adequação à norma culta. Explica que fazer o plural de «o livro» como «os livro», embora aceitável em alguns meios, tende a ser mal-visto em outros. 

Um dos artigos mostra que o prestígio da variante linguística está muito mais ligado ao prestígio de seus falantes do que a qualquer critério de "correção" gramatical quando explica que é aceitável que ao falar, na maior parte do Brasil, seja suprimido o "R" final de verbos no infinitivo, mas que apenas alguns extratos costumam suprimir o mesmo "R" ao final de substantivos. Pessoalmente eu pronuncio ambos, mas não vejo diferença outra que não social entre o médico que vala «que vai está no consultório» e do paciente do PSF que vai ao mesmo consultório por estar com «dô». 

Existe uma relação entre o prestígio da variante linguística e o prestígio de quem a fala, não apenas econômica, mas também entre a variante da capital e do interior, de RJ e SP e do resto do Brasil. Você acha que a variante linguística de Fortaleza tem prestígio o mesmo prestígio nacional que a variante da capital paulista? Você acha que os portugueses acreditam que a variante brasileira tem mais prestígio que a portuguesa por ser mais próxima do idioma de Camões? Minha filha e meu filho aprenderam muitos "erros" com os professores quando começaram a frequentar a escola. E como me "doía os ouvidos" conversar com a fonoaudióloga da minha filha que apesar de ser fonoaudióloga falava a variante local :-) 

Eu procuro manter não só minha escrita dentro da norma como também minha fala, mas eu cometo erros, até mesmo escrevendo. Não se trata contudo de dizer que erros não existem, mas de assumir que o ceará fala assim «Me diz aí se tu que me vê.» e mesmo quando não usa o pronome tu, mistura a terceira e a segunda pessoa o tempo todo num mesmo discurso. Em Recife utiliza-se a forma verbal do subjuntivo como se fosse o pretérito e assim por diante...
 
Acho perigoso, de verdade, taxar toda a erudição de elitista.
Eu gosto de erudição, tanto que não tenho bagagem para entender tanto o conteúdo do livro didático quanto o factóide jornalístico gerado. O que eu lamento é que profissionais da área de educação embarquem na onda gerada na imprensa como se fossem ignorantes completos, quando sua postura deveria ter sido a de ler a obra criticada e buscar algumas referências teóricas atualizadas antes de engrossar o coro. Não é a primeira vez que a Veja, da mesma editora da Nova Escola, publica absurdos que devem envergonhar a redação da Nova Escola :-/ que definitivamente não é uma revista de vanguarda.

Sei que nem todo mundo gosta de erudição, mas toda erudição é necessariamente uma forma elitismo e não necessariamente vejo elite como algo perjorativo. Eu não sou marxista. Elite não é apenas riqueza financeira e eu posso ser erudito em culturas populares, o que fez você ler «culturas populares» e não «cultura popular» sem que eu integre uma elite econômica :-)
 
Lutar contra preconceitos e discriminações não deve ser justificativa para imprudências que têm acontecido com frequência.
Concordo demais com isso e tenho uma opinião bastante heterodoxa sobre livros didádicos.
 
Os livros didáticos adotados no primeiro ano do ensino médio, por exemplo, estão repletos de erros grosseiros, preconceitos graves e encenam ditaturas absurdas de determinas "versões" dos fatos.
Não sei bem quando foi diferente disso. A única forma que conheço de minimizar esse efeito é com a pluralidade. Pessoalmente não gosto dessa ideia de se adotar um único livro-texto em formato de manual ou de apostila. Isso é terrível, pois todo o conteúdo, mesmo aqueles de diferentes autores, passa pelos mesmos filtros. O que é ruim. Prefiro a leitura de várias obras, de artigos de vários autores, de tempos e orientações diferentes.

Tenho que reconhecer que nesse sentido o Mec tem evoluído muito o processo de adoção dos livros didáticos para a rede estatal, pois de uma escolha centralizada os livros passaram a ser escolhidos pelos próprios professores de cada localidade.

O México ainda adota o formato semelhante ao que o Brasil adotava na época em que eu era estudante: (1) escolhe autores, (2) manda escrever um livro sob sua encomenda, (3) imprime os livros na gráfica do próprio governo e (4) distribui para o país inteiro. É um processo com uma logística e um custo muito mais barato, mas com um custo não financeiro muito elevado para a democracia e para a cultura de uma forma geral.
 
Eu acompanho de perto porque tenho uma filha estudando nessa fase. Enfim, há muita irresponsabilidade nessa área. 
Eu fui estudante, eu estudante encontrei muitos equívocos em livros, assim como contrariei muitos professores em sala de aula. Eu era um aluno bem chato :-) mas não sei se podemos falar de irresponsabilidade, pois acredito que há um esforço muito grande em acertar e o certo ou errado vão sendo ajustados ao longo da história sem que todos consigam acompanhar.
 
A elaboração desse livro deveria ter levado isso em conta, promovendo uma antecipação do debate, explicando com paciência seus argumentos.O problema é que sempre esperam ser aclamados...Abraço.Tuty Osório
Nesse ponto é uma questão de informação mesmo.

O livro não contém absolutamente nada que não esteja muito bem consolidado no pensamento científico. Não estamos nem falando de vanguarda científica, estamos falando do que deveria ser senso comum ao menos entre pessoas com licenciatura ou cuja formação está relacionada à linguagem: comunicação, letras, pedagogia, ciências sociais, psicologia...

O que houve foi o típico factóide reverberado por alguns artigos redigidos por jornalistas que não cumpriram seu dever profissional,  criticando uma obra sem a ter lido e, lamentavelmente, houve também dentre aqueles que deveriam por ofício compreender o que estava se passando, que saíram reverberando matérias de jornal. Pode um profissional especializado fundamentar-se pela imprensa em sua área de expertise? Em vez de verificar, ler, buscar informações com colegas ou procurar referências atualizadas, partiram para a crítica fácil, novamente sem se dar ao trabalho de ler a obra, o capítulo ou mesmo a página (sim, pois toda a polêmica está restrita a uma página de um livro) em debate! 

Isso sim é lamentável.

Novamente obrigado pela interlocução e um grande abraço!

Vania Maia Girão Linhares

unread,
May 30, 2011, 1:27:28 PM5/30/11
to escol...@googlegroups.com
Oi, concordo...com um encontro...para reflexões sobre essa temática...

--- Em seg, 30/5/11, Leonardo Ruoso <leonard...@gmail.com> escreveu:

Leonardo Ruoso

unread,
May 30, 2011, 6:56:01 PM5/30/11
to escol...@googlegroups.com
Em 30 de maio de 2011 17:27, Vania Maia Girão Linhares <maiagira...@yahoo.com.br> escreveu:
Oi, concordo...com um encontro...para reflexões sobre essa temática...

Eu concordo demais, mas considerando o tempo normal desses coletivos espontâneos estarei em Vinhedo/SP quando o encontro acontecer :-) Penso que é um encontro muito relevante se considerarmos que muitas de que a língua escrita está emergindo em muitas de nossos filhos e filhas, mas eu confesso que estou bem clima de quem está na expectativa de viver uma nova edição do maio de 68. 

O embrião já chegou na Espanha e até na Paulista :-) depois de derrubar alguns regimes!

Fico tão feliz com a ideia de que possa acontecer algo no mundo mais legal que o hit "Oração" antes de eu morrer :-)

Aliás, eu contei para vocês que "Oração" foi gravado em Rio Negro/PR? Que por um acaso é a cidade onde aportaram meus ascendentes maternos "aportaram" e que Iúna é uma palavra tupi que quer dizer justamente «rio negro»?

Leonardo Ruoso

unread,
May 30, 2011, 6:58:55 PM5/30/11
to escol...@googlegroups.com
Eu espero que dê para entender a mensagem abaixo :-) para quem não entender eu vou editar agora :-) não se zanguem 

Em 30 de maio de 2011 22:56, Leonardo Ruoso <leonard...@gmail.com> escreveu:
Em 30 de maio de 2011 17:27, Vania Maia Girão Linhares <maiagira...@yahoo.com.br> escreveu:

Oi, concordo...com um encontro...para reflexões sobre essa temática...

Eu concordo demais, mas considerando o tempo normal desses coletivos espontâneos estarei em Vinhedo/SP quando o encontro acontecer :-) Penso que é um encontro muito relevante se considerarmos que a língua escrita está emergindo em muitas de nossos filhos e filhas, mas eu confesso que estou bem clima/expectativa de viver uma nova edição do maio de 68. 

O embrião já chegou na Espanha e até na Paulista :-) depois de derrubar alguns regimes!

Fico tão feliz com a ideia de que possa acontecer algo no mundo mais legal que o hit "Oração" antes de eu morrer :-)

Aliás, eu contei para vocês que "Oração" foi gravado em Rio Negro/PR? Que por um acaso é a cidade onde "aportaram" meus ascendentes maternos e que Iúna é uma palavra tupi que quer dizer justamente «rio negro»?

--
Leonardo Ruoso - Jornalista/Desenvolvedor
Assessoria de Imprensa. Consultoria de Marketing. Desenvolvimento e Integração de Software. 
Comunicação Social/Jornalismo - UFC/2006. Telecomunicações - ETFCE/1998. 
Foos, Perl, Debian Gnu/Linux, Agile, UML, DBA e OOP. Coaching/NLP. Inglês e Francês. 

Tuty Osório

unread,
May 31, 2011, 10:04:00 AM5/31/11
to escol...@googlegroups.com
Olá Leonardo, obrigada pela resposta e pelas ponderações.Eu já sabia que você gosta de erudição, quando falei nisso não me referia a você, claro.Gostaria de ter a mesma confiança que você tem, de que não estamos rodeados de irresponsáveis nessa área de educação! Podem ser todos muito bem intecionados mas ando assustada com  muitas coisas... Não por causa desse livro, mas com muitas coisas que observo nas escolas das minhas filhas.Sei que há profissionais maravilhosos, mas nosso sistema é ruim.Por isso é interessante, sim, debater. Agora estou numa correria enorme de trabalho mas marquem o encontro que tentarei ir.Abraço!Tuty

Leonardo Ruoso

unread,
May 31, 2011, 4:10:36 PM5/31/11
to escol...@googlegroups.com
Em 31 de maio de 2011 11:04, Tuty Osório <tutyo...@gmail.com> escreveu:
Olá Leonardo, obrigada pela resposta e pelas ponderações.

Imagina, sempre é bom!
 
Eu já sabia que você gosta de erudição, quando falei nisso não me referia a você, claro.
Não se preocupe, não me senti ofendido em momento nenhum!

 
Gostaria de ter a mesma confiança que você tem, de que não estamos rodeados de irresponsáveis nessa área de educação!
Assim, não é que não tenha gente irresponsável ou incompetente ou até agindo à margem da lei.

Por exemplo, você conhece escola em que alguns ambientes não são acessíveis a cadeirantes? Uma escola que não seja acessível a todas as crianças, que não garanta o acesso de todas as crianças, independente de deficiência ou doença está agindo não apenas de forma antiética, mas principalmente está funcionando à margem da lei e permanece aberta pela inatividade do ministério público.
 
Podem ser todos muito bem intecionados mas ando assustada com  muitas coisas...
Eu já estive assustado, mas não é com o que o corpo técnico do Mec, que normalmente age com a assessoria dos melhores pesquisadores brasileiros e muitas vezes até estrangeiros. Não tenha dúvida de que há muitas aberrações e de que a tarefa de escolher uma escola para os filhos está entre as mais difíceis.
 
Não por causa desse livro, mas com muitas coisas que observo nas escolas das minhas filhas.
Você não imagina as discussões que temos aqui em casa sobre os muitos absurdos que presenciamos. Até mesmo nos envergonhamos de alguns que toleramos que nossos filhos tenham sofrido e olha que eu não sou ignorante no assunto e a Ingrid trabalha regularmente com formação de professores.


Sei que há profissionais maravilhosos, mas nosso sistema é ruim.

Ohe, você não imagina as conclusões a que temos chegado sobre o sistema, mas uma coisa é certa, educação deveria ser considerado serviço público e deveria ser regulado da mesma forma que acontece com telefone, energia e petróleo!
 
Por isso é interessante, sim, debater.
Sim, é ótimo, pois não foi numa conversa que descobrimos que perto da nossa casa há uma escola da rede estatal de excelente qualidade? Talvez a Iúna fosse estudar lá se não estivéssemos nos mudando...

Você sabia que em Fortaleza os melhores resultados nas avaliações como o Enem foram até agora, em todas as ediçẽos, das principais escolas estatais? E olha que Farias Brito, Ari de Sá e outros formam as turmas especiais oferecendo tudo para que os alunos dessas mesmas escolas mudem-se para lá.... ou seja... até mesmo os resultados de excelência (para efeito de publicidade) obtidos pelas redes de escola locais dependem das mesmas instituições para mostrar sucesso?
 
Agora estou numa correria enorme de trabalho mas marquem o encontro que tentarei ir.Abraço!Tuty

Até dia 13 eu posso ir! Depois disso, só mesmo por e-mail :-)

 

clícia marques weyne

unread,
Jun 1, 2011, 7:37:15 AM6/1/11
to escol...@googlegroups.com
Oi, Leonardo. Qual é a escola da rede estatal que é de ótima qualidade, perto da sua casa? A única que eu conheço lá nos arredores é a EMEIF Maria Oldnira, que tem um Centro de Educação Infantil Padrão MEC, mas como todas as outras unidades de educação infantil em Fortaleza, pertence à rede municipal e não à estadual.

Um abraço,

Clícia.
"Amanhecer é uma lição do universo. Que nos ensina que é preciso renascer. O novo Amanhece. (...)". Renato Teixeira.

Leonardo Ruoso

unread,
Jun 1, 2011, 8:23:25 AM6/1/11
to escol...@googlegroups.com
Em 1 de junho de 2011 08:37, clícia marques weyne <clici...@gmail.com> escreveu:
Oi, Leonardo. Qual é a escola da rede estatal que é de ótima qualidade, perto da sua casa? A única que eu conheço lá nos arredores é a EMEIF Maria Oldnira, que tem um Centro de Educação Infantil Padrão MEC, mas como todas as outras unidades de educação infantil em Fortaleza, pertence à rede municipal e não à estadual.

;-) Acho que você está certa, é municipal, mas quando me referi a estatal diferenciava entre estatal e particular. :-) Pessoalmente não acredito que caiba utilizar os termos público e privado, pois não se pode considerar o espaço da escola (mesmo particilar) como sendo privado! É por isso que apesar de saber que pode causar estranhamento (e talvez justamente por isso) é que procuramos adotar a terminologia escola ou rede estatal  quando nos referímos às escolas mantidas pelos municípios, pelos estados ou provincias ou pelos governos centrais.
 
Um grande abraço!

clícia marques weyne

unread,
Jun 1, 2011, 9:03:21 AM6/1/11
to escol...@googlegroups.com
Oi, Leo, concordo com você que a educação é tão prioritária que não pode ser tratada como privada. Mas, infelizmente, é exatamente isso que o nosso sistema educacional faz: mercantiliza a educação, não como um serviço, mas como um bem intangível, pois ao acreditar que estamos comprando educação de qualidade para nossos filhos, acreditamos estar assegurando para eles um futuro melhor. E é com essa expectativa que as escolas barganham na hora de oferecer educação para eles.

O sistema é distorcido dessa forma, mas se funcionasse dentro dos parâmetros aos quais se propõe seria até bom. O problema é que prometem uma coisa que nem sempre estão preparados para cumprir e, muitas vezes, por exemplo, os professores de escolas privadas são mais mal remunerados que os da escola pública. E eu acredito que um professor tenha de ganhar um salário decente - para dizer o mínimo - para que tenha motivação e meios não apenas para trabalhar, mas para estar sempre complementando a sua formação, seja no âmbito da educação formal, não-formal ou informal.

Eu nem me manifestei aqui na lista sobre o assunto do livro didático que ensina a variante liguística porque só quero emitir qualquer opinião depois de ver o livro. Mas, no geral, sou muito senso comum em relação a esse assunto: escola é para ensinar a gente a gramática, a escrever certo, a falar corretamente. Assim, de forma bem simplista, teremos mais escolhas, como falantes e usuários dessa língua, para nos expressarmos. Não podemos prescindir da norma na hora de escrever, por exemplo. E apesar da minha opinião ser bem mãe-senso-comum, se baseia também em algo que discuti na universidade, na disciplina de linguística: dominar a língua, em suas diversas variantes de fala, é um instrumento de poder. Devemos negar isso aos alunos do EJA, nas escolas públicas.

Eu tive, na sétima série, um professor que hoje é professor do curso de Letras, na UFC. Ele fazia o que o livro diz - ou o que vi dizerem do  livro: ele trabalhava diversos livros paradidáticos (não apenas um, imposto, e daqueles cânones, como Machado de Assis, José Lins do Rego e José de Alencar. Ele nos dava a opção de escolher livros de crônicas, Agatha Christie, entre outros), a ficha de leitura não precisava ser necessariamente escrita, mas poderia ser uma peça de teatro, ele nos mostrava como o professor usava a língua como mecanismo de poder e autoridade ao dizer que a forma como o aluno estava se expressando era errada ou dizer que aquela maneira de falar não existia. Mas, ele também me alertou que eu precisava estudar a norma culta por conta das implicações que isso tem no meu futuro, ele me dizia que eu era uma boa aluna porque gostava de ler, mas que teria de ser mais estudiosa nesse assunto se quisesse ter domínio das regras, passar no vestibular, me expressar bem em qualquer tipo de texto escrito etc. Ele também trabalhava com músicas como Codinome Beija-Flor, Faroeste Caboclo e Eduardo e Mônica em sala de aula.

Eu acho que ensinar as diversas variantes linguísticas e suas implicações éuma postura do professor, em sala de aula, não do livro didático. E confesso que, como mãe, eu ficaria muito preocupada se não entivessem ensinando a norma culta na escola do meu filho, pois sei que é por esse aprendizado que ele será cobrado depois.

Bom, mas como eu disse, sou bastante senso comum e muito mais mãe do que qualquer outra coisa na minha vida. E isso pode embotar o raciocínio da gente, às vezes :^)

Beijos,

Clícia.

Leonardo Ruoso

unread,
Jun 1, 2011, 10:30:02 AM6/1/11
to escol...@googlegroups.com
Em 1 de junho de 2011 10:03, clícia marques weyne <clici...@gmail.com> escreveu:
Oi, Leo, concordo com você que a educação é tão prioritária que não pode ser tratada como privada.
Sim, mas é até mais básico, não é privado, pois é social, na pior das hipóteses pode ser assemelhado a um mercado, a um teatro ou a um restaurante. Embora eu entenda que deveria ser assemelhado a energia elétrica, estradas/transporte ou telefonia, ou seja, deveria ter o status estrito de «serviço público» nos termos da lei.
 
Mas, infelizmente, é exatamente isso que o nosso sistema educacional faz: mercantiliza a educação, não como um serviço, mas como um bem intangível, pois ao acreditar que estamos comprando educação de qualidade para nossos filhos, acreditamos estar assegurando para eles um futuro melhor. E é com essa expectativa que as escolas barganham na hora de oferecer educação para eles.

Acho que todos queremos a melhor educação para nossos filhos e todos somos prioritariamente egoístas nessa hora. É verdade que vejo muitas escolhas que me parecem equivocadas, algumas pessoas escolhem escolas somente por serem particulares mesmo quando são inferiores à opção municipal ou estadual mais próxima. Assim o zelador do meu condomínio, que mora aqui perto e ganha dois salários mínimos, paga uma escola  certamente inferior à escola municipal mais próxima (uma escola modelo) por julgar estar oferecendo o melhor para a neta dele.
 
O sistema é distorcido dessa forma, mas se funcionasse dentro dos parâmetros aos quais se propõe seria até bom. O problema é que prometem uma coisa que nem sempre estão preparados para cumprir e, muitas vezes, por exemplo, os professores de escolas privadas são mais mal remunerados que os da escola pública.

Sim, há a remuneração, mas um fator ainda mais sério, que é o «aqui mando eu», não quer, saia, não importa os absurdos ou mesmo os equívocos profissionais cometidos. Em muitos casos os pais teriam muito a contribuir, mas não são ouvidos sequer como são mais desprezados que os clientes de um supermercado ou de uma determinada marca de carro, em que as melhores empresas estão em busca de oferecer o melhor serviço. Em nome de um sentimento de superioridade muitas escolas atropelam os pais em uma estrategia quase «messiânica» e não se incomodam em desrespeitar a ética e a lei em nome de suas crenças particulares.

Aí eu pergunto: se a gente coloca nossos filhos para estudar em uma escola que age sem ética ou respeito às leis que defendem os direitos humanos e a dignidade da pessoa humana, por exemplo, o que estamos a ensinar a nossos filhos? Será que podemos desprezar isso em nome de uma pretensa eficiência?
 
E eu acredito que um professor tenha de ganhar um salário decente - para dizer o mínimo - para que tenha motivação e meios não apenas para trabalhar, mas para estar sempre complementando a sua formação, seja no âmbito da educação formal, não-formal ou informal.

Sim, concordo plenamente, assim como deveria trabalhar apenas um expediente (4h) em «sala de aula» de uma jornada completa, que no tempo complementar deveria estar na escola envolvido com atividades de planejamento, avaliação e tutoria. É um modelo que tem sido adotado em alguns países com muito sucesso.
 
Eu nem me manifestei aqui na lista sobre o assunto do livro didático que ensina a variante liguística porque só quero emitir qualquer opinião depois de ver o livro. Mas, no geral, sou muito senso comum em relação a esse assunto: escola é para ensinar a gente a gramática, a escrever certo, a falar corretamente. Assim, de forma bem simplista, teremos mais escolhas, como falantes e usuários dessa língua, para nos expressarmos.

Bem, mas o livro em questão não ensina outra coisa. Apenas trata o aluno e sua variante linguistica de origem com respeito e dignidade. Como sabermos, as variantes que tem prestígio são aquelas usadas pelas classes que tem prestígio, ainda que todos falem e escrevam com erros gramaticais grosseiros. Não falo dos erros que nós mesmos, nós jornalistas, cometemos por escorregar na gramática. Falo dos erros assumidos como corretos, que quando alguém fala com maior correção é vítima até de chacota!
 
Não podemos prescindir da norma na hora de escrever, por exemplo. E apesar da minha opinião ser bem mãe-senso-comum, se baseia também em algo que discuti na universidade, na disciplina de linguística: dominar a língua, em suas diversas variantes de fala, é um instrumento de poder. Devemos negar isso aos alunos do EJA, nas escolas públicas.

Claro que não devemos negar isso a eles, mas se além de linguística você também estudou um pouco de didática e mesmo jornalismo, sabe que para haver comunicação precisamos nos aproximar do nosso interlocutor para que a comunicação possa fluir. Reconhecer e respeitar os paradígmas de nosso interlocutor é necessário para que estabeleçamos a comunicação, mas o livro sequer chega a esse ponto, ele apenas ensina em uma única página como converte da variante típica oral usada pelo aluno do Eja na variante culta ou correta da língua.

Fora isso, se você buscar informação sobre os principais autores em aquisição da língua escrita do mundo, com destaque para a Anna Teberosky e para a Emília Ferreiro, cujas obras fundantes já tem muitos anos de publicação e que são a principal escola em termos de emergência da lingua escrita (leitura e escrita), vai também entender a abordagem dentro de uma perspectiva da Educação e não apenas da Linguística.

 
Eu tive, na sétima série, um professor que hoje é professor do curso de Letras, na UFC. Ele fazia o que o livro diz - ou o que vi dizerem do  livro: ele trabalhava diversos livros paradidáticos (não apenas um, imposto, e daqueles cânones, como Machado de Assis, José Lins do Rego e José de Alencar. Ele nos dava a opção de escolher livros de crônicas, Agatha Christie, entre outros), a ficha de leitura não precisava ser necessariamente escrita, mas poderia ser uma peça de teatro, ele nos mostrava como o professor usava a língua como mecanismo de poder e autoridade ao dizer que a forma como o aluno estava se expressando era errada ou dizer que aquela maneira de falar não existia.

Isso prejudicou seu aprendizado? O parágrafo presente em uma página de um único livro destinado a alunos adultos não chega nem perto de proporcionar essa experiência....
 
Mas, ele também me alertou que eu precisava estudar a norma culta por conta das implicações que isso tem no meu futuro, ele me dizia que eu era uma boa aluna porque gostava de ler, mas que teria de ser mais estudiosa nesse assunto se quisesse ter domínio das regras, passar no vestibular, me expressar bem em qualquer tipo de texto escrito etc. Ele também trabalhava com músicas como Codinome Beija-Flor, Faroeste Caboclo e Eduardo e Mônica em sala de aula.

Eu devo ter lido umas 10 gramáticas de cabo a rabo. Devo ter lido umas cinco diferente só no primeiro grau. Claro que criança eu achava absurdo que o Luís Gonzaga cantasse letras com erro. Hoje eu sei o absurdo que seria se as letras fossem corrigidas. Seria como revisar Guimarães Rosa ou Patativa do Assaré. Esses três exemplos Humberto Teixeira, Guimarães Rosa e Patativa do Assaré deveriam ser bastantes para mostrar que a lingua correta é aquela falada pelo povo de uma nação, como é a definição de português correto, pasme, em Portugal: o português correto em Portugal é formalmente definido como a língua falada ou escrita pelo cidadão português.
 
Eu acho que ensinar as diversas variantes linguísticas e suas implicações éuma postura do professor, em sala de aula, não do livro didático.
Como você consegue traçar essa diferença?
 
E confesso que, como mãe, eu ficaria muito preocupada se não entivessem ensinando a norma culta na escola do meu filho, pois sei que é por esse aprendizado que ele será cobrado depois.
Não se preocupe, o processo de alfabetização na grande maioria das escolas é absolutamente arcaico e desatualizado. É, de fato, uma violência gratuita aplicada às crianças na escola que, sabe-se bem, dificulta o aprendizado mesmo para as crianças cujos lares de origem são altamente letrados.

Ainda é importante dizer que o fato do livro ter um parágrafo que explica para o aluno a necessidade de converter da variante usada por ele «os livro» para a variante escrita «os livro» faz justamente isso, ensina, sem ambiguidade, a importancia e a necessidade de se saber e escrever fazendo uso da norma culta. Toda a polêmica posta-se sobre um exercício de conversão de falas em uma linguagem informal tipicamente popular para a linguagem formal ou escrita. OU SEJA, trata-se precisamente daquilo que você diz defender!
 
Bom, mas como eu disse, sou bastante senso comum e muito mais mãe do que qualquer outra coisa na minha vida. E isso pode embotar o raciocínio da gente, às vezes :^)
Tá, realmente nesse ponto não somos (eu e a Ingrid) senso-comum. Certamente há muitos domínios em que pensamos e agimos pelo senso comum, mas esse é um em que temos bastante contato com o que está sendo produzido pela academia, não apenas no Brasil como também no exterior (ao menos sobre o que é publicado em inglês ou francês).

Eu consigo compreender que você tenha dificuldade e precise de informações complementares para compreender o fenômeno. Eu não compreenderia se você tivesse publicado uma resenha ou artigo sobre o livro sem antes se aprofundar melhor no assunto ou, pior ainda, se vocẽ fizesse isso sendo pedagoga.
 
Beijos,
Beijão!
 
Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages