Tese: a proibição das drogas no Brasil - da Colônia à República [1 Anexo]

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Marcel Osama

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Sep 4, 2016, 11:50:26 AM9/4/16
to equipe-caps-ad-embu
Equipe,

Segue uma nova referência a ser incluída em nosso arcabouço teórico metodológico. Essa tese do Cadu, ajuda muito a compreender as raízes históricas que determinam o processo saúde-doença da população da qual cuidamos. É extenso, mas é gostoso de ler e vale a pena!!!

Abraços,

Marcel
---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Carlos Torcato carlos....@gmail.com [geds_usp] <geds...@yahoogrupos.com.br>
Data: 2 de setembro de 2016 17:19
Assunto: [geds_usp] Tese: a proibição das drogas no Brasil - da Colônia à República [1 Anexo]
Para: "GEDS [grupo de emails]" <geds...@yahoogrupos.com.br>


 
[Anexos de Carlos Torcato incluídos abaixo]

Ola pessoal.


Finalmente finalizei o ciclo do doutorado. Gostaria de aproveitar nosso grupo de e-mails e divulgar a Tese entre o pessoal do GEDS que foi tão importante nessa trajetória. Eu procurei fazer uma revisão da história da proibição das drogas no Brasil, problematizando os seus principais marcos e os fatores que levaram ao proibicionismo atual. Usando variado conjunto de fontes procurei apresentar algumas hipóteses sobre esse tema:

 

- O Brasil, apesar de estar em um local periférico no mercado mundial, também fez parte da revolução psicoativa. O consumo de ópio, de cocaína e seus derivados perduraram até meados do século XX;

- Procurei retirar dos EUA a agência absoluta da ascensão do proibicionismo em escala global mostrando os múltiplos atores envolvidos; o Brasil, apesar de ser um ator com pouca influência nas relações internacionais, desenvolveu uma política autóctone apresentada como vanguarda do proibicionismo internacional;

- O movimento da temperança no Brasil não era tão inexpressivo quanto se supunha; leis, órgãos policiais especializados e movimentos sociais deram suporte à restrição do consumo de álcool.

- A ideia de que existe um proibicionismo que se opõe ao liberalismo é questionada a partir da configuração de múltiplos regimes de proibição; nesse sentido, as dinâmicas que levaram a proibição na primeira metade do século XX são diferentes daquelas que motivaram a revisão das leis de drogas a partir dos anos de 1960. Por isso propus o modelo de “ciclos proibitivos” ao invés da “ascensão punitivista” como hipótese para a compreensão da política de drogas no Brasil. Esse tema eu já apresentei e debati no último encontro da ABESUP que ocorreu na faculdade de saúde pública da USP. Agora ele é apresentado de forma mais sistematizada.

- Não é possível separar as restrições ao consumo de psicoativos da agenda de expropriação e mercantilização da saúde ocorrida ao longo do século XIX e XX.

 

Ficou um trabalho bem amplo que vai, literalmente, da antiguidade aos dias atuais. Nesse formato ficou impossível dar conta de todos os aspectos envolvidos em cada período, por isso em alguns momentos ele ficou com um caráter um pouco ensaístico. De qualquer forma, acho que ele servirá de base histórica para futuras pesquisas. Se a Tese conseguir suscitar o debate ela já terá realizada o seu papel.

 

Valeu pessoal! Fico à disposição para esclarecimentos, dúvidas, sugestões e debate. 

Abração ! Cadu.

 


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Enviado por: Carlos Torcato <carlos....@gmail.com>
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