En: PALESTRA COM AUTOR ARTUR ZMIJEWSKI

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Fernando Brant

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Sep 8, 2006, 3:04:18 PM9/8/06
to Turma 2005/1, Engenharia 3 semestre, Jussara Donadon, EE/EP/3/4P18, Gianluca Fedele, Engenharia Produção, Rodrigo Vanhois, Rodrigo Gabriel (Dent-Flex), EB1P18 213, Engenharia Básico, Engenharia - DentFlex, Engenharia - 2006/1, engenharia06...@yahoo.com.br, Gilmar Sertori


Pós Graduação - FAAP <posrp.se...@faap.br> escreveu:
De: Pós Graduação - FAAP <posrp.se...@faap.br>
Para: <ferb...@yahoo.com.br>
Assunto: PALESTRA COM AUTOR ARTUR ZMIJEWSKI
Data: 6 SEP 06 21:27:03 -0300







A
FAAP TRAZ O AUTOR DE DOCUMENTÁRIO POLÊMICO A
SÃO PAULO EM SETEMBRO,ARTUR
ZMIJEWSKI - VÍDEO CONFERÊNCIA PARA RIBEIRÃO
PRETO


Dia: 18 de
setembro
Horário: 19h30min

Local: Auditório 2 - Campus FAAP -
SP
Vídeoconferência para sede de Ribeirão
Preto


CONFIRMAR PRESENÇA PELOS TELEFONES
(16)3913-6300/ 6309 / 6304ou PELO E-MAIL
posrp.se...@faap.br


O artista polonês
Artur
Zmijewski mostra filme-estudo
em que contrata homens desempregados para atuar como guardas e presos em uma
cadeia simulada


Seu premiado
documentário Repetition (75’, 2005), que estreou na última Bienal
de Veneza e será visto pela primeira vez no Brasil. Na obra, que remete com
ironia aos reality shows, Zmijewski contrata poloneses desempregados para atuar
como guardas e prisioneiros de uma cadeia simulada – e documenta, ao longo de
sete dias, reações e relações que se aproximam rapidamente de um limite
incontrolável de tensão.

Repetition, seu 11º
vídeo, recria o Experimento da Prisão de Stanford, estudo conduzido em 1971 pelo
psicólogo social Philip Zimbardo, que confinou estudantes em uma prisão simulada
para observar seu comportamento. Zmijewski reencena da arquitetura às regras da
cadeia de Stanford mas contrata, no lugar de estudantes, 16 poloneses
desempregados, que recebem US$ 40 por dia para atuar como prisioneiros e
guardas. Câmeras manuais e outras operadas à distância, com night vision,
registram cada minuto do experimento.

Em Stanford, a rápida
escalada de tensão faz Zimbardo abortar o experimento em seis dias. Em
Repetition, o fenômeno ganha desdobramentos inesperados, que
lançam questões importantes sobre arte e ciência, responsabilidade individual e
papéis sociais. “Uma de minhas conclusões sobre a obra é que somos capazes de
deter a corrupção mental que o poder causa”, diz o artista. “Outra é que o poder
torna-se cada vez mais inteligente.”

“Em Repetition, Artur
Zmijewski explora temas recorrentes na contemporaneidade, como
poder e controle, com humanidade e compaixão surpreendentes”, diz Solange
Farkas, curadora da Associação Cultural Videobrasil, sobre o encontro com o
artista, que conta com o apoio do Consulado Geral da Polônia em São Paulo e da
Casa da Cultura da Polônia.

Experimento de
Stanford é clássico da psicologia social

Em 1971, o psicólogo
social Philip Zimbardo, professor emérito da universidade norte-americana de
Stanford, promoveu um estudo sobre prisões que se tornaria clássico. Depois de
selecionar 24 universitários voluntários, dividiu-os por sorteio entre
prisioneiros e guardas e os confinou em uma prisão simulada em Palo Alto, na
Califórnia.

O estudo tinha como
objetivo observar o comportamento humano na situação de aprisionamento e deveria
durar duas semanas. Mas, submetidos a revistas e outros rituais de humilhação,
os presos se sublevaram em 48 horas, iniciando uma série de confrontos que
levaram Zimbardo a abortar a experiência no sexto dia.

O Experimento da
Prisão de Stanford, documentado no site www.prisonexp.org, tornou-se referência
para a psicologia social; Zimbardo é ainda hoje um dos teóricos mais ouvidos em
episódios como os de tortura na prisão militar americana de Abu Ghraib. O
experimento foi tema de documentário, um longa de ficção e uma série da BBC
inglesa, The Experiment.

“O que mais me
impressionou no Experimento de Stanford foi o fato de Philip Zimbardo usar
procedimentos da arte para construir seu experimento. Ele foi mais diretor de
cinema do que cientista”, afirma Artur Zmijewski.

Artur Zmijewski:
observador e provocador

Provocar situações
incômodas envolvendo personagens incomuns no cenário da arte contemporânea é
prática marcante na obra de Artur Zmijewski (Varsóvia, 1966). Em Eye for Eye (1998),
pessoas normais e outras que tiveram membros amputados compõem corpos funcionais
híbridos em uma série de fotografias que depois se converte em vídeo; em Singing
Lesson (2001), crianças surdas entoam uma cantata de Bach; em Karolina (2002),
uma mulher idosa que sofre de osteoporose fala de sua dor. A vulnerabilidade
humana, assim como os temas da psicologia social, como exclusão e
estigmatização, estão no centro da obra do artista polonês, que passa ao largo
do sentimentalismo e da correção política.

Formado na Academia de
Belas Artes de Varsóvia e na Gerrit Rietveld Academie de Amsterdã, Zmijewski já
exibiu fotografias e vídeos em centros de arte contemporânea em São Francisco,
Paris, Basiléia, Colônia, Varsóvia, Budapeste, Turim e outras cidades.
Repetition, que representou a Polônia na 51ª Bienal de Veneza (2005), recebeu o
primeiro prêmio da KunstFilmBiennale de 2005. O artista, que vive e trabalha em
Varsóvia, também atua como curador de grupos independentes, crítico e editor da
revista polonesa de arte Czereja.


Atenciosamente,

Secretaria
Geral
FAAP - Pós Graduação /
RP
Fone: (16) 3913
6300
e-mail:posrp.se...@faap.br




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