Eu vivi
naqueles tempos e me lembro bem, que nunca aconteceu o que se vê
hoje em dia, e que aceitamos, bovinamente, como se fossem "coisas
normais".
Tudo o
que o Jornalista Carlos Chagas escreveu, traduz a mais absoluta
verdade, e representam valores sociais importantíssimos, esquecidos
atualmente. Discordo parcialmente, no entanto, quando ele diz
que "Erros
foram praticados durante o regime militar...". Mas,
atire a primeira pedra, quem nunca errou! No meu entender, muito
mais que erros, aconteceram alguns excessos necessários à
época, da mesma forma que se fazem necessários hoje, se
quisermos corrigir o desvio de rumo que está levando o nosso país
para um buraco negro e sem volta.
A
grande verdade, hoje escamoteada cínica e abertamente, é que: se o
regime militar não foi bom para alguns poucos rebelados e
anarquistas; se os militares precisaram usar de rigor para conter
ânimos exaltados; se ficaram mais tempo no poder, do que se poderia
esperar ou desejar, não há quem possa negar, percorrendo a linha da
nossa história despido de preconceitos, que foi o único
período em que o nosso país cresceu, assumindo
fôro de nação civilizada. As pessoas se esquecem, mas até 1964,
o Brasil era uma Venezuela atual, sem
petróleo!
No
momento, o país regride assustadoramente. Não temos segurança; não
temos estradas; não temos saúde; não temos educação; não temos
aeroportos; não temos portos; não temos reformas políticas,
tributárias, previdenciárias, não temos nada em termos de
infra-estrutura básica.
A única
coisa que estamos vendo acontecer, a um custo absurdo,
incompreensível e incompatível com as nossas necessidades mínimas e
elementares, são as arenas de futebol.
O
essencial é, ladinamente negligenciado pela política eleitoreira que
nos sufoca. Mas, pão e circo, isso o povão tem . .
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Os 5
Generais Presidentes
Autor: jornalista CARLOS
CHAGAS

"Erros foram
praticados durante o regime militar, eram
tempos difíceis.
Claro
que, no reverso da
medalha, foi promovida
ampla modernização das nossas estruturas
materiais.
Fica para o
historiador do futuro.
emitir a sentença para
aqueles tempos bicudos."
Mas
uma evidência salta aos olhos:
a
honestidade pessoal de cada um! |
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Quando
Castelo
Branco morreu num desastre de
avião, verificaram os herdeiros que seu patrimônio limitava-se
a um apartamento em Ipanema e umas poucas ações de empresas
públicas e privadas. |
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Costa e
Silva, acometido por um
derrame cerebral, recebeu de favor o privilégio de permanecer
até o desenlace, no palácio das Laranjeiras, deixando para a
viúva a pensão de marechal e um apartamento em
construção,
em
Copacabana. |
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Garrastazu
Médici
dispunha, como herança de
família,
de uma fazenda de gado
em Bagé,
mas quando adoeceu
precisou ser tratado no Hospital da Aeronáutica, no
Galeão. |
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Ernesto
Geisel, antes de assumir a
presidência da República, comprou o Sítio dos Cinamonos, em
Teresópolis,
que a filha vendeu
para poder manter-se no apartamento de três quartos e sala,
no Rio. |
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João
Figueiredo, depois de deixar o
poder, não aguentou as despesas do Sítio do Dragão, em
Petrópolis, vendendo primeiro os cavalos e depois a
propriedade. Sua viúva, recentemente falecida, deixou um
apartamento em São Conrado que os filhos agora colocaram à
venda, ao que parece em estado de
lamentável
conservação.
OBS: foi operado no
Hospital dos Servidores do Estado, no Rio |
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Não é nada, não é nada,
mas os cinco generais-presidentes até podem ter cometido
erros, mas não se meteram em negócios, não enriqueceram nem
receberam benesses de empreiteiras beneficiadas durante seus
governos.
Sequer criaram
institutos destinados a preservar seus documentos ou agenciar
contratos para consultorias e palestras regiamente
remuneradas.
Bem diferente dos tempos
atuais, não é?
Pois é... o pior é que
ninguém faz nada!
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Acrescento, jornalista
CARLOS CHAGAS:
·Nenhum deles mandou fazer
um filme pseudo biográfico, pago com dinheiro público, de
auto-exaltação e culto à própria personalidade!
·Nenhum deles usou
dinheiro público para fazer um parque homenageando a própria
mãe.
·Nenhum deles usou o
hospital Sírio e Libanês.
·Nenhum deles comprou
avião de luxo no exterior.
·Nenhum deles enviou nosso
dinheiro para "ajudar" outro país.
·Nenhum deles saiu de
Brasília, ao fim do mandato, acompanhado por 11 caminhões
lotados de toda espécie de móveis e objetos roubados.
·Nenhum deles exaltou a
ignorância.
·Nenhum deles falava
errado.
·Nenhum deles apareceu
embriagado em público.
·Nenhum deles se mijou em
público.
·Nenhum deles passou a
apoiar notórios desonestos, depois de tê-los chamado de
ladrões.
Nenhum deles ostentou uma
amante sustentada por empreiteiros de obras públicas, ou que
usou de sua intimidade com o presidente da república, para se
enriquecer.
Nenhum deles levou para
sua casa, o crucifixo de ouro, enorme, que abençoava, desde
então, as dependências oficiais do palácio do
governo.
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