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E Assim Caminha a Humanidade!! !!!! Alguns aprendem; outros ensinam; outros nem se preocupam com o conhecimento e passam a vida toda sem nem saber o que estão fazendo aqui. Felizmente não é nosso caso. Nós nos interessamos em saber "TUDO". E quando pensamos que já sabemos um pouco, lá vêm novas informações que "detonam" tudo o que havíamos aprendido anteriormente e dão nova roupagem ao já aprendido, fazendo com que tudo seja mais visível, fácil e compreensível. Agradeço imensamente ao nobre Ir.'. Roberto Benedetti pela oportunidade que nos dá em aprender um pouco mais. Que o GADU o ilumine, proteja e guarde meu Ir.'. Um TFA.'.. Sou, abtino berlanda costa, 33º; MI.'. da ARLM.'. José Guimarães Gonçalves, 120 - REAA - GLMERJ.
PS: O texto é longo, mas valeu a pena lê-lo. Já a interpretação total ficará para o tempo e a capacidade de meditar sobre ele. abtino
--- Em qui, 16/7/09, roberto benedetti <elomay2003@yahoo. com.br> escreveu:
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O LIVRO DE URANTIA
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DOCUMENTO 93
MAQUIVENTA MELQUISEDEQUE
Os Melquisedeques são amplamente conhecidos como Filhos das emergências, pois eles se engajam em atividades
de uma variedade incrível nos mundos de um universo local. Quando surge um problema extraordinário qualquer, ou
quando algo inusitado está para ser realizado, é quase sempre um Melquisedeque que aceita a missão. A capacidade
dos Filhos Melquisedeques de funcionar em emergências e em níveis muito diversificados do universo, até no nível
físico da manifestação da personalidade, é peculiar à sua ordem. Apenas os Portadores da Vida compartilham, em
qualquer grau, desse extenso metamorfismo nas funções de personalidade.
A ordem Melquisedeque de filiação do universo tem estado extremamente ativa em Urântia. Um corpo de doze
deles serviu em conjunto com os Portadores da Vida. Outro corpo de doze Melquisedeques posteriormente
tornou-se administrador do vosso mundo, pouco depois da secessão de Caligástia, e continuou com autoridade até
os tempos de Adão e Eva. Esses doze Melquisedeques retornaram a Urântia, quando da falta de Adão e Eva, e
continuaram, daí em diante, como administradores planetários, até o dia em que Jesus de Nazaré, como o Filho do
Homem, tornou-se o Príncipe Planetário titular de Urântia.
1. A ENCARNAÇÃO DE MAQUIVENTA
A verdade revelada esteve ameaçada de extinção durante os milênios que seguiram o não-cumprimento da missão
Adâmica, em Urântia. Ainda que fazendo progressos intelectuais, as raças humanas, aos poucos, estavam perdendo
terreno espiritualmente. Por volta de 3 000 a.C., o conceito de Deus havia-se tornado muito nebuloso nas mentes
dos homens.
Os doze administradores Melquisedeques sabiam da iminente auto-outorga de Micael neste planeta, mas não sabiam
quão imediatamente ocorreria; e, por isso eles reuniram-se em conselho solene e pediram aos Altíssimos de Edêntia
que alguma providência fosse tomada, para manter a luz da verdade em Urântia. Esse pedido foi invalidado pelo
mandato de que “a condução dos assuntos no 606 de Satânia está plenamente nas mãos dos custódios
Melquisedeques”. Estes administradores então apelaram à ajuda do Pai Melquisedeque, mas apenas receberam a
resposta de que deveriam continuar a manter a verdade da maneira que eles próprios escolhessem “até a chegada de
um Filho de auto-outorga”, que “iria resgatar, da negligência e da incerteza, os títulos planetários”.
E foi em conseqüência de terem sido deixados tão completamente por conta dos próprios recursos que Maquiventa
Melquisedeque, um dos doze administradores planetários, tornou-se voluntário para fazer o que tinha sido feito
apenas por seis vezes em toda a história de Nébadon: personalizar temporariamente na Terra um homem deste
reino, auto-outorgando a si próprio como um Filho emergencial para prestar ministração a este mundo. A permissão
para essa aventura foi concedida pelas autoridades de Sálvington, e a encarnação factual de Maquiventa
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Melquisedeque foi consumada nas proximidades do local que estava destinado a se tornar a cidade de Salém, na
Palestina. Toda a transação da materialização desse Filho Melquisedeque foi executada pelos administradores
planetários, com a cooperação dos Portadores da Vida, alguns dos Mestres Controladores Físicos e outras
personalidades celestes residentes em Urântia.
2. O SÁBIO DE SALÉM
Maquiventa auto-outorgou- se às raças humanas de Urântia 1 973 anos antes do nascimento de Jesus. A sua vinda
não foi espetacular; a sua materialização não foi testemunhada por olhos humanos. Ele foi visto pelo homem mortal
pela primeira vez naquele dia memorável em que entrou na tenda de Andon, um pastor caldeu de origem suméria. E
a proclamação da sua missão ficou corporificada em uma simples afirmação que ele fez a esse pastor: “Eu sou
Melquisedeque, sacerdote de El Elyon, o Altíssimo, o único Deus”.
Quando o pastor se recobrou do seu espanto, e depois de haver feito muitas perguntas ao estranho, convidou
Melquisedeque para cear com ele; e essa foi a primeira vez, na sua longa carreira no universo, que Maquiventa
comeu comida material, o alimento que iria sustentá-lo durante os seus noventa e cinco anos de vida como um ser
material.
E, naquela noite, enquanto eles conversavam sob as estrelas, Melquisedeque começou a sua missão de revelação da
verdade da realidade de Deus, quando, com um movimento circular de seu braço, ele disse a Andon: “El Elyon, o
Altíssimo, é o divino criador das estrelas do firmamento e desta Terra mesma, na qual vivemos, e ele é também o
supremo Deus do céu”.
Dentro de uns poucos anos, Melquisedeque havia reunido em torno de si um grupo de alunos, discípulos e crentes,
que formaram o núcleo da futura comunidade de Salém. Ele ficou logo conhecido na Palestina como o sacerdote de
El Elyon, o Altíssimo, e como o sábio de Salém. Algumas das tribos da vizinhança sempre se referiam a ele como o
xeique, ou o rei, de Salém. Salém era o local que, depois do desaparecimento de Melquisedeque, transformou- se na
cidade de Jébus, sendo posteriormente chamada Jerusalém.
Na aparência pessoal, Melquisedeque assemelhava- se aos povos noditas e sumérios, então mesclados, tendo quase
um metro e oitenta de altura e possuindo uma presença imponente. Falava o caldeu e uma meia dúzia de outras
línguas. Vestia-se de um modo bem semelhante aos sacerdotes cananeus, exceto que usava no peito um emblema
com três círculos concêntricos, o símbolo, em Satânia, da Trindade do Paraíso. Com o decorrer do seu ministério, a
insígnia dos três círculos concêntricos veio a ser considerada tão sagrada pelos seus seguidores que eles nunca
ousaram usá-la, e foi logo esquecida com o passar de umas poucas gerações.
Embora Maquiventa houvesse vivido à maneira dos homens deste reino, ele nunca se casou, nem poderia ter
deixado prole na Terra. O seu corpo físico, conquanto fosse semelhante ao de um ser humano masculino, era, na
realidade, da ordem daqueles corpos especialmente construídos, usados pelos cem membros materializados da
assessoria do Príncipe Caligástia, exceto que não trazia o plasma da vida de nenhuma raça humana. Nem havia mais
em Urântia uma árvore da vida disponível. Houvesse Maquiventa permanecido por algum tempo mais longo na Terra
e o seu mecanismo físico haver-se-ia gradativamente deteriorado; o que sucedeu foi que ele completou a sua missão
de auto-outorga em noventa e quatro anos, muito antes que o seu corpo material houvesse começado a desfazer-se.
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Esse Melquisedeque encarnado recebeu um Ajustador do Pensamento, que residiu na sua personalidade
supra-humana, como monitor do tempo e mentor da carne, adquirindo, assim, certa experiência e recebendo uma
introdução prática aos problemas de Urântia e da técnica de residir um Filho encarnado, que capacitou esse espírito
do Pai a funcionar tão valentemente na mente humana do Filho de Deus, Micael, quando mais tarde ele apareceu na
Terra à semelhança de um mortal na carne. E este é o único Ajustador do Pensamento a ter funcionado em duas
mentes em Urântia, e ambas as mentes sendo tanto divinas quanto humanas.
Durante a encarnação na carne, Maquiventa manteve pleno contato com os seus onze companheiros do corpo dos
custódios planetários, mas ele não podia comunicar-se com outras ordens de personalidades celestes. À parte os
administradores Melquisedeques, ele não tinha nenhum contato mais com outras inteligências supra-humanas do que
tem um ser humano.
3. OS ENSINAMENTOS DE MELQUISEDEQUE
Passada uma década, Melquisedeque organizou as suas escolas em Salém, dando a elas o padrão do antigo sistema
que havia sido desenvolvido pelos primeiros sacerdotes setitas do segundo Éden. Mesmo a idéia do sistema do
dízimo, introduzida por Abraão, posteriormente convertido por Melquisedeque, também derivou das tradições
remanescentes dos métodos dos antigos setitas.
Melquisedeque ensinou o conceito de um só Deus, de uma Deidade universal, mas permitiu ao povo associar esse
ensinamento ao Pai da Constelação de Norlatiadeque, a quem ele chamava de El Elyon – o Altíssimo.
Melquisedeque manteve-se em silêncio quanto ao status de Lúcifer e quanto ao estado de coisas em Jerusém.
Lanaforge, o Soberano do Sistema, pouco tinha a ver com Urântia, antes do término da auto-outorga de Micael.
Para uma maioria dos estudantes de Salém, Edêntia era o céu e o Altíssimo era Deus.
A maioria das pessoas interpretava o símbolo com os três círculos concêntricos que Melquisedeque adotou como
insígnia da sua outorga, como representando três reinos, o dos homens, o dos anjos e o de Deus. E a todos foi
permitido continuarem com essa crença; pouquíssimos dentre os seus seguidores chegaram a saber que os três
círculos eram um símbolo da infinitude, um emblema da eternidade e da universalidade da Trindade do Paraíso, a
divina mantenedora e diretora; mesmo Abraão considerava esse símbolo como sendo o dos três Altíssimos de
Edêntia, pois havia sido instruído a ele que os três Altíssimos funcionavam como um. Quando Melquisedeque
ensinava o conceito da Trindade, simbolizado pela sua insígnia, geralmente ele o associava aos três governantes
Vorondadeques, da constelação de Norlatiadeque.
Para o grosso dos seus seguidores, ele não fez nenhum esforço de apresentar ensinamentos para além do fato do
governo dos Altíssimos de Edêntia – os Deuses para Urântia. Para alguns, porém, Melquisedeque ensinou a verdade
avançada, abrangendo a condução e a organização do universo local; enquanto que, para o seu brilhante discípulo
Nordan, o quenita, e para a sua turma de estudantes empenhados, ele ensinou a verdade do superuniverso e mesmo
de Havona.
Os membros da família de Katro, com quem Melquisedeque viveu por mais de trinta anos, conheciam muitas dessas
verdades mais elevadas e as perpetuaram por muito tempo na própria família, até os dias mesmo do seu ilustre
descendente Moisés, que, desse modo, teve acesso a uma imponente tradição dos dias de Melquisedeque, trazida
pelo lado do seu pai, bem como por meio de outras fontes, pelo lado da sua mãe.
Melquisedeque ensinou aos seus seguidores tudo o que eles tiveram capacidade para receber e assimilar. E mesmo
muitas idéias religiosas modernas, sobre o céu e a Terra, o homem, Deus
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e os anjos, não estão tão afastadas desses ensinamentos de Melquisedeque. Contudo, esse grande instrutor
subordinou tudo à doutrina de um único Deus, uma Deidade universal, um Criador celeste, um Pai divino. Esse
ensinamento foi enfatizado, com o propósito de atrair a adoração do homem e preparar o caminho para a vinda
posterior de Micael, como o Filho deste mesmo Pai Universal.
Melquisedeque ensinou que, em algum tempo futuro, outro Filho de Deus viria na carne como ele havia vindo, mas
que nasceria de uma mulher; e foi por isso que inúmeros instrutores, posteriormente, sustentaram que Jesus era um
sacerdote, ou um ministro, “para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque”.
E assim Melquisedeque preparou o caminho, estabelecendo no mundo o estágio de tendência monoteísta,
apropriado para a auto-outorga de um verdadeiro Filho do Paraíso do único Deus de fato, a quem ele tão
vividamente retratou como sendo o Pai de todos, e a quem ele representou para Abraão como um Deus que
aceitaria o homem nos termos simples da fé pessoal. E Micael, quando apareceu na Terra, confirmou tudo o que
Melquisedeque havia ensinado a respeito do Pai do Paraíso.
4. A RELIGIÃO DE SALÉM
As cerimônias da adoração em Salém eram muito simples. Todas as pessoas que assinavam ou que faziam marcas
nas listas das tábuas de argila na igreja de Melquisedeque comprometiam- se a memorizar e seguiam a seguinte
crença:
1. Eu acredito em El Elyon, o Deus Altíssimo, o único Pai Universal e Criador de todas as coisas.
2. Eu aceito a aliança de Melquisedeque com o Altíssimo, que confere o favor de Deus à minha fé; sem sacrifícios,
nem holocaustos.
3. Eu prometo obedecer aos sete mandamentos de Melquisedeque e contar as boas novas dessa aliança com o
Altíssimo a todos os homens.
E esse era todo o credo da colônia de Salém. Todavia, mesmo essa curta e simples declaração de fé foi excessiva e
avançada demais para os homens daqueles dias. Eles simplesmente não podiam entender a idéia de obter o favor
divino por nada – pela fé. Eles estavam muito profundamente imbuídos da crença de que o homem nascia em débito
com os deuses. Por tempo demais e com uma sinceridade intensa e excessiva, haviam eles feito sacrifícios e dádivas,
aos sacerdotes, para serem capazes de compreender as boas-novas de que a salvação, o favor divino, era um dom
dado de graça a todos os que acreditassem na aliança com Melquisedeque. Contudo, Abraão acreditou de modo
indeciso e ainda assim isso foi “recebido como um ato de retidão”.
Os sete mandamentos promulgados por Melquisedeque foram modelados ao longo das linhas da suprema lei da
Dalamátia e em muito se assemelhavam aos sete mandamentos ensinados no primeiro e no segundo Édens. Esses
mandamentos da religião de Salém foram:
1. Não servirás a nenhum Deus, senão ao Criador Altíssimo do Céu e da Terra.
2. Não duvidarás de que a fé é a única condição necessária para a salvação eterna.
3. Não darás falso testemunho.
4. Não matarás.
5. Não furtarás.
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6. Não cometerás adultério.
7. Não mostrarás desrespeito pelos teus pais, nem pelos mais velhos.
Se bem que nenhum sacrifício fosse permitido na colônia, Melquisedeque bem sabia quão difícil é desenraizar
subitamente os costumes há muito já estabelecidos e, por isso, sabiamente, ofereceu a esse povo o sacramento do
pão e do vinho como substituto do sacrifício mais antigo da carne e do sangue. Está registrado: “Melquisedeque, rei
de Salém, instituiu o pão e o vinho”. Mas mesmo essa inovação cautelosa não teve um êxito total; as várias tribos
mantinham, todas, centros auxiliares nos arredores de Salém, onde ofereciam sacrifícios e holocaustos. Mesmo
Abraão recorreu a essa prática bárbara, depois das suas vitórias sobre Quedorlaomer; ele simplesmente não se
sentiu totalmente à vontade até que houvesse oferecido um sacrifício convencional. E Melquisedeque nunca teve
êxito em erradicar totalmente essa tendência aos sacrifícios nas práticas religiosas dos seus seguidores, nem mesmo
nas de Abraão.
Como Jesus, Melquisedeque aplicou-se estritamente ao cumprimento da missão da sua auto-outorga. Ele não tentou
reformar os costumes, nem mudar os hábitos do mundo, nem mesmo promulgar práticas sanitárias avançadas, nem
verdades científicas. Ele veio para realizar duas missões: manter viva, na Terra, a verdade de um único Deus e
preparar o caminho para a outorga mortal subseqüente de um Filho do Paraíso deste Pai Universal.
Melquisedeque ensinou a verdade elementar revelada, em Salém, durante noventa e quatro anos e, durante esse
tempo, Abraão freqüentou a escola de Salém por três vezes diferentes. Ele, finalmente, tornou-se um convertido aos
ensinamentos de Salém, tornando-se um dos alunos mais brilhantes e um dos principais esteios de Melquisedeque.
5. A ESCOLHA DE ABRAÃO
Embora possa ser um erro falar de “povo eleito”, não é um erro referir-nos a Abraão como um indivíduo escolhido.
Melquisedeque deu a Abraão a responsabilidade de manter viva a verdade de um Deus, distinguindo- a da crença,
que prevalecia, em deidades múltiplas.
A escolha da Palestina como local para as atividades de Maquiventa foi, em parte, baseada no desejo de
estabelecer contato com alguma família humana que corporificasse os potenciais da liderança. Na época da
encarnação de Melquisedeque, havia muitas famílias na Terra igualmente bem preparadas para receber a doutrina de
Salém, tanto quanto a de Abraão. Havia famílias igualmente dotadas entre os homens vermelhos, os homens
amarelos e os descendentes dos anditas, a oeste e ao norte. De novo, porém, nenhuma dessas localidades era tão
bem situada, para o aparecimento subseqüente de Micael na Terra, quanto a costa oriental do mar Mediterrâneo. A
missão de Melquisedeque na Palestina e o posterior aparecimento de Micael, em meio ao povo hebreu, foram, em
grande parte, determinadas pela geografia, pelo fato de que a Palestina estava centralmente localizada com relação
ao comércio, às vias de comunicação existentes e à civilização do mundo de então.
Por algum tempo, os administradores Melquisedeques haviam estado observando os ancestrais de Abraão e,
confiantes, esperavam que surgissem, em uma certa geração, filhos que seriam caracterizados pela inteligência, pela
iniciativa, pela sagacidade e pela sinceridade. Os filhos de Terah, pai de Abraão, em todos os sentidos, satisfaziam a
essas expectativas. A possibilidade de contato com esses versáteis filhos de Terah tinha bastante a ver com o
aparecimento de Maquiventa, em Salém, em vez de no Egito, China, Índia, ou entre as tribos do norte.
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Terah, e toda sua família, eram convertidos pouco sinceros à religião de Salém, a qual havia sido pregada na
Caldéia; eles souberam de Melquisedeque por meio da pregação de Ovídio, um instrutor fenício que proclamava as
doutrinas de Salém em Ur. Eles deixaram Ur com a intenção de ir diretamente para Salém, mas Nahor, irmão de
Abraão, não tendo estado com Melquisedeque, não estava entusiasmado e persuadiu-os a permanecerem em
Haran. Muito tempo passou, depois de haverem chegado à Palestina, antes que se dispusessem a destruir
todos osdeuses caseiros que haviam trazido consigo; eles foram lentos em renunciar aos muitos deuses da Mesopotâmia, em
favor do Deus único de Salém.
Umas poucas semanas depois da morte de Terah, pai de Abraão, Melquisedeque enviou um dos seus estudantes,
Jaram, o hitita, para tornar seu convite extensivo tanto a Abraão quanto a Nahor: “Vinde a Salém, onde ireis ouvir os
nossos ensinamentos sobre a verdade do Criador eterno e, na descendência esclarecida dos irmãos que vós sois,
todo o mundo será abençoado”. E Nahor não havia ainda aceitado totalmente o ensinamento de Melquisedeque; ele
permaneceu atrás e construiu uma forte cidade-estado que levou o seu nome; mas Lot, sobrinho de Abraão, decidiu
ir com o tio para Salém.
Ao chegar em Salém, Abraão e Lot escolheram um forte nas colinas, próximo da cidade, onde eles poderiam
defender-se contra os múltiplos ataques de surpresa dos invasores do norte. Nessa época, os hititas, assírios,
filisteus e outros grupos estavam constantemente pilhando as tribos na parte central e sulina da Palestina. Do seu
abrigo fortalecido nas colinas, Abraão e Lot fizeram freqüentes peregrinações a Salém.
Não muito depois de se haverem estabelecido perto de Salém, Abraão e Lot foram pelo vale do Nilo, para obter
suprimentos alimentares, pois havia, então, uma seca na Palestina. Durante essa breve permanência no Egito, Abraão
encontrou um parente distante no trono egípcio, e serviu de comandante em duas expedições militares de muito êxito
para esse rei. Durante a última parte da sua permanência no Nilo, ele e a sua esposa, Sara, viveram na corte e, ao
deixar o Egito, ele recebeu uma parte dos despojos das suas campanhas militares.
Foi necessária muita determinação a Abraão para renunciar às honras da corte egípcia e voltar-se para o trabalho
mais espiritual promovido por Maquiventa. Mas Melquisedeque era reverenciado até mesmo no Egito, e quando
toda a situação foi apresentada ao Faraó, ele veementemente instou Abraão a voltar para cumprir o seu voto à causa
de Salém.
Abraão tinha ambições de ser rei e, no seu retorno do Egito, expôs a Lot o seu plano de subjugar toda a Canaã e de
colocar o seu povo sob o governo de Salém. Lot inclinava-se mais pelos negócios; assim, depois de um desacordo
posterior, ele foi para Sodoma, para dedicar-se a fazer comércio e à criação de animais. Lot não gostava nem da
vida militar, nem da vida de pastor.
Ao retornar com a sua família para Salém, Abraão começou a amadurecer os seus projetos militares. Foi logo
reconhecido como governante civil do território de Salém e tinha, sob a sua liderança, sete tribos vizinhas
confederadas. Foi com grande dificuldade que Melquisedeque de fato conseguiu conter Abraão, que estava
inflamado de entusiasmo para conquistar as tribos vizinhas, na ponta da espada, para que elas fossem assim mais
rapidamente tornadas conhecedoras das verdades de Salém.
Melquisedeque mantinha relações pacíficas com todas as tribos vizinhas; ele não era militarista e nunca havia sido
atacado por qualquer dos exércitos durante as suas idas e vindas por ali. Ele estava inteiramente de acordo com a
idéia de que Abraão devesse formular e adotar uma política defensiva para Salém, do modo como foi
posteriormente levada a efeito, mas não
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aprovava os esquemas ambiciosos de conquistas do seu aluno; desse modo, aconteceu um distanciamento amigável
na relação, Abraão indo para Hebron para estabelecer a sua capital militar.
Em vista das suas estreitas relações com o ilustre Melquisedeque, Abraão possuía uma grande vantagem sobre os
pequenos reis da vizinhança; todos eles reverenciavam Melquisedeque e, indevidamente, temiam a Abraão. Abraão
sabia desse medo e apenas aguardava uma ocasião oportuna para atacar os seus vizinhos, e a desculpa para fazê-lo
veio quando alguns desses governantes tiveram a presunção de invadir a propriedade do seu sobrinho Lot, que
morava em Sodoma. Ao saber disso, Abraão, na chefia das suas sete tribos confederadas, marchou sobre o inimigo.
A sua própria guarda pessoal de 318 homens dirigiu o exército, com mais de 4 000 integrantes, que se lançou,
então, ao ataque.
Quando Melquisedeque ouviu sobre a declaração de guerra feita por Abraão, partiu para dissuadi-lo, mas apenas
alcançou o seu antigo discípulo quando ele retornava vitorioso da batalha. Abraão insistiu que o Deus de Salém
havia dado a ele a vitória sobre os seus inimigos e persistiu em dar um décimo dos seus despojos para o tesouro de
Salém. Os outros noventa por cento ele levou para a sua capital, em Hebron.
Após essa batalha de Sidim, Abraão tornou-se o líder de uma segunda confederação de onze tribos, e não só
pagava o dízimo a Melquisedeque, mas fazia com que todos os outros na vizinhança fizessem o mesmo. As suas
tratativas diplomáticas com o rei de Sodoma, aliadas ao medo que ele geralmente inspirava, tiveram como resultado
que o rei de Sodoma e outros se uniram a Hebron em confederação militar; Abraão estava indo realmente bem no
sentido de estabelecer um estado poderoso na Palestina.
6. A ALIANÇA DE MELQUISEDEQUE COM ABRAÃO
Abraão tinha em vista a conquista de toda a Canaã. A sua determinação era enfraquecida apenas pelo fato de que
Melquisedeque não iria aprovar esse empreendimento. Abraão, porém, já havia praticamente decidido embarcar
nele quando o pensamento de que não tinha nenhum filho para sucedê-lo como governante desse reino proposto
começou a preocupá-lo. Arranjou uma outra conversa com Melquisedeque; e foi no curso dessa entrevista que o
sacerdote de Salém, o Filho visível de Deus, persuadiu Abraão a abandonar o seu esquema de conquista material e
de governo temporal, em favor do conceito espiritual do Reino do céu.
Melquisedeque explicou a Abraão sobre a inutilidade de contendas contra a confederação dos amoritas, mas fê-lo
também compreender que esses clãs atrasados estavam certamente cometendo o suicídio nas suas práticas tolas,
pois, em poucas gerações, eles estariam tão enfraquecidos que os descendentes de Abraão, nesse meio tempo
grandemente aumentados, poderiam facilmente dominá-los.
E Melquisedeque fez uma aliança formal com Abraão, em Salém. Ele disse a Abraão: “Olha agora para os céus e
conta as estrelas, se fores capaz; pois assim tão numerosa a tua semente será”. E Abraão acreditou em
Melquisedeque, “e isso foi atribuído a ele como retidão”. E então Melquisedeque contou a Abraão sobre a futura
ocupação de Canaã pela sua descendência, depois da permanência deles no Egito.
Essa aliança entre Melquisedeque e Abraão representa o grande acordo urantiano entre a divindade e a humanidade,
por meio do qual Deus concorda em fazer
tudo; o homem apenas concorda em acreditar nas promessas de Deus eem seguir as suas instruções. Até esse momento, havia-se acreditado que a salvação poderia ser assegurada apenas
por obras – sacrifícios e oferendas; e, agora, Melquisedeque novamente trazia a Urântia as boas-novas
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de que a salvação, o favorecimento de Deus, deve ser conquistado pela
fé. Mas esse evangelho de simples fé emDeus era muito avançado; os homens das tribos semitas posteriormente preferiram retomar os sacrifícios antigos de
expiação dos pecados, por meio do derramamento de sangue.
Pouco tempo depois do estabelecimento dessa aliança, Isaac, o filho de Abraão, nasceu, conforme a promessa de
Melquisedeque. Depois do nascimento de Isaac, Abraão teve uma atitude muito solene para com essa aliança com
Melquisedeque, e foi a Salém para vê-la confirmada por escrito. Foi nessa aceitação pública e formal da aliança que
ele então mudou o seu nome, de Abram para Abraão.
A maioria dos crentes de Salém havia praticado a circuncisão, ainda que Melquisedeque nunca a houvesse tornado
obrigatória. E Abraão, que havia feito sempre oposição à circuncisão, nessa ocasião decidiu tornar o evento solene,
e aceitou formalmente esse rito em sinal da ratificação da aliança de Salém.
A essa rendição pública e real das suas ambições pessoais em favor dos planos maiores de Melquisedeque,
seguiu-se a aparição dos três seres celestes para ele, nas planícies de Manré. Essa aparição aconteceu de fato, não
obstante a sua associação com narrativas posteriormente fabricadas, relativas à destruição, que foi natural, de
Sodoma e Gomorra. E essas lendas sobre os acontecimentos daqueles dias indicam quão atrasadas eram a moral e
a ética até mesmo em épocas relativamente recentes.
Com a consumação da aliança solene, a reconciliação entre Abraão e Melquisedeque tornou-se completa. Abraão
assumiu novamente a liderança civil e militar da colônia de Salém, a qual, no seu apogeu, teve mais de cem mil
pagadores regulares de dízimos, nas listas da irmandade de Melquisedeque. Abraão fez grandes melhorias no templo
de Salém e forneceu novas tendas para toda a escola. Não apenas estendeu o sistema de dízimos, como também
instituiu métodos aperfeiçoados de conduzir os negócios da escola, além de contribuir grandemente para um melhor
direcionamento dos assuntos ligados à disseminação missionária. Ele também fez muito para promover melhorias
para os rebanhos e reorganizar os projetos para os produtos leiteiros de Salém. Abraão era um sagaz e eficiente
homem de negócios, um homem rico para a sua época; ele não era excessivamente pio, mas era profundamente
sincero, e acreditava em Maquiventa Melquisedeque.
7. OS MISSIONÁRIOS MELQUISEDEQUES
Melquisedeque continuou, por alguns anos, instruindo os seus estudantes e treinando os missionários de Salém, que
penetravam em todas as tribos vizinhas, especialmente no Egito, Mesopotâmia e Ásia Menor. E, à medida que
passavam as décadas, esses educadores viajavam cada vez para mais longe de Salém, levando consigo o
ensinamento de Maquiventa sobre a crença e a fé em Deus.
Os descendentes de Adamson, agrupados em torno das margens do lago de Van, eram ouvintes dispostos dos
educadores hititas do culto de Salém. Desse antigo centro andita, os educadores eram despachados para regiões
longínquas, não apenas da Europa, como da Ásia. Os missionários de Salém penetraram em toda a Europa, até
mesmo nas Ilhas Britânicas. Um grupo foi, pelas Ilhas Faroe, até os andonitas da Islândia; enquanto outro atravessou
a China e alcançou os japoneses das ilhas orientais. As vidas e as experiências dos homens e mulheres que se
aventuraram a sair de Salém, Mesopotâmia e lago de Van, para esclarecer as tribos do hemisfério oriental,
representam um capítulo heróico nos anais da raça humana.
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Contudo, as tribos eram tão atrasadas e a tarefa era tão grande que os resultados foram vagos e indefinidos. De uma
geração para outra, o ensinamento de Salém encontrou lugar aqui e ali, mas, exceção feita à Palestina, nunca a idéia
de um único Deus foi capaz de conseguir a lealdade continuada de uma tribo ou raça inteira. Muito antes da vinda de
Jesus, os ensinamentos dos primeiros missionários de Salém haviam já submergido, em geral, nas superstições e
crenças mais antigas e mais difundidas. O ensinamento Melquisedeque original havia sido quase totalmente absorvido
pelas crenças na Grande Mãe, no Sol, e em outros cultos antigos.
Vós, que hoje desfrutais das vantagens da arte da imprensa, não sabeis quão difícil foi perpetuar a verdade durante
esses tempos primitivos; tão fácil era perder de vista uma nova doutrina, de uma geração para outra. Havia sempre
uma tendência de que a nova doutrina fosse absorvida no corpo mais antigo de ensinamentos religiosos e práticas de
magia. Uma nova revelação é sempre contaminada pelas crenças evolucionárias mais antigas.
8. A PARTIDA DE MELQUISEDEQUE
Foi pouco depois da destruição de Sodoma e Gomorra que Maquiventa decidiu terminar a sua auto-outorga de
emergência em Urântia. A decisão de Melquisedeque de dar fim à sua estada na carne foi influenciada por inúmeras
condições, a principal delas sendo a tendência crescente das tribos vizinhas, e mesmo dos seus parceiros imediatos,
de considerá-lo um semideus, de vê-lo como um ser sobrenatural, o que de fato ele era; mas eles estavam
começando a reverenciá-lo de modo indevido e com um medo altamente supersticioso. Além dessas razões,
Melquisedeque queria deixar a cena das suas atividades terrenas um tempo suficiente antes da morte de Abraão,
para assegurar que a verdade de um Deus e um só Deus pudesse tornar-se estabelecida de modo firme nas mentes
dos seus seguidores. E, desse modo, Maquiventa retirou-se, certa noite, para a sua tenda, em Salém, tendo dito
boa-noite aos seus companheiros humanos, e quando eles foram chamá-lo na manhã seguinte, ele não estava lá, pois
os seus companheiros o haviam levado.
9. APÓS A PARTIDA DE MELQUISEDEQUE
O desaparecimento tão súbito de Melquisedeque foi uma grande provação para Abraão. Se bem que
Melquisedeque houvesse advertido abertamente aos seus seguidores de que deveria, em algum tempo, partir do
modo como havia chegado, eles não se conformaram com a perda do seu maravilhoso líder. A grande organização
montada em Salém quase desapareceu, embora tenha sido sobre as tradições daqueles dias que Moisés se haja
apoiado, quando levou os escravos hebreus para fora do Egito.
A perda de Melquisedeque produziu, no coração de Abraão, uma tristeza que ele nunca superou completamente.
Ele havia abandonado Hebron, quando desistira da ambição de edificar um reino material; e agora, com a perda do
seu inspirador, na construção do Reino espiritual, ele partiu de Salém, indo para o sul, para viver próximo dos seus
interesses em Gerar.
Abraão tornou-se amedrontado e tímido, imediatamente depois do desaparecimento de Melquisedeque. Ele
escondeu a sua identidade ao chegar em Gerar, tanto assim que Abimelec tomou-lhe a esposa. (Pouco depois do
seu casamento com Sara, uma noite Abraão tinha ouvido sobre um complô para assassiná-lo, para tirar-lhe a sua
brilhante esposa. E esse temor transformou- se em um terror para aquele líder tão bravo e ousado em tantas outras
coisas; durante toda a sua vida,
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ele temera que alguém o matasse secretamente para ficar com Sara. E isso explica por que, em três ocasiões
diferentes, esse bravo homem demonstrou uma verdadeira covardia.)
Mas Abraão não ficou por muito tempo impedido de cumprir sua missão como sucessor de Melquisedeque. Logo,
ele fez conversões em meio aos filisteus e junto ao povo de Abimelec; fez um tratado com eles e, em troca,
tornou-se contaminado por muitas das superstições deles, particularmente pela prática do sacrifício de primogênitos.
Assim, de novo, Abraão tornou-se um grande líder na Palestina. Ele foi reverenciado por todos os grupos e honrado
por todos os reis. Ele era o líder espiritual de todas as tribos vizinhas, e a sua influência continuou por algum tempo
depois da sua morte. Durante os últimos anos da sua vida, uma vez mais ele retornou a Hebron, cenário das suas
primeiras atividades e local onde havia trabalhado junto com Melquisedeque. O último ato de Abraão foi enviar
serviçais de confiança à cidade do seu irmão, Nahor, na fronteira com a Mesopotâmia, para assegurar que uma
mulher do seu próprio povo fosse a esposa do seu filho Isaac. Há muito o casamento entre primos havia sido um
costume do povo de Abraão. E Abraão morreu confiante naquela fé em Deus que ele havia aprendido de
Melquisedeque nas escolas desaparecidas de Salém.
Para a geração seguinte, foi difícil compreender a história de Melquisedeque; passados quinhentos anos, muitos
consideraram toda a narrativa como um mito. Isaac manteve-se bastante próximo dos ensinamentos do seu pai e
manteve a crença da colônia de Salém, mas, para Jacó, foi mais difícil compreender o significado dessas tradições.
José foi um crente firme em Melquisedeque e, um tanto por causa disso, foi encarado pelos seus irmãos como um
sonhador. As honrarias concedidas a José, no Egito, o foram principalmente devido à memória do seu bisavô
Abraão. A José foi oferecido o comando militar dos exércitos egípcios, mas, sendo um crente tão firme nas
tradições de Melquisedeque e nos ensinamentos posteriores de Abraão e Isaac, ele escolheu servir como
administrador civil, acreditando que poderia, assim, trabalhar melhor para o avanço do Reino dos céus.
O ensinamento de Melquisedeque foi pleno e completo, mas os registros desses dias pareceram impossíveis e
fantásticos para os sacerdotes hebreus posteriores, embora muitos tivessem alguma compreensão daqueles
acontecimentos, pelo menos até a época em que os registros do Antigo Testamento foram revisados em massa na
Babilônia.
O que o Antigo Testamento registra como conversas entre Abraão e Deus, na realidade, aconteceu entre Abraão e
Melquisedeque. Posteriormente, os escribas encararam o termo Melquisedeque como sinônimo de Deus. Os
registros de tantos contatos de Abraão e Sara com “o anjo do Senhor” referem-se às suas numerosas entrevistas
com Melquisedeque.
As narrativas hebraicas sobre Isaac, Jacó e José são muito mais confiáveis do que aquelas sobre Abraão, se bem
que elas também contenham muitos pontos divergentes do que é factual, devido a alterações feitas intencionalmente
e não intencionalmente na época da compilação desses registros pelos sacerdotes hebreus, durante o cativeiro na
Babilônia. Quetura não foi esposa de Abraão; como Agar, ela foi meramente uma concubina. Todas as
propriedades de Abraão foram para Isaac, o filho de Sara, que tinha status de esposa. Abraão não era tão velho
quanto o registro indica e a sua esposa era muito mais nova. Essas idades foram deliberadamente alteradas, com o
fito de prover um subseqüente nascimento de Isaac, pretendido como miraculoso.
O ego nacional dos judeus ficou tremendamente deprimido durante o cativeiro da Babilônia. Na sua reação contra a
inferioridade nacional, eles oscilaram para o outro extremo do egotismo nacional e racial e, nisso, distorceram e
perverteram as suas tradições para exaltar-se, colocando a si próprios acima de todas as raças, como povo
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escolhido de Deus; e assim, eles cuidadosamente refizeram todos os registros com o propósito de colocar Abraão e
os seus outros líderes nacionais muito acima de todas as outras pessoas, não excetuando o próprio Melquisedeque.
Os escribas hebreus destruíram, pois, todos os anais que puderam encontrar dessas épocas memoráveis,
preservando apenas a narrativa do encontro de Abraão e Melquisedeque depois da batalha de Sidim, encontro que
fazia refletir uma grande honra sobre Abraão.
E assim, ao perder Melquisedeque de vista, eles também perderam o ensinamento desse Filho emergencial a
respeito da missão espiritual de auto-outorga do Filho prometido. Perderam de vista tão plena e completamente a
natureza dessa missão, que poucos da sua progênie puderam ou quiseram reconhecer e receber Micael, quando ele
apareceu na Terra e na carne, como Maquiventa havia predito.
Todavia, um dos escritores do Livro dos Hebreus compreendeu a missão de Melquisedeque, pois está escrito: “Esse
Melquisedeque, sacerdote do Altíssimo, também foi um rei da paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo
nem início de dias nem fim de vida, mas como um Filho de Deus, ele permanece para sempre como um sacerdote”.
Esse escritor definiu Melquisedeque como um ser do tipo auto-outorgado, como posteriormente o foi Micael,
afirmando que Jesus era “um ministro para sempre da ordem de Melquisedeque”. Ainda que essa comparação não
seja de todo feliz, foi literalmente verdadeiro que Cristo recebeu um título provisório em Urântia, “segundo as ordens
dos doze administradores Melquisedeques” em exercício, na época da sua auto-outorga neste mundo.
10. O STATUS ATUAL DE MAQUIVENTA MELQUISEDEQUE
Durante os anos da encarnação de Maquiventa, os administradores Melquisedeques de Urântia funcionaram em
número de onze. Quando Maquiventa considerou que a sua missão, como um Filho emergencial, estava acabada, ele
indicou esse fato aos seus onze coligados, e eles imediatamente colocaram à disposição dele a técnica por meio da
qual deveria ser liberado da carne e devolvido a salvo ao seu status original, de Filho Melquisedeque. E, ao terceiro
dia depois do seu desaparecimento de Salém, ele apareceu em meio aos seus onze companheiros na missão em
Urântia e reassumiu a sua carreira interrompida como um dos administradores planetários do 606 de Satânia.
Maquiventa terminou a sua auto-outorga como uma criatura de carne e sangue, tão sem cerimônia e tão subitamente
quanto a havia começado. Nem o seu aparecimento nem a partida foram acompanhados de qualquer anúncio
inusitado ou demonstração; nem uma lista de chamada de ressurreição, nem um fim de dispensação planetária
marcaram o seu aparecimento em Urântia; a sua outorga foi de emergência. Maquiventa, porém, não terminou a sua
temporada na carne dos seres humanos antes de haver sido devidamente liberado pelo Pai Melquisedeque e não
antes de haver sido informado de que a sua outorga emergencial havia recebido a aprovação do dirigente executivo
de Nébadon, Gabriel de Sálvington.
Maquiventa Melquisedeque continuou a manter um grande interesse pelos assuntos dos descendentes daqueles
homens que haviam acreditado nos seus ensinamentos, quando ele estava na carne. Contudo, a progênie de Abraão,
por intermédio de Isaac, na linha de intercasamento com os quenitas, era a única linhagem que por um longo tempo
continuou a manter algum conceito claro dos ensinamentos de Salém.
Esse mesmo Melquisedeque continuou a colaborar, durante os dezenove séculos seguintes, com muitos profetas e
videntes, tratando assim de manter vivas as verdades de Salém até que se completasse o tempo da vinda de Micael
à Terra.
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Maquiventa continuou como administrador planetário até os tempos do triunfo de Micael em Urântia. Depois disso,
ele ficou ligado ao serviço de Urântia, em Jerusém, como um dos vinte e quatro diretores, tendo sido, apenas
recentemente, elevado à posição de embaixador pessoal do Filho Criador em Jerusém, com o título de Príncipe
Planetário Vice-Regente de Urântia. Acreditamos que, enquanto Urântia permanecer como planeta habitado,
Maquiventa Melquisedeque não retornará totalmente aos deveres da sua ordem de filiação e permanecerá, em
termos de tempo, para sempre como ministro planetário, representando Cristo Micael.
Como a sua outorga em Urântia foi de emergência, não consta nos anais qual possa ser o futuro de Maquiventa.
Pode acontecer que o corpo Melquisedeque de Nébadon haja sofrido a perda permanente de um dos do seu
número. Ordens recentes, vindas dos Altíssimos de Edêntia e, mais tarde, confirmadas pelos Anciães dos Dias de
Uversa, sugerem, com ênfase, que esse Melquisedeque de auto-outorga esteja destinado a tomar o lugar do Príncipe
Planetário caído, Caligástia. Se as nossas conjecturas a esse respeito estiverem corretas, é bastante possível que
Maquiventa Melquisedeque possa novamente aparecer pessoalmente em Urântia e, de algum modo diferente,
reassumir o papel do Príncipe Planetário destronado, ou, então, aparecer na Terra para funcionar como Príncipe
Planetário Vice-Regente, representando Cristo Micael, que é, agora, quem de fato detém o título de Príncipe
Planetário de Urântia. Ainda que esteja longe de parecer claro, para nós, qual possa ser o destino de Maquiventa,
contudo, acontecimentos recentes sugerem enfaticamente que as conjecturas anteriores provavelmente não estejam
muito distantes da verdade.
Compreendemos muito bem como, pelo seu triunfo em Urântia, Micael tornou-se o sucessor não só de Caligástia e
de Adão; como também tornou-se o Príncipe Planetário da Paz e o segundo Adão. E, agora, vemos ser conferido a
esse Melquisedeque o título de Príncipe Planetário Vice-Regente de Urântia. Será ele também constituído como
Filho Material Vice-Regente de Urântia? Ou haverá a possibilidade de que um evento inesperado e sem precedentes
ocorra, tal como o retorno ao planeta, a qualquer momento, de Adão e Eva, ou de alguns dos seus descendentes
como representantes de Micael, com os títulos de Vice-Regentes do segundo Adão de Urântia?
E todas essas especulações, associadas à certeza dos aparecimentos futuros tanto de Filhos Magisteriais, quanto de
Filhos Instrutores da Trindade, em conjunção com a promessa explícita do Filho Criador de retornar em algum
momento, fazem de Urântia um planeta de futuro imprevisto e tornam-no uma das mais interessantes e misteriosas
esferas em todo o universo de Nébadon. É mesmo possível que, em alguma era futura, quando Urântia se estiver
aproximando da era de luz e vida, depois que os casos da rebelião de Lúcifer e da secessão de Caligástia houverem
sido finalmente julgados, possamos testemunhar as presenças em Urântia, simultaneamente, de Maquiventa, Adão,
Eva e Cristo Micael, bem como a de um Filho Magisterial ou mesmo de Filhos Instrutores da Trindade.
Há muito, a opinião da nossa ordem tem sido de que a presença de Maquiventa no corpo de diretores de Urântia
em Jerusém, junto aos vinte e quatro conselheiros, é evidência suficiente para garantir a crença de que ele está
destinado a seguir adiante, com os mortais de Urântia, no esquema de progressão e ascensão do universo até
mesmo ao Corpo de Finalidade do Paraíso. Sabemos que Adão e Eva estão destinados a acompanhar os seus
companheiros da Terra na aventura até o Paraíso, quando Urântia estiver estabelecida em luz e vida.
Há menos de mil anos, este mesmo Maquiventa Melquisedeque, outrora o sábio de Salém, esteve presente
invisivelmente em Urântia por um período de
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cem anos, atuando como governador-geral residente do planeta; e se o sistema atual de direção dos assuntos
planetários continuar, ele deverá retornar em pouco mais de mil anos e retomar a mesma função.
Tal é a história de Maquiventa Melquisedeque, um dos personagens mais singulares de todos os que já estiveram
ligados à história de Urântia, e uma personalidade que pode estar destinada a desempenhar um importante papel na
experiência futura do vosso irregular e inusitado mundo.
[Apresentado por um Melquisedeque de Nébadon.]
| E com isto vamos aprendendo um pouquinho mais a cada dia. Obrigado, Herigon, pela oportuna e sábia colocação. Um abração. Sou, abtino berlanda costa, 33º; MI.'. da ARLM.'. José Guimarães Gonçalves, 120 - REAA - GLMERJ. --- Em qui, 16/7/09, Herigon Luiz Sousa Mello <herigreen@hotmail. com> escreveu:
|
Que bom meu Ir saber que um Urantiano também é Maçom. Um TFA para vc.
Em 16/07/2009 16:13, roberto benedetti < eloma...@yahoo.com.br > escreveu:
Amigos(as)Sinto-me feliz por estar divulgando o Livro de Urantia, e o que é melhor, ouvir as opniões a respeito...AbraçosRoberto
De: Abtino Berlanda Costa
Para: maconari...@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quinta-feira, 16 de Julho de 2009 15:46:46
Assunto: Maçonaria Brasil - Re: Maçonaria Brasil - Res: Maçonaria Brasil - Re: Melquisedeque
E Assim Caminha a Humanidade!! !!!! Alguns aprendem; outros ensinam; outros nem se preocupam com o conhecimento e passam a vida toda sem nem saber o que estão fazendo aqui. Felizmente não é nosso caso. Nós nos interessamos em saber "TUDO". E quando pensamos que já sabemos um pouco, lá vêm novas informações que "detonam" tudo o que havíamos aprendido anteriormente e dão nova roupagem ao já aprendido, fazendo com que tudo seja mais visível, fácil e compreensível. Agradeço imensamente ao nobre Ir.'. Roberto Benedetti pela oportunidade que nos dá em aprender um pouco mais. Que o GADU o ilumine, proteja e guarde meu Ir.'. Um TFA.'.. Sou, abtino berlanda costa, 33º; MI.'. da ARLM.'. José Guimarães Gonçalves, 120 - REAA - GLMERJ.
PS: O texto é longo, mas valeu a pena lê-lo. Já a interpretação total ficará para o tempo e a capacidade de meditar sobre ele. abtino
--- Em qui, 16/7/09, roberto benedetti escreveu:
De: roberto benedetti
Assunto: Maçonaria Brasil - Res: Maçonaria Brasil - Re: Melquisedeque
Para: maconaria_brasil@ yahoogrupos. com.br
Data: Quinta-feira, 16 de Julho de 2009, 12:33
Prezado Abtino e irmãosNo Livro de Urantia www.urantia. org/portuguese, encontramos as seguintes informações sonre Melquiedeque:|
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O LIVRO DE URANTIA
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DOCUMENTO 93
Os Melquisedeques são amplamente conhecidos como Filhos das emergências, pois eles se engajam em atividades
de uma variedade incrível nos mundos de um universo local. Quando surge um problema extraordinário qualquer, ou
quando algo inusitado está para ser realizado, é quase sempre um Melquisedeque que aceita a missão. A capacidade
dos Filhos Melquisedeques de funcionar em emergências e em níveis muito diversificados do universo, até no nível
físico da manifestação da personalidade, é peculiar à sua ordem. Apenas os Portadores da Vida compartilham, em
qualquer grau, desse extenso metamorfismo nas funções de personalidade.
A ordem Melquisedeque de filiação do universo tem estado extremamente ativa em Urântia. Um corpo de doze
deles serviu em conjunto com os Portadores da Vida. Outro corpo de doze Melquisedeques posteriormente
tornou-se administrador do vosso mundo, pouco depois da secessão de Caligástia, e continuou com autoridade até
os tempos de Adão e Eva. Esses doze Melquisedeques retornaram a Urântia, quando da falta de Adão e Eva, e
continuaram, daí em diante, como administradores planetários, até o dia em que Jesus de Nazaré, como o Filho do
Homem, tornou-se o Príncipe Planetário titular de Urântia.
MAQUIVENTA MELQUISEDEQUE
Para: maconaria_brasil@ yahoogrupos. com.br
Enviadas: Quinta-feira, 16 de Julho de 2009 12:03:13
Assunto: Re: Maçonaria Brasil - Re: Melquisedeque
E com isto vamos aprendendo um pouquinho mais a cada dia. Obrigado, Herigon, pela oportuna e sábia colocação. Um abração. Sou, abtino berlanda costa, 33º; MI.'. da ARLM.'. José Guimarães Gonçalves, 120 - REAA - GLMERJ.
--- Em qui, 16/7/09, Herigon Luiz Sousa Mello escreveu:
De: Herigon Luiz Sousa Mello
Assunto: Maçonaria Brasil - Re: Melquisedeque
Para: maconaria_brasil@ yahoogrupos. com.br
Data: Quinta-feira, 16 de Julho de 2009, 9:34
Posso até estar equivocado, Mas este Melquisedeque, Rei de Salém, citado nas escrituras bíblicas, era o primogênito de Noé, chamado Sem, que recebe maior relevância nas escrituras depois que seu pai o abençoa: Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.(Gen. 9:27). O fato de Abraão ter, ao se encontrar com Melquisedeque, concedido-lhe honrarias se dá ao fato do mesmo reconhecer o Rei de Salém como, até então, o homem mais sábio de toda a Terra.
Forte Abraço,
Herigon
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