Livro de Urântia, Grupo de Estudos

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roberto vieira de paula

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May 25, 2010, 3:13:22 PM5/25/10
to so...@unb.br
Buscadores sinceros do conhecimento, da sabedoria e da verdade,

Estamos estruturando na Universidade de Brasília, um grupo de estudos
do Livro de Urântia. Este livro pode ser encontrado online na Internet
em inúmeros sites, dentre eles:

http://www.urantia.org.br

http://www.urantia.org

http://www.truthbook.org

Os encontros do grupo, inicialmente ocorrerão aos sábados. O próximo
encontro será:

Local: Universidade de Brasília
Instituto de Biologia (prédios novos no final do ICC Sul)
Bloco de Aulas Práticas - IBD
Laboratório de Bioquímica e Biofísica
F129/7

Dia: 29/05/2010 - sábado

Horário: 16 horas

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Três ítens do livro serão estudados neste primeiro encontro:

Parte I - O Universo Central e os Superuniversos
Capítulo 0 - Introdução
Ítem V - Realidades da Personalidade

http://www.truthbook.com/index.cfm?linkID=1887

Parte IV - A Vida e os Ensinamentos de Jesus
Capítulo 144 - Em Gilboa e na Decápolis
Ítem 5 - Outras Formas de Prece

http://www.truthbook.com/index.cfm?linkID=2036

Parte II - O Universo Local
Capítulo 54 - Os Problemas da Rebelião de Lúcifer
Ítem 6 - Triunfo do Amor

http://www.truthbook.com/index.cfm?linkID=1944

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Seguem as partes que estudaremos:

V. REALIDADES DA PERSONALIDADE


0:5:1 8¶1 A personalidade é um nível de realidade deificada e
varia, partindo do nível mortal e intermediário de atividade mental
mais elevada, de adoração e de sabedoria, passando pelos níveis
moronciais e espirituais e indo até a realização do status de
finalidade da personalidade. E essa é a ascensão evolucionária da
personalidade da criatura mortal – e das criaturas semelhantes aos
mortais –, no entanto há numerosas outras ordens de personalidades no
universo.

0:5:2 8¶2 A realidade está sujeita à expansão universal, a
personalidade à diversificação infinita; e ambas são capazes de uma
coordenação quase ilimitada com a Deidade e de uma estabilização
eterna. Se bem que o campo metamórfico da realidade não pessoal seja
definitivamente limitado, não conhecemos limitações para a evolução
progressiva das realidades da personalidade.

0:5:3 8¶3 Nos níveis experienciais alcançados, todas as ordens ou
valores de personalidades são associáveis e mesmo co-criacionais. Até
mesmo Deus e o homem podem coexistir em uma personalidade unificada,
como tão admiravelmente é demonstrado no status presente do Cristo
Michael – Filho do Homem e Filho de Deus.

0:5:4 8¶4 Todas as ordens e fases subinfinitas da personalidade
são realizáveis por associatividade e são potencialmente co-criadoras.
O pré-pessoal, o pessoal e o suprapessoal estão todos ligados entre
si, pelo potencial mútuo de empreender coordenadamente, na realização
progressiva e na capacidade co-criadora. Mas nunca o impessoal
transmuta-se diretamente em pessoal. A personalidade nunca é
espontânea; é uma dádiva do Pai do Paraíso. A personalidade é
supra-imposta à energia, e é associada apenas a sistemas vivos de
energia; a identidade pode estar associada a formas não viventes de
energia.

0:5:5 8¶5 O Pai Universal é o segredo, tanto da realidade da
personalidade quanto da outorga da personalidade e destino da
personalidade. O Filho Eterno é a personalidade absoluta, é o segredo
da energia espiritual, dos espíritos moronciais e dos espíritos
perfeccionados. O Agente Conjunto é a personalidade mente-espírito, a
fonte da inteligência, da razão e da mente universal. Contudo, a Ilha
do Paraíso é não-pessoal e extra-espiritual, sendo a essência do corpo
universal, fonte e centro da matéria física e arquétipo mestre
absoluto da realidade material universal.

0:5:6 8¶6 Essas qualidades da realidade universal estão
manifestadas na experiência humana, em Urântia, nos níveis que se
seguem:

0:5:7 8¶7 1. Corpo. O organismo material ou físico do homem. O
mecanismo eletroquímico vivo de natureza e origem animal.

0:5:8 8¶8 2. Mente. O mecanismo de pensar, perceber e sentir do
organismo humano. A experiência total, consciente e inconsciente. A
inteligência associada à vida emocional, buscando, por meio da
adoração e da sabedoria, alcançar o nível acima, do espírito.

0:5:9 8¶9 3. Espírito. O espírito divino que reside na mente do
homem – o Ajustador do Pensamento. Este espírito imortal é pré-pessoal
– não é uma personalidade, se bem que esteja destinado a
transformar-se em uma parte da personalidade da criatura mortal,
quando da sua sobrevivência.

0:5:10 8¶10 4. Alma. A alma do homem é uma aquisição
experiencial. À medida que uma criatura mortal escolhe “cumprir a
vontade do Pai dos céus”, assim o espírito que reside no homem
torna-se o pai de uma nova realidade na experiência humana. A mente
mortal e material é a mãe dessa mesma realidade emergente. A
substância dessa nova realidade não é nem material, nem espiritual – é
moroncial. Essa é a alma emergente e imortal que está destinada a
sobreviver à morte física e iniciar a ascensão ao Paraíso.

0:5:11 9¶1 Personalidade. A personalidade do homem mortal não é
corpo, nem mente, nem espírito; e também não é a alma. A personalidade
é a única realidade invariável em meio a uma experiência
constantemente mutável da criatura; e ela unifica todos os outros
fatores associados da individualidade. A personalidade é o único dom
que o Pai Universal confere às energias vivas e associadas de matéria,
mente e espírito, e que sobrevive junto com a sobrevivência da alma
moroncial.

0:5:12 9¶2 Morôncia é um termo que designa um vasto nível que se
interpola entre o material e o espiritual. Pode designar realidades
pessoais ou impessoais, energias vivas ou não viventes. Os elos do
tecido moroncial são espirituais, a sua trama é física.

- - -

5. OUTRAS FORMAS DE PRECE

144:5:1 1621¶11 De quando em quando, durante o restante da sua
permanência na Terra, Jesus trazia ao conhecimento dos apóstolos
várias outras formas de prece, mas o fez apenas como uma ilustração
para outras questões, e determinou que essas “preces em forma de
parábola” não deveriam ser ensinadas às multidões. Muitas delas eram
de outros planetas habitados, mas Jesus não revelou esse fato aos
doze. Entre essas preces estavam as seguintes:

144:5:2 1622¶1 Pai nosso, em Quem consistem todos os reinos do universo,

Que o Teu nome seja exaltado e Todo-glorioso seja o Teu caráter.

A Tua presença nos engloba, e a Tua glória manifesta-se

De modo imperfeito, por nosso intermédio, e, no alto, é mostrada em perfeição.

Dá-nos, neste dia, as forças vivificadoras da luz,

E não nos deixes errar pelos desvios malignos da nossa imaginação,

Pois Teu é o residente glorioso, o poder eterno,

E, nossa, é a dádiva eterna do amor infinito do Teu Filho.

Assim seja, na verdade eterna.

144:5:3 1622¶10 Pai nosso criador, que estás no centro do universo,

Outorga a nós a Tua natureza e dá-nos o Teu caráter.

Faça de nós Teus filhos e filhas por meio da graça,

Que o Teu nome seja glorificado por meio da nossa eterna realização.

Dá o Teu espírito ajustador e controlador, para viver e residir dentro de nós.

E que possamos fazer a Tua vontade nesta esfera, como os anjos cumprem
os Teus comandos na luz.

Sustenta-nos neste dia, no nosso progresso dentro do caminho da verdade.

Livra-nos da inércia, do mal e de todas as transgressões pecaminosas.

Sê paciente conosco, assim como nós mostramos bondade e amor aos
nossos semelhantes.

Derrama o espírito da Tua misericórdia nos nossos corações de criaturas.

Conduze-nos pela Tua própria mão, passo a passo, nos labirintos
incertos da vida,

E, quando vier o nosso fim, recebe os nossos espíritos fiéis no Teu
próprio seio.

E assim seja feito o Teu desejo, não o nosso.

144:5:4 1622¶25 Pai nosso celeste, perfeito e reto,

Guia e dirige a nossa jornada deste dia.

Santifica os nossos passos e coordena os nossos pensamentos.

Conduze-nos sempre nos caminhos do progresso eterno.

Sacia-nos de sabedoria, até a plenitude do poder

E vitaliza-nos com a Tua energia infinita.

Inspira-nos com a consciência divina

Da presença e da orientação das hostes seráficas.

Guia-nos sempre para cima, na senda da luz;

Inocenta-nos plenamente no dia do grande julgamento.

Faze-nos à Tua semelhança, na glória eterna

E recebe-nos, no alto, para o Teu serviço perpétuo.

144:5:5 1622¶37 Pai nosso, que Te mantém em mistério,

Revela-nos o Teu caráter santo.

Faze, neste dia, que os Teus filhos na Terra

vejam o caminho, a luz e a verdade.

Mostra-nos a direção do progresso eterno

E dá-nos a vontade de caminhar para ele.

Estabelece, dentro de nós, a Tua soberania divina

E concede-nos o domínio pleno do ego.

Não nos deixe enveredar pelos caminhos das trevas e da morte;

Conduze-nos eternamente nas águas da vida.

Ouve esta nossa prece, por amor da Tua própria causa;

Contenta-te em fazer-nos cada vez mais semelhantes a Ti.

E afinal, pelo Filho divino,

Recebe-nos nos Teus braços eternos.

E assim, seja feita a Tua vontade, não a nossa.

144:5:6 1623¶5 Glorioso Pai e gloriosa Mãe, unificados em um
progenitor único,

Gostaríamos de ser leais à vossa natureza divina.

Que viva de novo em nós a vossa pessoa

Por meio da dádiva e do outorgamento do vosso espírito divino,

Que só imperfeitamente imita a vós, nesta esfera,

Tal como vós vos mostrais em perfeição e em majestade, no alto.

A cada dia, dai-nos a vossa doce ministração de fraternidade

E conduzi-nos, a todo momento, na direção do serviço ao amor. Sede
sempre e firmemente pacientes conosco

Assim como nós somos pacientes com os nossos filhos.

Dai-nos a sabedoria divina de fazer todas as coisas bem,

Dai-nos o amor infinito, que é a graça de toda a criatura.

E concedei-nos a vossa paciência e a vossa bondade amorosa

Que a nossa caridade possa envolver os fracos deste reino.

E, quando a nossa carreira acabar, fazei dela uma honra ao vosso nome,

Um prazer para o vosso espírito de bondade, e uma satisfação para
aqueles que ajudam a nossa alma

Não como desejamos nós, nosso Pai de amor, mas assim como vós
desejardes, para o eterno bem dos vossos filhos mortais,

Que assim possa ser.

144:5:7 1623¶25 Ó Fonte nossa Toda-fiel e Centro nosso Todo-Poderoso,

Reverenciado e santo seja o nome do vosso Filho tão cheio de graça.

As vossas bondades e as vossas bênçãos têm descido sobre nós,

Dando-nos poder para fazer a vossa vontade e para executar a vossa ordem.

Dai-nos, a cada momento, a sustentação da árvore da vida;

A cada dia, refrescai-nos, com as águas da vida do vosso rio.

A cada passo, conduzi-nos para fora das trevas e para a luz divina.

Renovai as nossas mentes, por meio das transformações do espírito residente,

E, quando o fim mortal finalmente vier sobre nós,

Recebei-nos junto a vós e enviai-nos à eternidade.

Coroai-nos com os atributos celestes do serviço fecundo,

E nós glorificaremos o Pai, o Filho e a Santa Influência.

E que assim seja, em um universo sem fim.

144:5:8 1623¶38 Pai nosso que habitas em locais secretos do universo,

Honrado seja o Teu nome, reverenciada seja a Tua misericórdia e
respeitado seja o Teu julgamento.

Que o sol da retidão brilhe sobre nós ao meio-dia,

Enquanto nós Te suplicamos que guies os nossos passos incertos sob o
crepúsculo.

Conduze-nos com a Tua mão, nos caminhos da Tua escolha

E, quando o caminho for duro e as horas forem de trevas, não nos abandones.

Não nos esqueças, assim como nós muitas vezes Te esquecemos e Te
negligenciamos.

Mas sê misericordioso e ame-nos como nós Te desejamos amar.

Do alto, olha-nos com bondade e perdoa-nos com misericórdia Como nós
perdoamos, com justiça, àqueles que nos magoam e que nos ofendem.

E possam o amor, a devoção e o dom do Filho excelso

Tornar disponível a vida eterna, com a Tua misericórdia sem fim e com
o Teu amor.

Que o Deus dos universos possa conceder-nos a medida plena do Seu espírito;

Dá-nos a graça de submeter-nos à condução desse espírito.

Pela ministração de amor das Tuas devotadas hostes seráficas

Que possa o Filho guiar-nos até o fim da idade.

Faze-nos sempre, e cada vez mais, semelhantes a Ti

E, quando do nosso fim, recebe-nos no abraço eterno do Paraíso.

Assim seja, em nome do Filho a nós enviado

E para a honra e glória de Ti, Pai Supremo.

144:5:9 1624¶13 Embora os apóstolos não fossem livres para
apresentar essas lições sobre a prece nos seus ensinamentos públicos,
eles aproveitaram muito de todas essas revelações para as suas
experiências religiosas pessoais. Jesus utilizou esses e outros
modelos de preces, como ilustrações, nas instruções íntimas dadas aos
doze. E uma permissão específica nos foi concedida, para que
transcrevêssemos essas sete amostras de orações neste registro.

- - -

6. O Triunfo do Amor

54:6:1 618¶4 Quaisquer sejam as dificuldades que os mortais
evolucionários possam encontrar, nos seus esforços para compreender a
rebelião de Lúcifer, deveria parecer claro, a todos os pensadores que
meditam, que a técnica de lidar com os rebeldes é uma demonstração do
amor divino. A misericórdia amorosa estendida aos rebeldes parece ter
envolvido muitos seres inocentes em provações e atribulações, mas
todas essas personalidades afligidas podem, com segurança, confiar nos
Juízes, infinitamente sábios, para julgar os seus destinos, tanto em
misericórdia, quanto em justiça.

54:6:2 618¶5 Sempre que lidam com seres inteligentes, tanto o
Filho Criador, quanto o seu Pai do Paraíso, são conduzidos pelo amor.
É impossível compreender muitas fases da atitude dos governantes do
universo para com os rebeldes e a rebelião – o pecado e os pecadores
–, a menos que seja lembrado que Deus, como Pai, tem precedência sobre
todas as outras fases da manifestação da sua Deidade, em toda a
tratativa que a divindade tenha com a humanidade. Deveria também ser
lembrado que todos os Filhos Criadores do Paraíso são motivados pela
misericórdia.

54:6:3 618¶6 Se um pai afeiçoado de uma grande família, escolhe
demonstrar misericórdia a um dos seus filhos, culpado por graves
erros, pode muito bem acontecer que essa extensão da misericórdia, a
este filho mal-comportado, resulte em provações temporárias para todos
os outros filhos bem-comportados. Essas eventualidades são
inevitáveis; esse risco é inseparável da situação da realidade de ter
um pai cheio de amor e de ser um membro de um grupo familiar. Cada
membro de uma família beneficia-se da conduta justa de todos os outros
membros; do mesmo modo, cada membro deve sofrer a conseqüência,
imediata no tempo, da má conduta de todos os outros membros. Famílias,
grupos, nações, raças, mundos, sistemas, constelações e universos são
relacionamentos de associação que possuem individualidade; portanto,
cada membro de todo o grupo, grande ou pequeno, colhe os benefícios e
sofre as conseqüências das boas ações e dos malfeitos de todos os
outros membros do grupo envolvido.

54:6:4 619¶1 Entretanto, uma coisa deve ficar clara: caso sejais
levados a sofrer as conseqüências más por causa do pecado de algum
membro da vossa família, de algum compatriota ou de um companheiro
mortal, ou mesmo por causa da rebelião no sistema, ou noutra parte –
não importa o que vós possais ter de suportar, por causa do erro de
conduta dos vossos parceiros, companheiros ou superiores –, podeis
ficar seguros na certeza eterna de que tais atribulações serão
aflições passageiras. Nenhuma dessas conseqüências fraternais, do mau
comportamento, no grupo, pode jamais colocar em perigo as vossas
perspectivas eternas, nem vos privar, no mínimo grau que seja, do
vosso direito divino de ascensão ao Paraíso e de alcançar a Deus.

54:6:5 619¶2 E há uma compensação para essas provações, para
esses adiamentos e desapontamentos, que invariavelmente acompanham o
pecado da rebelião. Entre as muitas repercussões consideráveis da
rebelião de Lúcifer que podem ser nomeadas, apenas chamarei a atenção
para as carreiras enaltecidas dos mortais ascendentes, os cidadãos de
Jerusém que, por resistirem aos sofismas do pecado, se colocaram na
posição de tornarem-se futuros Mensageiros Poderosos, companheiros da
minha própria ordem. Cada ser que tenha resistido ao teste daquele
episódio do mal, por esse motivo avançou imediatamente no seu status
administrativo e elevou o seu valor espiritual.

54:6:6 619¶3 A princípio, o levante de Lúcifer pareceu ser uma
calamidade sem atenuantes para o sistema e mesmo para o universo.
Gradualmente os benefícios começaram a acumular-se. Com o decorrer de
vinte e cinco mil anos do tempo do sistema (vinte mil anos do tempo de
Urântia), os Melquisedeques começaram a ensinar que o bem resultante
da loucura de Lúcifer chegava a igualar o mal incorrido. A soma do
mal, àquela altura, tinha-se tornado quase estacionária, continuando a
crescer apenas em alguns mundos isolados, enquanto as repercussões
benéficas multiplicavam-se e estendiam-se pelo universo e pelo
superuniverso, chegando mesmo até Havona. Os Melquisedeques ensinam
agora que o bem que resulta da rebelião de Satânia é mais do que mil
vezes a soma de todo o mal.

54:6:7 619¶4 Mas uma colheita tão extraordinária e benéfica,
extraída de malfeitos, apenas poderia advir por intermédio da atitude
sábia, divina e misericordiosa de todos os superiores de Lúcifer,
desde os Pais das Constelações, em Edêntia, até o Pai Universal, no
Paraíso. O passar do tempo elevou o bem conseqüente derivado da
loucura de Lúcifer; e desde que o mal, a ser penalizado,
desenvolveu-se totalmente, num período de tempo relativamente curto,
torna-se evidente que os governantes do universo, infinitamente sábios
e de ampla visão, prolongariam com certeza o tempo no qual iriam
colher resultados cada vez mais benéficos. A despeito das muitas
outras razões para retardar a apreensão e o julgamento dos rebeldes de
Satânia, esse ganho, em si, já seria suficiente para justificar o
porquê de não terem sido, esses pecadores, confinados há mais tempo, e
o porquê de não terem sido julgados nem destruídos.

54:6:8 619¶5 As mentes mortais de pouca visão, e tolhidas pelo
tempo, deveriam ser menos apressadas ao criticar as demoras no tempo,
geradas pela amplidão de visão e pela sabedoria dos administradores
dos assuntos do universo.

54:6:9 620¶1 Um erro do pensamento humano, a respeito desses
problemas, consiste na idéia de que todos os mortais evolucionários,
num planeta em evolução, escolheriam aderir à carreira do Paraíso,
caso o pecado não houvesse amaldiçoado o seu mundo. A aptidão para
recusar a sobrevivência não data dos tempos da rebelião de Lúcifer. O
homem mortal sempre possuiu o dom da escolha de livre-arbítrio, com
respeito à carreira do Paraíso.

54:6:10 620¶2 À medida que vós ascenderdes na experiência da
sobrevivência, vós ireis ampliar os vossos conceitos do universo e
ampliar os vossos horizontes de significados e valores; e, assim,
tornar-vos-eis mais capazes de entender melhor por que é permitido a
seres tais como Lúcifer e Satã continuarem em rebelião. Vós ireis
também compreender melhor como o bem último (se não o bem imediato)
pode derivar-se do mal, limitado pelo tempo. Após alcançardes o
Paraíso, vós sereis realmente esclarecidos e confortados ao escutardes
os filósofos superseráficos discutindo e explicando esses problemas
profundos de ajustamentos no universo. Mas, mesmo então, duvido que
vós estejais plenamente satisfeitos, nas vossas próprias mentes. Ao
menos eu não fiquei, nem mesmo quando eu tinha alcançado a cúspide da
filosofia do universo. Eu não atingi uma compreensão plena dessas
complexidades, a não ser depois de ter sido designado para os deveres
administrativos no superuniverso, onde, por meio da experiência real e
prática, eu adquiri a capacidade conceitual adequada à compreensão
desses problemas multifacetados, da eqüidade cósmica e da filosofia
espiritual. À medida que ascenderdes na direção do Paraíso, vós ireis
aprender, mais e mais, que muitos aspectos problemáticos da
administração do universo só poderão ser compreendidos depois da
aquisição de uma capacidade experiencial maior e de um discernimento
espiritual mais elevado. A sabedoria cósmica é essencial ao
entendimento das situações cósmicas.

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