É um fato que nossas "v"erdades são em muito nossas opiniões pessoais.
É um fato que, com sinceridade, muitos de nós anseiam e perseguem a
"V"erdade.
É um fato que essa "V"erdade está muito lá adiante, no coração do Paraíso.
Então, muitas "v"erdades são o arrimo e a força motriz que nos impulsionam
para cima e para dentro, ao longo do (quase) imensurável espaço e (quase)
incontável tempo, com a certeza de que, sendo sinceros em nossa busca, algum
dia nos será dado estar diante da "V"erdade.
Mas é importante sermos muito claros para nós mesmos, para tentarmos
perceber que tipo de lastros nos atrasam no caminho.
Cada um vive com seus lastros, e estes, muitas vezes, são as nossas próprias
decisões.
Mas temos que nos responsabilizar por elas, e receber os frutos que nos
cabem das nossas escolhas.
João, você diz que por ainda não ter muito tempo livre para poder ler o LU
por completo, vai estudando a doutrina espírita.
Então, se me permite, o fato é que você escolhe estudar a doutrina espírita
em vez de estudar o LU.
Talvez você não tenha se expressado bem e quisesse dizer que está estudando
as duas fontes em simultâneo.
Essa segunda hipótese, considero perfeitamente aceitável, embora no momento
em que se aceite integralmente qualquer uma delas se esteja excluindo a
outra por inerência... e uma das razões dessa mútua exclusão é, como você
sabe, a possibilidade de comunicação com os que se foram (o LU diz que isso
simplesmente não acontece, que não faz parte do esquema existencial).
Se é desse estudo simultâneo que você está falando, compreendo.
É indicador de não haver um compromisso integral com nenhuma das duas
fontes, o que acho perfeitamente razoável.
Mas se não for assim, por que você nos diz que acha que o LU é o primeiro
passo da unificação mas não tem tempo livre para o LU, mas tem para a
doutrina espírita?
Abraço fraterno
Carlos
-----Mensagem original-----
De: el...@googlegroups.com [mailto:el...@googlegroups.com] Em nome de João C.
Enviada em: sexta-feira, 4 de junho de 2010 13:56
Para: ELUB - Estudantes do Livro de Urantia no Brasil
Assunto: [elub:7387] Ligando os pontos
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Só para complementar, quero deixar claro que estudei a fundo e
empenhadamente o espiritismo por mais de 20 anos.
Posso dizer que tenho amor e uma profunda gratidão por essa doutrina, à qual
devo imenso.
-----Mensagem original-----
De: el...@googlegroups.com [mailto:el...@googlegroups.com] Em nome de Carlos
Leite Silva
Enviada em: sexta-feira, 4 de junho de 2010 15:48
Para: el...@googlegroups.com
Assunto: RES: [elub:7388] Ligando os pontos
Eu concordo com o Wagner. Caminhei por muitos ensinamentos e nos
últimos seis meses encontrei no Livro de Urântia, a revelação pura e
completa. Contudo este ímpeto de unificação é louvável e divino. O LU
está cheio de passagens sintetizadoras e unificadora do espiritual e
do material. O Documento 56 entitula-se "A Unidade Universal" (
http://www.urantia.org/pt/o-livro-de-urantia/documento-56-unidade-universal ).
Eis um parágrafo deste documento pertinente ao assunto:
(640.1) 56:4.2 A personalidade esforça-se inerentemente para unificar
todas as realidades que a constituem. A personalidade infinita, da
Primeira Fonte e Centro, o Pai Universal, unifica os sete
constituintes Absolutos da Infinitude; e a personalidade do homem
mortal sendo uma outorga direta e exclusiva do Pai Universal da mesma
forma possui o potencial para a unificação dos fatores constituintes
da criatura mortal. Tal criatividade de unificação da personalidade de
toda criatura é uma marca de nascença da sua alta e exclusiva fonte,
além de ser uma evidência do seu contato ininterrupto com essa mesma
fonte, por meio do circuito da personalidade. E é por meio desse
circuito que a personalidade da criatura mantém um contato direto e
sustentador com o Pai, no Paraíso, de todas as personalidades.
Espero ter ajudado,
Roberto
- - -
Citando "Wagner M. Andrade" <manager...@gmail.com>:
>> elub+uns...@googlegroups.com <elub%2Bunsu...@googlegroups.com>
>> Para ver mais opções, visite este grupo em
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>
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> Acesse: http://www.urantia.com.br
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--
Eu concordo plenamente com o Nemias. Tentei procurar no livro de
Urântia a passagem que explica a diferença de um conhecimento
religioso revelado e evolucionário. Resumidamente uma religião
revelada é de Deus para o homem, e uma religião evolucionária é do
homem para Deus.
Estou convencido que realmente na terra (urântia) só houveram 5
revelações, e o Livro de Urântia é a quinta revelação depois de Jesus
Cristo. Todos os outros ensinamentos são evolucionários, do homem para
Deus. Inclusive o espiritismo.
Um dia contarei a história da minha busca espiritual, contudo por hora
quero dar o testemunho que meu próprio "orgulho e ego" humano, me
faziam querer acreditar que estava me comunicando diretamente com Deus
e a hierarquia espiritual. Sei por isso, que em alguns casos, as
"mensagens" são destilações humanas baseadas na nossa falta de
humildade e desejo de ser o "bambambam da história."
Roberto
- - -
Citando Nemias <nemi...@gmail.com>:
>> elub+uns...@googlegroups.com <elub%2Bunsu...@googlegroups.com>
Em Outubro passado houve uma reunião no prédio da fundação em Chicago com o
objetivo de colocar na mesma mesa as pessoas que de uma certa forma vinham
desenvolvendo algum sistema ou forma eletrônica para o Livro de Urântia. Lá
estiveram a Fellowship, UAI, o pessoal da TruthBook, os Trustees quase todos
(foi logo em seguinda a uma das habituais reuniões quaternais deles) e
vários outros, como um rapaz americano (vive na Califórnia) que teve a idéia
de colocar o LU na loja da Apple, de graça, para download em iPods ou Iphone
e em pouco menos de uma semana conseguiu algo em torno de 20000 (vinte mil)
downloads. O Mo Siegal já havia lançado esta idéia na conferência de Málaga
em Abril de 2009.
Fiquei junto com as pessoas que estão encarregadas de desenvolver um sistema
auxiliar na tradução do Livro de Urântia, coisa na qual eu vinha trabalhando
desde 2001 quando comecei a ajudar na tradução portuguesa.
Auxiliar quer dizer que apenas registra e apresenta dados aos tradutores, e
NUNCA traduz. Guarda tudo em um único banco de dados centralizado de tal
forma que equipes com pessoas que vivam na Europa e nos Estado Unidos vão
poder juntas trabalhar sem problemas. Bancos de dados permitem recursos
fantásticos, tais como um histórico de todas, uma a uma, as alterações
feitas nos parágrafos, qualquer que seja ele. A previsão é a de que este
sistema esteja pronto no final do ano, mas já vai começar a ser usado.
O responsável pela equipe de desenvolvimento é o Georges Michelson-Dupont,
Trustee há 15 anos, vice presidente da UF, e atualmente também Gerente de
traduções da Fundação desde que o Seppo Kanerva se aposentou (ou reformou
como se diz aqui em Portugal).
Na iminência de começar uma nova equipe (acredito que trans-oceânica, mas
não estou certo), precisamos testar o programa. Para isto peço nesta lista,
um bom lugar para se encontrar voluntários que possuam um razoável
conhecimento de informática, pessoas que queiram trabalhar como
"beta-testers". Para isto se faz necessário o seguinte:
a) a cada novo pedido de teste, uma hora ou duas de trabalho
b) o sistema todo estará em inglês, inclusive a parte de ajuda.
c) computador conectado a internet por banda larga
d) qualquer pessoa que saiba mandar um email ou usar um editor de texto tem
suficiente conhecimento para usar este programa, embora isto seja exatamente
um dos pontos que precisamos testar - o quanto este sistema é fácil de usar.
Finalmente, creio que ser conhecido como um leitor de Livro de Urântia é
também algo importante, afinal eu não gostaria de ver corinthianos testando
uma nova camisa do meu "parmera".
Quem estiver interessado, por favor envie email diretamente para mim,
rog...@gmail.com, pois tenho que gerar uma senha de usuário, mais um tabela
de testes no banco de dados. Acredito poder começar a testar ainda esta
semana.
Grato,
Rogério R Silva
__________________________________________________
Fa�a liga��es para outros computadores com o novo Yahoo! Messenger
http://br.beta.messenger.yahoo.com/
Charles, parabéns ela resposta! Concordo plenamente contigo. Abraços |
Olá Wagner, como tens passado? Desejo que bem, assim como teus familiares. Primeiro, peço desculpas antecipadas por acessar teu e-mail mas como é público a partir do "elub" deduzi não haver maiores problemas. Segundo, pelo fato de que o assunto que me traz a tí é recorrente e não gostaria de perturbar ao grupo com este tema que certamente é provocante e não nos levará a lugar algum.
Talvez lembres dos e-mails abaixo. Guardei-os em respeito a tua pessoa, desejei respondê-lo antes mas infelizmente naquele momento ví-me envolvido em sério problema de doença (um tumor no cérebro) de uma pessoa muito próxima e não pude fazê-lo como desejaria. Impressionante como a doença vira tudo de cabeça para baixo. Felizmente foi tudo resolvido e hoje a pessoa já voltou a vida normal, impressionantemente normal. Santas mãos as daquele neuro cirurgião e sua equipe. Impressionante, creia-me.
Agradeço-te a forma como tentasses apaziguar e elucidar a questão suscitada naquele momento. Neste período, não deixei de ler o LU, já terminei a segunda leitura, tão pouco deixei de acompanhar, na medida do possível, os temas abordados no grupo em tudo o que recebi; apenas não pude participar pelos problemas que expus acima. A abordagem da homosexualidade então foi muito interessante. Por outro lado, por não concordar ser o LU a quinta revelação, por "n" razões que a mim são lógicas, fica difícil uma participação mais efetiva sem gerar turbulências. E como meu objetivo é aprender, no que couber, e não perturbar, fico "assistindo de camarote" as discussões. Não sei se voltarei a participar agora que já me liberei daquele compromisso assumido. Talvez continue somente na leitura do que receber e do que for interpretando em minhas leituras, analisando, comparando, enfim...
No sentido do que colocasses no segundo parágrafo do teu e-mail, compreendo perfeitamente o LU, esteja certo disso. Seu conteúdo filosófico/religioso, seu objetivo junto ao público que atinge e, creia-me, fico encantado com a pureza dos ideais ali defendidos, as teses filosóficas, os tratados sociológicos/antropológicos ali retratados, já vistos em outras leituras. Mas perdoe-me, a mim, por "n" razões que a seu tempo poderemos discutir se desejar, não se trata de uma "revelação de época" mas de uma obra muito bem construída, a muitas mãos, embora em pequeno grupo, de pessoas de altíssima inteligência e elevadíssimo conhecimento teológico, com o claro propósito de renovação da crença cristã a partir de uma nova cosmogonia/teogonia, mais moderna diante de novos tempos, novo século, explicando com maior profundidade (quiçá verdade) aquilo que a igreja não conseguiu ou não pode explicar aos seus fiéis, nas suas várias correntes, em suas narrativas ao longo de dois mil anos e mais.
Perdoe-me novamente, por não crer ser o LU uma "revelação". Como tu, também sou um notivago em minhas leituras, na calada da noite se houve melhor o coração (e menos a mulher ao lado, rsrsrsrsrs) e o meu me diz estar no caminho certo. Eu tenho minhas razões para crer no que creio, fui partícipe direto de alguns eventos que fundamentam minha posição e não é apenas a leitura, mesmo que muitas, de uma obra, por mais elevada que seja como o LU é, que me fará mudar de posição. No ponto em que me encontro da minha existência, aos 55 anos, do que já ví e vivi, há que ter muito mais que isso.
Como contra ponto ao que me oferecesses à meditação sobre a Verdade, pois não busco a Deus, já o tenho em mim, tão pouco minha mente é confusa com sua infinitude pois basta olhar Sua criação a minha volta, ao espaço infinito e a mim mesmo para compreendê-lo, afinal Eu Sou Seu Filho não é mesmo?? (certamente o Lu não está falando a mim...), te ofereço outra reflexão:
"Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade" (O Evangelho Segundo o Espiritismo)
Um grande, sincero e fraternal abraço e que a Paz do Criador Seja em teu Coração, no seio de tua familia!
From: manager...@gmail.com
Date: Mon, 7 Jun 2010 12:11:32 -0300
Subject: Re: [elub:7418] Ligando os pontos
Olá Paulo César,
Você escreveu:
Pelo o que pude entender e que sempre retorna à pauta deste 'forum' é a questão básica da divisão entre aqueles que aceitam o LU como 5ª Revelação e aqueles que o aceitam apenas como mais uma obra literária, como tantas outras hoje em dia existentes!
No mínimo, vou pedir para você colocar aí uma terceira categoria de aceitante:
Se o LU é a 5.ª Revelação, ele tem a suprema sensatez de não rejeitar nenhuma da espiritualidade sincera à face do planeta, seja qual for a corrente religiosa em que essa espiritualidade se manifeste. Só o LU é que pode dar testemunho de si mesmo. E, mais do que as declarações que ele faça sobre a sua própria relevância, o que fala mais alto são os frutos que essa árvore dá. “Uma árvore conhece-se pelos frutos”: esse é aferidor sábio que o Mestre nos aconselhou para as nossas análises. Então, a partir daí, só você, eu ou qualquer outro dos estudantes é que podemos analisar que frutos o LU produziu em nós.
Agora, como a minha ignorância da realidade é tão diminuta, eu só posso observar (com grande sentido crítico) que tudo o que eu conheço no LU é bom. Eu, como ser humano, sou perito em olhar e ver o mal nas mínimas coisas. Nesse meu olhar crítico eu confio bastante: o meu detector de erros e negatividades está bem desperto, como o de quase todo o mundo. Tive anos e anos para tentar encontrar os erros e as negatividades do LU (sempre só podendo usar o aferidor dos bons ou maus frutos, o único que funciona, já que o meu discernimento da verdade não consegue ir mais longe do que isso). E olhe, Paulo César, eu ataquei forte, dei bem “para trás”, logo de caras fiquei com uma bela resma de contrariedades às minhas crenças na mão. A partir daí fui estudando, negando, olhando, negando, rebatendo, negando... mas, surpresa das surpresas, não havia maneira de encontrar maus frutos. Podia recusar os conceitos, mas tinha sempre que reconhecer que AQUELES conceitos eram SEMPRE libertadores.
Até que, depois de anos, Paulo, (estudando em simultâneo o LU e as outras fontes, que nunca deixei de estudar) eu comecei a perceber onde estavam os “maus frutos” das minhas crenças. Comecei a perceber como as minhas crenças me haviam deixado cativo do medo, me tinham levado a um impasse espiritual sem saída. E nessa hora, nessa hora em que todas as minhas firmes crenças que me haviam sustentado conceitualmente durante décadas se revelavam incapazes de me salvar do terror existencial, em que o meu medo egóico foi levado a um extremo insuportável, em que fiquei sem defesas e, verdadeiramente, me entreguei para morrer de sede no deserto, parece que finalmente caiu um véu dos meus olhos. Olhei para o lado, para aquele LU que eu não conseguia “engolir” e percebi, finalmente: se era assim, como dizia o LU, acabou-se o terror existencial, acabaram-se as fontes conceituais que perpetuam o medo... e, maravilhoso, meu Pai do céu, finalmente fazia sentido dizer “meu Pai do céu”, finalmente essas palavras tinham sabor, sentimento, nexo... e eu vinha dizendo essas palavras há décadas, e eram frias, distantes, impessoais... o LU foi o único revelador que me disse que o meu Pai é uma PESSOA... será possível eu transmitir o que foi essa descoberta, depois de ter atravessado desertos e desertos espirituais apesar de toda a minha vida ter sido devotada a essa busca? Não, não é transmissível.
Se eu puder ser contado como uma categoria (A TERCEIRA CATEGORIA rss), quero ser aquele que, depois de ter estudado a fundo muita coisa proveniente de muitas correntes durante muitos anos, NÃO NECESSITO QUE O LU SEJA A 5.ª REVELAÇÃO.
Basta-me que ele seja o supra-sumo de todas as revelações espirituais com que deparei até esta hora à face do planeta Terra. Simplesmente reconheço que não há nenhum livro que tenha ido tão alto, tão fundo e que seja TODO ELE (no meu prisma) uma árvore na qual SÓ vejo BONS FRUTOS.
Poderei estar míope, com certeza há essa possibilidade, daí que ficarei muito atento e analisarei com muito cuidado se algum irmão estudante me apontar um MAU FRUTO do LU. Nessa hora vou querer analisar.
Continuando, você afirmou:
Mas penetrando-se o cerne da questão e as indicações materializadas no contexto do próprio LU, temos em última instância uma ligação ao Pai Eterno proveniente tão somente da Fé Interior quer seja esta fundamentada no LU ou em outros escritos, ou quiçá, em escrito algum. Penso ser esse o estado ideal para se alcançar aquilo que o LU refere como 'Verdadeira Religião' como ser 'Sabedor de Deus' e pertencer à Fraternidade Universal "ESPIRITUALMENTE" Real!
Eu comento: completamente de acordo!
Continuando, você finalizou:
Para essa Fraternidade Espiritualmente Real, todos esses questionamentos aqui perpetrados por nós, são como que INEXISTENTES para a Verdade Universal, pois, carecem da "MOTA MORONCIAL"...aqui tudo não passa de uma grande ilusão, isso é atestado no próprio LU quando cita que na melhor das hipóteses, o que pertence ao subconsciente é 'alucinação' e o que pertence ao supra consciente, veja que é a região onde opera o AP, é apenas 'ilusão'!
Eu diria exatamente o contrário, Paulo César: todos os questionamentos aqui perpetrados por nós são bem EXISTENTES, são eles (e muitos outros) que vêm proporcionando matéria-prima para que o Ajustador do Pensamento teça a nossa alma. Essas expressões que você usou (subconsciente é “alucinação” e supraconsciente, “ilusão”) são retiradas do seguinte tópico: “A conversão do misticismo”, do capítulo “A religião na experiência humana” [Doc.100, tópico 5].
A forma como você coloca “ilusão” com referência ao supraconsciente está descontextualizada, não corresponde às declarações do LU.
Vou utilizar uma citação do mesmo documento para fundamentar a minha ideia, mas digo desde já, Paulo César, que esse documento está recheado de informação que contradiz a sua declaração final.
100:5:4 1099¶2 A maior parte dos fenômenos espetaculares relacionados às chamadas conversões religiosas é inteiramente psicológica pela sua natureza, mas, de quando em quando, ocorrem experiências que são também espirituais, pela sua origem. Quando a mobilização mental é absolutamente total, em qualquer nível da expansão na direção da realização espiritual, quando é perfeita a motivação humana de lealdade à idéia divina, então, muito freqüentemente, ocorre que o espírito residente sincroniza-se subitamente abaixo, com o propósito concentrado e consagrado da mente supraconsciente do mortal crente. E essas experiências de fenômenos intelectuais e espirituais unificados constituem as conversões, que consistem de fatores que estão além dos envolvimentos puramente psicológicos.
Para finalizar, vou ter que pedir desculpa antecipadamente aos estudantes que odeiam ver uma montanha de citações do LU nas mensagens. De qualquer maneira, ficam já avisados que se é para ler os meus comentários, não vale a pena prosseguir, porque encerro a minha intervenção com este parágrafo.
Agora, para aqueles que estiverem dispostos a (e tenham tempo para) ficarem maravilhados com a sabedoria que desceu do universo até nós, leiam que não se vão arrepender. Não resisto a deixar o documento 100 inteiro aí abaixo (ah, irmão Melquisedeque, como és sábio!!!).
Se é a 5.ª Revelação, não sei... se veio de um nível supra-humano? Ah sim, com certeza... caso contrário, por favor, mostrem-me outra obra que chegue tão alto, tão longe, tão fundo... se ela existir, eu vou adorar ler!!!
Grande abraço!
Carlos Leite da Silva
DOCUMENTO 100
A RELIGIÃO NA EXPERIÊNCIA HUMANA
A experiência da vivência religiosa dinâmica transforma o indivíduo medíocre
numa personalidade de poder idealístico. A religião contribui para o progresso
de todos, fomentando o crescimento de cada indivíduo, e o progresso de cada um
é aumentado por meio da realização de todos.
100:0:2 1094¶2 O crescimento espiritual é estimulado mutuamente pela
associação íntima com outros religiosos. O amor propicia o solo para o
crescimento religioso — uma atração objetiva, em lugar de uma gratificação
subjetiva — e ainda proporciona a suprema satisfação subjetiva. E a religião
enobrece a lida comum da vida diária.
1. O CRESCIMENTO RELIGIOSO
100:1:1 1094¶3 Embora a religião produza o crescimento dos
significados e um engrandecimento dos valores, o mal sempre surge quando
avaliações puramente pessoais são elevadas ao nível do absoluto. Uma criança
avalia uma experiência de acordo com o seu conteúdo de prazer; a maturidade é
proporcional à substituição do prazer pessoal pelos significados mais elevados,
e mesmo pela lealdade aos conceitos mais elevados das situações diversificadas
da vida e das relações cósmicas.
100:1:2 1094¶4 Algumas pessoas acham-se ocupadas demais para poderem
crescer e, por isso, expõem-se ao grave perigo de estagnação espiritual. Devem
ser tomadas providências para o crescimento dos significados, em idades
diferentes, em culturas sucessivas e nos estágios passageiros da civilização
que avança. Os principais inibidores do crescimento são o preconceito e a
ignorância.
100:1:3 1094¶5 Dai a cada criança em desenvolvimento uma
oportunidade de fazer com que a sua própria experiência religiosa cresça; não
imponhais a ela a experiência já pronta do adulto. Lembrai-vos de que o
progresso, ano a ano, dentro de um regime educacional estabelecido, não
significa necessariamente um progresso intelectual, e muito menos um
crescimento espiritual. O aumento do vocabulário não significa desenvolvimento
de caráter. O crescimento não é indicado verdadeiramente por meros produtos,
mas, muito mais, pelo progresso. O crescimento educacional verdadeiro é
indicado pelo engrandecimento dos ideais, por uma apreciação maior dos valores,
por novos significados para os valores e por uma maior lealdade aos valores
supremos.
100:1:4 1094¶6 As crianças ficam impressionadas permanentemente
apenas pela lealdade dos seus companheiros adultos; os preceitos, ou mesmo o
exemplo, não têm uma influência duradoura. As pessoas leais são pessoas em
crescimento, e o crescimento é uma realidade que causa impressão e que inspira.
Vivei lealmente hoje – crescei –, e o amanhã responderá por si. A maneira mais
rápida de um girino tornar-se uma rã é vivendo lealmente cada momento como um
girino.
100:1:5 1094¶7 O solo essencial ao crescimento religioso pressupõe
uma vida progressiva de auto-realização, de coordenação das propensões
naturais, de exercício da curiosidade, de um desfrutar das aventuras razoáveis
da experimentação de sentimentos de satisfação, de fazer o temor funcionar como
estímulo para a atenção e a consciência, de sedução pelo maravilhoso e de uma
consciência normal de pequenez, de humildade. O crescimento é também baseado na
descoberta de si, acompanhada da autocrítica – a consciência; pois a
consciência é realmente a crítica voltada para si próprio, por meio da própria
escala de valores dos ideais pessoais.
100:1:6 1095¶1 A experiência religiosa é influenciada de um modo
marcante pela saúde física, pelo temperamento herdado e pelo meio social.
Contudo, as condições temporais não inibem o progresso espiritual interno de
uma alma dedicada a fazer a vontade do Pai no céu. Em todos os mortais normais,
estão presentes certos impulsos inatos para o crescimento e para a
auto-realização, que funcionam se não forem especificamente inibidos. A técnica
certa de alimentar esse dom, que é parte do potencial de crescimento
espiritual, é manter uma atitude de devoção, de todo o coração, aos valores
supremos.
100:1:7 1095¶2 A religião não pode ser outorgada, recebida,
emprestada, aprendida, nem perdida. É uma experiência pessoal, que se amplia
proporcionalmente à busca crescente dos valores finais. O crescimento cósmico,
assim, acompanha a acumulação de significados e a elevação sempre em expansão
dos valores. Contudo, o crescimento em nobreza é, em si mesmo, sempre
inconsciente.
100:1:8 1095¶3 Os hábitos religiosos de pensar e agir contribuem
para a economia do crescimento espiritual. Pode-se desenvolver uma
predisposição religiosa de reações favoráveis aos estímulos espirituais, uma
espécie de reflexo condicionado espiritual. Os hábitos que favorecem o
crescimento religioso abrangem o cultivo da sensibilidade para os valores
divinos, o reconhecimento do viver religioso nos outros, a meditação reflexiva
dos significados cósmicos, o fervor da adoração ao resolver os problemas, o
compartilhar da própria vida espiritual com os semelhantes, o evitar do
egoísmo, a recusa de abusar da misericórdia divina e o viver como se estivesse
na presença de Deus. Os fatores para o crescimento religioso podem ser
intencionais, mas o crescimento, em si, é invariavelmente inconsciente.
100:1:9 1095¶4 A natureza inconsciente do crescimento religioso não
significa, contudo, que seja uma atividade a operar nos domínios supostos do
subconsciente do intelecto humano; significa, antes, atividades criativas nos
níveis supraconscientes da mente mortal. A experiência da compreensão da
realidade do crescimento religioso inconsciente é a maior prova positiva da
existência funcional da supraconsciência.
2. O CRESCIMENTO ESPIRITUAL
100:2:1 1095¶5 O desenvolvimento espiritual depende, em primeiro
lugar, da manutenção de uma conexão espiritual viva com as verdadeiras forças
espirituais e, em segundo lugar, da produção contínua de frutos espirituais:
dando aos semelhantes a ministração daquilo que foi recebido dos próprios
benfeitores espirituais. O progresso espiritual é fundamentado no
reconhecimento intelectual da própria pobreza espiritual combinada à
autoconsciência da fome de perfeição, ao desejo de conhecer a Deus e de ser
como Ele, com um propósito verdadeiro de fazer a vontade do Pai no céu, de todo
coração.
100:2:2 1095¶6 Inicialmente o crescimento espiritual é um despertar
para as necessidades e, em seguida, um discernimento dos significados e,
depois, uma descoberta dos valores. A evidência do verdadeiro desenvolvimento
espiritual consiste em demonstrar uma personalidade humana motivada pelo amor,
animada pela ministração não egoísta e dominada pela adoração sincera dos
ideais de perfeição da divindade. E toda essa experiência constitui a realidade
da religião, em contraste com a das meras crenças teológicas.
100:2:3 1095¶7 A religião pode progredir até aquele nível de
experiência em que se torna uma técnica esclarecida e sábia de reação
espiritual ao universo. Tal religião glorificada pode funcionar em três níveis
da personalidade humana: o intelectual, o moroncial e o espiritual; sobre a
mente, sobre a alma em evolução e junto ao espírito residente.
100:2:4 1096¶1 A espiritualidade imediatamente passa a ser
indicadora da vossa proximidade de Deus e a medida da vossa capacidade de
servir aos vossos semelhantes. A espiritualidade realça a capacidade de
descobrir a beleza nas coisas, de reconhecer a verdade nos significados, e de
descobrir a bondade nos valores. O desenvolvimento espiritual é determinado por
essas capacidades e é diretamente proporcional à eliminação das qualidades
egoístas do amor.
100:2:5 1096¶2 O status espiritual real é a medida do vosso alcance
da Deidade, da vossa sintonização com o Ajustador. O alcançar da finalidade da
espiritualidade é equivalente a atingir o máximo de realidade, o máximo de
semelhança a Deus. A vida eterna é a busca sem fim dos valores infinitos.
100:2:6 1096¶3 A meta da auto-realização humana deveria ser
espiritual, não material. As únicas realidades que valem o esforço são as
divinas, as espirituais e eternas. O homem mortal encontra-se capacitado para
desfrutar do prazer físico e da satisfação de afetos humanos; ele beneficia-se
da lealdade da associação a outros homens e das instituições temporais; mas
estas não são fundações eternas sobre as quais se deva edificar a personalidade
imortal, a qual deve transcender ao espaço, vencer o tempo e alcançar o destino
da perfeição divina e o serviço de finalitor.
100:2:7 1096¶4 Jesus retratou a profunda segurança do mortal sabedor
de Deus ao dizer: “Para um crente do Reino, que conhece Deus, que importa se
todas as coisas entrarem em colapso?” As seguranças temporais são vulneráveis,
mas as seguranças espirituais são inexpugnáveis. Quando as torrentes da
adversidade humana, do egoísmo, da crueldade, do ódio, da malícia e da inveja
afluírem à porta da alma humana, vós podeis manter-vos na certeza de que há um
bastião interior, a cidadela do espírito, que permanece absolutamente
inatingível; e isso é verdadeiro, ao menos, para todo ser humano que tenha
entregado a guarda da sua alma ao espírito residente do Deus eterno.
100:2:8 1096¶5 Depois dessa realização espiritual, assegurada pelo
crescimento gradativo ou por uma crise específica, ocorre uma nova orientação
da personalidade, bem como o desenvolvimento de uma nova medida de valores.
Tais indivíduos nascidos do espírito têm as suas motivações tão renovadas na
vida, que podem calmamente permanecer de pé, enquanto perecem as suas ambições
mais caras e entram em colapso as suas mais ardentes esperanças; eles sabem
positivamente que tais catástrofes não são senão os cataclismos retificadores
que arruínam as suas criações temporais, como um prenúncio da construção de uma
realidade mais nobre e mais duradoura, num nível novo e mais sublime de
realização no universo.
3. OS CONCEITOS DO VALOR SUPREMO
100:3:1 1096¶6 A religião não é uma técnica para alcançar uma paz
mental estática e abençoada; é um impulso para organizar a alma para o serviço
dinâmico. É o alistamento de toda a individualidade no serviço leal de amar a
Deus e de servir ao homem. A religião paga qualquer preço que seja essencial ao
alcance da meta suprema, a recompensa eterna. Há uma plenitude de consagração,
na lealdade religiosa, que é de uma sublimidade magnífica. E esse tipo de
lealdade é socialmente eficaz e espiritualmente progressivo.
100:3:2 1096¶7 Para o religioso, a palavra Deus torna-se um símbolo
que significa uma aproximação à realidade suprema e um reconhecimento ao valor
divino. As preferências e os desagrados humanos não determinam o bem e o mal;
os valores morais não crescem com os desejos realizados, nem com a frustração
emocional.
100:3:3 1096¶8 Na contemplação dos valores, vós deveis distinguir
entre aquilo queé valor e aquilo que tem valor.
Vós deveis reconhecer a relação entre as atividades agradáveis, a integração
significativa delas e a realização engrandecida em níveis sempre mais elevados
da experiência humana.
100:3:4 1097¶1 Significado é algo que a experiência acrescenta ao
valor; é a consciência apreciativa dos valores. Um prazer isolado e puramente
egoísta pode conotar uma desvalorização virtual dos significados, um gozo sem
sentido que beira as raias do mal relativo. Os valores são experienciais,
quando as realidades têm sentido e são mentalmente associadas, quando tais
relações são reconhecidas e apreciadas pela mente.
100:3:5 1097¶2 Os valores não podem nunca ser estáticos; a realidade
significa mudança, crescimento. A mudança sem crescimento, sem expansão de
significado e sem a exaltação do valor, nada vale – é mal em potencial. Quanto
maior a qualidade da adaptação cósmica, mais significado qualquer experiência
traz. Os valores não são ilusões conceituais; eles são reais, mas sempre
dependem do ato dos relacionamentos. Os valores são sempre tanto factuais
quanto potenciais – não o que foi, mas o que é e o que está para ser.
100:3:6 1097¶3 A associação dos factuais e dos potenciais equivale
ao crescimento, à realização experiencial dos valores. Contudo, o crescimento
não é mero progresso. O progresso é sempre significativo, mas torna-se
relativamente sem valor, se não vier acompanhado do crescimento. O valor supremo
da vida humana consiste no crescimento dos valores, no progresso dos
significados e na realização da inter-relação cósmica de ambas essas
experiências. E tal experiência é equivalente à consciência de Deus. Esse
mortal, se bem que não seja supranatural, está tornando-se verdadeiramente
supra-humano; uma alma imortal que está evoluindo.
100:3:7 1097¶4 O homem não pode provocar o crescimento, mas ele pode
gerar as condições favoráveis para tanto. O crescimento é sempre inconsciente,
seja ele físico, intelectual ou espiritual. E assim cresce o amor; ele não pode
ser criado, nem manufaturado, nem comprado; deve crescer. A evolução é uma
técnica cósmica de crescimento. O crescimento social não pode ser assegurado
pela legislação, e o crescimento moral não é garantido por uma administração
melhor. O homem pode manufaturar uma máquina, mas o seu real valor deve derivar
da cultura humana e da apreciação pessoal. A única contribuição do homem para o
crescimento é a mobilização dos poderes totais da sua personalidade – a fé
viva.
4. PROBLEMAS DO CRESCIMENTO
100:4:1 1097¶5 O viver religioso é o viver devotado, e o viver
devotado é o viver criativo, original e espontâneo. Novas percepções religiosas
surgem de conflitos que iniciam a escolha de novos e melhores hábitos de
reação, no lugar de formas antigas e inferiores de reação. Novos significados
emergem apenas em meio a conflitos; e o conflito persiste apenas em face da
recusa de esposar os valores mais elevados, portadores de significados
superiores.
100:4:2 1097¶6 As perplexidades religiosas são inevitáveis; não pode
haver nenhum crescimento sem conflito psíquico e sem agitação espiritual. A
organização de um modelo filosófico de vida requer uma considerável perturbação
nos domínios filosóficos da mente. A lealdade não é exercitada em nome daquilo
que é grande, bom, verdadeiro e nobre, sem uma batalha. O esforço é seguido do
esclarecimento da visão espiritual e da ampliação do discernimento de visão
cósmica. E o intelecto humano reluta contra ser desmamado da alimentação das
energias não espirituais da existência temporal. A mente animal indolente
rebela-se com o esforço exigido pela luta na solução dos problemas cósmicos.
100:4:3 1097¶7 Entretanto, o grande problema do viver religioso
consiste na tarefa de unificar os poderes da alma da personalidade, por meio da
predominância do AMOR. A saúde, a eficiência mental e a felicidade surgem da
unificação dos sistemas físicos, dos sistemas mentais e dos sistemas
espirituais. De saúde e de sanidade o homem entende bastante, mas de felicidade
ele só entendeu de fato pouquíssimo. A felicidade mais elevada está
indissoluvelmente ligada ao progresso espiritual. O crescimento espiritual gera
um júbilo duradouro, uma paz que ultrapassa qualquer entendimento.
100:4:4 1098¶1 Na vida física, os sentidos dizem sobre a existência
das coisas; a mente descobre a realidade das significações; mas a experiência
espiritual revela ao indivíduo os verdadeiros valores da vida. Esses altos
níveis de vida humana são alcançados no supremo amor a Deus e no amor não
egoísta pelo homem. Se vós amais o vosso semelhante, vós deveis ter descoberto
os seus valores. Jesus amou tanto os homens porque atribuía a eles um valor
muito elevado. Vós podeis melhor descobrir os valores dos vossos companheiros,
descobrindo a sua motivação. Se alguém vos irrita, causa a emoção de
ressentimentos, vós devíeis buscar discernir compassivamente o seu ponto de
vista, as suas razões para uma conduta de tal modo censurável. Uma vez que
tenhais compreendido o vosso semelhante, vós vos tornareis tolerantes, e essa
tolerância amadurecerá a amizade transformando-a em amor.
100:4:5 1098¶2 Com os olhos da vossa mente, trazei à vossa lembrança
o quadro de um dos vossos ancestrais primitivos dos tempos das cavernas – um
pequeno rosnador, disforme e sujo, um homem pesado, de pernas arqueadas, de
porrete levantado, respirando ódio e animosidade, enquanto olha ferozmente para
a frente. Esse quadro dificilmente retrata a dignidade divina do homem.
Contudo, ele nos permite ampliar o retrato. Em frente a esse humano animado, um
tigre dente-de-sabre está em posição de ataque. Atrás dele, uma mulher e duas
crianças. Imediatamente, vós reconheceis que esse quadro representa o começo de
muito daquilo que é bom e nobre na raça humana, mas o homem é o mesmo, em ambos
os quadros. Apenas, no segundo arranjo, vós sois favorecidos com um horizonte
amplo. E, nele, vós discernis a motivação desse mortal em evolução. A sua
atitude torna-se louvável, porque vós o compreendeis. Se vós pudésseis apenas
penetrar os motivos dos vossos semelhantes, quão melhor vós os entenderíeis! Se
vós pudésseis apenas conhecer os vossos semelhantes, vós iríeis finalmente
encher-vos de amor por eles.
100:4:6 1098¶3 De fato, vós não podeis amar os vossos semelhantes
por um mero ato de vontade. O amor nasce apenas de uma compreensão enérgica dos
motivos e dos sentimentos do vosso próximo. Não é tão importante amar a todos
os homens hoje quanto é importante que a cada dia vós aprendais a amar um ser
humano a mais. Se a cada dia ou a cada semana vós alcançardes a compreensão de
mais um dos vossos irmãos, e se for esse o limite da vossa capacidade, então
certamente estareis socializando e verdadeiramente espiritualizando a vossa
personalidade. O amor é contagiante e, quando a devoção humana é inteligente e
sábia, o amor é mais cativante que o ódio. Todavia, apenas o amor genuíno e não
egoísta é verdadeiramente contagioso. Se cada mortal pudesse apenas tornar-se o
foco de uma afeição dinâmica, esse vírus benigno do amor penetraria logo a
corrente da emoção sentimental da humanidade, numa tal extensão que toda a
civilização seria abraçada pelo amor, e isso seria a realização da irmandade
dos homens.
5. A CONVERSÃO E O MISTICISMO
100:5:1 1098¶4 O mundo está repleto de almas perdidas. Não no
sentido teológico, mas porque perderam o sentido de direção; e acham-se vagando
na confusão entre os ismos e os cultos de uma era filosoficamente frustrada.
Pouquíssimas almas aprenderam como estabelecer para si próprias uma filosofia
de vida, em lugar de aceitar o autoritarismo religioso. (Os símbolos da
religião socializada não são para serem desprezados como canais de crescimento,
pois o leito do rio não é o rio. )
100:5:2 1098¶5 A progressão do crescimento religioso conduz, por
meio do conflito, da estagnação até a coordenação, da insegurança até a fé sem
dúvidas, da confusão na consciência cósmica à unificação da personalidade, de
um objetivo temporal até o eterno, do cativeiro do medo à liberdade da filiação
divina.
100:5:3 1099¶1 Deveria ficar esclarecido que as profissões de fé aos
supremos ideais – a percepção psíquica, emocional e espiritual daquele que tem
consciência de Deus – podem vir de um crescimento natural e gradual ou podem,
algumas vezes, ser experienciadas em certas conjunções, como numa crise. O
apóstolo Paulo experimentou exatamente uma conversão súbita e espetacular
naquele dia memorável na estrada de Damasco. Gautama Sidarta teve uma
experiência semelhante na noite em que se assentou a sós e buscou penetrar o
mistério da verdade final. Muitos outros têm tido experiências, e muitos
crentes verdadeiros progrediram em espírito, sem nenhuma conversão súbita.
100:5:4 1099¶2 A maior parte
dos fenômenos espetaculares relacionados às chamadas conversões religiosas é
inteiramente psicológica pela sua natureza, mas, de quando em quando, ocorrem
experiências que são também espirituais, pela sua origem. Quando a mobilização
mental é absolutamente total, em qualquer nível da expansão na direção da
realização espiritual, quando é perfeita a motivação humana de lealdade à idéia
divina, então, muito freqüentemente, ocorre que o espírito residente
sincroniza-se subitamente abaixo, com o propósito concentrado e consagrado da
mente supraconsciente do mortal crente. E essas experiências de fenômenos
intelectuais e espirituais unificados constituem as conversões, que consistem
de fatores que estão além dos envolvimentos puramente psicológicos.
100:5:5 1099¶3 Todavia, a emoção por si só indica uma conversão
falsa; deve ter-se fé, tanto quanto sentimentos. Visto que tal mobilização
psíquica é parcial e que a motivação da lealdade humana é incompleta, nessa
mesma medida a experiência da conversão será uma realidade mista: intelectual,
emocional e espiritual.
100:5:6 1099¶4 Se se está disposto a reconhecer uma mente
subconsciente teórica, como uma hipótese prática com a qual trabalhar, numa
vida intelectual unificada de outro modo, então, para ser-se consistente,
dever-se-ia postular um domínio semelhante e correspondente de atividade
intelectual ascendente, como nível supraconsciente: uma zona de contato
imediato com a entidade do espírito residente, o Ajustador do Pensamento. Os
grandes perigos de todas as especulações psíquicas são que as visões e as
outras experiências, chamadas de místicas, junto com os sonhos extraordinários,
cheguem a ser considerados todos como comunicações divinas à mente humana. Nos
tempos passados, os seres divinos revelaram-se a algumas pessoas sabedoras de
Deus, não por causa dos transes místicos nem das visões mórbidas delas, mas a
despeito de todos esses fenômenos.
100:5:7 1099¶5 Em contraste com a busca da conversão, o melhor modo
de aproximação das zonas moronciais de contato possível com o Ajustador do Pensamento
seria por meio da fé viva e da adoração sincera, da oração feita de todo o
coração e sem egoísmo. De um modo geral, a maior parte das memórias que
advieram de níveis inconscientes da mente humana tem sido confundida com
revelações divinas e comandos espirituais.
100:5:8 1099¶6 Um grande perigo está ligado à prática habitual do
sonho religioso, estando acordado; o misticismo pode tornar-se uma técnica para
evitar-se a realidade, se bem que haja sido, algumas vezes, um meio de comunhão
espiritual genuína. Períodos curtos de retirada da cena das ocupações da vida
podem não ser seriamente perigosos, mas o isolamento prolongado da
personalidade é bastante indesejável. Sob nenhuma circunstância deveria o
estado de transe de consciência visionária ser cultivado como uma experiência religiosa.
100:5:9 1099¶7 As características do estado místico são a difusão da
consciência, com ilhas vívidas de atenção focalizada, operando num intelecto
relativamente passivo. Tudo isso faz a consciência gravitar na direção do
subconsciente mais do que na direção da zona de contato espiritual, o
supraconsciente. Muitos místicos levaram a sua dissociação mental até o ponto
de manifestações mentais anormais.
100:5:10 1100¶1 A atitude mais saudável de
meditação espiritual é colocar-se em adoração reflexiva e em oração de
agradecimento. A comunhão direta com o próprio Ajustador do Pensamento, tal
como ocorreu nos últimos anos da vida de Jesus na carne, não deveria ser
confundida com essas experiências chamadas de místicas. Os fatores que contribuem
para a iniciação da comunhão mística denotam, em si, o perigo desses estados
psíquicos. O estado místico é favorecido por coisas tais como: a fadiga física,
o jejum, a dissociação psíquica, a experiência estética profunda, os impulsos
sexuais vívidos, o medo, a ansiedade, o furor e as danças selvagens. A maior
parte do material que surge como resultado dessas preparações preliminares tem
a sua origem na mente subconsciente.
100:5:11 1100¶2 Por mais favoráveis que possam
ter sido as condições para os fenômenos místicos, deveria ser claramente
compreendido que Jesus de Nazaré nunca recorreu a tais métodos para a sua
comunhão com o Pai do Paraíso. Jesus não tinha alucinações subconscientes, nem
ilusões do supraconsciente.
6. OS SINAIS DO VIVER RELIGIOSO
100:6:1 1100¶3 As religiões evolucionárias e as religiões da
revelação podem diferir bastante pelos métodos, mas são muito semelhantes pelas
suas motivações. A religião não é uma função específica da vida; é antes um
modo de viver. A verdadeira religião é uma devoção sincera a alguma realidade
que o religioso considera ser de valor supremo para si próprio e para toda a
humanidade. E as características mais destacadas de todas as religiões são: a
lealdade inquestionável e a devoção, de coração puro, aos valores supremos.
Essa devoção religiosa aos valores supremos é mostrada na relação da mãe,
supostamente irreligiosa, para com o seu filho, e na lealdade fervorosa dos não
religiosos a uma causa esposada por eles.
100:6:2 1100¶4 O valor supremo aceito para o religioso pode ser
ignóbil ou falso mesmo, mas, apesar de tudo, ele é religioso. Uma religião é
genuína na medida em que o valor que é tido como supremo é verdadeiramente uma
realidade cósmica de valor espiritual.
100:6:3 1100¶5 Os sinais da sensibilidade humana ao impulso
religioso abrangem as qualidades de nobreza e de grandeza. O religioso sincero
é consciente da cidadania universal e é ciente de fazer contato com fontes de
poder supra-humano. Ele emociona-se e energiza-se pela segurança de pertencer à
fraternidade superior e enobrecida dos filhos de Deus. A consciência da
dignidade própria tornou-se aumentada pelo estímulo da busca dos objetivos mais
elevados no universo – as metas supremas.
100:6:4 1100¶6 O eu rendeu-se ao ímpeto intrigante de uma motivação
todo-abrangente que impõe uma autodisciplina maior, que reduz o conflito
emocional e torna a vida mortal verdadeiramente digna de ser vivida. O
reconhecimento mórbido das limitações humanas é transformado na consciência natural
das falhas mortais, associada à determinação moral e à aspiração espiritual de
atingir as metas universais e superuniversais mais elevadas. E essa luta
intensa para alcançar os ideais supramortais é sempre caracterizada por uma
paciência crescente, pela indulgência, pela fortaleza e pela tolerância.
100:6:5 1100¶7 A verdadeira religião, contudo, é um amor vivo, uma
vida de serviço. O distanciamento do religioso de muito daquilo que é puramente
temporal e trivial nunca leva ao isolamento social, e não deveria destruir o
senso de humor. A religião genuína não tira nada da existência humana, mas
acrescenta, sim, um novo sentido a tudo na vida; gera novos tipos de
entusiasmo, de zelos e de coragem. Pode até mesmo engendrar o espírito das
cruzadas, o que é mais do que perigoso, se não for controlado pelo
discernimento espiritual e pela devoção leal às obrigações sociais comuns das
lealdades humanas.
100:6:6 1101¶1 Um dos mais surpreendentes sinais para a
identificação da vida religiosa é aquela paz dinâmica e sublime, aquela paz que
está além de todo entendimento humano, aquele equilíbrio cósmico que indica a
ausência de toda dúvida e tumulto. Tais níveis de estabilidade espiritual são
imunes ao desapontamento. Os religiosos assim são como o apóstolo Paulo, que
disse: “Estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os
principados, nem os poderes, nem as coisas presentes, nem as coisas que estão
por vir, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra coisa será capaz
de nos separar do amor de Deus”.
100:6:7 1101¶2 Há um senso de segurança, associado à realização da
glória triunfante, que reside na consciência do religioso que compreendeu a
realidade do Supremo e persegue a meta do Último.
100:6:8 1101¶3 Mesmo a religião evolucionária é tudo isso, em
lealdade e grandeza, porque é uma experiência genuína. Contudo, a religião
revelada tanto tem de excelência quanto de autenticidade. As
novas lealdades, na visão espiritual ampliada, criam novos níveis de amor e de
devoção, de serviço e de companheirismo; e toda essa perspectiva social
ampliada produz uma consciência maior da Paternidade de Deus e da irmandade dos
homens.
100:6:9 1101¶4 A diferença característica entre a religião que
evoluiu e a religião revelada é uma qualidade nova de sabedoria divina, que é
acrescentada à sabedoria humana puramente experiencial. No entanto, é a
experiência dentro das religiões humanas que desenvolve a capacidade para a
recepção das dádivas subseqüentes de mais sabedoria divina e discernimento
cósmico.
7. O APOGEU DA VIDA RELIGIOSA
100:7:1 1101¶5 Embora o mortal comum de Urântia não possa esperar
atingir a alta perfeição de caráter que Jesus de Nazaré adquiriu, enquanto
permaneceu na carne, é totalmente possível a todo mortal crente desenvolver uma
personalidade forte e unificada, pautando-se pelas linhas perfeccionadas da
personalidade de Jesus. O aspecto singular da personalidade do Mestre não era
tanto a sua perfeição, quanto a sua simetria, a sua unificação extraordinária e
equilibrada. A apresentação mais efetiva de Jesus consiste em seguir o exemplo
daquele que disse, enquanto gesticulava na direção do Mestre, de pé diante dos
seus acusadores: “Eis o homem!”
100:7:2 1101¶6 A bondade infalível de Jesus tocava os corações dos
homens, mas a sua força inflexível de caráter maravilhava os seus seguidores.
Ele era verdadeiramente sincero; nada havia de hipócrita nele. Ele não tinha
afetação; era sempre reanimadoramente autêntico. Nunca condescendia em
pretensões, e nunca recorria à trapaça. Ele viveu a verdade, do mesmo modo que
a ensinou. Ele foi a verdade. Foi forçado a proclamar a verdade salvadora à sua
geração, ainda que tanta sinceridade algumas vezes haja causado dor. Ele foi
inquestionavelmente leal a toda verdade.
100:7:3 1101¶7 O Mestre, porém, era tão razoável, tão acessível. Ele
era tão prático em todas as suas ministrações e, ao mesmo tempo, todos os seus
planos eram caracterizados por um senso comum tão santificado. Ele era tão
liberto de qualquer tendência à extravagância, à irregularidade e à
excentricidade. Nunca era caprichoso, esquisito nem histérico. Em todos os seus
ensinamentos e em tudo o que fazia, havia uma discriminação depurada, ligada a
um senso extraordinário daquilo que é apropriado.
100:7:4 1102¶1 O Filho do Homem foi sempre uma personalidade bem
equilibrada. Mesmo os seus inimigos mantinham um respeito salutar por ele; eles
chegavam mesmo a temer a sua presença. Jesus não conhecia o medo. Ele
transbordava de entusiasmo divino, mas nunca se tornou um fanático. Era
emocionalmente ativo, mas nunca inconstante. Era imaginativo, mas sempre
prático. Ele enfrentava as realidades da vida com franqueza, mas nunca chegava
a ficar embotado nem prosaico. Era corajoso, mas nunca descuidado; prudente,
mas nunca covardemente. Ele era compassivo, mas não era sentimental; único, sem
ser excêntrico. Ele era pio, mas não era santarrão. E era assim bem
equilibrado, porque era perfeitamente bem unificado.
100:7:5 1102¶2 A originalidade de Jesus não era sufocante. Ele não
estava preso pela tradição, nem limitado pela escravização a nenhum
convencionalismo restritivo. Ele falava com uma confiança segura e ensinava com
autoridade absoluta. Contudo, a sua originalidade superior não o levava a
negligenciar as pérolas da verdade nos ensinamentos dos seus predecessores e
contemporâneos. E o mais original dos seus ensinamentos foi a ênfase no amor e
na misericórdia, em lugar do medo e do sacrifício.
100:7:6 1102¶3 Jesus era muito amplo de visão. Ele exortava os seus
seguidores a pregar o evangelho a todos os povos. Não tinha nenhuma estreiteza
de mente. O seu coração compassivo abraçava toda a humanidade, e mesmo um
universo. Sempre a sua exortação era: “Quem quiser vir, que venha”.
100:7:7 1102¶4 De Jesus foi realmente dito: “Ele confiou em Deus”.
Como um homem entre os homens, ele confiou de um modo muito sublime no Pai do
céu. Ele confiou no seu Pai, como uma criança pequena confia no seu pai
terreno. A sua fé foi perfeita, mas nunca presunçosa. Não importa quão cruel a
natureza possa parecer, nem quão indiferente possa ser ao bem-estar do homem na
Terra, Jesus nunca faltou com a sua fé. Ele era imune ao desapontamento e
inatingível pela perseguição. Ele não permaneceu intacto diante do fracasso
aparente.
100:7:8 1102¶5 Jesus amou os homens como irmãos, ao mesmo tempo
reconhecendo quão diferentes eram os seus dons inatos e as suas qualidades
adquiridas. “Ele escolheu o seu caminho de fazer o bem. ”
100:7:9 1102¶6 Jesus era uma pessoa inusitadamente alegre, mas não
era um otimista cego e pouco razoável. A sua palavra de constante exortação
era: “Tende ânimo”. Ele podia manter a sua atitude confiante por causa da sua
fé inabalável em Deus e na sua confiança imperturbável no homem. Ele demonstrou
sempre uma consideração tocante por todos os homens, porque ele os amava e
acreditava neles. E ainda foi sempre fiel às suas convicções e magnificamente
firme na sua devoção de fazer a vontade do seu Pai.
100:7:10 1102¶7 O Mestre foi sempre generoso.
Ele nunca se cansou de dizer: “Dar é mais abençoado do que receber”. Dizia ele:
“Gratuitamente recebestes, dai gratuitamente”. E ainda, com toda a sua
ilimitada generosidade, ele nunca foi esbanjador nem extravagante. Ele ensinou
que vós deveis acreditar para receber a salvação. “Pois todo aquele que procura
receberá. ”
100:7:11 1102¶8 Ele era candidamente direto, mas
sempre afável. Ele dizia: “Se assim não fosse, eu vos teria dito”. E era
franco, mas sempre amigável. Era aberto no seu amor pelos pecadores e no seu
ódio ao pecado. Contudo, mesmo com a sua surpreendente franqueza, ele foi
infalivelmente justo.
100:7:12 1102¶9 Jesus era alegre de um modo
consistente, não obstante algumas vezes ele bebesse profundamente da taça do
sofrimento humano. Destemidamente, ele enfrentou as realidades da existência, e
permaneceu pleno de entusiasmo pelo evangelho do Reino. Ele, porém, controlava
o seu entusiasmo; nunca se deixou controlar por ele. Era dedicado sem reservas
aos “assuntos do Pai”. Esse entusiasmo divino levou os seus irmãos não
espiritualizados a pensarem que ele estava fora de si, mas o universo que o
observava apreciava-o como modelo de sanidade e como arquétipo da suprema
devoção mortal aos altos padrões da vida espiritual. E o seu entusiasmo
controlado era contagioso; os seus companheiros eram levados a compartilhar do
seu otimismo divino.
100:7:13 1103¶1 Este homem da Galiléia não era
um homem de tristezas; era uma alma da alegria. Estava sempre dizendo:
“Rejubilai-vos na mais repleta alegria”. Todavia, quando o dever exigia, ele
estava disposto a caminhar corajosamente no “vale da sombra da morte”. Ele era
jubiloso, mas, ao mesmo tempo, humilde.
100:7:14 1103¶2 A sua coragem só era igualada
pela sua paciência. Quando pressionado a agir prematuramente, ele apenas
respondia: “Minha hora ainda não chegou”. Ele nunca tinha pressa; a sua
serenidade era sublime. No entanto, freqüentemente, tornava-se indignado com o
mal, e intolerante com o pecado. Muitas vezes, ele foi levado a resistir àquilo
que era contrário ao bem-estar dos seus filhos da Terra. E a sua indignação
contra o pecado levou-o a ficar enraivecido com os pecadores.
100:7:15 1103¶3 A coragem de Jesus era
magnífica, mas não era nunca irrefletido. A sua palavra-chave foi: “não
temais”. A sua bravura era elevada, e a sua coragem, freqüentemente heróica. No
entanto, a sua coragem estava ligada à prudência e era controlada pela razão.
Era uma coragem nascida da fé, não da presunção cega pela negligência. Ele era verdadeiramente
valente, mas nunca atrevido.
100:7:16 1103¶4 O Mestre era um modelo de
reverência. A prece, já na sua juventude, começava com: “Pai nosso que estás no
céu, santificado seja o teu nome”. Ele era respeitoso até mesmo com o culto
errôneo dos seus irmãos. Isso não o deteve, todavia, de condenar as tradições
religiosas nem de atacar os erros das crenças humanas. Ele reverenciava a
verdadeira santidade, e ainda podia apelar para os seus semelhantes dizendo:
“Quem dentre vós me condena de pecado?”
100:7:17 1103¶5 Jesus foi grande, porque era bom
e, mais, ele confraternizava com as crianças pequenas. Ele era gentil e
despretensioso na sua vida pessoal e, ainda, era ele o homem perfeccionado de
todo um universo. Os seus companheiros chamavam-no espontaneamente de Mestre.
100:7:18 1103¶6 Jesus foi a personalidade humana
perfeitamente unificada. E ainda agora, como na época da Galiléia, ele continua
a unificar a experiência mortal e a coordenar os esforços humanos. Ele unifica
a vida, enobrece o caráter e simplifica a experiência. Ele entra na mente
humana para elevá-la, para transformá-la e transfigurá-la. É literalmente
verdade que: “Se qualquer homem tem Cristo Jesus dentro dele, ele é uma nova
criatura; as velhas coisas estão passando; olhai, que todas as coisas estão-se
tornando novas”.
100:7:19 1103¶7 [Apresentado por um
Melquisedeque de Nebadon.]
Olá Paulo César,
Você escreveu:
Pelo o que pude entender e que sempre retorna à pauta deste 'forum' é a questão básica da divisão entre aqueles que aceitam o LU como 5ª Revelação e aqueles que o aceitam apenas como mais uma obra literária, como tantas outras hoje em dia existentes!
No mínimo, vou pedir para você colocar aí uma terceira categoria de aceitante:
Se o LU é a 5.ª Revelação, ele tem a suprema sensatez de não rejeitar nenhuma da espiritualidade sincera à face do planeta, seja qual for a corrente religiosa em que essa espiritualidade se manifeste. Só o LU é que pode dar testemunho de si mesmo. E, mais do que as declarações que ele faça sobre a sua própria relevância, o que fala mais alto são os frutos que essa árvore dá. “Uma árvore conhece-se pelos frutos”: esse é aferidor sábio que o Mestre nos aconselhou para as nossas análises. Então, a partir daí, só você, eu ou qualquer outro dos estudantes é que podemos analisar que frutos o LU produziu em nós.
Agora, como a minha ignorância da realidade é tão diminuta, eu só posso observar (com grande sentido crítico) que tudo o que eu conheço no LU é bom. Eu, como ser humano, sou perito em olhar e ver o mal nas mínimas coisas. Nesse meu olhar crítico eu confio bastante: o meu detector de erros e negatividades está bem desperto, como o de quase todo o mundo. Tive anos e anos para tentar encontrar os erros e as negatividades do LU (sempre só podendo usar o aferidor dos bons ou maus frutos, o único que funciona, já que o meu discernimento da verdade não consegue ir mais longe do que isso). E olhe, Paulo César, eu ataquei forte, dei bem “para trás”, logo de caras fiquei com uma bela resma de contrariedades às minhas crenças na mão. A partir daí fui estudando, negando, olhando, negando, rebatendo, negando... mas, surpresa das surpresas, não havia maneira de encontrar maus frutos. Podia recusar os conceitos, mas tinha sempre que reconhecer que AQUELES conceitos eram SEMPRE libertadores.
Até que, depois de anos, Paulo, (estudando em simultâneo o LU e as outras fontes, que nunca deixei de estudar) eu comecei a perceber onde estavam os “maus frutos” das minhas crenças. Comecei a perceber como as minhas crenças me haviam deixado cativo do medo, me tinham levado a um impasse espiritual sem saída. E nessa hora, nessa hora em que todas as minhas firmes crenças que me haviam sustentado conceitualmente durante décadas se revelavam incapazes de me salvar do terror existencial, em que o meu medo egóico foi levado a um extremo insuportável, em que fiquei sem defesas e, verdadeiramente, me entreguei para morrer de sede no deserto, parece que finalmente caiu um véu dos meus olhos. Olhei para o lado, para aquele LU que eu não conseguia “engolir” e percebi, finalmente: se era assim, como dizia o LU, acabou-se o terror existencial, acabaram-se as fontes conceituais que perpetuam o medo... e, maravilhoso, meu Pai do céu, finalmente fazia sentido dizer “meu Pai do céu”, finalmente essas palavras tinham sabor, sentimento, nexo... e eu vinha dizendo essas palavras há décadas, e eram frias, distantes, impessoais... o LU foi o único revelador que me disse que o meu Pai é uma PESSOA... será possível eu transmitir o que foi essa descoberta, depois de ter atravessado desertos e desertos espirituais apesar de toda a minha vida ter sido devotada a essa busca? Não, não é transmissível.
Se eu puder ser contado como uma categoria (A TERCEIRA CATEGORIA rss), quero ser aquele que, depois de ter estudado a fundo muita coisa proveniente de muitas correntes durante muitos anos, NÃO NECESSITO QUE O LU SEJA A 5.ª REVELAÇÃO.
Basta-me que ele seja o supra-sumo de todas as revelações espirituais com que deparei até esta hora à face do planeta Terra. Simplesmente reconheço que não há nenhum livro que tenha ido tão alto, tão fundo e que seja TODO ELE (no meu prisma) uma árvore na qual SÓ vejo BONS FRUTOS.
Poderei estar míope, com certeza há essa possibilidade, daí que ficarei muito atento e analisarei com muito cuidado se algum irmão estudante me apontar um MAU FRUTO do LU. Nessa hora vou querer analisar.
Continuando, você afirmou:
Mas penetrando-se o cerne da questão e as indicações materializadas no contexto do próprio LU, temos em última instância uma ligação ao Pai Eterno proveniente tão somente da Fé Interior quer seja esta fundamentada no LU ou em outros escritos, ou quiçá, em escrito algum. Penso ser esse o estado ideal para se alcançar aquilo que o LU refere como 'Verdadeira Religião' como ser 'Sabedor de Deus' e pertencer à Fraternidade Universal "ESPIRITUALMENTE" Real!
Eu comento: completamente de acordo!
Continuando, você finalizou:
Para essa Fraternidade Espiritualmente Real, todos esses questionamentos aqui perpetrados por nós, são como que INEXISTENTES para a Verdade Universal, pois, carecem da "MOTA MORONCIAL"...aqui tudo não passa de uma grande ilusão, isso é atestado no próprio LU quando cita que na melhor das hipóteses, o que pertence ao subconsciente é 'alucinação' e o que pertence ao supra consciente, veja que é a região onde opera o AP, é apenas 'ilusão'!
Eu diria exatamente o contrário, Paulo César: todos os questionamentos aqui perpetrados por nós são bem EXISTENTES, são eles (e muitos outros) que vêm proporcionando matéria-prima para que o Ajustador do Pensamento teça a nossa alma. Essas expressões que você usou (subconsciente é “alucinação” e supraconsciente, “ilusão”) são retiradas do seguinte tópico: “A conversão do misticismo”, do capítulo “A religião na experiência humana” [Doc.100, tópico 5].
Caríssimos Irmãos e Buscadores da Verdade!