Ligando os pontos

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João C.

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Jun 4, 2010, 12:55:42 PM6/4/10
to ELUB - Estudantes do Livro de Urantia no Brasil
Todos sabemos que o universo é um só.
Todos também sabemos que a vida após a morte é uma só.

Mas será que é possível unir todas as religiões, suas profecias,
messias e etc, de modo a ter uma visão global do que é a nossa
realidade?

Acho que o LU é o primeiro passo dessa unificação.
Precisamos continuar estudando ele.

Infelizmente, ainda não tenho muito tempo livre para lê-lo por
completo, mas enquanto isso, vou estudando a doutrina espírita, que
vem trazer formas de nos comunicar com aqueles que já se foram.

Vamos nos unir, irmãos, pra atingir A Verdade e deixar nossas verdades
apenas como opiniões pessoais.

Carlos Leite Silva

unread,
Jun 4, 2010, 2:47:47 PM6/4/10
to el...@googlegroups.com
Amigo João,

É um fato que nossas "v"erdades são em muito nossas opiniões pessoais.
É um fato que, com sinceridade, muitos de nós anseiam e perseguem a
"V"erdade.
É um fato que essa "V"erdade está muito lá adiante, no coração do Paraíso.
Então, muitas "v"erdades são o arrimo e a força motriz que nos impulsionam
para cima e para dentro, ao longo do (quase) imensurável espaço e (quase)
incontável tempo, com a certeza de que, sendo sinceros em nossa busca, algum
dia nos será dado estar diante da "V"erdade.
Mas é importante sermos muito claros para nós mesmos, para tentarmos
perceber que tipo de lastros nos atrasam no caminho.
Cada um vive com seus lastros, e estes, muitas vezes, são as nossas próprias
decisões.

Mas temos que nos responsabilizar por elas, e receber os frutos que nos
cabem das nossas escolhas.
João, você diz que por ainda não ter muito tempo livre para poder ler o LU
por completo, vai estudando a doutrina espírita.
Então, se me permite, o fato é que você escolhe estudar a doutrina espírita
em vez de estudar o LU.
Talvez você não tenha se expressado bem e quisesse dizer que está estudando
as duas fontes em simultâneo.
Essa segunda hipótese, considero perfeitamente aceitável, embora no momento
em que se aceite integralmente qualquer uma delas se esteja excluindo a
outra por inerência... e uma das razões dessa mútua exclusão é, como você
sabe, a possibilidade de comunicação com os que se foram (o LU diz que isso
simplesmente não acontece, que não faz parte do esquema existencial).

Se é desse estudo simultâneo que você está falando, compreendo.
É indicador de não haver um compromisso integral com nenhuma das duas
fontes, o que acho perfeitamente razoável.

Mas se não for assim, por que você nos diz que acha que o LU é o primeiro
passo da unificação mas não tem tempo livre para o LU, mas tem para a
doutrina espírita?

Abraço fraterno

Carlos


-----Mensagem original-----
De: el...@googlegroups.com [mailto:el...@googlegroups.com] Em nome de João C.
Enviada em: sexta-feira, 4 de junho de 2010 13:56
Para: ELUB - Estudantes do Livro de Urantia no Brasil
Assunto: [elub:7387] Ligando os pontos

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Wagner M. Andrade

unread,
Jun 4, 2010, 3:20:06 PM6/4/10
to el...@googlegroups.com
João, se me permite. A muito tempo atrás comecei como você, tentando "ligar os pontos", e depois de anos tentando fazer um "bem bolado" o que descobri? Que os remendos ficam feios, o manto do Livro de Urantia puro e simples é muito melhor. Vai por mim, abaixe a guarda com o LU que vale a pena.
Abraço fraterno,
                               Wagner.


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Carlos Leite Silva

unread,
Jun 4, 2010, 3:17:58 PM6/4/10
to el...@googlegroups.com
João,

Só para complementar, quero deixar claro que estudei a fundo e
empenhadamente o espiritismo por mais de 20 anos.
Posso dizer que tenho amor e uma profunda gratidão por essa doutrina, à qual
devo imenso.


-----Mensagem original-----
De: el...@googlegroups.com [mailto:el...@googlegroups.com] Em nome de Carlos
Leite Silva
Enviada em: sexta-feira, 4 de junho de 2010 15:48
Para: el...@googlegroups.com
Assunto: RES: [elub:7388] Ligando os pontos

roberto vieira de paula

unread,
Jun 4, 2010, 4:14:43 PM6/4/10
to el...@googlegroups.com
João e Carlos,

Eu concordo com o Wagner. Caminhei por muitos ensinamentos e nos
últimos seis meses encontrei no Livro de Urântia, a revelação pura e
completa. Contudo este ímpeto de unificação é louvável e divino. O LU
está cheio de passagens sintetizadoras e unificadora do espiritual e
do material. O Documento 56 entitula-se "A Unidade Universal" (
http://www.urantia.org/pt/o-livro-de-urantia/documento-56-unidade-universal ).
Eis um parágrafo deste documento pertinente ao assunto:

(640.1) 56:4.2 A personalidade esforça-se inerentemente para unificar
todas as realidades que a constituem. A personalidade infinita, da
Primeira Fonte e Centro, o Pai Universal, unifica os sete
constituintes Absolutos da Infinitude; e a personalidade do homem
mortal sendo uma outorga direta e exclusiva do Pai Universal da mesma
forma possui o potencial para a unificação dos fatores constituintes
da criatura mortal. Tal criatividade de unificação da personalidade de
toda criatura é uma marca de nascença da sua alta e exclusiva fonte,
além de ser uma evidência do seu contato ininterrupto com essa mesma
fonte, por meio do circuito da personalidade. E é por meio desse
circuito que a personalidade da criatura mantém um contato direto e
sustentador com o Pai, no Paraíso, de todas as personalidades.

Espero ter ajudado,

Roberto

- - -

Citando "Wagner M. Andrade" <manager...@gmail.com>:

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Charles Pizzini

unread,
Jun 4, 2010, 6:39:49 PM6/4/10
to el...@googlegroups.com, joaoc...@gmail.com
Caríssimo João, abraços fraternos! E a todos os demais companheiros...
 
Creio que toda literatura, toda obra de cunho religioso, como o LU, pelos seus objetivos, quais sejam os de aproximar o homem do seu Criador, tem seu valor, a meu juizo, inquestionável. Sempre afirmei aqui minhas origens no espiritismo desde a infância e hoje, aos 55 anos, depois de muitas andanças e leituras por este mundão do Criador coloco-me na condição de questionar alguns postulados desta ciência/filosofia (não a tenho como religião ao contrário de outras correntes).
 
Tal questionamento, entretanto, não me leva a desacreditar ou me afastar desta ciência/filosofia, isto porque na soma/subtração das suas proposições fartamente atendem aquilo que entendo ser correto, verdadeiro do ponto de vista espiritual. Ela me permitiu entender e agregar as leituras que fiz por outras sendas religiosas, e especialmente, jamais filiar-me a qualquer destas correntes religiosas. Vejo-as como mais um "Véu de Isis" a ser levantado, atendendo as perspectivas, ansiedades religiosas/filosóficas de cada cultura onde se inserem, em atendimento ao seu estágio evolutivo e a sua necessidade de interpretar a Criação, aproximar-se tanto quanto possível do Criador, dando um sentido as suas existências.
 
Relativamente ao LU e respeitosamente contrariando sua opinião, não o vejo como um "unificador". Vejo-o, como afirmei acima, como uma obra de cunho religioso altamente capaz de alentar a necessidade de muitos na busca/encontro de suas respostas aos questionamentos internos que se fazem. Vejo-o como uma obra de grande valor, moderna, trazendo-nos uma nova interpretação da cosmogonia oferecia pela Igreja através do catolicismo. Vejo-a como uma mudança silenciosa de rumos d'uma estrada que a igreja construiu e que por sí só não poderia fazê-lo, sob pena de provocar novos sismas em sua estrutura e nos povos crentes.
 
Traz no seu bojo, além das minúcias narrativas, explicativas do que não fora devidamente explicado nos séculos passados, um toque a mais de espiritualidade, mais profundo, que a Biblia por sí só não oferece/ofereceu já que se trata mais da narrativa histórica da saga de um povo. A mim, essa ligação se comprova até mesmo pelas origens religiosas de quem patrocinou a obra, isto sem entrar no mérito da "forma" pela qual foi trazida, que demandaria outra discussão.
 
Se me permites um recomendação, respeitosamente, não deixe de ler/estudar o LU sempre que puder, assim como não devemos deixar de ler/estudar a Biblia e outros, tudo em sendo pelo bem, soma. A Revelação não se encontra nas obras que o homem edita e afirma ser de origem superior. Ela se encontra em cada novo dia de vida que recebemos, como uma nova oportunidade no caminho da evolução, do progresso  e do encontro do Pai no Céu de cada um de nós.
 
Que a Luz e a Paz Sejam no Coração de Todos!

Charles Pizzini
charles....@hotmail.com / Skype cpizzini54
Fone Vivo (51) 9674-2326

O SEU NAVEGADOR PODE TE PROTEGER DE FRAUDES NA WEB. VEJA DICAS DE INTERNET EXPLORER 8

João C.

unread,
Jun 5, 2010, 9:20:40 AM6/5/10
to ELUB - Estudantes do Livro de Urantia no Brasil
Vamos lá:

1) A minha formação religiosa vem do Catolicismo e, mais recentemente,
do Espiritismo e Budismo.

2) Quando você lê um livro como "A Caminho da Luz" de Emmanuel, você
nota que a semelhança com o LU é gritante, só que o LU diz tudo com
todas as letras e o espiritismo ainda mantém um certo véu no seu
discurso.

Por que isso? Como Kardec explica em sua coleção básica: cada
revelação vem a seu tempo de acordo com o avanço individual do povo
que a recebe. Sendo assim, a revelação pro povo asiático (budismo,
hinduísmo e islamismo) é diferente das ocidentais. Mas no fundo, no
fundo, todo mundo prega a mesma coisa, como disse o espírito mais
evoluido que passou pela Terra recentemente: Gandhi. E isso que
acendeu uma fagulha na minha cabeça.

3) Seguindo o ponto levantado, analisemos o LU: ele foi uma revelação
aos americanos (EUA). Isso explica o fato de as idéias que terem lá
baterem muito com as idéias protestantes. Fora isso, ele é um livro
altamente racional e pé no chão, condizente com a natureza dos futuros
leitores. Só que lendo o livro, ainda há muito a se discutir e muito a
se interpretar. E é nesse vácuo que eu quero entrar e quero que mais
pessoas entrem.

4) Porque o Espiritsmo? Porque ela é a única doutrina que mostra
porque o nosso mundo é do jeito que é sem deixar o fato de Deus ser
infinitamente bom e justo de lado. A questão de você sofrer na Terra
visando uma eventual chegada à perfeição é genial. Todo mundo quer a
felicidade eterna mas poucos realmente a buscam fora das coisas
materiais, mas os poucos que buscam a alcançam, e o Budismo chama essa
chegada à felicidade de Nirvana. [Tão ligando os pontos? ;)

Graças ao espiritismo, redescobri os grandes pais da Igreja, filósofos
como São Tomás de Aquino e, principalmente, Santo Agostinho, que devem
ser estudados a fundo se se quer conhecer mais sobre os conceitos
filosóficos de bem e mal.

Enfim, me alonguei muito, mas espero ter respondido as questões
levantadas de forma satisfatória.

Paz. Que sabedoria a gente corre atrás!

Paulo César OAYKI

unread,
Jun 5, 2010, 10:41:41 AM6/5/10
to el...@googlegroups.com
Caro amigo e irmão buscador da Verdade e demais  companheiros, saudações!

Após ler os diversos diálogos pertinentes ao proposto por você, João, gostaria de acrescentar para nossa elucidação, aquilo que o próprio LU traz a respeito dos Evangelhos Seráficos, onde encontramos a Prece/Oração correspondente ao Salmo 23 da Bíblia por nós conhecida. Fica claro neste texto que os Evangelhos Seráficos nos guiam de certa forma para os diversos caminhos, que realmente nos conduzam ao Pai do Paraíso juntamente com o Ajustador residente. Lê-se neste trecho por mim citado que mesmo que optemos por uma filosofia equivocada, se nossa Fé for real, o processo não para e podemos atingir nossa meta divina. Gostaria que você lesse este texto apesar de seu pouco tempo e  então conversaríamos mais a respeito de um entendimento melhor! O Salmo  23  está na página 552 e o Evangelho Seráfico um pouco antes disso.

Luminosos abraços a todos os irmãos!

PC 

@yki




> Date: Fri, 4 Jun 2010 09:55:42 -0700
> Subject: [elub:7387] Ligando os pontos
> From: joaoc...@gmail.com
> To: el...@googlegroups.com
> --
> Visite também o Forum AUB em http://fourmaub.forumeiros.com
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TRANSFORME-SE EM PERSONAGENS ENGRAÇADOS COM O SITE DE I LOVE MESSENGER. VEJA COMO.

Nemias

unread,
Jun 5, 2010, 11:51:39 AM6/5/10
to el...@googlegroups.com
Olá pessoal

Noto claramente que algumas mensagens insistem na intenção de fazer do Livro de Urântia apenas mais uma obra de cunho filosófico/religioso, rebaixando-o à altura de outras obras humanas.

Mas o LU não é mais uma obra entre tantas, ele é a Quinta Revelação de Época, é a verdade revelada para o Homem deste milênio. Não há outra obra que se possa comparar a ele, no momento atual, com exceção de Jesus de Nazaré que foi/é a verdade viva, e continua entre nós por intermédio do Espírito da Verdade.

O LU não é uma uma obra editada pelo homem, com pressuposto de origem superior. O livro realmente é de origem superior. Esta informação está dentro do próprio livro, não é uma suposição.

O livro diz que uma comissão de reveladores foi formada em Uversa, capital do superuniverso de Orvonton, com o propósito de preparar estes documentos e entregá-los à Humanidade.

Rebaixar estes documentos à altura de outras obras humanas seria, no mínimo, um ato de desmerecimento. Seria como considerar Jesus (O Filho de Deus) com outros homens que viveram na Terra, como Moisés, Maomé, Buda, Confúcio, etc. foram grandes homens, mas nenhum deles podem se comparar à pessoa de Jesus, que era o próprio Filho Criador, tanto desses mesmos homens como de todas as criaturas deste Universo Local.

Há inúmeras religiões, cada uma com sua crença. Mas o LU está acima de todas essas crenças, conceitos. Já que o tema sugerido pelo João é "ligando os pontos". O LU é o ponto comum entre todas as religiões do mundo. Este livro veio para preparar o homem para uma era em que haverá apenas uma religião, uma língua, uma nação, um povo, um governo. É por isso que alguns afirmam que é uma revelação para o próximo milênio.

Muitos podem lutar contra essa idéia. Podem lutar dentro de si mesmos na aceitação dessa revelação. Alguns ainda estão buscando retalhos de verdade e construindo sua própria colcha, mas o LU é a Colcha pronta que agasalha os corações daqueles que a reconhecem como tal. O livro tem todas as respostas? Claro que não, eu desconfio de qualquer um que afirme isto. Pois nem mesmo aqueles que chegam ao Paraíso têm todas as respostas, A VERDADE ABSOLUTA somente ao Pai pertence. 

Mas no mundo não há qualquer obra que se compare ao Livro de Urântia.

Fraternalmente

Nemias




--

roberto vieira de paula

unread,
Jun 5, 2010, 12:15:53 PM6/5/10
to el...@googlegroups.com, Nemias
Pessoal,

Eu concordo plenamente com o Nemias. Tentei procurar no livro de
Urântia a passagem que explica a diferença de um conhecimento
religioso revelado e evolucionário. Resumidamente uma religião
revelada é de Deus para o homem, e uma religião evolucionária é do
homem para Deus.

Estou convencido que realmente na terra (urântia) só houveram 5
revelações, e o Livro de Urântia é a quinta revelação depois de Jesus
Cristo. Todos os outros ensinamentos são evolucionários, do homem para
Deus. Inclusive o espiritismo.

Um dia contarei a história da minha busca espiritual, contudo por hora
quero dar o testemunho que meu próprio "orgulho e ego" humano, me
faziam querer acreditar que estava me comunicando diretamente com Deus
e a hierarquia espiritual. Sei por isso, que em alguns casos, as
"mensagens" são destilações humanas baseadas na nossa falta de
humildade e desejo de ser o "bambambam da história."

Roberto

- - -

Citando Nemias <nemi...@gmail.com>:

>> elub+uns...@googlegroups.com <elub%2Bunsu...@googlegroups.com>

Rodrigo Oliveira

unread,
Jun 5, 2010, 3:27:09 PM6/5/10
to el...@googlegroups.com
O obra de Ken Carey - Transmissão da Estrela Semente, desembaraça os conceitos do LU a respeito do Supremo Planetário, é bom todos dá uma lida, o LU me serviu como um apurador nos tempos do cristianismo quando eu andava confuso. Outra questão é a morte na cruz por exemplo, não era desejo do Pai, mas porque o supremo de Urantia permitiu tal acontecimento? O LU não dá detalhes profundos desse assunto.

Wagner M. Andrade

unread,
Jun 5, 2010, 7:25:28 PM6/5/10
to el...@googlegroups.com
Rodrigo, para mim ficou muito claro, não sei o que não entendeu.
Acesse:   http://www.urantia.com.br

Rodrigo Oliveira

unread,
Jun 6, 2010, 5:14:10 AM6/6/10
to el...@googlegroups.com
pelo que entendi da questão é sobre uma visão global religiosa, e eu citei uma obra de Ken Carey que tem uma certa ligação com o LU.

Charles Pizzini

unread,
Jun 6, 2010, 9:57:25 PM6/6/10
to el...@googlegroups.com
Caro Nemias, boa noite! Boa noite aos demais estudantes do LU!
 
Respeito profundamente uma pessoa de Fé, especialmente quando de boa vontade; embora não o conheça admiro-o pela defesa obstinada que faz da sua crença, do trabalho que realiza em prol desta obra. O sectarismo, entretanto, não veste bem a pessoas inteligentes, como creio sejas.
 
Afirmar que comparar o LU a outras obras humanas - pelo contexto a Biblia, a Torá, o Alcorão, o Livro dos Espíritos, etc. - seria "rebaixá-lo", "desmerecê-lo" é, no mínimo, demonstração de arrogância. Desconhecer o valor das outras obras que, apesar dos erros que possam conter, conduziram nossa humanidade até aqui, pretendendo colocar o LU acima das mesmas é um despropósito, perdoe-me a franqueza!
 
Afirmares que ela é a quinta revelação porque tu acreditas nela, nos termos em que ela se apresenta e assim te serve, posso aceitar e respeitar, é um ato de Fé. Agora, querer afirmar/impor que uma obra, como está escrita, supostamente enunciada/surgida por "seres superiores", ditada a um "homem dormindo/inconsciente" (seria um fato mediúnico??), para uma "lingua eleita" com exclusividade para toda humanidade, sem nenhuma comprovação que se possa fazer através de fatos concretos ou, pelo menos, através da observação continuada no tempo e no espaço, e a um grupo de pessoas de estreitas ligações familiares (na origem) fortemente vinculadas ao ministério de uma igreja, é exigir demais. Estamos no século XXI!!
 
Pior ainda! No seu quinto parágrafo, sugere uma comparação, em grau de importância, a Jesus!!! Desconhecendo, no mínimo, a importância histórica dos por ti citados, assim como as suas obras 'a posteriori', nas civilizações em que eles se inserem, com reflexos até os dias de hoje. Perdoe-me novamente a franqueza, um desatino, beira a prepotência! Que nenhum muçulmano fanático o leia!
 
Ao afirmares que os outros em sua fé buscam retalhos para suas colchas estás a desrespeitar filhos do Criador nas suas crenças, não sei se teus pares hão de concordar contigo. Ninguém luta contra as idéias expostas em teu 6º parágrafo, pelo menos eu não! O Espiritismo no século XIX já as trouxe e outras obras espiritualista também o afirmam, não é uma primazia do LU, ele apenas as reafirma.
 
Quer queira, quer não, é uma obra 'editada' e já 'manipulada' pelo homem, assim como as outras citadas acima; como foi recebida é outra questão, cujo debate podemos travar noutro momento, se assim o desejar, com espiritos desarmados.
 
Quando me propus a participar deste fórum, foi porque ele era direcionado aos leitores e estudantes do LU, tendo inclusive recentemente adquirido um exemplar, como é do teu conhecimento e gostaria de manter este privilégio, especialmente se minhas msgs puderem chegar a todos, sem monitoração. Porém, se o foco do fórum hoje é para seguidores de uma religião que se está institucionalizando, como única verdade revelada, então humildemente devo pedir meu desligamento deste fórum, pois não estou aqui em busca de religião e sim de conhecimento que contribua para minha jornada evolutiva naquilo que couber.
 
Os retalhos que já recolhi pelo caminho me aquecem o espírito, enchem meu coração de esperança e oferecem um colorido todo especial em minha relação com meu Pai que está no Céu. Uma colcha pronta e de cor única creio tornaria esta relação monótona, pois não haveria o que costurar. A eternidade, a infinitude não podem ter limites.
 
Que a Luz Seja no Coração de Todos!


Charles Pizzini
charles....@hotmail.com / Skype cpizzini54
Fone Vivo (51) 9674-2326 

Date: Sat, 5 Jun 2010 12:51:39 -0300
Subject: Re: [elub:7396] Ligando os pontos
From: nemi...@gmail.com
To: el...@googlegroups.com

TRANSFORME SUAS FOTOS EM EMOTICONS PARA O MESSENGER. CLIQUE AQUI E VEJA COMO.

Charles Pizzini

unread,
Jun 6, 2010, 10:57:55 PM6/6/10
to el...@googlegroups.com, pcsilva...@hotmail.com
Olá Paulo Cesar, boa noite, abraços fraternais!
 
Acompanhando teu e-mail abaixo, dirigido ao João, fui rever o texto do salmo sugerido, como apresentado no LU. Respeitosamente, discordo de tua opinião onde afirma que aquele texto expressa "... a escolha de uma filosofia equivocada...".
 
Em nenhuma frase daquele salmo isso está dito ou mesmo subentendido. O trecho que talvez tu te refiras naquele salmo, deduzi ser o "...Ainda que eu desça ao vale da incerteza ou ascenda aos mundos a dúvida,..."; não vejo onde tua conclusão possa ai estar entendida. Do contrário, por gentileza, me esclareça.
 
E o texto que consta na Biblia, comparando-se, efetivamente está bem diferente, de certa forma até mesmo no sentido, pelo menos no que nos chegou até hoje...

 
Que a Luz Seja no Coração de Todos!

Charles Pizzini
charles....@hotmail.com / Skype cpizzini54
Fone Vivo (51) 9674-2326
 

From: pcsilva...@hotmail.com
To: el...@googlegroups.com
Subject: RE: [elub:7395] Ligando os pontos
Date: Sat, 5 Jun 2010 14:41:41 +0000
VEJA TODOS OS SEUS EMAILS DE VÁRIAS CONTAS COM UM SÓ LOGIN. CLIQUE AQUI E VEJA COMO.

João C.

unread,
Jun 7, 2010, 1:21:56 AM6/7/10
to ELUB - Estudantes do Livro de Urantia no Brasil
Eu admiro muito o LU. Ele é um ótimo livro, mas não ajuda ninguém a
chegar a verdade.
Nada tira da minha cabeça o fato que os humanos foram feitos para
serem manipulados.

E eles o são através da sua fé.
Quem garante que o LU realmente surgiu como se diz que surgiu?

Ninguém sabe quem escreveu a bíblia, mas lá ela está.

Entendam uma coisa: o que leva a iluminação não são respostas, são
perguntas!
Aquele que tem teorias mas que não supõe ser dono da verdade está no
caminho certo.

A única maneira de provar uma teoria sobre algo que está acima de nós
é morrendo.
Alguém se habilita?

PS.: Tou doido que chegue o encontro. Terei o maior prazer de conhecer
os nobres amigos que aqui discutem temas tão importantes à humanidade.
Fico honrado de recebê-los na minha humilde cidade.

Caio Gabriel

unread,
Jun 7, 2010, 9:12:05 AM6/7/10
to ELUB - Estudantes do Livro de Urantia no Brasil
Voltas voltas e sempre voltamos à animosidade da discussão sobre oque
é o LU e seu significado para nós como humanos e civilização.

Cada um aqui tem sua OPINIÃO. E neste mundo todas as religiões são
OPINIÕES. Portanto, opinar sobre opiniões nunca pode ser uma coisa
boa. Aos leitores, estes sabem oque o Nemias quiz dizer. Mas não
podemos exigir aos outros que pensem da mesma forma. Portanto,
deixemos todos se posicionarem do melhor modo que cabe à cada um, e
rezaremos para que um dia aquele que enxergue o conhecimento sem
dogmas, sem medos e sem superstições, como verdade, venha à nós
naturalmente. Caso contrário sempre estaremos lutando a mesma batalha
sem vencedores. Seremos nós, leitores, agindo da mesma forma daqueles
que queremos nos diferenciar.

A VERDADE É SEDUTORA. Deixemos ELA agir na alma de cada um.

E que O PAI nos verta sua benção sobre nós nesta empreitada, NOS
MUDANDO, antes que queiramos MUDAR ALGUÉM.

Com amor,

Caio Gabriel

Rogério Reis da Silva

unread,
Jun 7, 2010, 10:35:31 AM6/7/10
to el...@googlegroups.com
Olá a todos,

Em Outubro passado houve uma reunião no prédio da fundação em Chicago com o
objetivo de colocar na mesma mesa as pessoas que de uma certa forma vinham
desenvolvendo algum sistema ou forma eletrônica para o Livro de Urântia. Lá
estiveram a Fellowship, UAI, o pessoal da TruthBook, os Trustees quase todos
(foi logo em seguinda a uma das habituais reuniões quaternais deles) e
vários outros, como um rapaz americano (vive na Califórnia) que teve a idéia
de colocar o LU na loja da Apple, de graça, para download em iPods ou Iphone
e em pouco menos de uma semana conseguiu algo em torno de 20000 (vinte mil)
downloads. O Mo Siegal já havia lançado esta idéia na conferência de Málaga
em Abril de 2009.

Fiquei junto com as pessoas que estão encarregadas de desenvolver um sistema
auxiliar na tradução do Livro de Urântia, coisa na qual eu vinha trabalhando
desde 2001 quando comecei a ajudar na tradução portuguesa.

Auxiliar quer dizer que apenas registra e apresenta dados aos tradutores, e
NUNCA traduz. Guarda tudo em um único banco de dados centralizado de tal
forma que equipes com pessoas que vivam na Europa e nos Estado Unidos vão
poder juntas trabalhar sem problemas. Bancos de dados permitem recursos
fantásticos, tais como um histórico de todas, uma a uma, as alterações
feitas nos parágrafos, qualquer que seja ele. A previsão é a de que este
sistema esteja pronto no final do ano, mas já vai começar a ser usado.

O responsável pela equipe de desenvolvimento é o Georges Michelson-Dupont,
Trustee há 15 anos, vice presidente da UF, e atualmente também Gerente de
traduções da Fundação desde que o Seppo Kanerva se aposentou (ou reformou
como se diz aqui em Portugal).

Na iminência de começar uma nova equipe (acredito que trans-oceânica, mas
não estou certo), precisamos testar o programa. Para isto peço nesta lista,
um bom lugar para se encontrar voluntários que possuam um razoável
conhecimento de informática, pessoas que queiram trabalhar como
"beta-testers". Para isto se faz necessário o seguinte:

a) a cada novo pedido de teste, uma hora ou duas de trabalho
b) o sistema todo estará em inglês, inclusive a parte de ajuda.
c) computador conectado a internet por banda larga
d) qualquer pessoa que saiba mandar um email ou usar um editor de texto tem
suficiente conhecimento para usar este programa, embora isto seja exatamente
um dos pontos que precisamos testar - o quanto este sistema é fácil de usar.

Finalmente, creio que ser conhecido como um leitor de Livro de Urântia é
também algo importante, afinal eu não gostaria de ver corinthianos testando
uma nova camisa do meu "parmera".

Quem estiver interessado, por favor envie email diretamente para mim,
rog...@gmail.com, pois tenho que gerar uma senha de usuário, mais um tabela
de testes no banco de dados. Acredito poder começar a testar ainda esta
semana.

Grato,

Rogério R Silva

__________________________________________________
Fa�a liga��es para outros computadores com o novo Yahoo! Messenger
http://br.beta.messenger.yahoo.com/

Wagner M. Andrade

unread,
Jun 7, 2010, 11:11:32 AM6/7/10
to el...@googlegroups.com
Olá Charles, compreendo sua reação, teria ficado indignado como você uns tempos atrás, antes de ter o "estalo" e perceber que o LU é realmente uma revelação para a humanidade, a quinta.
Como parece que ainda não leu o livro, vou te explicar. O antigo testamento é uma compilação ou fragmentos das três primeiras revelações de época, o novo testamento é baseada principalmente na quarta, Jesus. A confusão está aí, quem é mais importante, o novo testamento ou Jesus? Revelação de época é quando Deus envia aos homens um fragmento da verdade, aquilo que no seu atual estado de desenvolvimento ele pode compreender, no entanto quando falamos que o LU é a quinta revelação, não estamos colocando o livro no mesmo patamar que Jesus e sim da revelação da Verdade que Jesus fez. Se você ler, e não só ler, mas compreender tudo o que está escrito no Livro de Urantia, com certeza entenderá que a Torá, Bíblia, Livro dos Espíritos, etc. são compilações e fragmentos de uma Verdade revelada de outrora.

 Não se ofenda quando dizemos que o LU não é mais uma obra religiosa entre tantas outras, porque não é mesmo. É a Verdade Revelada, a quinta que nosso mundo já recebeu. Foi duro eu admitir e levou alguns anos desde de meu primeiro contato com o LU, chegar a esta conclusão, por isso, digo novamente, compreendo sua indignação.

O Livro de Urântia não veio substituir todas as obras anteriores, veio complementar e ampliar o conhecimento, mas você deve concordar que a Verdade é única, é Deus, não existem duas, neste mundo existem coisas mais verdadeiras e menos verdadeiras. Se vivêssemos no período das cavernas, a Verdade indiscutível seria que o Sol é o Grande Deus, eles estavam errados? Não. Hoje em dia há quem diga que o Grande Deus é Brahma Vishnu e Shiva , esta pessoa está errada? Não. Eu digo que o Grande Deus é o Pai Universal o Filho Eterno e o Espírito Infinito. Compreende a diferença de uma revelação de época? 

Por favor entenda que não é arrogância da parte de ninguém, apenas  temos consciência que O Livro de Urântia tem um teor superior da Verdade em comparação a outras obras a nossa disposição até então.

Sobre a tal " Verdade", meditemos:

 106:7:5  1169¶4   Não importa quanto possais crescer na compreensão que tendes do Pai, a vossa mente estará sempre confusa com a infinitude irrevelada do Pai-EU SOU, cuja vastidão inexplorada permanecerá sempre insondável e incompreensível, em todos os ciclos da eternidade. Não importa o quanto de Deus vós podeis alcançar, muito mais ainda restará Dele, de cuja existência vós nem mesmo suspeitais. E, pois, nós acreditamos que isso é tão verdade em níveis transcendentais, quanto o é nos domínios da existência finita. A busca de Deus é infindável!


Fraternalmente,
                           Wagner.

Acesse:   http://www.urantia.com.br

Nemias

unread,
Jun 7, 2010, 1:02:08 PM6/7/10
to el...@googlegroups.com
Olá Charles, e todos do grupo

Afirmar que o Livro de Urântia é superior a qualquer obra que já existiu no planeta é apontar um fato, não é arrogância nem prepotência, apenas uma constatação. 

Arrogância: sf. 1. Ativez, soberba. 2. Intolerância, atrevimento.
Prepotência: É um sentimento falso de superioridade ou de auto afirmação, da pessoa que se acha superior às demais.

Sendo assim, como não estou falando de mim mesmo, nem me considero superior a ninguém, não posso ser chamado de prepotente. Não estou sendo soberbo, nem intolerante, muito menos atrevido, também não posso ser chamado de arrogante. Apenas defendo esta obra que é o objetivo deste grupo. Estranho seria se não surgisse ninguém para fazê-lo.

É fato que o Livro de Urântia contém 16 vezes mais informações sobre Jesus que os evangelhos bíblicos. Afirmar isto seria um ato arrogante? Em nenhum momento afirmei que a Bíblia, a Torá, Alcorão, Livro dos Espíritos, Vedas, o Mahabharata, ou qualquer outra obra não tenha valor. Nunca disse isso. O que disse foi que não se pode comparar estas obra à grandeza do Livro de Urântia. É diferente, pois sei do valor dessas obras para a humanidade, apenas ressalto a superioridade do LU sobre elas.

Por exemplo: Sabemos do valor de Moisés e de seus ensinamentos, seria arrogância dizer que os ensinamentos de Jesus são superiores aos de Moisés? É fato que Jesus deixou ensinamentos muito superiores, conceitos extremamente mais elevados. Isso não invalida a importância que teve o Pentateuco para o povo judeu. Mas a superioridade dos ensinamentos de Jesus é um fato incontestável.

Como voce mesmo disse Charles, estas obras trouxeram o homem até aqui, mas devemos continuar. Como uma criança que deve galgar os ans escolares, não se pode ir para faculdade com livros do pré-escolar. Isto não significa desmerecer o valor dos livros usados anteriormente, até consulta-los se for o caso, mas faz-se necessário partir para livros mais avançados. O que há de errado nisso? É prepotência afirmar que os da faculdade são livros mais avançados que os do ensino fundamental?

Quantos conceitos eu tive de rever quando entrei na faculdade? Muitas leis que eu considerava absolutas, tive de aprender de maneira diferente.

Cada uma das obras sagradas tiveram grande importância para a evolução de seus povos. Agora o Livro de Urântia veio para integrar todos esses conhecimentos, e até revê-los. Essas obras tiveram importância pontual, para cada povo. Entretanto O Livro de Urântia é uma obra global, uma revelação planetária, para unir todos esses conceitos: de judeus, cristãos, muçulmanos, budistas, hinduístas, espíritas, confucionistas, etc...

Um dia a humanidade irá receber uma revelação superior ao Livro de Urântia, e isto não vai diminuir o seu valor histórico, e quando chegar este dia será preciso uma atualização no conceito humano. Não estarei mais aqui quando acontecer, mas se estivesse, não titubearia em reconhecer uma verdade que seja superior à anterior.

Se voce leu o Livro de Urântia você sabe que houve 4 revelações e o LU é quinta delas. Todas as religiões existentes no mundo tiveram origem ou nos ensinamentos de Melquisedeque (terceira revelação) ou nos de Jesus (quarta revelação), com algumas influências das revelações anteriores.

É claro que você pode não acreditar no Livro de Urântia, ou talvez escolha em quê acreditar, naquilo que melhor lhe agrade, pois se desacreditasse completamente, não justificaria continuar estudando-o, não é mesmo?

Mas neste grupo, acredito eu, acreditar nele é a regra, aqueles que não acreditam, a exceção. Por isto eu me sinto à vontade em expor tais opiniões assim tão sem-cerimônia. Admito que as vezes as palavras não são bem colocadas, ainda estou aprendendo, há que se considerar. Minhas afirmações são todas baseadas no Livro de Urântia, porque realmente acredito nele, e sendo este grupo de estudo deste livro, não é normal que eu o faça assim?

Imagina se eu não pensasse assim, que estaria fazendo da minha vida, dedicando-me por horas, dias e anos em favor de um movimento em torno de uma obra que sequer acredito? Há pessoas que se dedicam ao espiritismo, outros ao cristianismo e tantos outros ao budismo... todos acreditam e se dedicam às suas crenças.

Houve época que eu estive em dúvida, que estudei a fundo o Livro de Urântia, hoje não tenho mais: Acredito no que está escrito em suas páginas. E estas páginas trazem as ideias o que escrevi aqui.

Não sei onde voce leu isto, mas o livro não foi ditado para um ser adormecido, e não é um fato mediúnico, como sugeriu. E se algum muçulmano fanático ler o Livro de Urântia, deixará de ser um muçulmano fanático.

E se voce leu o Livro de Urântia também sabe que o livro não advoga uma religião institucionalizada, ao contrário, traz o conceito de uma religião pessoal, direta - sem intermediários -, sem dogmas, entre o Homem e Deus, unicamente. Acreditar nos ensinamentos do livro não é uma religião. É uma escolha, uma crença. Acreditar em algo não pode ser considerado religião, senão política seria religião, torcer pra um time de futebol seria religião, um ateu que acredita apenas na ciência, seria um religioso?

Minha religião não está no que acredito, é muito mais que isso, é uma questão de experiência pessoal e de valor espiritual. Portanto, para mim, o Livro de Urântia não é uma religião, apenas uma crença.

Aqui neste grupo aceitamos a participação de qualquer pessoa, inclusive expressar suas opiniões e crenças pessoais, apenas expomos a visão do livro, quando alguém expressa algo que vai de encontro com os seus ensinamentos, nos manifestamos.

Todas as mensagens passam pela moderação, neste sentido todas mensagens são monitoradas, mas não é possível fazermos alterações, ou é aceita ou rejeitada. Convém dizer que são moderadas somente as mensagens que contém ataques pessoais ou propaganda.

Charles, não me lembro de nunca ter moderado qualquer de suas mensagens, inclusive gosto de ler suas participações. Espero que continue no grupo, todas as visões são bem-vindas, e enriquece o debate. Quero apenas que entenda, que sinto-me na obrigação de intervir quando surge algo que está em desacordo com o livro. Afinal quem está iniciando a leitura do livro pode interpretar que tal informação faz parte do seu conteúdo, o que não é verdade.

Peço desculpas se na defesa de minhas crenças, ofendi a sua.

Abraço

Nemias


Em 6 de junho de 2010 22:57, Charles Pizzini <charles....@hotmail.com> escreveu:

Rodrigo Oliveira

unread,
Jun 7, 2010, 12:38:44 PM6/7/10
to el...@googlegroups.com
Posso dizer que o LU tem me ajudado bastante, e a prova de que ele foi escrito por personalidades supra humana é sua gramática e sintaxe que nenhum CDF americano poderia fazer com tamanha perfeição. As palavras são inseridas no texto com uma exatidão espantosa, deixa qualquer mestrado na lingua inglesa confuso. Mesmo assim ja estou ciente que nossos sentidos não vão captar o que eles queriam transmitir sem a experiência pessoal de cada um.

Guto

unread,
Jun 7, 2010, 2:43:05 PM6/7/10
to el...@googlegroups.com
É bem por ai Rodrigo.
 
Ao parece, se torna difícil, diria quase impossível, percebermos ou encarmos a verdade frente a frente, se não a vivermos, tal como a experienciou Jesus de Nazaré. 
 
Aqui acolá nos deparamos com alguns excertos do LU sempre nos lembrando:
 
"A verdade não pode ser definida por palavras, apenas vivendo-a"
pág. 1459 
 
"Vós podeis elaborar uma psicologia da religião evolucionária, mas não a da religiosidade de origem espiritual, vivida na experiência pessoal.
pág. 1124
 
"Vós podeis conhecer a verdade, e podeis viver a verdade; vós podeis experimentar um crescimento da verdade, na alma, e gozar da liberdade do seu esclarecimento na mente, mas vós não podeis aprisionar a verdade em fórmulas, códigos, credos nem nos padrões intelectuais de conduta humana.
pág. 1949
 
  "A verdade viva é dinâmica e apenas pode gozar de uma existência experiencial na mente humana."
pág. 1949
 
"Ao fazerdes a formulação humana da verdade divina, rapidamente ela se desfaz."
pág. 1949
 
Pode ser simplezinho, mas não é facilzinho! :)
 

rangel santana

unread,
Jun 7, 2010, 7:38:59 PM6/7/10
to ELUB - Estudantes do Livro de Urantia no Brasil
Otimá resposta wagner...
penso da mesma forma como vc descreveu ao charles.....
abrçsss

Morgana Notosi

unread,
Sep 29, 2010, 1:08:54 PM9/29/10
to el...@googlegroups.com

Charles, parabéns ela resposta! Concordo plenamente contigo.

Abraços

--- Em seg, 7/6/10, Charles Pizzini <charles....@hotmail.com> escreveu:

Paulo César OAYKI

unread,
Sep 30, 2010, 7:57:50 AM9/30/10
to el...@googlegroups.com
Caríssimos Irmãos e Buscadores da Verdade!
Saudações Fraternais...

Pelo o que pude entender e que sempre retorna à pauta deste 'forum' é a questão básica da divisão entre aqueles que aceitam o LU como 5ª Revelação e aqueles que o aceitam apenas como mais uma obra literária, como tantas outras hoje em dia existentes!

Mas penetrando-se o cerne da questão e as indicações materializadas no contexto do próprio LU, temos em última instância uma ligação ao Pai Eterno proveniente tão somente da Fé Interior quer seja esta fundamentada no LU ou em outros escritos, ou quiçá, em escrito algum. Penso ser esse o estado ideal para se alcançar aquilo que o LU refere como 'Verdadeira Religião' como ser 'Sabedor de Deus' e pertencer à Fraternidade Universal "ESPIRITUALMENTE" Real!

Para essa Fraternidade Espiritualmente Real, todos esses questionamentos aqui perpetrados por nós, são como que INEXISTENTES para a Verdade Universal, pois, carecem da "MOTA MORONCIAL"...aqui tudo não passa de uma grande ilusão, isso é atestado no próprio LU quando cita que na melhor das hipóteses, o que pertence ao subconsciente é 'alucinação' e o que pertence ao supra consciente, veja que é a região onde opera o AP, é apenas 'ilusão'!

Gostaria das opiniões dos irmãos, sinceros e cordiais abraços luminosos a todos!

Paulo César
 
  



Date: Wed, 29 Sep 2010 10:08:54 -0700
From: morgan...@yahoo.com.br
Subject: RE: [elub:8813] Ligando os pontos
To: el...@googlegroups.com

Paulo César OAYKI

unread,
Sep 30, 2010, 10:19:06 AM9/30/10
to el...@googlegroups.com

Caríssimos,
Complementando o que disse anteriormente, gostaria que lessem o DOC.173: 5, INTITULADO: A PARÁBOLA DA FESTA DE CASAMENTO. Penso que esta responde bem ao momento presente neste forum!

Cordiais abraços a todos.

Paulo César.





: Wed, 29 Sep 2010 10:08:54 -0700
From: morgan...@yahoo.com.br
Subject: RE: [elub:8813] Ligando os pontos
To: el...@googlegroups.com

Wagner M. Andrade

unread,
Sep 30, 2010, 10:36:08 AM9/30/10
to Charles Pizzini, el...@googlegroups.com
Charles, coloco aqui publicamente meu pedido de perdão. Não sei como esta mensagem veio parar no elub. Revendo aqui meus e-mail enviados do Gmail, está lá que o destinatário foi somente para você, e minha surpresa agora vendo ela aqui.
Perdão novamente, não sei o que aconteceu.

Abraço fraterno,
                             Wagner.

Em 28 de setembro de 2010 18:03, Charles Pizzini <charles....@hotmail.com> escreveu:
Olá Wagner, como tens passado? Desejo que bem, assim como teus familiares. Primeiro, peço desculpas antecipadas por acessar teu e-mail mas como é público a partir do "elub" deduzi não haver maiores problemas. Segundo, pelo fato de que o assunto que me traz a tí é recorrente e não gostaria de perturbar ao grupo com este tema que certamente é provocante e não nos levará a lugar algum.
 
Talvez lembres dos e-mails abaixo. Guardei-os em respeito a tua pessoa, desejei respondê-lo antes mas infelizmente naquele momento ví-me envolvido em sério problema de doença (um tumor no cérebro) de uma pessoa muito próxima e não pude fazê-lo como desejaria. Impressionante como a doença vira tudo de cabeça para baixo. Felizmente foi tudo resolvido e hoje a pessoa já voltou a vida normal, impressionantemente normal. Santas mãos as daquele neuro cirurgião e sua equipe. Impressionante, creia-me.
 
Agradeço-te a forma como tentasses apaziguar e elucidar a questão suscitada naquele momento. Neste período, não deixei de ler o LU, já terminei a segunda leitura, tão pouco deixei de acompanhar, na medida do possível, os temas abordados no grupo em tudo o que recebi; apenas não pude participar pelos problemas que expus acima. A abordagem da homosexualidade então foi muito interessante. Por outro lado, por não concordar ser o LU a quinta revelação, por "n" razões que a mim são lógicas, fica difícil uma participação mais efetiva sem gerar turbulências. E como meu objetivo é aprender, no que couber, e não perturbar, fico "assistindo de camarote" as discussões. Não sei se voltarei a participar agora que já me liberei daquele compromisso assumido. Talvez continue somente na leitura do que receber e do que for interpretando em minhas leituras, analisando, comparando, enfim...
 
No sentido do que colocasses no segundo parágrafo do teu e-mail, compreendo perfeitamente o LU, esteja certo disso. Seu conteúdo filosófico/religioso, seu objetivo junto ao público que atinge e, creia-me, fico encantado com a pureza dos ideais ali defendidos, as teses filosóficas, os tratados sociológicos/antropológicos ali retratados, já vistos em outras leituras. Mas perdoe-me, a mim, por "n" razões que a seu tempo poderemos discutir se desejar, não se trata de uma "revelação de época" mas de uma obra muito bem construída, a muitas mãos, embora em pequeno grupo, de pessoas de altíssima inteligência e elevadíssimo conhecimento teológico, com o claro propósito de renovação da crença cristã a partir de uma nova cosmogonia/teogonia, mais moderna diante de novos tempos, novo século, explicando com maior profundidade (quiçá verdade) aquilo que a igreja não conseguiu ou não pode explicar aos seus fiéis, nas suas várias correntes, em suas narrativas ao longo de dois mil anos e mais.
 
Perdoe-me novamente, por não crer ser o LU uma "revelação". Como tu, também sou um notivago em minhas leituras, na calada da noite se houve melhor o coração (e menos a mulher ao lado, rsrsrsrsrs) e o meu me diz estar no caminho certo. Eu tenho minhas razões para crer no que creio, fui partícipe direto de alguns eventos que fundamentam minha posição e não é apenas a leitura, mesmo que muitas, de uma obra, por mais elevada que seja como o LU é, que me fará mudar de posição. No ponto em que me encontro da minha existência, aos 55 anos, do que já ví e vivi, há que ter muito mais que isso.
 
Como contra ponto ao que me oferecesses à meditação sobre a Verdade, pois não busco a Deus, já o tenho em mim, tão pouco minha mente é confusa com sua infinitude pois basta olhar Sua criação a minha volta, ao espaço infinito e a mim mesmo para compreendê-lo, afinal Eu Sou Seu Filho não é mesmo?? (certamente o Lu não está falando a mim...), te ofereço  outra reflexão:
 
"Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade" (O Evangelho Segundo o Espiritismo)
 
 
Um grande, sincero e fraternal abraço e que a Paz do Criador Seja em teu Coração, no seio de tua familia!



Charles Pizzini
charles....@hotmail.com / Skype cpizzini54
Fone Vivo (51) 9674-2326

 

From: manager...@gmail.com
Date: Mon, 7 Jun 2010 12:11:32 -0300
Subject: Re: [elub:7418] Ligando os pontos

Carlos Leite Silva

unread,
Sep 30, 2010, 3:04:47 PM9/30/10
to el...@googlegroups.com

Olá Paulo César,

 

Você escreveu:

 

Pelo o que pude entender e que sempre retorna à pauta deste 'forum' é a questão básica da divisão entre aqueles que aceitam o LU como 5ª Revelação e aqueles que o aceitam apenas como mais uma obra literária, como tantas outras hoje em dia existentes!

 

No mínimo, vou pedir para você colocar aí uma terceira categoria de aceitante:

 

Se o LU é a 5.ª Revelação, ele tem a suprema sensatez de não rejeitar nenhuma da espiritualidade sincera à face do planeta, seja qual for a corrente religiosa em que essa espiritualidade se manifeste. Só o LU é que pode dar testemunho de si mesmo. E, mais do que as declarações que ele faça sobre a sua própria relevância, o que fala mais alto são os frutos que essa árvore dá. “Uma árvore conhece-se pelos frutos”: esse é aferidor sábio que o Mestre nos aconselhou para as nossas análises. Então, a partir daí, só você, eu ou qualquer outro dos estudantes é que podemos analisar que frutos o LU produziu em nós.

 

Agora, como a minha ignorância da realidade é tão diminuta, eu só posso observar (com grande sentido crítico) que tudo o que eu conheço no LU é bom. Eu, como ser humano, sou perito em olhar e ver o mal nas mínimas coisas. Nesse meu olhar crítico eu confio bastante: o meu detector de erros e negatividades está bem desperto, como o de quase todo o mundo. Tive anos e anos para tentar encontrar os erros e as negatividades do LU (sempre só podendo usar o aferidor dos bons ou maus frutos, o único que funciona, já que o meu discernimento da verdade não consegue ir mais longe do que isso). E olhe, Paulo César, eu ataquei forte, dei bem “para trás”, logo de caras fiquei com uma bela resma de contrariedades às minhas crenças na mão. A partir daí fui estudando, negando, olhando, negando, rebatendo, negando... mas, surpresa das surpresas, não havia maneira de encontrar maus frutos. Podia recusar os conceitos, mas tinha sempre que reconhecer que AQUELES conceitos eram SEMPRE libertadores.

 

Até que, depois de anos, Paulo, (estudando em simultâneo o LU e as outras fontes, que nunca deixei de estudar) eu comecei a perceber onde estavam os “maus frutos” das minhas crenças. Comecei a perceber como as minhas crenças me haviam deixado cativo do medo, me tinham levado a um impasse espiritual sem saída. E nessa hora, nessa hora em que todas as minhas firmes crenças que me haviam sustentado conceitualmente durante décadas se revelavam incapazes de me salvar do terror existencial, em que o meu medo egóico foi levado a um extremo insuportável, em que fiquei sem defesas e, verdadeiramente, me entreguei para morrer de sede no deserto, parece que finalmente caiu um véu dos meus olhos. Olhei para o lado, para aquele LU que eu não conseguia “engolir” e percebi, finalmente: se era assim, como dizia o LU, acabou-se o terror existencial, acabaram-se as fontes conceituais que perpetuam o medo... e, maravilhoso, meu Pai do céu, finalmente fazia sentido dizer “meu Pai do céu”, finalmente essas palavras tinham sabor, sentimento, nexo... e eu vinha dizendo essas palavras há décadas, e eram frias, distantes, impessoais... o LU foi o único revelador que me disse que o meu Pai é uma PESSOA... será possível eu transmitir o que foi essa descoberta, depois de ter atravessado desertos e desertos espirituais apesar de toda a minha vida ter sido devotada a essa busca? Não, não é transmissível.

 

Se eu puder ser contado como uma categoria (A TERCEIRA CATEGORIA rss), quero ser aquele que, depois de ter estudado a fundo muita coisa proveniente de muitas correntes durante muitos anos, NÃO NECESSITO QUE O LU SEJA A 5.ª REVELAÇÃO.

Basta-me que ele seja o supra-sumo de todas as revelações espirituais com que deparei até esta hora à face do planeta Terra. Simplesmente reconheço que não há nenhum livro que tenha ido tão alto, tão fundo e que seja TODO ELE (no meu prisma) uma árvore na qual SÓ vejo BONS FRUTOS.

Poderei estar míope, com certeza há essa possibilidade, daí que ficarei muito atento e analisarei com muito cuidado se algum irmão estudante me apontar um MAU FRUTO do LU. Nessa hora vou querer analisar.

 

Continuando, você afirmou:

 

Mas penetrando-se o cerne da questão e as indicações materializadas no contexto do próprio LU, temos em última instância uma ligação ao Pai Eterno proveniente tão somente da Fé Interior quer seja esta fundamentada no LU ou em outros escritos, ou quiçá, em escrito algum. Penso ser esse o estado ideal para se alcançar aquilo que o LU refere como 'Verdadeira Religião' como ser 'Sabedor de Deus' e pertencer à Fraternidade Universal "ESPIRITUALMENTE" Real!

 

Eu comento: completamente de acordo!

 

Continuando, você finalizou:

 

Para essa Fraternidade Espiritualmente Real, todos esses questionamentos aqui perpetrados por nós, são como que INEXISTENTES para a Verdade Universal, pois, carecem da "MOTA MORONCIAL"...aqui tudo não passa de uma grande ilusão, isso é atestado no próprio LU quando cita que na melhor das hipóteses, o que pertence ao subconsciente é 'alucinação' e o que pertence ao supra consciente, veja que é a região onde opera o AP, é apenas 'ilusão'!

 

Eu diria exatamente o contrário, Paulo César: todos os questionamentos aqui perpetrados por nós são bem EXISTENTES, são eles (e muitos outros) que vêm proporcionando matéria-prima para que o Ajustador do Pensamento teça a nossa alma. Essas expressões que você usou (subconsciente é “alucinação” e supraconsciente, “ilusão”) são retiradas do seguinte tópico: “A conversão do misticismo”, do capítulo “A religião na experiência humana” [Doc.100, tópico 5].

A forma como você coloca “ilusão” com referência ao supraconsciente está descontextualizada, não corresponde às declarações do LU.

 

Vou utilizar uma citação do mesmo documento para fundamentar a minha ideia, mas digo desde já, Paulo César, que esse documento está recheado de informação que contradiz a sua declaração final.

 

100:5:4  1099¶2   A maior parte dos fenômenos espetaculares relacionados às chamadas conversões religiosas é inteiramente psicológica pela sua natureza, mas, de quando em quando, ocorrem experiências que são também espirituais, pela sua origem. Quando a mobilização mental é absolutamente total, em qualquer nível da expansão na direção da realização espiritual, quando é perfeita a motivação humana de lealdade à idéia divina, então, muito freqüentemente, ocorre que o espírito residente sincroniza-se subitamente abaixo, com o propósito concentrado e consagrado da mente supraconsciente do mortal crente. E essas experiências de fenômenos intelectuais e espirituais unificados constituem as conversões, que consistem de fatores que estão além dos envolvimentos puramente psicológicos. 

 

 

Para finalizar, vou ter que pedir desculpa antecipadamente aos estudantes que odeiam ver uma montanha de citações do LU nas mensagens. De qualquer maneira, ficam já avisados que se é para ler os meus comentários, não vale a pena prosseguir, porque encerro a minha intervenção com este parágrafo.

 

Agora, para aqueles que estiverem dispostos a (e tenham tempo para) ficarem maravilhados com a sabedoria que desceu do universo até nós, leiam que não se vão arrepender. Não resisto a deixar o documento 100 inteiro aí abaixo (ah, irmão Melquisedeque, como és sábio!!!).

Se é a 5.ª Revelação, não sei... se veio de um nível supra-humano? Ah sim, com certeza... caso contrário, por favor, mostrem-me outra obra que chegue tão alto, tão longe, tão fundo... se ela existir, eu vou adorar ler!!!

 

Grande abraço!

Carlos Leite da Silva

 

DOCUMENTO 100 

A RELIGIÃO NA EXPERIÊNCIA HUMANA




A experiência da vivência religiosa dinâmica transforma o indivíduo medíocre numa personalidade de poder idealístico. A religião contribui para o progresso de todos, fomentando o crescimento de cada indivíduo, e o progresso de cada um é aumentado por meio da realização de todos. 

 
100:0:2  1094¶2   O crescimento espiritual é estimulado mutuamente pela associação íntima com outros religiosos. O amor propicia o solo para o crescimento religioso — uma atração objetiva, em lugar de uma gratificação subjetiva — e ainda proporciona a suprema satisfação subjetiva. E a religião enobrece a lida comum da vida diária. 

1. O CRESCIMENTO RELIGIOSO



 100:1:1  1094¶3   Embora a religião produza o crescimento dos significados e um engrandecimento dos valores, o mal sempre surge quando avaliações puramente pessoais são elevadas ao nível do absoluto. Uma criança avalia uma experiência de acordo com o seu conteúdo de prazer; a maturidade é proporcional à substituição do prazer pessoal pelos significados mais elevados, e mesmo pela lealdade aos conceitos mais elevados das situações diversificadas da vida e das relações cósmicas. 

 100:1:2  1094¶4   Algumas pessoas acham-se ocupadas demais para poderem crescer e, por isso, expõem-se ao grave perigo de estagnação espiritual. Devem ser tomadas providências para o crescimento dos significados, em idades diferentes, em culturas sucessivas e nos estágios passageiros da civilização que avança. Os principais inibidores do crescimento são o preconceito e a ignorância. 

 100:1:3  1094¶5   Dai a cada criança em desenvolvimento uma oportunidade de fazer com que a sua própria experiência religiosa cresça; não imponhais a ela a experiência já pronta do adulto. Lembrai-vos de que o progresso, ano a ano, dentro de um regime educacional estabelecido, não significa necessariamente um progresso intelectual, e muito menos um crescimento espiritual. O aumento do vocabulário não significa desenvolvimento de caráter. O crescimento não é indicado verdadeiramente por meros produtos, mas, muito mais, pelo progresso. O crescimento educacional verdadeiro é indicado pelo engrandecimento dos ideais, por uma apreciação maior dos valores, por novos significados para os valores e por uma maior lealdade aos valores supremos. 

 100:1:4  1094¶6   As crianças ficam impressionadas permanentemente apenas pela lealdade dos seus companheiros adultos; os preceitos, ou mesmo o exemplo, não têm uma influência duradoura. As pessoas leais são pessoas em crescimento, e o crescimento é uma realidade que causa impressão e que inspira. Vivei lealmente hoje – crescei –, e o amanhã responderá por si. A maneira mais rápida de um girino tornar-se uma rã é vivendo lealmente cada momento como um girino. 

 100:1:5  1094¶7   O solo essencial ao crescimento religioso pressupõe uma vida progressiva de auto-realização, de coordenação das propensões naturais, de exercício da curiosidade, de um desfrutar das aventuras razoáveis da experimentação de sentimentos de satisfação, de fazer o temor funcionar como estímulo para a atenção e a consciência, de sedução pelo maravilhoso e de uma consciência normal de pequenez, de humildade. O crescimento é também baseado na descoberta de si, acompanhada da autocrítica – a consciência; pois a consciência é realmente a crítica voltada para si próprio, por meio da própria escala de valores dos ideais pessoais. 

 100:1:6  1095¶1   A experiência religiosa é influenciada de um modo marcante pela saúde física, pelo temperamento herdado e pelo meio social. Contudo, as condições temporais não inibem o progresso espiritual interno de uma alma dedicada a fazer a vontade do Pai no céu. Em todos os mortais normais, estão presentes certos impulsos inatos para o crescimento e para a auto-realização, que funcionam se não forem especificamente inibidos. A técnica certa de alimentar esse dom, que é parte do potencial de crescimento espiritual, é manter uma atitude de devoção, de todo o coração, aos valores supremos. 

 100:1:7  1095¶2   A religião não pode ser outorgada, recebida, emprestada, aprendida, nem perdida. É uma experiência pessoal, que se amplia proporcionalmente à busca crescente dos valores finais. O crescimento cósmico, assim, acompanha a acumulação de significados e a elevação sempre em expansão dos valores. Contudo, o crescimento em nobreza é, em si mesmo, sempre inconsciente. 

 100:1:8  1095¶3   Os hábitos religiosos de pensar e agir contribuem para a economia do crescimento espiritual. Pode-se desenvolver uma predisposição religiosa de reações favoráveis aos estímulos espirituais, uma espécie de reflexo condicionado espiritual. Os hábitos que favorecem o crescimento religioso abrangem o cultivo da sensibilidade para os valores divinos, o reconhecimento do viver religioso nos outros, a meditação reflexiva dos significados cósmicos, o fervor da adoração ao resolver os problemas, o compartilhar da própria vida espiritual com os semelhantes, o evitar do egoísmo, a recusa de abusar da misericórdia divina e o viver como se estivesse na presença de Deus. Os fatores para o crescimento religioso podem ser intencionais, mas o crescimento, em si, é invariavelmente inconsciente. 

 100:1:9  1095¶4   A natureza inconsciente do crescimento religioso não significa, contudo, que seja uma atividade a operar nos domínios supostos do subconsciente do intelecto humano; significa, antes, atividades criativas nos níveis supraconscientes da mente mortal. A experiência da compreensão da realidade do crescimento religioso inconsciente é a maior prova positiva da existência funcional da supraconsciência. 

2. O CRESCIMENTO ESPIRITUAL



 100:2:1  1095¶5   O desenvolvimento espiritual depende, em primeiro lugar, da manutenção de uma conexão espiritual viva com as verdadeiras forças espirituais e, em segundo lugar, da produção contínua de frutos espirituais: dando aos semelhantes a ministração daquilo que foi recebido dos próprios benfeitores espirituais. O progresso espiritual é fundamentado no reconhecimento intelectual da própria pobreza espiritual combinada à autoconsciência da fome de perfeição, ao desejo de conhecer a Deus e de ser como Ele, com um propósito verdadeiro de fazer a vontade do Pai no céu, de todo coração. 

 100:2:2  1095¶6   Inicialmente o crescimento espiritual é um despertar para as necessidades e, em seguida, um discernimento dos significados e, depois, uma descoberta dos valores. A evidência do verdadeiro desenvolvimento espiritual consiste em demonstrar uma personalidade humana motivada pelo amor, animada pela ministração não egoísta e dominada pela adoração sincera dos ideais de perfeição da divindade. E toda essa experiência constitui a realidade da religião, em contraste com a das meras crenças teológicas. 

 100:2:3  1095¶7   A religião pode progredir até aquele nível de experiência em que se torna uma técnica esclarecida e sábia de reação espiritual ao universo. Tal religião glorificada pode funcionar em três níveis da personalidade humana: o intelectual, o moroncial e o espiritual; sobre a mente, sobre a alma em evolução e junto ao espírito residente. 

 100:2:4  1096¶1   A espiritualidade imediatamente passa a ser indicadora da vossa proximidade de Deus e a medida da vossa capacidade de servir aos vossos semelhantes. A espiritualidade realça a capacidade de descobrir a beleza nas coisas, de reconhecer a verdade nos significados, e de descobrir a bondade nos valores. O desenvolvimento espiritual é determinado por essas capacidades e é diretamente proporcional à eliminação das qualidades egoístas do amor. 

 100:2:5  1096¶2   O status espiritual real é a medida do vosso alcance da Deidade, da vossa sintonização com o Ajustador. O alcançar da finalidade da espiritualidade é equivalente a atingir o máximo de realidade, o máximo de semelhança a Deus. A vida eterna é a busca sem fim dos valores infinitos. 

 100:2:6  1096¶3   A meta da auto-realização humana deveria ser espiritual, não material. As únicas realidades que valem o esforço são as divinas, as espirituais e eternas. O homem mortal encontra-se capacitado para desfrutar do prazer físico e da satisfação de afetos humanos; ele beneficia-se da lealdade da associação a outros homens e das instituições temporais; mas estas não são fundações eternas sobre as quais se deva edificar a personalidade imortal, a qual deve transcender ao espaço, vencer o tempo e alcançar o destino da perfeição divina e o serviço de finalitor. 

 100:2:7  1096¶4   Jesus retratou a profunda segurança do mortal sabedor de Deus ao dizer: “Para um crente do Reino, que conhece Deus, que importa se todas as coisas entrarem em colapso?” As seguranças temporais são vulneráveis, mas as seguranças espirituais são inexpugnáveis. Quando as torrentes da adversidade humana, do egoísmo, da crueldade, do ódio, da malícia e da inveja afluírem à porta da alma humana, vós podeis manter-vos na certeza de que há um bastião interior, a cidadela do espírito, que permanece absolutamente inatingível; e isso é verdadeiro, ao menos, para todo ser humano que tenha entregado a guarda da sua alma ao espírito residente do Deus eterno. 

 100:2:8  1096¶5   Depois dessa realização espiritual, assegurada pelo crescimento gradativo ou por uma crise específica, ocorre uma nova orientação da personalidade, bem como o desenvolvimento de uma nova medida de valores. Tais indivíduos nascidos do espírito têm as suas motivações tão renovadas na vida, que podem calmamente permanecer de pé, enquanto perecem as suas ambições mais caras e entram em colapso as suas mais ardentes esperanças; eles sabem positivamente que tais catástrofes não são senão os cataclismos retificadores que arruínam as suas criações temporais, como um prenúncio da construção de uma realidade mais nobre e mais duradoura, num nível novo e mais sublime de realização no universo. 

3. OS CONCEITOS DO VALOR SUPREMO



 100:3:1  1096¶6   A religião não é uma técnica para alcançar uma paz mental estática e abençoada; é um impulso para organizar a alma para o serviço dinâmico. É o alistamento de toda a individualidade no serviço leal de amar a Deus e de servir ao homem. A religião paga qualquer preço que seja essencial ao alcance da meta suprema, a recompensa eterna. Há uma plenitude de consagração, na lealdade religiosa, que é de uma sublimidade magnífica. E esse tipo de lealdade é socialmente eficaz e espiritualmente progressivo. 

 100:3:2  1096¶7   Para o religioso, a palavra Deus torna-se um símbolo que significa uma aproximação à realidade suprema e um reconhecimento ao valor divino. As preferências e os desagrados humanos não determinam o bem e o mal; os valores morais não crescem com os desejos realizados, nem com a frustração emocional. 

 100:3:3  1096¶8   Na contemplação dos valores, vós deveis distinguir entre aquilo queé valor e aquilo que tem valor. Vós deveis reconhecer a relação entre as atividades agradáveis, a integração significativa delas e a realização engrandecida em níveis sempre mais elevados da experiência humana. 

 100:3:4  1097¶1   Significado é algo que a experiência acrescenta ao valor; é a consciência apreciativa dos valores. Um prazer isolado e puramente egoísta pode conotar uma desvalorização virtual dos significados, um gozo sem sentido que beira as raias do mal relativo. Os valores são experienciais, quando as realidades têm sentido e são mentalmente associadas, quando tais relações são reconhecidas e apreciadas pela mente. 

 100:3:5  1097¶2   Os valores não podem nunca ser estáticos; a realidade significa mudança, crescimento. A mudança sem crescimento, sem expansão de significado e sem a exaltação do valor, nada vale – é mal em potencial. Quanto maior a qualidade da adaptação cósmica, mais significado qualquer experiência traz. Os valores não são ilusões conceituais; eles são reais, mas sempre dependem do ato dos relacionamentos. Os valores são sempre tanto factuais quanto potenciais – não o que foi, mas o que é e o que está para ser. 

 100:3:6  1097¶3   A associação dos factuais e dos potenciais equivale ao crescimento, à realização experiencial dos valores. Contudo, o crescimento não é mero progresso. O progresso é sempre significativo, mas torna-se relativamente sem valor, se não vier acompanhado do crescimento. O valor supremo da vida humana consiste no crescimento dos valores, no progresso dos significados e na realização da inter-relação cósmica de ambas essas experiências. E tal experiência é equivalente à consciência de Deus. Esse mortal, se bem que não seja supranatural, está tornando-se verdadeiramente supra-humano; uma alma imortal que está evoluindo. 

 100:3:7  1097¶4   O homem não pode provocar o crescimento, mas ele pode gerar as condições favoráveis para tanto. O crescimento é sempre inconsciente, seja ele físico, intelectual ou espiritual. E assim cresce o amor; ele não pode ser criado, nem manufaturado, nem comprado; deve crescer. A evolução é uma técnica cósmica de crescimento. O crescimento social não pode ser assegurado pela legislação, e o crescimento moral não é garantido por uma administração melhor. O homem pode manufaturar uma máquina, mas o seu real valor deve derivar da cultura humana e da apreciação pessoal. A única contribuição do homem para o crescimento é a mobilização dos poderes totais da sua personalidade – a fé viva. 

 

4. PROBLEMAS DO CRESCIMENTO



 100:4:1  1097¶5   O viver religioso é o viver devotado, e o viver devotado é o viver criativo, original e espontâneo. Novas percepções religiosas surgem de conflitos que iniciam a escolha de novos e melhores hábitos de reação, no lugar de formas antigas e inferiores de reação. Novos significados emergem apenas em meio a conflitos; e o conflito persiste apenas em face da recusa de esposar os valores mais elevados, portadores de significados superiores. 

 100:4:2  1097¶6   As perplexidades religiosas são inevitáveis; não pode haver nenhum crescimento sem conflito psíquico e sem agitação espiritual. A organização de um modelo filosófico de vida requer uma considerável perturbação nos domínios filosóficos da mente. A lealdade não é exercitada em nome daquilo que é grande, bom, verdadeiro e nobre, sem uma batalha. O esforço é seguido do esclarecimento da visão espiritual e da ampliação do discernimento de visão cósmica. E o intelecto humano reluta contra ser desmamado da alimentação das energias não espirituais da existência temporal. A mente animal indolente rebela-se com o esforço exigido pela luta na solução dos problemas cósmicos. 

 100:4:3  1097¶7   Entretanto, o grande problema do viver religioso consiste na tarefa de unificar os poderes da alma da personalidade, por meio da predominância do AMOR. A saúde, a eficiência mental e a felicidade surgem da unificação dos sistemas físicos, dos sistemas mentais e dos sistemas espirituais. De saúde e de sanidade o homem entende bastante, mas de felicidade ele só entendeu de fato pouquíssimo. A felicidade mais elevada está indissoluvelmente ligada ao progresso espiritual. O crescimento espiritual gera um júbilo duradouro, uma paz que ultrapassa qualquer entendimento. 

 100:4:4  1098¶1   Na vida física, os sentidos dizem sobre a existência das coisas; a mente descobre a realidade das significações; mas a experiência espiritual revela ao indivíduo os verdadeiros valores da vida. Esses altos níveis de vida humana são alcançados no supremo amor a Deus e no amor não egoísta pelo homem. Se vós amais o vosso semelhante, vós deveis ter descoberto os seus valores. Jesus amou tanto os homens porque atribuía a eles um valor muito elevado. Vós podeis melhor descobrir os valores dos vossos companheiros, descobrindo a sua motivação. Se alguém vos irrita, causa a emoção de ressentimentos, vós devíeis buscar discernir compassivamente o seu ponto de vista, as suas razões para uma conduta de tal modo censurável. Uma vez que tenhais compreendido o vosso semelhante, vós vos tornareis tolerantes, e essa tolerância amadurecerá a amizade transformando-a em amor. 

 100:4:5  1098¶2   Com os olhos da vossa mente, trazei à vossa lembrança o quadro de um dos vossos ancestrais primitivos dos tempos das cavernas – um pequeno rosnador, disforme e sujo, um homem pesado, de pernas arqueadas, de porrete levantado, respirando ódio e animosidade, enquanto olha ferozmente para a frente. Esse quadro dificilmente retrata a dignidade divina do homem. Contudo, ele nos permite ampliar o retrato. Em frente a esse humano animado, um tigre dente-de-sabre está em posição de ataque. Atrás dele, uma mulher e duas crianças. Imediatamente, vós reconheceis que esse quadro representa o começo de muito daquilo que é bom e nobre na raça humana, mas o homem é o mesmo, em ambos os quadros. Apenas, no segundo arranjo, vós sois favorecidos com um horizonte amplo. E, nele, vós discernis a motivação desse mortal em evolução. A sua atitude torna-se louvável, porque vós o compreendeis. Se vós pudésseis apenas penetrar os motivos dos vossos semelhantes, quão melhor vós os entenderíeis! Se vós pudésseis apenas conhecer os vossos semelhantes, vós iríeis finalmente encher-vos de amor por eles. 

 100:4:6  1098¶3   De fato, vós não podeis amar os vossos semelhantes por um mero ato de vontade. O amor nasce apenas de uma compreensão enérgica dos motivos e dos sentimentos do vosso próximo. Não é tão importante amar a todos os homens hoje quanto é importante que a cada dia vós aprendais a amar um ser humano a mais. Se a cada dia ou a cada semana vós alcançardes a compreensão de mais um dos vossos irmãos, e se for esse o limite da vossa capacidade, então certamente estareis socializando e verdadeiramente espiritualizando a vossa personalidade. O amor é contagiante e, quando a devoção humana é inteligente e sábia, o amor é mais cativante que o ódio. Todavia, apenas o amor genuíno e não egoísta é verdadeiramente contagioso. Se cada mortal pudesse apenas tornar-se o foco de uma afeição dinâmica, esse vírus benigno do amor penetraria logo a corrente da emoção sentimental da humanidade, numa tal extensão que toda a civilização seria abraçada pelo amor, e isso seria a realização da irmandade dos homens. 

5. A CONVERSÃO E O MISTICISMO



 100:5:1  1098¶4   O mundo está repleto de almas perdidas. Não no sentido teológico, mas porque perderam o sentido de direção; e acham-se vagando na confusão entre os ismos e os cultos de uma era filosoficamente frustrada. Pouquíssimas almas aprenderam como estabelecer para si próprias uma filosofia de vida, em lugar de aceitar o autoritarismo religioso. (Os símbolos da religião socializada não são para serem desprezados como canais de crescimento, pois o leito do rio não é o rio. ) 

 100:5:2  1098¶5   A progressão do crescimento religioso conduz, por meio do conflito, da estagnação até a coordenação, da insegurança até a fé sem dúvidas, da confusão na consciência cósmica à unificação da personalidade, de um objetivo temporal até o eterno, do cativeiro do medo à liberdade da filiação divina. 

 100:5:3  1099¶1   Deveria ficar esclarecido que as profissões de fé aos supremos ideais – a percepção psíquica, emocional e espiritual daquele que tem consciência de Deus – podem vir de um crescimento natural e gradual ou podem, algumas vezes, ser experienciadas em certas conjunções, como numa crise. O apóstolo Paulo experimentou exatamente uma conversão súbita e espetacular naquele dia memorável na estrada de Damasco. Gautama Sidarta teve uma experiência semelhante na noite em que se assentou a sós e buscou penetrar o mistério da verdade final. Muitos outros têm tido experiências, e muitos crentes verdadeiros progrediram em espírito, sem nenhuma conversão súbita. 

 100:5:4  1099¶2   A maior parte dos fenômenos espetaculares relacionados às chamadas conversões religiosas é inteiramente psicológica pela sua natureza, mas, de quando em quando, ocorrem experiências que são também espirituais, pela sua origem. Quando a mobilização mental é absolutamente total, em qualquer nível da expansão na direção da realização espiritual, quando é perfeita a motivação humana de lealdade à idéia divina, então, muito freqüentemente, ocorre que o espírito residente sincroniza-se subitamente abaixo, com o propósito concentrado e consagrado da mente supraconsciente do mortal crente. E essas experiências de fenômenos intelectuais e espirituais unificados constituem as conversões, que consistem de fatores que estão além dos envolvimentos puramente psicológicos. 

 100:5:5  1099¶3   Todavia, a emoção por si só indica uma conversão falsa; deve ter-se fé, tanto quanto sentimentos. Visto que tal mobilização psíquica é parcial e que a motivação da lealdade humana é incompleta, nessa mesma medida a experiência da conversão será uma realidade mista: intelectual, emocional e espiritual. 

 100:5:6  1099¶4   Se se está disposto a reconhecer uma mente subconsciente teórica, como uma hipótese prática com a qual trabalhar, numa vida intelectual unificada de outro modo, então, para ser-se consistente, dever-se-ia postular um domínio semelhante e correspondente de atividade intelectual ascendente, como nível supraconsciente: uma zona de contato imediato com a entidade do espírito residente, o Ajustador do Pensamento. Os grandes perigos de todas as especulações psíquicas são que as visões e as outras experiências, chamadas de místicas, junto com os sonhos extraordinários, cheguem a ser considerados todos como comunicações divinas à mente humana. Nos tempos passados, os seres divinos revelaram-se a algumas pessoas sabedoras de Deus, não por causa dos transes místicos nem das visões mórbidas delas, mas a despeito de todos esses fenômenos. 

 100:5:7  1099¶5   Em contraste com a busca da conversão, o melhor modo de aproximação das zonas moronciais de contato possível com o Ajustador do Pensamento seria por meio da fé viva e da adoração sincera, da oração feita de todo o coração e sem egoísmo. De um modo geral, a maior parte das memórias que advieram de níveis inconscientes da mente humana tem sido confundida com revelações divinas e comandos espirituais. 

 100:5:8  1099¶6   Um grande perigo está ligado à prática habitual do sonho religioso, estando acordado; o misticismo pode tornar-se uma técnica para evitar-se a realidade, se bem que haja sido, algumas vezes, um meio de comunhão espiritual genuína. Períodos curtos de retirada da cena das ocupações da vida podem não ser seriamente perigosos, mas o isolamento prolongado da personalidade é bastante indesejável. Sob nenhuma circunstância deveria o estado de transe de consciência visionária ser cultivado como uma experiência religiosa. 

 100:5:9  1099¶7   As características do estado místico são a difusão da consciência, com ilhas vívidas de atenção focalizada, operando num intelecto relativamente passivo. Tudo isso faz a consciência gravitar na direção do subconsciente mais do que na direção da zona de contato espiritual, o supraconsciente. Muitos místicos levaram a sua dissociação mental até o ponto de manifestações mentais anormais.

 100:5:10  1100¶1   A atitude mais saudável de meditação espiritual é colocar-se em adoração reflexiva e em oração de agradecimento. A comunhão direta com o próprio Ajustador do Pensamento, tal como ocorreu nos últimos anos da vida de Jesus na carne, não deveria ser confundida com essas experiências chamadas de místicas. Os fatores que contribuem para a iniciação da comunhão mística denotam, em si, o perigo desses estados psíquicos. O estado místico é favorecido por coisas tais como: a fadiga física, o jejum, a dissociação psíquica, a experiência estética profunda, os impulsos sexuais vívidos, o medo, a ansiedade, o furor e as danças selvagens. A maior parte do material que surge como resultado dessas preparações preliminares tem a sua origem na mente subconsciente. 

 100:5:11  1100¶2   Por mais favoráveis que possam ter sido as condições para os fenômenos místicos, deveria ser claramente compreendido que Jesus de Nazaré nunca recorreu a tais métodos para a sua comunhão com o Pai do Paraíso. Jesus não tinha alucinações subconscientes, nem ilusões do supraconsciente. 

6. OS SINAIS DO VIVER RELIGIOSO



 100:6:1  1100¶3   As religiões evolucionárias e as religiões da revelação podem diferir bastante pelos métodos, mas são muito semelhantes pelas suas motivações. A religião não é uma função específica da vida; é antes um modo de viver. A verdadeira religião é uma devoção sincera a alguma realidade que o religioso considera ser de valor supremo para si próprio e para toda a humanidade. E as características mais destacadas de todas as religiões são: a lealdade inquestionável e a devoção, de coração puro, aos valores supremos. Essa devoção religiosa aos valores supremos é mostrada na relação da mãe, supostamente irreligiosa, para com o seu filho, e na lealdade fervorosa dos não religiosos a uma causa esposada por eles. 

 100:6:2  1100¶4   O valor supremo aceito para o religioso pode ser ignóbil ou falso mesmo, mas, apesar de tudo, ele é religioso. Uma religião é genuína na medida em que o valor que é tido como supremo é verdadeiramente uma realidade cósmica de valor espiritual. 

 100:6:3  1100¶5   Os sinais da sensibilidade humana ao impulso religioso abrangem as qualidades de nobreza e de grandeza. O religioso sincero é consciente da cidadania universal e é ciente de fazer contato com fontes de poder supra-humano. Ele emociona-se e energiza-se pela segurança de pertencer à fraternidade superior e enobrecida dos filhos de Deus. A consciência da dignidade própria tornou-se aumentada pelo estímulo da busca dos objetivos mais elevados no universo – as metas supremas. 

 100:6:4  1100¶6   O eu rendeu-se ao ímpeto intrigante de uma motivação todo-abrangente que impõe uma autodisciplina maior, que reduz o conflito emocional e torna a vida mortal verdadeiramente digna de ser vivida. O reconhecimento mórbido das limitações humanas é transformado na consciência natural das falhas mortais, associada à determinação moral e à aspiração espiritual de atingir as metas universais e superuniversais mais elevadas. E essa luta intensa para alcançar os ideais supramortais é sempre caracterizada por uma paciência crescente, pela indulgência, pela fortaleza e pela tolerância. 

 100:6:5  1100¶7   A verdadeira religião, contudo, é um amor vivo, uma vida de serviço. O distanciamento do religioso de muito daquilo que é puramente temporal e trivial nunca leva ao isolamento social, e não deveria destruir o senso de humor. A religião genuína não tira nada da existência humana, mas acrescenta, sim, um novo sentido a tudo na vida; gera novos tipos de entusiasmo, de zelos e de coragem. Pode até mesmo engendrar o espírito das cruzadas, o que é mais do que perigoso, se não for controlado pelo discernimento espiritual e pela devoção leal às obrigações sociais comuns das lealdades humanas. 

 100:6:6  1101¶1   Um dos mais surpreendentes sinais para a identificação da vida religiosa é aquela paz dinâmica e sublime, aquela paz que está além de todo entendimento humano, aquele equilíbrio cósmico que indica a ausência de toda dúvida e tumulto. Tais níveis de estabilidade espiritual são imunes ao desapontamento. Os religiosos assim são como o apóstolo Paulo, que disse: “Estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem os poderes, nem as coisas presentes, nem as coisas que estão por vir, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra coisa será capaz de nos separar do amor de Deus”. 

 100:6:7  1101¶2   Há um senso de segurança, associado à realização da glória triunfante, que reside na consciência do religioso que compreendeu a realidade do Supremo e persegue a meta do Último. 

 100:6:8  1101¶3   Mesmo a religião evolucionária é tudo isso, em lealdade e grandeza, porque é uma experiência genuína. Contudo, a religião revelada tanto tem de excelência quanto de autenticidade. As novas lealdades, na visão espiritual ampliada, criam novos níveis de amor e de devoção, de serviço e de companheirismo; e toda essa perspectiva social ampliada produz uma consciência maior da Paternidade de Deus e da irmandade dos homens. 

 100:6:9  1101¶4   A diferença característica entre a religião que evoluiu e a religião revelada é uma qualidade nova de sabedoria divina, que é acrescentada à sabedoria humana puramente experiencial. No entanto, é a experiência dentro das religiões humanas que desenvolve a capacidade para a recepção das dádivas subseqüentes de mais sabedoria divina e discernimento cósmico. 

7. O APOGEU DA VIDA RELIGIOSA



 100:7:1  1101¶5   Embora o mortal comum de Urântia não possa esperar atingir a alta perfeição de caráter que Jesus de Nazaré adquiriu, enquanto permaneceu na carne, é totalmente possível a todo mortal crente desenvolver uma personalidade forte e unificada, pautando-se pelas linhas perfeccionadas da personalidade de Jesus. O aspecto singular da personalidade do Mestre não era tanto a sua perfeição, quanto a sua simetria, a sua unificação extraordinária e equilibrada. A apresentação mais efetiva de Jesus consiste em seguir o exemplo daquele que disse, enquanto gesticulava na direção do Mestre, de pé diante dos seus acusadores: “Eis o homem!” 

 100:7:2  1101¶6   A bondade infalível de Jesus tocava os corações dos homens, mas a sua força inflexível de caráter maravilhava os seus seguidores. Ele era verdadeiramente sincero; nada havia de hipócrita nele. Ele não tinha afetação; era sempre reanimadoramente autêntico. Nunca condescendia em pretensões, e nunca recorria à trapaça. Ele viveu a verdade, do mesmo modo que a ensinou. Ele foi a verdade. Foi forçado a proclamar a verdade salvadora à sua geração, ainda que tanta sinceridade algumas vezes haja causado dor. Ele foi inquestionavelmente leal a toda verdade. 

 100:7:3  1101¶7   O Mestre, porém, era tão razoável, tão acessível. Ele era tão prático em todas as suas ministrações e, ao mesmo tempo, todos os seus planos eram caracterizados por um senso comum tão santificado. Ele era tão liberto de qualquer tendência à extravagância, à irregularidade e à excentricidade. Nunca era caprichoso, esquisito nem histérico. Em todos os seus ensinamentos e em tudo o que fazia, havia uma discriminação depurada, ligada a um senso extraordinário daquilo que é apropriado. 

 100:7:4  1102¶1   O Filho do Homem foi sempre uma personalidade bem equilibrada. Mesmo os seus inimigos mantinham um respeito salutar por ele; eles chegavam mesmo a temer a sua presença. Jesus não conhecia o medo. Ele transbordava de entusiasmo divino, mas nunca se tornou um fanático. Era emocionalmente ativo, mas nunca inconstante. Era imaginativo, mas sempre prático. Ele enfrentava as realidades da vida com franqueza, mas nunca chegava a ficar embotado nem prosaico. Era corajoso, mas nunca descuidado; prudente, mas nunca covardemente. Ele era compassivo, mas não era sentimental; único, sem ser excêntrico. Ele era pio, mas não era santarrão. E era assim bem equilibrado, porque era perfeitamente bem unificado. 

 100:7:5  1102¶2   A originalidade de Jesus não era sufocante. Ele não estava preso pela tradição, nem limitado pela escravização a nenhum convencionalismo restritivo. Ele falava com uma confiança segura e ensinava com autoridade absoluta. Contudo, a sua originalidade superior não o levava a negligenciar as pérolas da verdade nos ensinamentos dos seus predecessores e contemporâneos. E o mais original dos seus ensinamentos foi a ênfase no amor e na misericórdia, em lugar do medo e do sacrifício. 

 100:7:6  1102¶3   Jesus era muito amplo de visão. Ele exortava os seus seguidores a pregar o evangelho a todos os povos. Não tinha nenhuma estreiteza de mente. O seu coração compassivo abraçava toda a humanidade, e mesmo um universo. Sempre a sua exortação era: “Quem quiser vir, que venha”. 

 100:7:7  1102¶4   De Jesus foi realmente dito: “Ele confiou em Deus”. Como um homem entre os homens, ele confiou de um modo muito sublime no Pai do céu. Ele confiou no seu Pai, como uma criança pequena confia no seu pai terreno. A sua fé foi perfeita, mas nunca presunçosa. Não importa quão cruel a natureza possa parecer, nem quão indiferente possa ser ao bem-estar do homem na Terra, Jesus nunca faltou com a sua fé. Ele era imune ao desapontamento e inatingível pela perseguição. Ele não permaneceu intacto diante do fracasso aparente. 

 100:7:8  1102¶5   Jesus amou os homens como irmãos, ao mesmo tempo reconhecendo quão diferentes eram os seus dons inatos e as suas qualidades adquiridas. “Ele escolheu o seu caminho de fazer o bem. ” 

 100:7:9  1102¶6   Jesus era uma pessoa inusitadamente alegre, mas não era um otimista cego e pouco razoável. A sua palavra de constante exortação era: “Tende ânimo”. Ele podia manter a sua atitude confiante por causa da sua fé inabalável em Deus e na sua confiança imperturbável no homem. Ele demonstrou sempre uma consideração tocante por todos os homens, porque ele os amava e acreditava neles. E ainda foi sempre fiel às suas convicções e magnificamente firme na sua devoção de fazer a vontade do seu Pai. 

 100:7:10  1102¶7   O Mestre foi sempre generoso. Ele nunca se cansou de dizer: “Dar é mais abençoado do que receber”. Dizia ele: “Gratuitamente recebestes, dai gratuitamente”. E ainda, com toda a sua ilimitada generosidade, ele nunca foi esbanjador nem extravagante. Ele ensinou que vós deveis acreditar para receber a salvação. “Pois todo aquele que procura receberá. ” 

 100:7:11  1102¶8   Ele era candidamente direto, mas sempre afável. Ele dizia: “Se assim não fosse, eu vos teria dito”. E era franco, mas sempre amigável. Era aberto no seu amor pelos pecadores e no seu ódio ao pecado. Contudo, mesmo com a sua surpreendente franqueza, ele foi infalivelmente justo. 

 100:7:12  1102¶9   Jesus era alegre de um modo consistente, não obstante algumas vezes ele bebesse profundamente da taça do sofrimento humano. Destemidamente, ele enfrentou as realidades da existência, e permaneceu pleno de entusiasmo pelo evangelho do Reino. Ele, porém, controlava o seu entusiasmo; nunca se deixou controlar por ele. Era dedicado sem reservas aos “assuntos do Pai”. Esse entusiasmo divino levou os seus irmãos não espiritualizados a pensarem que ele estava fora de si, mas o universo que o observava apreciava-o como modelo de sanidade e como arquétipo da suprema devoção mortal aos altos padrões da vida espiritual. E o seu entusiasmo controlado era contagioso; os seus companheiros eram levados a compartilhar do seu otimismo divino. 

 100:7:13  1103¶1   Este homem da Galiléia não era um homem de tristezas; era uma alma da alegria. Estava sempre dizendo: “Rejubilai-vos na mais repleta alegria”. Todavia, quando o dever exigia, ele estava disposto a caminhar corajosamente no “vale da sombra da morte”. Ele era jubiloso, mas, ao mesmo tempo, humilde. 

 100:7:14  1103¶2   A sua coragem só era igualada pela sua paciência. Quando pressionado a agir prematuramente, ele apenas respondia: “Minha hora ainda não chegou”. Ele nunca tinha pressa; a sua serenidade era sublime. No entanto, freqüentemente, tornava-se indignado com o mal, e intolerante com o pecado. Muitas vezes, ele foi levado a resistir àquilo que era contrário ao bem-estar dos seus filhos da Terra. E a sua indignação contra o pecado levou-o a ficar enraivecido com os pecadores. 

 100:7:15  1103¶3   A coragem de Jesus era magnífica, mas não era nunca irrefletido. A sua palavra-chave foi: “não temais”. A sua bravura era elevada, e a sua coragem, freqüentemente heróica. No entanto, a sua coragem estava ligada à prudência e era controlada pela razão. Era uma coragem nascida da fé, não da presunção cega pela negligência. Ele era verdadeiramente valente, mas nunca atrevido. 

 100:7:16  1103¶4   O Mestre era um modelo de reverência. A prece, já na sua juventude, começava com: “Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome”. Ele era respeitoso até mesmo com o culto errôneo dos seus irmãos. Isso não o deteve, todavia, de condenar as tradições religiosas nem de atacar os erros das crenças humanas. Ele reverenciava a verdadeira santidade, e ainda podia apelar para os seus semelhantes dizendo: “Quem dentre vós me condena de pecado?” 

 100:7:17  1103¶5   Jesus foi grande, porque era bom e, mais, ele confraternizava com as crianças pequenas. Ele era gentil e despretensioso na sua vida pessoal e, ainda, era ele o homem perfeccionado de todo um universo. Os seus companheiros chamavam-no espontaneamente de Mestre. 

 100:7:18  1103¶6   Jesus foi a personalidade humana perfeitamente unificada. E ainda agora, como na época da Galiléia, ele continua a unificar a experiência mortal e a coordenar os esforços humanos. Ele unifica a vida, enobrece o caráter e simplifica a experiência. Ele entra na mente humana para elevá-la, para transformá-la e transfigurá-la. É literalmente verdade que: “Se qualquer homem tem Cristo Jesus dentro dele, ele é uma nova criatura; as velhas coisas estão passando; olhai, que todas as coisas estão-se tornando novas”. 

 100:7:19  1103¶7   [Apresentado por um Melquisedeque de Nebadon.] 

Paulo César da Silva Pereira

unread,
Oct 1, 2010, 10:37:21 AM10/1/10
to el...@googlegroups.com
Caro irmão buscador, saudações fraternais!

Realmente fui infeliz ao generalizar naquilo que diz respeito ao supraconsciente, onde conforme sua citação abaixo do LU, eventualmente, ocorre algum tipo de atividade verdadeiramente espiritual, peço que aceitem minhas desculpas, deveria ter lido com mais atenção!

Agora, aproveitando-me do ensejo e de seu testemunho, caro irmão, ouso perguntar-lhe, no caso da energia emanada do LU ser algo que "aos meus olhos" percebo como não sendo boa, nem má, mas "diferente". Como ficaria este toque na matéria ? Penso que mesmo não possuindo características boas ou más de acordo com minhas concepções e percepções, creio internamente sê-la de um Nível Positivo de Energia que transcende tudo que conheço. Agradeço as respostas dos nossos companheiros e pesquisadores!

Abraços fraternos,

Paulo César







From: carlos.l...@yahoo.com.br
To: el...@googlegroups.com
Subject: RES: [elub:8825] Ligando os pontos
Date: Thu, 30 Sep 2010 16:04:47 -0300

Wagner M. Andrade

unread,
Oct 1, 2010, 2:51:19 PM10/1/10
to el...@googlegroups.com
Muito bom Carlos! Vou colocar trechos que bateram na minha alma. Como sempre colocou em letras não só meu pensamento, como minhas experiências:

 "só você, eu ou qualquer outro dos estudantes é que podemos analisar que frutos o LU produziu em nós."

"A partir daí fui estudando, negando, olhando, negando, rebatendo, negando... mas, surpresa das surpresas, não havia maneira de encontrar maus frutos."

"Comecei a perceber como as minhas crenças me haviam deixado cativo do medo, me tinham levado a um impasse espiritual sem saída. "

"Olhei para o lado, para aquele LU que eu não conseguia “engolir” e percebi, finalmente: se era assim, como dizia o LU, acabou-se o terror existencial, acabaram-se as fontes conceituais que perpetuam o medo... e, maravilhoso, meu Pai do céu, finalmente fazia sentido dizer “meu Pai do céu” "

"será possível eu transmitir o que foi essa descoberta, depois de ter atravessado desertos e desertos espirituais apesar de toda a minha vida ter sido devotada a essa busca? Não, não é transmissível. "

"Se é a 5.ª Revelação, não sei... se veio de um nível supra-humano? Ah sim, com certeza... caso contrário, por favor, mostrem-me outra obra que chegue tão alto, tão longe, tão fundo... se ela existir, eu vou adorar ler!!! "

Estas foram para a minha coletânea "Mensagens de Carlos Leite Silva".
Assinado em baixo,
                                 Wagner. 





Em 30 de setembro de 2010 16:04, Carlos Leite Silva <carlos.l...@yahoo.com.br> escreveu:

Olá Paulo César,

 

Você escreveu:

 

Pelo o que pude entender e que sempre retorna à pauta deste 'forum' é a questão básica da divisão entre aqueles que aceitam o LU como 5ª Revelação e aqueles que o aceitam apenas como mais uma obra literária, como tantas outras hoje em dia existentes!

 

No mínimo, vou pedir para você colocar aí uma terceira categoria de aceitante:

 

Se o LU é a 5.ª Revelação, ele tem a suprema sensatez de não rejeitar nenhuma da espiritualidade sincera à face do planeta, seja qual for a corrente religiosa em que essa espiritualidade se manifeste. Só o LU é que pode dar testemunho de si mesmo. E, mais do que as declarações que ele faça sobre a sua própria relevância, o que fala mais alto são os frutos que essa árvore dá. “Uma árvore conhece-se pelos frutos”: esse é aferidor sábio que o Mestre nos aconselhou para as nossas análises. Então, a partir daí, só você, eu ou qualquer outro dos estudantes é que podemos analisar que frutos o LU produziu em nós.

 

Agora, como a minha ignorância da realidade é tão diminuta, eu só posso observar (com grande sentido crítico) que tudo o que eu conheço no LU é bom. Eu, como ser humano, sou perito em olhar e ver o mal nas mínimas coisas. Nesse meu olhar crítico eu confio bastante: o meu detector de erros e negatividades está bem desperto, como o de quase todo o mundo. Tive anos e anos para tentar encontrar os erros e as negatividades do LU (sempre só podendo usar o aferidor dos bons ou maus frutos, o único que funciona, já que o meu discernimento da verdade não consegue ir mais longe do que isso). E olhe, Paulo César, eu ataquei forte, dei bem “para trás”, logo de caras fiquei com uma bela resma de contrariedades às minhas crenças na mão. A partir daí fui estudando, negando, olhando, negando, rebatendo, negando... mas, surpresa das surpresas, não havia maneira de encontrar maus frutos. Podia recusar os conceitos, mas tinha sempre que reconhecer que AQUELES conceitos eram SEMPRE libertadores.

 

Até que, depois de anos, Paulo, (estudando em simultâneo o LU e as outras fontes, que nunca deixei de estudar) eu comecei a perceber onde estavam os “maus frutos” das minhas crenças. Comecei a perceber como as minhas crenças me haviam deixado cativo do medo, me tinham levado a um impasse espiritual sem saída. E nessa hora, nessa hora em que todas as minhas firmes crenças que me haviam sustentado conceitualmente durante décadas se revelavam incapazes de me salvar do terror existencial, em que o meu medo egóico foi levado a um extremo insuportável, em que fiquei sem defesas e, verdadeiramente, me entreguei para morrer de sede no deserto, parece que finalmente caiu um véu dos meus olhos. Olhei para o lado, para aquele LU que eu não conseguia “engolir” e percebi, finalmente: se era assim, como dizia o LU, acabou-se o terror existencial, acabaram-se as fontes conceituais que perpetuam o medo... e, maravilhoso, meu Pai do céu, finalmente fazia sentido dizer “meu Pai do céu”, finalmente essas palavras tinham sabor, sentimento, nexo... e eu vinha dizendo essas palavras há décadas, e eram frias, distantes, impessoais... o LU foi o único revelador que me disse que o meu Pai é uma PESSOA... será possível eu transmitir o que foi essa descoberta, depois de ter atravessado desertos e desertos espirituais apesar de toda a minha vida ter sido devotada a essa busca? Não, não é transmissível.

 

Se eu puder ser contado como uma categoria (A TERCEIRA CATEGORIA rss), quero ser aquele que, depois de ter estudado a fundo muita coisa proveniente de muitas correntes durante muitos anos, NÃO NECESSITO QUE O LU SEJA A 5.ª REVELAÇÃO.

Basta-me que ele seja o supra-sumo de todas as revelações espirituais com que deparei até esta hora à face do planeta Terra. Simplesmente reconheço que não há nenhum livro que tenha ido tão alto, tão fundo e que seja TODO ELE (no meu prisma) uma árvore na qual SÓ vejo BONS FRUTOS.

Poderei estar míope, com certeza há essa possibilidade, daí que ficarei muito atento e analisarei com muito cuidado se algum irmão estudante me apontar um MAU FRUTO do LU. Nessa hora vou querer analisar.

 

Continuando, você afirmou:

 

Mas penetrando-se o cerne da questão e as indicações materializadas no contexto do próprio LU, temos em última instância uma ligação ao Pai Eterno proveniente tão somente da Fé Interior quer seja esta fundamentada no LU ou em outros escritos, ou quiçá, em escrito algum. Penso ser esse o estado ideal para se alcançar aquilo que o LU refere como 'Verdadeira Religião' como ser 'Sabedor de Deus' e pertencer à Fraternidade Universal "ESPIRITUALMENTE" Real!

 

Eu comento: completamente de acordo!

 

Continuando, você finalizou:

 

Para essa Fraternidade Espiritualmente Real, todos esses questionamentos aqui perpetrados por nós, são como que INEXISTENTES para a Verdade Universal, pois, carecem da "MOTA MORONCIAL"...aqui tudo não passa de uma grande ilusão, isso é atestado no próprio LU quando cita que na melhor das hipóteses, o que pertence ao subconsciente é 'alucinação' e o que pertence ao supra consciente, veja que é a região onde opera o AP, é apenas 'ilusão'!

 

Eu diria exatamente o contrário, Paulo César: todos os questionamentos aqui perpetrados por nós são bem EXISTENTES, são eles (e muitos outros) que vêm proporcionando matéria-prima para que o Ajustador do Pensamento teça a nossa alma. Essas expressões que você usou (subconsciente é “alucinação” e supraconsciente, “ilusão”) são retiradas do seguinte tópico: “A conversão do misticismo”, do capítulo “A religião na experiência humana” [Doc.100, tópico 5].

 

Caríssimos Irmãos e Buscadores da Verdade!

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