Fwd: Fw: Comentários e esclarecimentos - Carta aberta: relatório final de atividades

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Alexandre Arns Gonzales

unread,
Sep 16, 2011, 2:09:14 PM9/16/11
to eeuni...@googlegroups.com
Começem lendo do final (ali é a primeira carta), encaminho uma série de "cartas abertas" de professores que debatem a situação da UNIPAMPA.

Att.

Alexandre
R.I. - 5 ºsemestre

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Marcello Cruz <marcellosi...@yahoo.com.br>
Data: 16 de setembro de 2011 14:43
Assunto: Fw: Comentários e esclarecimentos - Carta aberta: relatório final de atividades
Para: grupo movimento <capitulo-dce-...@googlegroups.com>, eera-u...@googlegroups.com, dceun...@googlegroups.com


Compartilho com os colegas uma resposta do pró-reitor Ceretta.
SDS
 
Sent: Friday, September 16, 2011 12:57 PM
Subject: Comentários e esclarecimentos - Carta aberta: relatório final de atividades
 

Prof Davidson

 

Gostariamos de fazer alguns esclarecimentos e emitir nossa opinião sobre a tua mensagem. Considerando o ambiente democrático que estamos inseridos, e algumas suspeitas que levantas que não podem ficar sem resposta, ficamos bastante a vontade em comentar/esclarecer os seguintes pontos:

 

Tem uma frase que resume o sentimento de muitos que te conhecem e receberam a mensagem “a construção de uma Universidade exige PARTICIPAÇÃO”. Foste convidado várias vezes a participar, bem como deveria ter dado tuas contribuições nos inúmeros espaços de construção que foram oferecidos à comunidade acadêmica.  O PDI é um bom exemplo, para citar apenas um. É com base neste documento, construído coletivamente, em 2009, que a política de pesquisa está sendo implementada.

Nossa política de pesquisa foi sempre estabelecida no coletivo. Todos os recursos, bolsas, projetos institucionais foram discutidos e deliberados por comissões. A propósito, o primeiro comitê da Unipampa foi o Comitê de Pesquisa.

 

Quanto a falta de transparência que referes na utilização dos recursos públicos, informo que:

1.        Todos os recursos utilizados estão publicados no Diário Oficial da União;

2.       Todos os recursos empenhados foram aqueles definidos pelos comitês que representavam todos os campi;

3.       Foram apresentados relatórios aos órgãos controladores externos (TCU, CGU);

4.       Os processos estão a disposição na PROPESQ para consulta;

5.       Os equipamentos adquiridos estão discriminados por Campus e disponíveis para consulta na página da propesq (http://porteiras.r.unipampa.edu.br/portais/propesq/laboratorios/);

 

Outro ponto que gostariamos de te colocar é que discordamos que não estamos no caminho certo. Afirmamos que estamos em processo de construção de uma grande Instituição. Uma prova disso é que neste pequeno espaço de tempo,  já temos 5 mestrados em funcionamento e outras 5 propostas submetidas à capes. Não tenha dúvida que o esforço feito pela PROPESQ e comissões de pesquisa contribuiu para este sucesso.

Hoje estamos divulgando os resultados finais dos dois editais que lançamos para apoio a Pesquisa e Pós-Graduação, no valor de R$3.400.000,00. Todo o processo de avaliação está sendo feito por docentes legitimamente eleitos para as Comissões Superiores, representando as grandes áreas do conhecimento e com representação de todos os campus.

Estamos financiando Grupos de Pesquisa de todas áreas, Propostas de Mestrado e Programas de Mestrado. Entendemos que desta forma nucleamos novos grupos, iniciamos a busca de consolidar outros, acreditamos nas propostas de PG (financiando) e damos suporte aos programas de mestrado para melhorar o conceito e pleitear doutorado.  Os processos de aquisição de grande parte dos equipamentos são feitos na própria PROPESQ. Hoje temos implementado todo o processo de importação de equipamentos para pesquisa. Adquirimos o que o pesquisador necessita, com os acessórios necessários, da marca preferida e dos mais diversos países. Iniciamos a coleta na indústria (Japão, por exemplo), fazemos o desembaraço internacional, transportamos até o Brasil, desembaraçamos aqui e entregamos no Campus do pesquisador. Pode ter certeza que esta tarefa não é trivial. E iniciamos tudo isto com 1 TAE em tempo parcial em 2009, quando importamos quase R$ 4.000.000,00 (e mais R$3.000.000,00 em equipamentos nacionais).  Isto sem contar nas bolsas de Iniciação científica, que quando assumi a Pró-Reitoria tínhamos 8 bolsas da FAPERGS, hoje temos 98 bolsas externas (CNPq/FAPERS) e 82 bolsas do programa interno. Projetos contemplados na FINEP é outra conquista da Unipampa. Graças ao esforço coletivo dos que se dispuseram a construir os projetos institucionais submetidos à Finep, tivemos êxito e reconhecimento em todas as propostas submetidas. E tenha certeza, isto não aconteceu por osmose ou inércia.

Certamente temos muito a conquistar e melhorar.  A Unipampa está repleta de docentes, TAEs e alunos comprometidos que tornarão a Unipampa uma Universidade de destaque.

E quase finalizando, gostariamos de registrar que é bastante preocupante a postura adotadas por alguns, afirmando que tudo está errado e que deve reiniciar do zero, principalmente quando esta conclusão vem de pessoas que não conhecem a Unipampa e tão pouco participaram/participam da construção.  A cultura de não dar continuidade ao que foi feito de bom já faz parte do passado.

Então Professor, finalizando, pelo elenco de conquista que citaste, concluimos que o período na Unipampa te fez muito bem. Desejamos boa sorte e continuidade no teu sucesso como pesquisador na tua próxima empreitada.   


Atenciosamente

Eduardo Ceretta Moreira    Luiz Fernando Wurdig Roesch
Pró-Reitor de Pesquisa      Coordenador de Iniciação científica


> >
> > Prezado professor, e colega de Unipampa, Davidson
> >
> > Bom dia. Recebi por terceiros suas manifestações no e-mail abaixo. Entendo
> > que se a mensagem chegou até a mim, era seu objetivo divulgá-la, logo, e
> > então imagino que esteja aberto ao diálogo. Se não for o caso, peço
> > desculpas antecipadamente.
> >
> > Não tenho a mesma experiência acadêmica que você, pois estou no serviço
> > público desde agosto 2009 e ainda engatinho no perfil de pesquisador que
> > tanto almejamos. Contudo, desde minha nomeação tenho tentado manter
> > atividades de pesquisa e extensão (além das aulas obviamente). Logicamente
> >  tive dificuldades. Não sei como seria em outra  instituição, de maior
> > renome. Espero que eu não seja um caso excepcional, mas depois de dois anos
> > na instituição, já consigo estar satisfeito com muitas conquistas. Temos um
> > grupo de pesquisa que está conseguindo atingir os objetivos inicialmente
> > objetivos, temos bolsistas com fomento da instituição ou de agências
> > externas e também internacionais. Recebi financiamento do CNPq e ourtras
> > agências para fomento aos projetos propostos para desenvolvimento aqui na
> > Unipampa.
> >
> > Na Unipampa pude participar de muitas comissões, que no caso das atividades
> > de pesquisa, sempre discutiram como distribuir os recursos, bolsas, como
> > inserir no PDI e regimento ações para desenvolver a pesquisa. Embora os
> > processos de compra sejam um pouco complexos e muitas vezes problemáticos
> > (por motivos diversos), no campus que trabalho tivemos um número muito
> maior
> > de compras com sucesso do que com problemas, o que colaborou para termos 2
> > programas de mestrado aprovados pela CAPES e mais 2 propostas em elaboração
> > (uma submetida à CAPES esse ano). Temos muitos grupos de pesquisa e arrisco
> > dizer que uma parcela muito grande do montante de recursos externos obtidos
> > em editais públicos.
> >
> > Justamente por eu também ter essa visão de que a pesquisa é importante para
> > uma universidade sempre tentei me engajar nas discussões que diziam
> respeito
> > às atividades de pesquisa na instituição (embora isso não queira dizer que
> > eu tenha dado contribuições significativas). O que ocorre é que após ler a
> > sua mensagem, fiquei me questionando o porque de alguém com essa visão para
> > a pesquisa não se inseriu nos diversos espaços para discussão da
> > administração e dos passos futuros da universidade. Desde 2009 já vi muitas
> > eleições para atividades que realmente permitem "participar" nas discussões
> > tangentes a todos os pontos que você levantou (Consuni, comissões locais de
> > pesquisa, por exemplo), penso que sua participação nesses espaços seria
> algo
> > muito produtivo.
> >
> > Sabemos que a participação nessas comissões exigem tempo, um tempo que
> > poderíamos estar produzindo nos nossos grupos de pesquisa, mas entendo
> > também que esse tempo dedicado à participação nas comissões hoje pode ser
> > entendido como um investimento para o futuro, especialmente para quem
> > pretende o construir na Unipampa.
> >
> > Entenda que não quero criar nenhuma polêmica aqui e muito menos entrar em
> > questões eleitorais. Por isso evitei citar qualquer palavra que remetesse a
> > algum entendimento nesse sentido. Já tenho problemas suficientes para
> > resolver no meu dia a dia. Apenas me senti à vontade para entender melhor
> > seus questionamentos e reclamações, pois eu também acho que a Universidade
> > depende das pesquisas feitas nela, e quanto mais qualidade tivermos nas
> > pesquisas, melhor seremos. Mas, especialmente numa universidade nova,
> muitas
> > coisas precisam ser propostas, e para propor, precisamos de pessoas com
> > experiência e visão participando das discussões. Como dizem, alguém decide,
> > agora, decidir junto ou acatar, é uma opção de cada um de nós.
> >
> > Até mais,
> >
> > Felipe Carpes
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> > 2011/9/12 Marcello Cruz <marcellosi...@yahoo.com.br>
> >
> >>   Caros colegas,
> >>
> >> Saudações!
> >>
> >> Após completar cinco anos de unipampa no dia vinte e seis de agosto e,
> >> considerando todas as dificuldades enfrentadas para realizar as
> >> atividades de ensino e manter a produção científica neste meio tempo,
> >> resolvi escrever esta carta. A motivação está baseada na conhecida
> >> frase “Não podemos obter resultados diferentes fazendo as mesmas
> >> coisas”, sendo este, basicamente, o pensamento que sempre tenho em
> >> mente na busca de sucesso profissional. Sem delongas, ressalto que não
> >> vou me preocupar em construir frases com português correto,
> >> simplesmente escreverei.
> >>
> >> Tenho certeza que as pessoas que conviveram comigo entenderão o motivo
> >> deste e-mail, pois cansei de ouvir coisas sem sentido e sentir na pele
> >> a falta de respeito com quem procura fazer a universidade ter
> >> visibilidade em pesquisa e funcionar efetivamente. Não existe,
> >> literalmente, universidade sem pesquisa. Não quero parecer arrogante,
> >> mas em determinados momentos devemos mostrar o que fizemos e fazemos
> >> na tentativa de que algumas pessoas entendam o que representa a
> >> pesquisa na construção de uma universidade. Neste sentido, busco fazer
> >> isto (espero que sirva de exemplo para termos mais transparência no
> >> que é feito na unipampa, em particular, com os recursos financeiros
> >> utilizados) com uma pequena lista de resultados obtidos e das
> >> principais atividades exercidas. Além disto, aproveito a oportunidade
> >> para fazer algumas considerações. Com relação a minha transferência
> >> para outra instituição, saliento que não tenho intenção de ir para uma
> >> universidade de renome. Acho que a melhor oportunidade é de uma
> >> universidade nova, mas bem dirigida e com pensamento de academia, ou
> >> seja, a pesquisa como meta fundamental, “norteadora” de grandes
> >> modificações econômicas regionais e no ensino de graduação e de
> >> pós-graduação, onde teremos os melhores alunos e as atividades de
> >> extensão se justificam de forma natural.
> >>
> >> Estou aqui desde agosto de 2006 e tenho pleno conhecimento do que
> >> falarei a seguir. Além disto, tenho respaldo das conquistas concretas
> >> que obtive neste meio tempo, ou seja, não são somente palavras e
> >> discursos futurísticos, mas ações com resultados comprovados. Neste
> >> meio tempo atuei com dedicação e motivação, sempre buscando resultados
> >> diferentes com inovações. Quem me julga não sou eu e sim os meus pares
> >> no maior órgão de fomento a pesquisa do país, o CNPq. Desta forma,
> >> tenho legitimidade para falar o que deve ser falado em termos de
> >> pesquisa e organização da mesma. Estamos em uma universidade, assim
> >> sendo, a opinião de todos deve ser respeitada e, além de tudo, devemos
> >> de forma coletiva apontar, discutir, ver e rever qual o melhor caminho
> >> a ser tomado na construção do bem comum. Dito isto, afirmo que modelo
> >> de universidade que nos foi apresentado não conduzirá aos resultados
> >> esperados pela comunidade.
> >>
> >> Minha intenção não é ofender ninguém, mas tentar fazer com que os
> >> colegas acordem e tentem fazer algo em prol da instituição de forma
> >> inteligente, coerente e correta. Saliento que para alguém querer
> >> assumir algum cargo em uma instituição, o pretendente tem que ter um
> >> mínimo de vocação e espírito de liderança (não necessariamente ter
> >> experiência), caso contrário não terá nunca nada de novo a oferecer a
> >> comunidade em geral e não saberá direcionar o grupo no rumo ideal.
> >> Será somente um gerente, sem inovações, muitas coisas não funcionarão
> >> com sucesso e não ocorrerá crescimento institucional. A instituição
> >> precisa de um fôlego novo, não se pode dar chance as mesmices, ao
> >> poder pelo poder. A unipampa precisa de um pensamento moderno, mas com
> >> o fundamento alicerçado na academia, onde desta forma será,
> >> inevitavelmente, uma universidade forte. De outra forma, a
> >> universidade não passará de um local de categoria média ou inferior,
> >> pois sem pesquisadores com bons currículos e inovações não será
> >> possível criar cursos de doutorado na instituição, o que será
> >> inevitável com a saída de colegas dos atuais mestrados em andamento.
> >> Isto é muito sério, mas minha opinião talvez não seja importante,
> >> provavelmente até seja desprezada por alguns, mesmo sendo uma
> >> referência do CNPq vinculada a unipampa. Minha intenção é somente
> >> alertar, pois eu não poderia calar neste momento importante de decisão
> >> de rumos.
> >>
> >> Enfim, resolvi (não que tenha que dar satisfações a alguém) enviar um
> >> breve relatório de quase tudo que fiz em meu tempo de unipampa, sempre
> >> motivado pela oportunidade de construção de uma instituição voltada ao
> >> desenvolvimento de uma região esquecida pela política nas últimas
> >> décadas. Observem que escrevi “construção”, pois só se “consolida”
> >> algo que tem uma base sólida, o que não é o caso da unipampa.
> >> Obviamente, existem coisas que avançaram, mas muitas delas por
> >> inércia, no sentido que bastavam ser direcionadas que andariam de
> >> qualquer maneira. Sua base foi mal construída e com muitas escolhas
> >> erradas (não sou eu que digo, basta olharem os resultados). Alguém
> >> pode pensar que os resultados obtidos são bons, mas não são de fato.
> >> Claro que o erro é inerente da posição de gestor (e certamente todos
> >> procuram fazer o melhor), mas não se pode errar tanto. O discurso que
> >> os erros são devidos ao fato de ser uma universidade nova não se
> >> justifica. Ando por este país em várias instituições federais
> >> (inclusive novas) e sei que não é somente por isto. Neste momento é
> >> que se percebe que não bastam boas intenções, mas sim, boas ações.
> >> Contra fatos não há argumentos.
> >>
> >> O que mostro a seguir é o que considerei mais importante e o que pude
> >> fazer desde 2006. Sou um pesquisador basicamente teórico, não
> >> necessito de grandes recursos para conseguir trabalhar, mas tenho
> >> colegas da área experimental, em particular da química (que dependem
> >> de laboratório), que foram abandonados na unipampa. Acho interessante
> >> o critério de grupos de pesquisa para ganhar recursos da instituição,
> >> mas idéias novas, às vezes, vem de alguém que não tem grupo de
> >> pesquisa. Aquela velha história: se Einstein viesse para a unipampa
> >> ele não receberia recursos, pois teria pouca publicação e
> >> provavelmente não teria um “grupo de pesquisa”. Em uma universidade
> >> onde 90% dos professores doutores são “jovens doutores” temos que ter
> >> algum critério para liberação de recursos mais abrangente (tipo: um
> >> edital para grupos de pesquisa, com maiores recursos e outro, com
> >> recursos menores, para “novas idéias” (algo do tipo), onde alguém que
> >> não conseguiu publicar de forma efetiva, por algum motivo (falta de
> >> laboratórios é um exemplo), possa ter alguma esperança (sem pensar em
> >> ir embora!). Logicamente que deverão ser cobrados através dos
> >> resultados esperados nos seus projetos.
> >>
> >> Sinceramente, não consigo entender como alguém (mas respeito a
> >> escolha) pensa em "consolidar" a unipampa com a estrutura e as idéias
> >> que mantêm a situação atual. O que fazer então? tem que mudar algumas
> >> coisas, mas em primeiro lugar a estrutura atual de gestão. Em segundo
> >> lugar, o modo de pensar (visão!), o que é mais difícil, pois percebi
> >> que muitos não enxergam (ou não querem ver) o que deve ser visto.
> >> Afinal, onde queremos chegar com a unipampa? creio que todos desejam
> >> que seja uma universidade de fato, mas falar em pesquisa com recursos
> >> provenientes de empresas, por exemplo, sem uma fundação, é impensável.
> >> Há cinco anos falo nesta fundação e fui ignorado completamente, sem
> >> nenhuma resposta justificável (o pior é que alguns ainda pensam que
> >> uma fundação serve só para algumas pessoas ganharem dinheiro – que a
> >> universidade seria como uma empresa – é impressionante este tipo de
> >> pensamento, sendo que os alunos são os maiores prejudicados). A
> >> interação universidade-empresa é algo que funciona bem em todas as
> >> partes do mundo onde existem instituições sérias e de sucesso. Quando
> >> diminuírem os recursos do governo federal de onde virão os recursos
> >> para pesquisa? Só para terem uma idéia, na UFES (Federal do Espírito
> >> Santo), 150 bolsas de IC e laboratórios de pesquisa foram cedidos com
> >> recursos da Petrobrás. A universidade precisa gerar recursos e não
> >> pode depender somente do governo federal. Se existe algum grupo que
> >> pensa em fazer da unipampa um local somente de ensino está
> >> completamente fora da realidade do contexto nacional e internacional.
> >> Uma universidade é muito mais que a palavra “ensino” (falo isto com
> >> propriedade, pois sou um licenciado em física e, por incrível que
> >> pareça, sou um educador – além de ter atuado em ensino médio e
> >> superior por muito tempo – não é privilégio de alguns “experts” serem
> >> educadores na unipampa; ou para ser considerado educador é necessário
> >> ter o título de mestrado e/ou doutorado em educação?). E um serviço de
> >> protocolo? Até hoje nem se fala nisto (em três anos e meio de criação
> >> efetiva da unipampa). Vivemos de memorandos. Poderíamos ter um serviço
> >> de protocolo do campus, algo fácil de fazer (até um aluno teria feito
> >> isto – é impressionante a falta de iniciativa e criatividade) e pelo
> >> menos referente aos assuntos internos do campus teríamos acesso às
> >> respostas de nossas solicitações. Não precisamos depender da Reitoria
> >> para pensar!
> >>
> >> Enfim, a frase inicial do e-mail se justifica. Devemos mudar o rumo na
> >> busca de novos resultados. Os resultados atuais são insatisfatórios,
> >> pelo menos no tocante aos pontos críticos em uma universidade. Tanto é
> >> verdade que a evasão de professores é bastante notória. O meu caso
> >> serve como exemplo e outros tantos tentarão sair em breve se for
> >> mantida a filosofia atual. Não se pode pensar em ter como ideologia em
> >> uma instituição formadora de opinião a frase “Os incomodados que se
> >> retirem”. A universidade não pode ser de alguns, mas de todos!
> >>
> >> LISTA DE RESULTADOS E ATIVIDADES:
> >> 1 - Artigos em revistas: 30
> >> 2 - Congressos nacionais e internacionais: 15
> >> 3 - Livros: 01 livro em inglês editado pela Editora CRC press (EUA).
> >> 4 - Principal prêmio: Prêmio tese da CAPES para uma aluna de doutorado da
> >> UFRGS.
> >> 5 - Representações: representante do Brasil na AIEA (Agência
> >> Internacional de Energia Atômica); coordenador operacional do DINTER
> >> (Doutorado Interinstitucional entre e UERJ/unipampa).
> >> 6 - Bolsa Produtividade em Pesquisa do CNPq: quando cheguei já era
> >> nível 2; passei do nível 2 para 1D e depois para 1C durante este
> >> período.
> >> 7 - Orientações de doutorado concluídas: 03 (UFRGS)
> >> 8 - Orientações doutorado em andamento: 02 (UFES)
> >> 9 - Orientação de mestrado em andamento: 02 (unipampa e UFES)
> >> 10 - Projetos coordenados com recursos CNPq: edital universal 2006,
> >> universal 2007, submissão de um universal em 2011.
> >> 11 - Coordenação de Cooperações Internacional (Bilateral CNPq e
> >> CAPES): 01 Brasil e França (CAPES-COFECUB, como participante), 01
> >> Brasil e Itália (CNPq-CNR) em 2006, 01 Brasil e Portugal (CNPq-GRICES)
> >> em 2007 e Brasil-Portugal (CNPq-FCT) em 2011.
> >> 12 - Bolsas IC: FAPERGS e CNPq (recebi todas as solicitadas).
> >> 13 - Softwares: 02
> >> 14 - Integração entre a urcamp e a unipampa através do DINTER com uma
> >> sala cedida para atividades de pesquisa na urcamp, interligando
> >> efetivamente as duas instituições.
> >> 15 - Escrevendo um livro em português sobre turbulência e modelagem
> >> (previsão de término em junho de 2012).
> >> 16 - Recursos fornecidos pela unipampa (laboratório): R$ 69.000,00
> >> (com muito custo!)
> >> 17 - Recursos fornecidos pelo CNPq (laboratório): R$ 150.000,00
> >> Comentário: fiz um pedido adicional de R$ 180.000,00 (recursos da
> >> pesquisa na unipampa) há quase dois anos para complementar o cluster
> >> (computação de alta performance) fazendo uma compra sem licitação.
> >> Porém, acharam que este equipamento era de uso comum (não era de
> >> pesquisa!) e que eu deveria comprar com licitação, ou seja, comprar
> >> pelo mesmo montante a metade do que compraria sem licitação. Isto é
> >> grave, pois fui prejudicado e a compra comprometida, pois facilmente
> >> seria provado que era equipamento de pesquisa. Quando não se conhece
> >> determinado assunto devemos procurar informações com quem entenda para
> >> não cometer erros grosseiros como este; prejuízos para todos. Parece
> >> que os recursos vão sair agora, mas a greve ainda permanece e não
> >> andou o processo. Sem maiores comentários com este ocorrido. Ele se
> >> julga por si só. E por falar em pesquisa, como está este item na
> >> unipampa? Quem ganhou recursos gerou resultado positivo para a
> >> unipampa? Onde estão os resultados? Quem avalia isto? Enfim, várias
> >> perguntas sobre pesquisa que não tem resposta até hoje. Eu pelo menos
> >> não sei de nada, mesmo sendo um representante legítimo da pesquisa
> >> científica no país. Talvez algumas pessoas saibam, mas falta muita
> >> transparência na utilização dos recursos.
> >> 18 - Utilização do laboratório para serviço de meteorologia (previsão
> >> do tempo local e regional) em benefício da população.
> >> Comentário: isto ainda está em fase de implantação por motivos
> >> técnicos e em função dos recursos básicos de informática da
> >> universidade (já poderia estar funcionando desde março). Solicitei um
> >> ar condicionado para preservar o cluster de aquecimento excessivo
> >> (danifica o equipamento). Adivinhem se já foi instalado? Claro que
> >> não. Um IP fixo (algo básico em informática)? Claro que não.
> >> Prioridades em pesquisa não existem. Ninguém sabe de nada e a culpa é
> >> sempre dos outros. Parece que alguns pensam que brincamos de
> >> “pesquisadores”. O trabalho é sério e temos compromisso com a
> >> sociedade a qual pagou nossos estudos e financiou nossos equipamentos,
> >> tanto de ensino quanto de pesquisa. Se alguns não zelam por isto, eu
> >> zelo. Tenho responsabilidades e prazos de execução de projetos e estou
> >> impedido de exercer minhas atividades de pesquisa na unipampa. Fica a
> >> pergunta: de quem é a responsabilidade? por favor, não ponham a culpa
> >> na greve. Isto vem de longa data. Memorandos, e-mails e conversas de
> >> corredor não foram suficientes para solucionar isto. Tentei de todas
> >> as formas normais, dentro da hierarquia institucional, resolver esta
> >> situação. Não obtive nenhuma resposta, nenhum retorno com
> >> justificativa ou uma explicação aceitável. Não é possível trabalhar
> >> desta maneira e sobreviver na instituição com este tratamento dado aos
> >> pesquisadores, ou seja, as pessoas que de alguma forma garantiriam a
> >> qualidade da pesquisa institucional estão dependendo da “boa” vontade
> >> de alguns. Eu só queria trabalhar!
> >>
> >> Tenho certeza que os colegas, em sua grande maioria, só querem boas
> >> condições de trabalho. A função principal de um bom dirigente (em
> >> todos os níveis) é dar estas condições de trabalho. É simples assim,
> >> mas aqui é tudo muito complicado.
> >>
> >> Finalmente, desejo sorte e sucesso a todos os amigos nesta empreitada
> >> que se inicia de independência de outras instituições com a condução
> >> dos rumos da unipampa através de seus verdadeiros “donos”: todos os
> >> concursados.
> >>
> >> Abraços
> >>
> >> Davidson Martins Moreira (campus Bagé)
> >>
> >> --
> >> Prof. Dr. Davidson Martins Moreira
> >> LMSC- Laboratório de Modelagem e Simulação Computacional
> >> Universidade Federal do Pampa - Campus Bagé
> >> +55 (53) 8124-7497
> >> davi...@pq.cnpq.br
> >>
>
http://lattes.cnpq.br/**2331953711858907<http://lattes.cnpq.br/2331953711858907>
> >>
> >>
> >
> >
> >
> > --
> > ______________________________
__
> > *Dr. Felipe P Carpes*
> > Professor Adjunto
> > Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana
> > Caixa postal 118 - CEP 97500-970, Uruguaiana, RS
> > Fone/office: +55 55 3413 4321 Ext 4812
> > Celular/mobile: +55 55 9661 2010
> > felipe...@unipampa.edu.br
> > felipe...@pq.cnpq.br
> >
> >
>
>
> --
> ________________________________
> *Dr. Felipe P Carpes*
> Professor Adjunto
> Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana
> Caixa postal 118 - CEP 97500-970, Uruguaiana, RS
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