Compartilho com os colegas uma resposta do pró-reitor Ceretta.
Prof Davidson
Gostariamos de fazer alguns esclarecimentos e emitir nossa
opinião sobre a tua mensagem. Considerando o ambiente democrático que estamos
inseridos, e algumas suspeitas que levantas que não podem ficar sem resposta,
ficamos bastante a vontade em comentar/esclarecer os seguintes pontos:
Tem uma frase que resume o sentimento de muitos que te
conhecem e receberam a mensagem “a construção de uma Universidade exige
PARTICIPAÇÃO”. Foste convidado várias vezes a participar, bem como deveria ter
dado tuas contribuições nos inúmeros espaços de construção que foram oferecidos
à comunidade acadêmica. O PDI é um bom exemplo, para citar
apenas um. É com base neste documento, construído coletivamente, em 2009, que a
política de pesquisa está sendo implementada.
Nossa política de pesquisa foi sempre estabelecida no
coletivo. Todos os recursos, bolsas, projetos institucionais foram discutidos e
deliberados por comissões. A propósito, o primeiro comitê da Unipampa foi o
Comitê de Pesquisa.
Quanto a falta de transparência que referes na utilização dos
recursos públicos, informo que:
1.
Todos os recursos utilizados estão publicados
no Diário Oficial da União;
2.
Todos os recursos empenhados foram aqueles definidos pelos comitês
que representavam todos os campi;
3.
Foram apresentados relatórios aos órgãos controladores externos
(TCU, CGU);
4.
Os processos estão a disposição na PROPESQ para consulta;
5.
Os equipamentos adquiridos estão discriminados por Campus e
disponíveis para consulta na página da propesq (http://porteiras.r.unipampa.edu.br/portais/propesq/laboratorios/);
Outro ponto que gostariamos de te colocar é que
discordamos que não estamos no caminho certo. Afirmamos que estamos em processo
de construção de uma grande Instituição. Uma prova disso é que neste pequeno
espaço de tempo, já temos 5 mestrados em funcionamento e
outras 5 propostas submetidas à capes. Não tenha dúvida que o esforço feito pela
PROPESQ e comissões de pesquisa contribuiu para este sucesso.
Hoje estamos divulgando os resultados finais dos dois editais
que lançamos para apoio a Pesquisa e Pós-Graduação, no valor de R$3.400.000,00.
Todo o processo de avaliação está sendo feito por docentes legitimamente eleitos
para as Comissões Superiores, representando as grandes áreas do conhecimento e
com representação de todos os campus.
Estamos financiando Grupos de Pesquisa de todas áreas,
Propostas de Mestrado e Programas de Mestrado. Entendemos que desta forma
nucleamos novos grupos, iniciamos a busca de consolidar outros, acreditamos nas
propostas de PG (financiando) e damos suporte aos programas de mestrado para
melhorar o conceito e pleitear doutorado. Os processos de
aquisição de grande parte dos equipamentos são feitos na própria PROPESQ. Hoje
temos implementado todo o processo de importação de equipamentos para pesquisa.
Adquirimos o que o pesquisador necessita, com os acessórios necessários, da
marca preferida e dos mais diversos países. Iniciamos a coleta na indústria
(Japão, por exemplo), fazemos o desembaraço internacional, transportamos até o
Brasil, desembaraçamos aqui e entregamos no Campus do pesquisador. Pode ter
certeza que esta tarefa não é trivial. E iniciamos tudo isto com 1 TAE em tempo
parcial em 2009, quando importamos quase R$ 4.000.000,00 (e mais R$3.000.000,00
em equipamentos nacionais). Isto sem contar nas bolsas de
Iniciação científica, que quando assumi a Pró-Reitoria tínhamos 8 bolsas da
FAPERGS, hoje temos 98 bolsas externas (CNPq/FAPERS) e 82 bolsas do programa
interno. Projetos contemplados na FINEP é outra conquista da Unipampa. Graças ao
esforço coletivo dos que se dispuseram a construir os projetos institucionais
submetidos à Finep, tivemos êxito e reconhecimento em todas as propostas
submetidas. E tenha certeza, isto não aconteceu por osmose ou inércia.
Certamente temos muito a conquistar e melhorar.
A Unipampa está repleta de docentes, TAEs e alunos
comprometidos que tornarão a Unipampa uma Universidade de destaque.
E quase finalizando, gostariamos de registrar que é
bastante preocupante a postura adotadas por alguns, afirmando que tudo está
errado e que deve reiniciar do zero, principalmente quando esta conclusão vem de
pessoas que não conhecem a Unipampa e tão pouco participaram/participam da
construção. A cultura de não dar continuidade ao que foi
feito de bom já faz parte do passado.
Então Professor, finalizando, pelo elenco de conquista que
citaste, concluimos que o período na Unipampa te fez muito bem. Desejamos boa
sorte e continuidade no teu sucesso como pesquisador na tua próxima empreitada.
Atenciosamente
Eduardo
Ceretta Moreira Luiz Fernando Wurdig Roesch
Pró-Reitor de
Pesquisa Coordenador de Iniciação
científica
> >
> > Prezado professor, e colega de
Unipampa, Davidson
> >
> > Bom dia. Recebi por terceiros suas
manifestações no e-mail abaixo. Entendo
> > que se a mensagem chegou
até a mim, era seu objetivo divulgá-la, logo, e
> > então imagino que
esteja aberto ao diálogo. Se não for o caso, peço
> > desculpas
antecipadamente.
> >
> > Não tenho a mesma experiência
acadêmica que você, pois estou no serviço
> > público desde agosto 2009
e ainda engatinho no perfil de pesquisador que
> > tanto almejamos.
Contudo, desde minha nomeação tenho tentado manter
> > atividades de
pesquisa e extensão (além das aulas obviamente). Logicamente
> >
tive dificuldades. Não sei como seria em outra instituição, de
maior
> > renome. Espero que eu não seja um caso excepcional, mas
depois de dois anos
> > na instituição, já consigo estar satisfeito com
muitas conquistas. Temos um
> > grupo de pesquisa que está conseguindo
atingir os objetivos inicialmente
> > objetivos, temos bolsistas com
fomento da instituição ou de agências
> > externas e também
internacionais. Recebi financiamento do CNPq e ourtras
> > agências
para fomento aos projetos propostos para desenvolvimento aqui na
> >
Unipampa.
> >
> > Na Unipampa pude participar de muitas
comissões, que no caso das atividades
> > de pesquisa, sempre
discutiram como distribuir os recursos, bolsas, como
> > inserir no PDI
e regimento ações para desenvolver a pesquisa. Embora os
> > processos
de compra sejam um pouco complexos e muitas vezes problemáticos
> >
(por motivos diversos), no campus que trabalho tivemos um número muito
>
maior
> > de compras com sucesso do que com problemas, o que colaborou
para termos 2
> > programas de mestrado aprovados pela CAPES e mais 2
propostas em elaboração
> > (uma submetida à CAPES esse ano). Temos
muitos grupos de pesquisa e arrisco
> > dizer que uma parcela muito
grande do montante de recursos externos obtidos
> > em editais
públicos.
> >
> > Justamente por eu também ter essa visão de
que a pesquisa é importante para
> > uma universidade sempre tentei me
engajar nas discussões que diziam
> respeito
> > às atividades de
pesquisa na instituição (embora isso não queira dizer que
> > eu tenha
dado contribuições significativas). O que ocorre é que após ler a
> >
sua mensagem, fiquei me questionando o porque de alguém com essa visão
para
> > a pesquisa não se inseriu nos diversos espaços para discussão
da
> > administração e dos passos futuros da universidade. Desde 2009
já vi muitas
> > eleições para atividades que realmente permitem
"participar" nas discussões
> > tangentes a todos os pontos que você
levantou (Consuni, comissões locais de
> > pesquisa, por exemplo),
penso que sua participação nesses espaços seria
> algo
> > muito
produtivo.
> >
> > Sabemos que a participação nessas comissões
exigem tempo, um tempo que
> > poderíamos estar produzindo nos nossos
grupos de pesquisa, mas entendo
> > também que esse tempo dedicado à
participação nas comissões hoje pode ser
> > entendido como um
investimento para o futuro, especialmente para quem
> > pretende o
construir na Unipampa.
> >
> > Entenda que não quero criar
nenhuma polêmica aqui e muito menos entrar em
> > questões eleitorais.
Por isso evitei citar qualquer palavra que remetesse a
> > algum
entendimento nesse sentido. Já tenho problemas suficientes para
> >
resolver no meu dia a dia. Apenas me senti à vontade para entender
melhor
> > seus questionamentos e reclamações, pois eu também acho que
a Universidade
> > depende das pesquisas feitas nela, e quanto mais
qualidade tivermos nas
> > pesquisas, melhor seremos. Mas,
especialmente numa universidade nova,
> muitas
> > coisas
precisam ser propostas, e para propor, precisamos de pessoas com
> >
experiência e visão participando das discussões. Como dizem, alguém
decide,
> > agora, decidir junto ou acatar, é uma opção de cada um de
nós.
> >
> > Até mais,
> >
> > Felipe
Carpes
> >
> >
> >
> >
> >
>
>
> >
> >
> > 2011/9/12 Marcello Cruz <
marcellosi...@yahoo.com.br>
> >
>
>> Caros colegas,
> >>
> >>
Saudações!
> >>
> >> Após completar cinco anos de
unipampa no dia vinte e seis de agosto e,
> >> considerando todas as
dificuldades enfrentadas para realizar as
> >> atividades de ensino
e manter a produção científica neste meio tempo,
> >> resolvi
escrever esta carta. A motivação está baseada na conhecida
> >>
frase “Não podemos obter resultados diferentes fazendo as mesmas
>
>> coisas”, sendo este, basicamente, o pensamento que sempre tenho
em
> >> mente na busca de sucesso profissional. Sem delongas,
ressalto que não
> >> vou me preocupar em construir frases com
português correto,
> >> simplesmente escreverei.
>
>>
> >> Tenho certeza que as pessoas que conviveram comigo
entenderão o motivo
> >> deste e-mail, pois cansei de ouvir coisas
sem sentido e sentir na pele
> >> a falta de respeito com quem
procura fazer a universidade ter
> >> visibilidade em pesquisa e
funcionar efetivamente. Não existe,
> >> literalmente, universidade
sem pesquisa. Não quero parecer arrogante,
> >> mas em determinados
momentos devemos mostrar o que fizemos e fazemos
> >> na tentativa
de que algumas pessoas entendam o que representa a
> >> pesquisa na
construção de uma universidade. Neste sentido, busco fazer
> >> isto
(espero que sirva de exemplo para termos mais transparência no
> >>
que é feito na unipampa, em particular, com os recursos financeiros
>
>> utilizados) com uma pequena lista de resultados obtidos e das
>
>> principais atividades exercidas. Além disto, aproveito a
oportunidade
> >> para fazer algumas considerações. Com relação a
minha transferência
> >> para outra instituição, saliento que não
tenho intenção de ir para uma
> >> universidade de renome. Acho que
a melhor oportunidade é de uma
> >> universidade nova, mas bem
dirigida e com pensamento de academia, ou
> >> seja, a pesquisa como
meta fundamental, “norteadora” de grandes
> >> modificações
econômicas regionais e no ensino de graduação e de
> >>
pós-graduação, onde teremos os melhores alunos e as atividades de
>
>> extensão se justificam de forma natural.
> >>
>
>> Estou aqui desde agosto de 2006 e tenho pleno conhecimento do
que
> >> falarei a seguir. Além disto, tenho respaldo das conquistas
concretas
> >> que obtive neste meio tempo, ou seja, não são somente
palavras e
> >> discursos futurísticos, mas ações com resultados
comprovados. Neste
> >> meio tempo atuei com dedicação e motivação,
sempre buscando resultados
> >> diferentes com inovações. Quem me
julga não sou eu e sim os meus pares
> >> no maior órgão de fomento
a pesquisa do país, o CNPq. Desta forma,
> >> tenho legitimidade
para falar o que deve ser falado em termos de
> >> pesquisa e
organização da mesma. Estamos em uma universidade, assim
> >> sendo,
a opinião de todos deve ser respeitada e, além de tudo, devemos
> >>
de forma coletiva apontar, discutir, ver e rever qual o melhor caminho
>
>> a ser tomado na construção do bem comum. Dito isto, afirmo que
modelo
> >> de universidade que nos foi apresentado não conduzirá
aos resultados
> >> esperados pela comunidade.
>
>>
> >> Minha intenção não é ofender ninguém, mas tentar fazer
com que os
> >> colegas acordem e tentem fazer algo em prol da
instituição de forma
> >> inteligente, coerente e correta. Saliento
que para alguém querer
> >> assumir algum cargo em uma instituição,
o pretendente tem que ter um
> >> mínimo de vocação e espírito de
liderança (não necessariamente ter
> >> experiência), caso contrário
não terá nunca nada de novo a oferecer a
> >> comunidade em geral e
não saberá direcionar o grupo no rumo ideal.
> >> Será somente um
gerente, sem inovações, muitas coisas não funcionarão
> >> com
sucesso e não ocorrerá crescimento institucional. A instituição
> >>
precisa de um fôlego novo, não se pode dar chance as mesmices, ao
>
>> poder pelo poder. A unipampa precisa de um pensamento moderno, mas
com
> >> o fundamento alicerçado na academia, onde desta forma
será,
> >> inevitavelmente, uma universidade forte. De outra forma,
a
> >> universidade não passará de um local de categoria média ou
inferior,
> >> pois sem pesquisadores com bons currículos e
inovações não será
> >> possível criar cursos de doutorado na
instituição, o que será
> >> inevitável com a saída de colegas dos
atuais mestrados em andamento.
> >> Isto é muito sério, mas minha
opinião talvez não seja importante,
> >> provavelmente até seja
desprezada por alguns, mesmo sendo uma
> >> referência do CNPq
vinculada a unipampa. Minha intenção é somente
> >> alertar, pois eu
não poderia calar neste momento importante de decisão
> >> de
rumos.
> >>
> >> Enfim, resolvi (não que tenha que dar
satisfações a alguém) enviar um
> >> breve relatório de quase tudo
que fiz em meu tempo de unipampa, sempre
> >> motivado pela
oportunidade de construção de uma instituição voltada ao
> >>
desenvolvimento de uma região esquecida pela política nas últimas
>
>> décadas. Observem que escrevi “construção”, pois só se
“consolida”
> >> algo que tem uma base sólida, o que não é o caso da
unipampa.
> >> Obviamente, existem coisas que avançaram, mas muitas
delas por
> >> inércia, no sentido que bastavam ser direcionadas que
andariam de
> >> qualquer maneira. Sua base foi mal construída e com
muitas escolhas
> >> erradas (não sou eu que digo, basta olharem os
resultados). Alguém
> >> pode pensar que os resultados obtidos são
bons, mas não são de fato.
> >> Claro que o erro é inerente da
posição de gestor (e certamente todos
> >> procuram fazer o melhor),
mas não se pode errar tanto. O discurso que
> >> os erros são
devidos ao fato de ser uma universidade nova não se
> >> justifica.
Ando por este país em várias instituições federais
> >> (inclusive
novas) e sei que não é somente por isto. Neste momento é
> >> que se
percebe que não bastam boas intenções, mas sim, boas ações.
> >>
Contra fatos não há argumentos.
> >>
> >> O que mostro a
seguir é o que considerei mais importante e o que pude
> >> fazer
desde 2006. Sou um pesquisador basicamente teórico, não
> >>
necessito de grandes recursos para conseguir trabalhar, mas tenho
>
>> colegas da área experimental, em particular da química (que
dependem
> >> de laboratório), que foram abandonados na unipampa.
Acho interessante
> >> o critério de grupos de pesquisa para ganhar
recursos da instituição,
> >> mas idéias novas, às vezes, vem de
alguém que não tem grupo de
> >> pesquisa. Aquela velha história: se
Einstein viesse para a unipampa
> >> ele não receberia recursos,
pois teria pouca publicação e
> >> provavelmente não teria um “grupo
de pesquisa”. Em uma universidade
> >> onde 90% dos professores
doutores são “jovens doutores” temos que ter
> >> algum critério
para liberação de recursos mais abrangente (tipo: um
> >> edital
para grupos de pesquisa, com maiores recursos e outro, com
> >>
recursos menores, para “novas idéias” (algo do tipo), onde alguém que
>
>> não conseguiu publicar de forma efetiva, por algum motivo (falta
de
> >> laboratórios é um exemplo), possa ter alguma esperança (sem
pensar em
> >> ir embora!). Logicamente que deverão ser cobrados
através dos
> >> resultados esperados nos seus projetos.
>
>>
> >> Sinceramente, não consigo entender como alguém (mas
respeito a
> >> escolha) pensa em "consolidar" a unipampa com a
estrutura e as idéias
> >> que mantêm a situação atual. O que fazer
então? tem que mudar algumas
> >> coisas, mas em primeiro lugar a
estrutura atual de gestão. Em segundo
> >> lugar, o modo de pensar
(visão!), o que é mais difícil, pois percebi
> >> que muitos não
enxergam (ou não querem ver) o que deve ser visto.
> >> Afinal, onde
queremos chegar com a unipampa? creio que todos desejam
> >> que
seja uma universidade de fato, mas falar em pesquisa com recursos
>
>> provenientes de empresas, por exemplo, sem uma fundação, é
impensável.
> >> Há cinco anos falo nesta fundação e fui ignorado
completamente, sem
> >> nenhuma resposta justificável (o pior é que
alguns ainda pensam que
> >> uma fundação serve só para algumas
pessoas ganharem dinheiro – que a
> >> universidade seria como uma
empresa – é impressionante este tipo de
> >> pensamento, sendo que
os alunos são os maiores prejudicados). A
> >> interação
universidade-empresa é algo que funciona bem em todas as
> >> partes
do mundo onde existem instituições sérias e de sucesso. Quando
> >>
diminuírem os recursos do governo federal de onde virão os recursos
>
>> para pesquisa? Só para terem uma idéia, na UFES (Federal do
Espírito
> >> Santo), 150 bolsas de IC e laboratórios de pesquisa
foram cedidos com
> >> recursos da Petrobrás. A universidade precisa
gerar recursos e não
> >> pode depender somente do governo federal.
Se existe algum grupo que
> >> pensa em fazer da unipampa um local
somente de ensino está
> >> completamente fora da realidade do
contexto nacional e internacional.
> >> Uma universidade é muito
mais que a palavra “ensino” (falo isto com
> >> propriedade, pois
sou um licenciado em física e, por incrível que
> >> pareça, sou um
educador – além de ter atuado em ensino médio e
> >> superior por
muito tempo – não é privilégio de alguns “experts” serem
> >>
educadores na unipampa; ou para ser considerado educador é necessário
>
>> ter o título de mestrado e/ou doutorado em educação?). E um serviço
de
> >> protocolo? Até hoje nem se fala nisto (em três anos e meio
de criação
> >> efetiva da unipampa). Vivemos de memorandos.
Poderíamos ter um serviço
> >> de protocolo do campus, algo fácil de
fazer (até um aluno teria feito
> >> isto – é impressionante a falta
de iniciativa e criatividade) e pelo
> >> menos referente aos
assuntos internos do campus teríamos acesso às
> >> respostas de
nossas solicitações. Não precisamos depender da Reitoria
> >> para
pensar!
> >>
> >> Enfim, a frase inicial do e-mail se
justifica. Devemos mudar o rumo na
> >> busca de novos resultados.
Os resultados atuais são insatisfatórios,
> >> pelo menos no tocante
aos pontos críticos em uma universidade. Tanto é
> >> verdade que a
evasão de professores é bastante notória. O meu caso
> >> serve como
exemplo e outros tantos tentarão sair em breve se for
> >> mantida a
filosofia atual. Não se pode pensar em ter como ideologia em
> >>
uma instituição formadora de opinião a frase “Os incomodados que se
>
>> retirem”. A universidade não pode ser de alguns, mas de todos!
>
>>
> >> LISTA DE RESULTADOS E ATIVIDADES:
> >> 1 -
Artigos em revistas: 30
> >> 2 - Congressos nacionais e
internacionais: 15
> >> 3 - Livros: 01 livro em inglês editado pela
Editora CRC press (EUA).
> >> 4 - Principal prêmio: Prêmio tese da
CAPES para uma aluna de doutorado da
> >> UFRGS.
> >> 5
- Representações: representante do Brasil na AIEA (Agência
> >>
Internacional de Energia Atômica); coordenador operacional do DINTER
>
>> (Doutorado Interinstitucional entre e UERJ/unipampa).
> >>
6 - Bolsa Produtividade em Pesquisa do CNPq: quando cheguei já era
>
>> nível 2; passei do nível 2 para 1D e depois para 1C durante
este
> >> período.
> >> 7 - Orientações de doutorado
concluídas: 03 (UFRGS)
> >> 8 - Orientações doutorado em andamento:
02 (UFES)
> >> 9 - Orientação de mestrado em andamento: 02 (unipampa
e UFES)
> >> 10 - Projetos coordenados com recursos CNPq: edital
universal 2006,
> >> universal 2007, submissão de um universal em
2011.
> >> 11 - Coordenação de Cooperações Internacional (Bilateral
CNPq e
> >> CAPES): 01 Brasil e França (CAPES-COFECUB, como
participante), 01
> >> Brasil e Itália (CNPq-CNR) em 2006, 01 Brasil
e Portugal (CNPq-GRICES)
> >> em 2007 e Brasil-Portugal (CNPq-FCT)
em 2011.
> >> 12 - Bolsas IC: FAPERGS e CNPq (recebi todas as
solicitadas).
> >> 13 - Softwares: 02
> >> 14 -
Integração entre a urcamp e a unipampa através do DINTER com uma
>
>> sala cedida para atividades de pesquisa na urcamp, interligando
>
>> efetivamente as duas instituições.
> >> 15 - Escrevendo um
livro em português sobre turbulência e modelagem
> >> (previsão de
término em junho de 2012).
> >> 16 - Recursos fornecidos pela
unipampa (laboratório): R$ 69.000,00
> >> (com muito custo!)
>
>> 17 - Recursos fornecidos pelo CNPq (laboratório): R$ 150.000,00
>
>> Comentário: fiz um pedido adicional de R$ 180.000,00 (recursos
da
> >> pesquisa na unipampa) há quase dois anos para complementar o
cluster
> >> (computação de alta performance) fazendo uma compra sem
licitação.
> >> Porém, acharam que este equipamento era de uso comum
(não era de
> >> pesquisa!) e que eu deveria comprar com licitação,
ou seja, comprar
> >> pelo mesmo montante a metade do que compraria
sem licitação. Isto é
> >> grave, pois fui prejudicado e a compra
comprometida, pois facilmente
> >> seria provado que era equipamento
de pesquisa. Quando não se conhece
> >> determinado assunto devemos
procurar informações com quem entenda para
> >> não cometer erros
grosseiros como este; prejuízos para todos. Parece
> >> que os
recursos vão sair agora, mas a greve ainda permanece e não
> >>
andou o processo. Sem maiores comentários com este ocorrido. Ele se
>
>> julga por si só. E por falar em pesquisa, como está este item
na
> >> unipampa? Quem ganhou recursos gerou resultado positivo para
a
> >> unipampa? Onde estão os resultados? Quem avalia isto? Enfim,
várias
> >> perguntas sobre pesquisa que não tem resposta até hoje.
Eu pelo menos
> >> não sei de nada, mesmo sendo um representante
legítimo da pesquisa
> >> científica no país. Talvez algumas pessoas
saibam, mas falta muita
> >> transparência na utilização dos
recursos.
> >> 18 - Utilização do laboratório para serviço de
meteorologia (previsão
> >> do tempo local e regional) em benefício
da população.
> >> Comentário: isto ainda está em fase de
implantação por motivos
> >> técnicos e em função dos recursos
básicos de informática da
> >> universidade (já poderia estar
funcionando desde março). Solicitei um
> >> ar condicionado para
preservar o cluster de aquecimento excessivo
> >> (danifica o
equipamento). Adivinhem se já foi instalado? Claro que
> >> não. Um
IP fixo (algo básico em informática)? Claro que não.
> >>
Prioridades em pesquisa não existem. Ninguém sabe de nada e a culpa é
>
>> sempre dos outros. Parece que alguns pensam que brincamos de
>
>> “pesquisadores”. O trabalho é sério e temos compromisso com a
>
>> sociedade a qual pagou nossos estudos e financiou nossos
equipamentos,
> >> tanto de ensino quanto de pesquisa. Se alguns não
zelam por isto, eu
> >> zelo. Tenho responsabilidades e prazos de
execução de projetos e estou
> >> impedido de exercer minhas
atividades de pesquisa na unipampa. Fica a
> >> pergunta: de quem é
a responsabilidade? por favor, não ponham a culpa
> >> na greve.
Isto vem de longa data. Memorandos, e-mails e conversas de
> >>
corredor não foram suficientes para solucionar isto. Tentei de todas
>
>> as formas normais, dentro da hierarquia institucional, resolver
esta
> >> situação. Não obtive nenhuma resposta, nenhum retorno
com
> >> justificativa ou uma explicação aceitável. Não é possível
trabalhar
> >> desta maneira e sobreviver na instituição com este
tratamento dado aos
> >> pesquisadores, ou seja, as pessoas que de
alguma forma garantiriam a
> >> qualidade da pesquisa institucional
estão dependendo da “boa” vontade
> >> de alguns. Eu só queria
trabalhar!
> >>
> >> Tenho certeza que os colegas, em
sua grande maioria, só querem boas
> >> condições de trabalho. A
função principal de um bom dirigente (em
> >> todos os níveis) é dar
estas condições de trabalho. É simples assim,
> >> mas aqui é tudo
muito complicado.
> >>
> >> Finalmente, desejo sorte e
sucesso a todos os amigos nesta empreitada
> >> que se inicia de
independência de outras instituições com a condução
> >> dos rumos
da unipampa através de seus verdadeiros “donos”: todos os
> >>
concursados.
> >>
> >> Abraços
> >>
>
>> Davidson Martins Moreira (campus Bagé)
> >>
>
>> --
> >> Prof. Dr. Davidson Martins Moreira
> >>
LMSC- Laboratório de Modelagem e Simulação Computacional
> >>
Universidade Federal do Pampa - Campus Bagé
> >>
+55
(53) 8124-7497> >>
davi...@pq.cnpq.br> >>
>
http://lattes.cnpq.br/**2331953711858907<
http://lattes.cnpq.br/2331953711858907>
>
>>
> >>
> >
> >
> >
> >
--
> > ______________________________