Aline Franco Sampaio Brito1,2
1 Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Vegetal, Herbário HUNEB (Coleção Paulo Afonso), Paulo Afonso, Bahia, Brasil.
2Núcleo de pesquisa em Comunidades e Povos Tradicionais e Ações Socioambientais - NECTAS

A cidade de Paulo Afonso, localizada no estado da Bahia está contemplada pela exuberante beleza cênica expressa pelo período de floração das espécies vegetais conhecida popularmente como Caraibeiras. As ruas, avenidas e praças de Paulo Afonso adquiriram coloração amarela.
A família Bignoniaceae está entre as dez com maior
diversidade de plantas lenhosas das florestas úmidas de região Neotropical. Contudo, tem grande expressividade em diversas florestas secas. O gênero Tabebuia possui cerca de 100 espécies (Crönquist, 1981).
Tabebuia aurea (Silva Manso) Benth. & Hook. f. ex. S. Moore, popularmente conhecida com Craibeiras, Caraibeiras ou Ipê-amarelo-do-cerrado, apresenta ampla distribuição geográfica. Ocorre no Bioma Caatinga, Cerrado, Região Amazônica, Nordeste, São Paulo, Mato-Grosso-do-Sul e Pantanal Mato-grossense.
Fig.
1.
Tabebuia aurea, Paulo Afonso-BA (Aline
Sampaio, 2011)
Segundo Lorenzi (2008), floresce nos meses de agosto- setembro. E a frutificação inicia-se no final do mês de setembro, prolongando-se te meados do mês de outubro.
Porém, sob olhar para o Bioma Caatinga, observa-se que o período floração teve inicio no final do mês de outubro e deverá se prolongar até final de novembro. Nesse período as árvores perdem toda folhagem. A frutificação iniciará no final do mês de novembro, prolongando-se até meados de dezembro.
Foi observados os seguintes visitantes florais em Tabebuia áurea: abelhas, beija-flores e formigas.
Essa espécie apresenta grandes potencialidades, é uma árvore ornamental, sendo utilizada na arborização e paisagismo, como também sua madeira tem valor comercial e tem baixa resistência ao apodrecimento. A madeira é utilizada na fabricação de
móveis e na construção civil.
Fig. 2. Tabebuia aurea, Paulo Afonso-BA (Aline Sampaio,2011)
REFERÊNCIAS:
CRÖNQUIST, A. 1981. An integrated system of classification of flowering plants. Columbia University Press, New York, USA.
LORENZI, H. 2009. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil.
v. 1. São Paulo. Nova Odessa e Instituto Plantarum.
MEDIEROS, A. C. B. 2006. Desenvolvimento, caracterização e estimativas de erros de genotipagem de locos microssatélites de Tabebuia áurea (Bignoniaceae). Dissertação Mestrado – Universidade Católica de Brasília.
SOUZA, V. C. e LORENZI, H. 2008. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de Fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado em APG II. São Paulo: Nova Odessa e Instituto Plantarum.
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Postado por Blogger no O Pirá em 11/14/2011 02:51:00 AM