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Newsletter ABPE mês de julho
Carta aberta a aos associados e simpatizantes da ABPE!
Esse mês, estamos novamente apelando para a contribuição de todos para levarmos adiante o projeto da ABPE. Estamos num momento de crise econômica no Brasil, e a maior parte da população está sentindo na carne. As instituições sem fins lucrativos sofrem particularmente com isso, porque neste mundo capitalista, é a migalha do capital que vai para o terceiro setor. Torna-se quase um luxo apoiar um ideal, contribuir para uma boa causa, quando se tem que dar o sangue para sobreviver.
Nós, da Associação Brasileira de Pedagogia Espírita, estamos nessa hora de encruzilhada. Muitas empresas, muitas instituições, muitos trabalhos se fecham, desaparecem, vão à falência com uma crise desse tamanho. Outras se adaptam, se reinventam, esperam abaixar a poeira, insistem até o sacrifício, têm um pouco de sorte, possuem uma boa rede de amigos… e resistem, para se levantarem mais adiante, quando a tempestade passar. Esperamos estar nesse segundo caso.
Para isso, precisamos da contribuição dos que acreditam em nosso projeto, dos que acompanham nossos blogs (da ABPE e da Universidade Livre Pampédia), dos que já foram ou são nossos alunos (e são mais de 500), dos que já estiveram em nossos congressos (e são mais de 3 mil), dos que já leram nossos livros, da Editora Comenius (e são milhares, ao longo de 18 anos de trabalho).
Entretanto, é preciso dizer que nossa estrutura foi enxugada ao máximo e por isso temos dificuldade de nos comunicarmos individualmente com nossos associados e com as pessoas que nos procuram pedindo orientação para trabalhos acadêmicos que estão apenas iniciando, ainda sem uma temática definida, ou pedidos de bibliografia etc. Para isso, temos o site da ABPE, com dezenas de artigos disponíveis, gratuitos, com os mais diversos temas envolvendo espiritismo, sociedade, mediunidade, filosofia, tanatologia e… claro, Pedagogia Espírita. Também temos um acervo de vídeos, livros e Anais de nossos congressos à venda no site da Editora Comenius, além de muitos livros publicados. Com poucos recursos e poucos colaboradores, privilegiamos a produção de alcance mais amplo.
Para a divulgação coletiva de ideias, também temos o blog da ABPE e o programa Educação para Todos na Rádio Boa nova.
Mas, principalmente, a ABPE está mantendo (e esperamos que continuará por muitos anos) a Universidade Livre Pampédia, para a qual estamos montando uma plataforma de cursos à distância. Na matrícula desses cursos, também pode-se ajudar a manutenção do projeto.
Sem vaidade, sem arrogância, podemos dizer que o nosso trabalho é único no movimento espírita. Estamos lutando para que o Espiritismo dê uma contribuição cultural, pedagógica e filosófica consistente no Brasil e, para isso, buscamos excelência acadêmica (sem elitismo), ensaiamos excelência estética (porque a beleza educa) e mantemos compromisso com a transformação da sociedade.
Ajude-nos a manter as portas abertas!
Dora Incontri
Coordenadora Geral da ABPE
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Educar Hoje: Relação professor-aluno - de 08 a 26 de agosto, pelo facebook
A relação professor-aluno para se transformar numa relação educador-educando precisa do quê? É possível ir além do profissional, para estabelecer uma relação existencial, que deixa marcas para a vida, que contagia com valores? Como fazer isso no sistema vigente? Como transformar esse sistema para que haja espaço para maior afetividade na educação?
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5 LIVROS de agosto: O Espírito do Ateísmo (Andre Comte-Sponville) - de 08 a 26 de agosto pelo facebook
Comte-Sponville, filósofo francês, questiona nesse livro se pode-se viver sem religião, se Deus existe, se os ateus estão condenados a viver sem espiritualidade. Um ateu com uma visão lúcida sobre a contribuição cristã para a sociedade ocidental. As inscrições ainda não abriram, mas programe-se para degustar essa grande obra!
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Clássicos da Educação - de 08 a 26 de agosto pelo facebook
Comenius, Rousseau e Pestalozzi viveram em diferentes épocas, mas foram pioneiros de muitas ideais pelas quais até hoje trabalhamos, quando pensamos numa Educação inovadora. Escola lúdica, com liberdade, afeto, aprendizagem autônoma, educação integral – tudo isso foi anunciado por esses grandes educadores. Com algo a mais. Eles também incluíam a espiritualidade como uma dimensão do ser humano. Conhecermos o que pensaram, o que fizeram e a atualidade de suas ideias dá mais consistência aos ideais de quem quer mudar a Educação hoje!
Inscreva-se aqui!
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Apoie a ABPE
A Associação Brasileira de Pedagogia Espírita tem uma sede alugada, tem funcionários registrados e outros colaboradores pagos e voluntários. Mantém site, cursos, blog, promove eventos e congressos e faz publicações em parceria com a Editora Comenius. A ABPE é também a mantenedora da Universidade Livre Pampédia, um projeto alternativo de educação superior, que inclui a dimensão da espiritualidade no conhecimento, de forma plural.
Tanto a ABPE quando a Editora Comenius, como a Universidade Livre Pampédia não têm fins lucrativos.Além de participar de nossos cursos, contamos com a ajuda de nossa rede para angariarmos mais associados, e aceitamos doações que ajudem a sustentar o projeto.
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Por força da lei pessoas jurídicas não podem se associar a ABPE. Como contrapartida o logo da empresa aparecerá em nosso site como apoiadora do projeto.
Para doar de forma pontual ou esporádica entre em contato conosco:
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Obrigada por ajudar a construir a Associação Brasileira de Pedagogia Espírita e seus projetos !
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A herança grega e nossos projetos de vida - caminhos propostos na ABPE e na ULP
No mês de julho, a turma 11 de pós-graduação em Pedagogia Espírita fez o estudo à distância, através da plataforma do Facebook, do assunto Educação na Grécia, dentro do eixo de História da Educação. Abordando os períodos arcaico, homérico, clássico e helenístico, vê-se quanto os principais tópicos e posições filosóficas e políticas da sociedade ocidental já estavam em embriões, entre os gregos!
No mesmo mês, a reunião mediúnica para jovens e iniciantes estudou O Livro dos Médiuns, de Kardec, destacando tópicos como a expansão do perispírito no ato mediúnico, o desdobramento do espírito no sono e nas chamadas "projeções astrais", o porquê de Kardec não ter usado como fonte mediúnica mais confiável as projeções (que o educador chamava de sonambulismo), e sim a psicofonia, além de conversarmos com a psicóloga Claudia Gelenter sobre doenças psíquicas e mediunidade. Alguns espíritos foram auxiliados na reunião, através dos diálogos mediúnicos, em um clima bastante acolhedor.
No Grupo de Estudos e Práticas da Pedagogia Espírita (GEPPE), discutimos como envolver as pessoas para que se abram a uma ideia, além de modelos de captação de recursos e de construção de imagem de projetos do terceiro setor. O clareamento do propósito de nossos projetos e instituições foi o um dos eixos de trabalho, assim, cada participante procurou elaborar uma missão e uma visão para seus projetos individuais. No próximo encontro vamos pensar em um projeto coletivo de colaboração para a ABPE.
Na Terapia Pedagógica, um projeto inter-religioso desenvolvido pela Universidade Livre Pampédia, foi abordada a importância dos valores na construção do sentido existencial e para a resiliência. A partir da discussão das biografias de Francisco de Assis e Buda, estudadas através de filmes, procuramos refletir sobre quais os valores essenciais em nossas vidas. Criamos mandalas representativas de nossos valores e fizemos um exercício de meditação desenvolvido na linha da Yoga.
Nesse ponto do caminho, já fizemos um exercício, bastante emotivo, de responder às seguintes perguntas:
Qual o sentido de minha existência?
Qual meu projeto de vida?
Vivo de acordo com esse projeto?
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Terapia Pedagógica: Um projeto da Universidade Livre Pampédia
Quantas vezes sentimos dificuldade de encaminhar nossa vida e nossos relacionamentos para rumos que nos preenchessem mais a vida? Quantas vezes tivemos a sensação de que não fazíamos as coisas direito, não sabíamos para onde ir, não tínhamos capacidade de fazer melhor? Percebendo a dificuldade que tantos de nós temos para perseguir e realizar nosso sentido existencial, e também para sermos mais pedagógicos em nossos relacionamentos, nasce da coordenadora da ABPE Dora Incontri, da psicoterapeuta Claudia Mota e da psicóloga Claudia Gelenter a Terapia Pedagógica, para todos nós que não tivemos, na infância e na juventude, uma Pedagogia Terapêutica que nos ajudasse a obter resiliência e outras potencialidades psícológicas. A Terapia Pedagógica é um projeto inter-religioso, alinhado com as matrizes da Pedagogia Espírita. O objetivo é que essa terapia seja aplicada em grupos e possa ser replicada por multiplicadores, de forma gratuita, democratizando os cuidados psicólogicos. Saiba mais sobre esse projeto em implementação piloto!
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Blog da ABPE e Blog da ULP – De onde viemos e para onde vamos
Um dos membros fundadores da ABPE comentou recentemente que, quando lecionava em uma grande Universidade privada no interior de São Paulo, tinha um modelo de coordenação das turmas mais solto, em que permitia mais conversas e procurava integrar a “turma do fundão” nos debates. Entre seus 800 alunos, na época, três jovens, daqueles que eram os mais dedicados estudantes, fizeram uma carta reclamando de sua postura na classe, o que causou a demissão do professor. Não foram consultados os demais 797 alunos, e o docente considera que aqueles três estudantes justamente estavam acostumados a ser exaltados como os únicos que realmente valiam a pena, e ficaram, ainda que inconscientemente, insatisfeitos com a atitude tão nobre do professor de buscar envolver em pé de igualdade aqueles com mais dificuldades e menos disciplinados.
Engana-se quem disser que o problema dos três alunos é simplesmente “falta de educação”. Aliás, num certo sentido, eles foram muito bem educados: para seguir os significados de vida de competição e individualismo produzidos pela sociedade. No blog da ABPE, o texto de Raphael Faé relembra-nos, através da narrativa do romance Minha Vida, do escritor Anton Tchekhov, que antes que uma pessoa elabore e decida sobre seu sentido de vida, a sociedade transmite mensagens o tempo todo, educando-a para um sentido social de vida, um que ela não escolheu. Essa educação social começa desde o nascimento, com elementos muito mais afetivos que racionais: um bebê deixado chorar, um pai morto vítima da violência na favela, uma criança desejosa de viver a vida dos super-heróis.
Kardec já dizia que as instituições sociais da Terra –leia-se escola, família, mercado de trabalho, governos, vestibular, mídia, etc -, ao invés de combater, fazem aflorar o egoísmo das pessoas, pois, quando se tem a impressão de que estão todos contra todos, é muito forte a tentação de sair lutando por sua própria sobrevivência física, afetiva e psíquica, a custos que geralmente não enxergamos. Nossos jovens estão sedentos por auto-estima e pertencimento, e, quando a sociedade os comprime em camisas de força de sucesso, felicidade, masculinidade, eles, por exemplo, bebem para interagir com os amigos e as ficantes. Como elementos tão vitais para a sobrevivência psíquica, como a amizade e o amor, manifestos no churras com a galera podem ser rechaçados frente a uma crítica unicamente racional do consumo pouco ético de carne? É para isso que Alexandre Mota chama a atenção no texto Nosso problema de percepção de mundo ou falta dela!.
São necessários dois movimentos para superar nossa tendência fortíssima de moldar-nos aos sistemas de práticas, valores e significados já dados pela nossa sociedade: Um deles, coletivo, é a construção de novos modelos de vida, trabalho, etc. Mini sistemas que tentam romper com o sistema, sem tornar a vida impraticável. O outro caminho, em dialética com o primeiro, é a tomada de consciência individual de que o que se construiu enquanto sociedade, até então, está ainda muito longe dos valores universais que almejamos, e a abertura de olhos e perspectivas de que todo um mundo novo é possível e desejável. Na obra mediúnica Meditações, é isso que diz Pestalozzi: Não vamos restringir nossos ideais ao bom-senso comum.
A força da pressão social é tão grande que, para termos autoestima, temos uma tendência à normose, afirma Claudia Gelenter, ou seja, não reconhecemos os comportamentos “normais” da nossa sociedade como destrutivos. Seu artigo Doenças psíquicas e a (falta de) educação para o viver (e o morrer) nos mostra de onde viemos, onde fomos educados: em uma sociedade doente. Aceitamos a rotina dos antidepressivos, trabalhos sem sentido, desperdício e futilidade. E as doenças psíquicas e físicas aumentam cada dia mais no mundo todo, apesar dos avanços tecnológicos!
A postura individual de quem busca a transformação deve ser a do olhar de eternidade. Sem punições, valorizando a liberdade, entendendo que os processos evolutivos individuais e coletivos não são absolutos nem devem ser impostos, pelo contrário, temos de plantar sementes e aceitar a relatividade da colheita. É por isso que precisamos reinterpretar como educamos moralmente nossos filhos e os espíritos na reunião mediúnica, escreve Litza Amorim. Precisamos entender que a ânsia de impor limites nas crianças é um sintoma de que nossa vida é pouco educativa para elas, destaca Jamile Tupinambá.
A evolução dos espíritos e da humanidade não é uma linha reta: são processos de ação, reação e aprendizagem. Nas palavras de Herculano Pires, a lei de evolução é um princípio, um impulso, de se afirmar no movimento da história que é mais dialético que linear. Há que se estudar, criticar e meditar sobre essa perspectiva de valores históricos versus valores universais, para resgatar legados perdidos, como as práticas moderadas de Kardec com os médiuns, relembra Dora Incontri. Há que se valorizar nossa conquista tão árdua e ainda tão precária da escola pública, gratuita e universal, deixando a liberdade e pluralidade, leis da vida, se manifestarem, e não transformando alunos em delatores de professores, à moda nazista, explica o artigo tão bem argumentado sobre o projeto de lei Escola Sem Partido.
Para elevar moralmente o nível dos espíritos da Terra, é preciso termos profunda consciência que os problemas não são só locais ou só individuais, são sistêmicos, com soluções complexas. E compreender, como destacou Maurício Zanolini, que diversas perspectivas e projetos de mudança já despontam, precisando de apoiadores! É do que trata outro texto do blog da ULP em julho, De onde viemos e para onde vamos. A educação libertária e com espiritualidade, proposta que praticamente só a ABPE defende, no Brasil, é um desses projetos. Que nossos apoiadores nos ajudem a construir o futuro para onde vamos.
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Programa Educação para todos na rádio Boa Nova
Confira no site da rede Boa Nova de rádio nossos últimos programas! Eles estão disponíveis online e, na rádio, às segunda-feiras,16h30.
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Espaço do Associado
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