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Repasso aos colegas como mensagem de Feliz Natal e Esperança para o Ano
Novo. São palavras de alguém que admiro por sua consciência e dedicação
por um futuro sustentável para nossos filhos e netos. Palavras que
precisam, na minha opinião, serem repassadas para transformarem-se em
consciência e da consciência para a ação e mudança dentro de cada um de
nós.
Abraço fraterno da Jenny
"Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano.
Só porque
existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja
sujo
por completo. " - Gandhi
Papai Noel existe - em nossos sonhos... ou a ressaca pós-COP 15 !!
A COP 15 acabou com nossos sonhos de um Planeta descarbonizado e uma
sociedade mais justa? Claro que não! Porque não acreditamos mais em
‘papais
noéis’ e sabemos que o mundo melhor que a gente deseja depende de
mudanças
em várias direções e não apenas de cima para baixo! É sempre bom
lembrar que
este mundo melhor não precisa começar, necessariamente, no outro, mas em
nós, claro, de acordo com a capacidade e a responsabilidade
diferenciada de
cada um.
Para quem já viu este filme antes, na ECO 92 e no Protocolo de Kioto,
sabe
muito bem que não deve esperar muito dos representantes dos países do
mundo
quando se trata de tomar decisões de interesse comum a toda a
humanidade,
pois não estão ali para representarem a si próprios, mais aos seus
países,
onde os interesses conservadores para que tudo permaneça como está são
fortes e ocultos, irrigados por fartos dólares de setores da economia
viciados em carbono. Não é por acaso que estes setores são também os
maiores
financiadores de campanhas eleitorais, não por que estejam preocupados
com a
Democracia e o interesse comum, mas com seus próprios interesses! Fazem
uma
escolha por corromper corações e mentes para prosseguirem usufruindo e
poluído um meio ambiente que é de todos, doa a quem doer, na esperança
de
que serão capazes de se salvar no caso de um colapso planetário! Os
líderes
dos impérios Maia, Incas, Astecas, e do povo da Ilha de Páscoa tiveram
atitude semelhante e agarraram-se às suas riquezas e poder, e tiveram o
privilégio de serem extintos por último! Quando não aprendermos com as
lições que a vida nos oferece, prosseguimos repetindo erros.
Saber das fragilidades da Democracia, onde cada voto tem peso diferente
em
função de cada país, deve servir para nos ajudar a não depositar nossas
esperanças nesses encontros de líderes mundiais, embora sejam
necessários
por fazerem parte do processo de mudança. E como os EUA vem sendo de
longe o
maior beneficiário com o saque ao Planeta, qualquer acordo global para
este
país significará ter de pagar a conta pelo desastre e ainda ter de
cortar na
própria carne de sua economia viciada em carbono. Então, não devemos nos
iludir achando que a mudança virá dos EUA. Não virá, a não ser que uma
nova
economia, de baixo carbono, lhe seja favorável economicamente. Então,
não
alimentemos ilusões e esperanças de que desse ‘mato sairá algum
cachorro’,
por que só sairão mais lobos para comerem os carneiros de sempre...
O que estamos assistindo nos últimos anos é um processo de ruptura, em
que
uma economia de mais de 250 anos baseada na queima de combustíveis
fósseis e
no desmatamento começa a ceder lugar a outra economia, das energias
renováveis e da floresta em pé! Esta nova economia limpa ainda não é a
dominante, mas a cada dia que passa se torna mais e mais visível,
substituindo a outra suja, independente das mudanças de cima para baixo!
Quando o MDL ( Mecanismos de Desenvolvimento Limpos ), medida proposta
pelo
Brasil no Protocolo de Kioto, entrou em vigor em 2005, quando a Rússia
assinou o Protocolo, alcançando 55% dos países signatários, já
encontrou um
intenso mercado de créditos de carbono em andamento, o surgimento de
novas
tecnologias limpas, e indústrias em processo de gestão ambiental na
busca da
ecoeficiência no uso de materiais e na gestão de seus resíduos e
negócios.
Talvez até consigamos com alguma dificuldade migrar definitivamente de
uma
economia suja e suicida para outra limpa e comprometida com a vida, mas
a
nossa mudança mais desafiadora está na capacidade de sermos mais
generosos,
solidários e menos egoístas, gananciosos e indiferentes com a dor e o
sofrimento alheios, pois talvez até consigamos dar uma sobrevida à nossa
espécie sobre o planeta, mas valerá a pena se perdermos a nossa
humanidade?