I 18 - Parafuso humano

1 view
Skip to first unread message

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.

unread,
Jun 3, 2011, 9:52:57 AM6/3/11
to doutors...@googlegroups.com

Sexta-feira, 3 de junho de 2011.

 

Olá!

E-mail para contato: drsil...@sexodrogas.psc.br

 

Caros amigos, dando seqüência ao texto “Preparação e ação, do bizarro ao grotesco”

http://doutorsilverio42.blogspot.com/2011/01/preparacao-e-acao-do-bizarro-ao.html

publicado em 16/1/2011 no Blog “Comportamento Crítico” www.doutorsilverio42.blogspot.com  no qual falo de pessoas que muito se preparam, mas que fracassam por adiarem infinitamente por em prática algo, entrar em ação, em contraste com outras pessoas que parecem que não pensam, nada preparam e vão direto para a ação, também fracassando, mas desta vez por total falta de preparo, resolvi abordar o tema também pelo lado doentio, apresentando pessoas que por motivos vinculados a um desequilíbrio emocional, ficam sempre se preparando para fazer algo, mas nunca completam sua ação, não completa sua jogada no jogo da vida, avançam um passo para frente e outro para trás. Convido, portanto, para ler e comentar o texto “Parafuso humano”. Abaixo, link direto para o texto:

http://doutorsilverio42.blogspot.com/2011/06/parafuso-humano.html

 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Parafuso humano

Por: Silvério da Costa Oliveira.

Na vida, sair de um ponto e chegar a outro requer objetivos e por sua vez, a formulação de objetivos é um sinal de inteligência e criatividade. Para se obter sucesso nesta nossa vida é preciso traçar um rumo a seguir, ter um direcionamento que nos proporcione sentido e significado para nossa singular existência. Traçar objetivos na vida de modo correto é algo que demanda que saibamos de onde viemos, onde estamos agora e para onde vamos a seguir. Este caminhar por um caminho previamente escolhido em direção a uma dada meta é também uma demonstração de sanidade mental, pois, pessoas mentalmente doentes têm dificuldades em traçar e seguir um rumo satisfatório para suas vidas, de modo construtivo para si próprias e o social e não de modo destrutivo.

Há, no entanto, pessoas doentes e que requerem tratamento e orientação em suas vidas, pois, apesar de saírem de determinado ponto, não chegam a lugar algum. Tais pessoas parecem que andam em círculos e retornam sempre ao mesmo ponto, sem de fato apresentarem progresso visível, elas mais parecem um parafuso se prendendo a um mesmo ponto e tornando-se cada vez mais preso a cada nova volta, giram e giram, mas não saem do mesmo lugar.

 

 

Um parafuso humano é o que de fato são, muitas vezes em decorrência de um comportamento doentio ou de um quadro clínico não devidamente tratado, como no caso, por exemplo, do transtorno obsessivo compulsivo – TOC (conhecido em Psicanálise por neurose obsessiva compulsiva). Algumas pessoas de fato andam em parafuso, vão para frente e voltam para trás, não chegando a ponto algum. A solução seria se tratarem, buscando orientação e ajuda profissional de alguém competente na área específica de seu problema e que tenha demonstrado resultados positivos no tratamento e orientação de outros casos similares, no entanto, muitas vezes, se algum amigo ou meramente conhecido arrisca-se a apontar esta falha em sua vida não vivida, insistindo na necessidade de ajuda profissional, mais não consegue além de um rumoroso rompimento de relações. Parece que todos percebem que a pessoa em questão, por mais virtudes que possa ter, não vai realmente para frente na vida, menos a própria pessoa em questão.

Quando as pessoas entram em parafuso sua vida fica deveras confusa e cria-se a aparência mais do que real de que tudo está girando e que as mesmas coisas estão se repetindo em nossas vidas, na seqüência constatamos que nossa atividade profissional, nosso trabalho, passa a ser, também, prejudicado, pois, ou não evoluímos ou perdemos o emprego, não conseguimos crescer profissionalmente por mais competentes que possamos ser. Também nos estudos a vida não segue adiante, se por determinação, sorte ou oportunidade conseguimos a muito custo concluir o ensino básico (no Brasil é a soma da educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio) ou mesmo um curso superior, no entanto, daí para frente nada mais se consegue. Pode, no entanto, parar ainda no ensino médio ou ao chegar ao ensino de nível superior ficar trocando de faculdade ou adiando infinitamente a conclusão do curso ou a apresentação de seu trabalho de conclusão de curso – TCC (uma monografia), não obtendo o diploma. Pode também concluir esta etapa, sabe-se lá por qual milagre, e até se matricular mais cedo do que outros alunos em cursos de pós-graduação, como, por exemplo, mestrado em alguma coisa, e mesmo, alardear para todos os colegas e amigos sobre a possibilidade de cursar esta pós-graduação, este mestrado, este MBA, e, no entanto, não conseguir ela própria concluir o curso, talvez por buscar uma perfeição doentia e inexistente fora de sua louca fantasia.

Em determinado momento as amizades também são atingidas e por mais duradouras que estas possam ser, tendem a sucumbir ao efeito parafuso que abarca toda a vida desta pessoa, que, tal qual um redemoinho no oceano, faz naufragar qualquer embarcação, não permitindo que coisa alguma viva ali consiga obter um direcionamento que não seja sucumbir à força do redemoinho sendo levado para o fundo, bem fundo, de onde nunca sairá. As amizades começam a naufragar, uma a uma, e a pessoa mais do que doente continua a aceitar condicionalmente suas amizades novas e antigas. Sinal visível de tal comportamento doentio é tornar os relacionamentos afetivos explicitamente condicionais ao efeito parafuso e quem não aceitar será cuspido fora, aliás, devo frisar que verdadeiros amigos não aceitam uma amizade condicional vinculada a algo doentio que torna uma vida em parafuso.

 

 

Mesmo profissionais da área de saúde não estão livres de verem suas vidas embarcarem em um redemoinho revolto, de não irem para frente nem para trás, presas a um movimento rotacional que as mantêm cada vez mais presas onde estão. A solução, por vezes difícil de aceitar, difícil a ponto de romper amizades com quem insistir neste ponto, é com certeza a busca de ajuda e orientação profissional. Cabe a pessoa não meramente entender seu problema, mas fazer algo enfaticamente para mudar, logo, precisa de uma abordagem mais intervencionista, menos voltada unicamente ao autoconhecimento de sua patologia e mais voltada para a mudança de comportamento e cognição. O fato de alguém ser da área de saúde não lhe impede de tentar elaborar mais certas coisas com acompanhamento de um colega especialista em mudança de comportamento, afinal, médicos, psicólogos e demais profissionais que tratam de outros também adoecem e precisam a sua vez serem também cuidados.

(www.doutorsilverio42.blogspot.com e www.sexodrogas.psc.br)

Tais pessoas em parafuso, com seu comportamento desproporcional aos fatos vividos, chegam a deixarem chateadas e preocupadas as pessoas com as quais convivem, isto é, se estas de fato se importam em algum nível com a que está em parafuso. Claro está que o caminho não é este e a pessoa deveria observar e ver bem o que está fazendo com a vida, com sua própria e única vida, desperdiçada inutilmente. Cuidado com os exageros, pois, é importante manter um comportamento adequado aos fatos vividos, pense bem no caminho que está trilhando em sua vida. Caberia aqui pensar, dedicando uns bons momentos para refletir sobre a vida e os rumos que você está dando a ela.

Quando falo em parafuso, talvez algumas pessoas pensem que a pessoa em questão está “pirando”, o que vulgarmente falando não fugiria da realidade. Quando a vida está em parafuso, abre-se espaço cada vez maior para uma depressão violenta ou mesmo suicídio, além da pessoa poder caminhar nas águas do transtorno obsessivo compulsivo – TOC (neurose obsessiva compulsiva, para os psicanalistas), da psicose paranóica ou simplesmente paranóia, do transtorno ou síndrome do pânico, dentre outros quadros clínicos que podem aqui estar presente em maior ou menor escala.

Na seqüência, bem pode demonstrar comportamento agressivo, como o de um animal feroz quando acuado e passar a atacar todos aqueles que estão próximos, seja proximidade física ou emocional, pois, é preferível enxergar o problema em outro do que em nós próprios e assim a pessoa continua em parafuso, não chegando a lugar algum e perdendo aos poucos suas verdadeiras amizades, ficando só, isolada e mau-humorada acreditando que tudo está girando loucamente ao seu redor, quando de fato é ela própria que gira e não tudo o mais, mas, vá tentar contar ao parafuso que é ele próprio que está girando e não tudo o mais, isto fere a sua percepção e tende a não ser aceito como verdade.

Buscando fugir dos comentários dos amigos e conhecidos que apontam seu comportamento irracional e a querem salvar do redemoinho pode muito bem o parafuso humano valer-se de argumentos que questionem a raiz da veracidade da observação das outras pessoas e dos fatos narrados e apontados cruamente, preferindo afirmar que a verdade é relativa, no entanto, a verdade não é relativa, isto é mero engodo para prejudicar a humanidade.

Com um comportamento continuamente desproporcional aos fatos, cada vez mais afunda em seu próprio redemoinho, emocionalmente longe dos chamados preocupantes dos amigos e conhecidos estarrecidos diante de tal crueldade auto-imposta e aparentemente aceita incondicionalmente. Tais parafusos humanos precisam fazer tratamento psicoterápico e uma sugestão possível seria a abordagem comportamental cognitiva, tais pessoas precisam tocar sua vida para frente e não ficar em parafuso, como estão agora e sempre, constantemente em tudo o que tentam fazer e não conseguem.

 

Pergunta: Você é ou conhece algum parafuso humano? O que você diria para ajudar ou o que você pensa sobre o assunto?

 

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.

E-mail e MSN: drsil...@sexodrogas.psc.br

Site: www.sexodrogas.psc.br e http://www.doutorsilverio.com/

Blog “Comportamento Crítico”:

http://www.doutorsilverio42.blogspot.com/

Blog “Ser Escritor”: http://www.doutorsilverio.blogspot.com/

(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

 

 

Silvério da Costa Oliveira.

Escritor, Filósofo, Psicólogo.
Doutor (PhD) e Mestre em Psicologia.

www.doutorsilverio.com

www.sexodrogas.psc.br

 

www.doutorsilverio42.blogspot.com

www.doutorsilverio.blogspot.com

 

Este e-mail é somente um informe pessoal, a participação de TODOS é estimulada por meio de comentários aos posts de ambos os blogs. Aguardo sua visita nos blogs, leitura dos posts e seu comentário para marcar a sua presença. Seu comentário será super bem vindo e todos os comentários serão publicados de modo a proporcionar um debate “todos-todos” sobre os temas tratados.

 

Grupos do Google: Grupo Doutor Silvério Notícias e Novidades

Veja a descrição do grupo:

Informe pessoal e profissional sobre as atividades do Professor Doutor Silvério da Costa Oliveira, seus livros e artigos, atualizações de sites e blogs, lançamentos, palestras e conferências, etc. Objetiva manter contato com os amigos e colegas, informando o que há de novo.

Para visitar este grupo na web, use o seguinte URL:

http://groups.google.com/group/doutorsilverio?hl=pt-BR

 

Você está participando desta listagem, caso não queira, basta remeter um e-mail para drsil...@sexodrogas.psc.br com seu nome e endereço de e-mail informando que "quer sair do grupo" que será imediatamente descadastrado da lista.

 

Atenção: de acordo com a legislação em vigor, esta mensagem não pode ser considerada spam por possuir: identificação do remetente; descrição clara do conteúdo; e opção de remoção.

clip_image001.jpg
clip_image002.jpg
Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages