Crítica a comunidade .Net em geral

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Alexandre Mantovani

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May 16, 2012, 10:49:42 AM5/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
https://gist.github.com/2709913 ou http://leandrodaniel.com/

É um texto longo e só uma visão. Convido-os a lê-lo.
Abraços.
Mantovani

elemarjr

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May 16, 2012, 10:50:10 AM5/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Lendo .. exatamente agora .. genial.

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elemarjr
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Renato Cantarino

unread,
May 16, 2012, 10:52:20 AM5/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Lendo também.
Acho que ele deveria posta aqui para um debate maior. IMHO

att,
--

Att,
Renato Cantarino



elemarjr

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May 16, 2012, 10:56:29 AM5/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Foi o que ele fez. Não foi?!

-- 
elemarjr
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Alexandre Mantovani

unread,
May 16, 2012, 10:57:14 AM5/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Com o maior prazer. :D Segue abaixo:

Aviso importante

"Às vezes, um charuto é apenas um charuto."

Não almejamos mais seguidores no Twitter, leitores para o blog ou amigos no Facebook. Somos, assumidamente (e com discreto orgulho), pessoas pouco sociáveis. Sim, esta crítica é, nesse caso, apenas uma crítica.

@leandronet e @mantov


Crítica à comunidade .NET

E já se vão mais de 12 anos que a plataforma “dotnet” (.NET) foi exposta aos desenvolvedores e mais de 30 anos do começo da difusão da tecnologia de informação pelo Brasil. Mesmo com notório progresso, este texto não vai ter como fim elogios aos responsáveis. As pessoas boas e suas grandes ações estão aí, são reconhecidas, devem ser imitadas e seguidas. Mesmo a escolha do enredo sendo para soar alto a ouvidos quase moucos, ele se dirige muito mais a nós mesmos do que a qualquer outro, até mesmo porque os que deveriam se sentir atingidos não serão, seja pela índole característica, seja pelo seu débil auto-discernimento.

Seria extremamente pretensioso especular a respeito do que inspira novos aprendizes de tecnologia, então é mais sensato pautar a dialética no que motivou a nossa geração. Nossa paixão sempre foi clara: dinheiro e mulheres. Mas não buscamos a área de tecnologia para quaisquer destes fins, até mesmo porque a profissão não era tão promissora, ou ao menos nossa imaginação não chegou nem próximo desta farta realidade, seja tecnológica, de acesso à informação, financeira etc. Não dava para reclamar, mas monetariamente havia opções significativamente melhores.

Buscávamos nesta incursão ao novo mundo digital o conhecimento de tudo e acima de tudo! A partir do momento que o descobrimos e conseguimos interação de alguma forma, o desejo era o domínio essencial das coisas: do bit, do pixel, do menor fonema, da menor frequência. Não queríamos reinventar a roda, mas ter em mente o que seu criador possuía para reescrever paradigmas. Para chegar aos ombros de gigantes, impreterivelmente teríamos que passar por seus calcanhares e era isso que fazíamos, com muita experimentação, muita pesquisa, muita leitura, muito entusiasmo.

Adorávamos um atalho, mas o proveito só ocorria após trilhar vários e vários caminhos. Pelo conhecimento, pelo próprio ego. Quem é dessa geração sabe o prazer incomensurável de resolver um bug “no peito e na raça”. Hoje isto não é mais necessário na maioria das situações, pois há documentação vasta e profunda sem que necessite muita busca para inúmeras situações. Este é o atalho. É muito bom sabê-lo, porém, quando a procura da solução mais rápida se apoia na lei do menor esforço, os piores profissionais da nossa área encontram morada eterna.

Quantas vezes encontramos perguntas boçais, mal formuladas em um português sofrível, com a nítida ausência de releitura da frase pelo autor, sobre assuntos que o “Estou com sorte” do Google resolveria? E, ao contrário do que muitos apregoam, não é mais fácil que simplesmente pesquisar. A preguiça não reside aí. Ela habita na falta de iniciativa, na ausência da vontade onipotente de saber. Acima dos problemas, das pressões que recebemos de mil hierarquias as quais estamos subordinados, do mercado, de qualquer necessidade, devemos nos submeter a procedimentos, rotinas e processos para que a ciência de solucionar não passe por uma arte intuitiva ou mendicância intelectual. É esse tipo de atitude que alguém quer se pautar como profissional? Pessoas que não conseguem sustento próprio, seja por qual motivo for, tornando a desistência de tentar o seu único meio de sobrevivência?

Se a perniciosidade desta atitude é tão notória, porque este tipo de profissional permanece ativo e ademais, se prolifera tão exponencialmente? Porque funciona. Entre em um fórum de arquitetura, por exemplo, você encontrará perguntas e respostas sobre Windows, banco de dados, do mais básico ao mais avançado. Perverte-se a essência e a boa ideia em prol de quórum. Simplesmente quórum. E entre milhares de membros, quase não há participantes, até mesmo por estarem aquém em termos de conhecimento e os que estariam aptos a responder, desanimam de se misturar a esta orgia de ignóbeis. Há um ditado bem sábio que diz: “Nunca discuta com um idiota! Ele te rebaixa ao nível dele e te vence pela experiência”. O lugar onde a discussão não é bem fomentada vira arena.

Seguir a doutrina de aumentar mercado em detrimento da qualidade do produto se mostrou tão eficaz quanto autodepreciativa. É uma obra de curta duração, cujos subprodutos são falsos messias. O ego tem uma função motivadora espetacular, mas é primordial confrontá-lo consigo mesmo e não com as outras pessoas. Quando a competição passa do âmbito interno pra o externo, você para de melhorar onde precisa e começa melhorar onde aparece. Não é a melhor filosofia para se buscar sabedoria, mas é uma forma perfeita para os dependentes químicos de afago e adulação. E a ansiedade por aprovação, essa paúra de não levantarem a placa de aplausos, são combatidas em extremismos, hostilidade com divergência de opiniões etc. E esta quase libertinagem tem um soldo efêmero: reconhecimento de mentes tão privadas de informação, em um número que não lotaria uma reunião de condomínio.

Outra prostituição derivada deste comportamento são os criadores de polêmicas de proveta. Em algum momento pessoas usam seus contrapesos da genialidade para fazerem caricaturas do profeta Maomé, chutar imagens sacras em cadeia nacional, ou redigirem textos radicais onde reinam arrogância, destempero e falta de parcimônia. Tudo com o mesmo objetivo: chamar atenção pela controvérsia, muito mais que pelo conteúdo, pela solução. O mais lastimável é que geralmente estas são muito talentosas e cujo conhecimento muitas vezes beira o abissal. Todavia a falta de moderação, de maturidade (e não estamos falando de jovens) e bom senso desacreditam e poluem todo esforço dedicado ao conhecimento e às comunidades. Líderes deste tipo de comunidade precisam infinitamente mais de credibilidade que profundidade técnica. E bradando devaneios e crises narcisistas não é um bom caminho para angariar bons séquitos. Parece que estas pessoas buscam - perdão o clichê - a denominação de melhor dos piores, para não correr o risco de ser o pior dos melhores. Melhorar o título é melhor que evoluir seu status quo?

E como se não fosse bastante a própria degradação, isto se estende até aviltar a própria semântica. O que é legado, já se tornou velho ou carente de alguma sigla qualquer, TDD, MVC etc. Nuvem já é sinônimo de Internet. Nem a bala de prata mata mais apenas lobisomens, mas virou remédio de todos os males, o que o resto do mundo conhecia como Panaceia. Esta perversão de termos é vergonhosa para nós que nos consideramos estudiosos. Demonstra ignorância profunda e desrespeito com as demais áreas. Não é bonito passar por estúpido com ninguém, então é valoroso pensar um pouco mais e ser mais humilde quando estivermos perante termos que não estão rendidos ao nosso entendimento e experiência. E se temos conhecimento precisamos de postura coerente para difundi-lo. Por exemplo, não se defende uma metodologia ágil sendo rígido e altivo na argumentação, conceitos tão característicos ao comando e controle e tão opostos ao espírito cooperativo que faz até o seu nome. É como dizer “Todos devem ser livres, mesmo que não queiram”. Soa bem, mas não faz sentido.

Em outros momentos chegamos a perceber ingenuidade destas mesmas pessoas. Provavelmente já leram tantas e tantas frases de efeito e almejaram ver seus nomes associados a elas e ignoram que a força dessas palavras advém dos grandes homens e da herança de seu trabalho e não do amontoado de letras que as compõe. Cada vez que há uma tentativa vil de criar expressões demagógicas, somente soam como um epitáfio cômico da sua dignidade. Muitas e muitas vezes atacando ferozmente antigas metodologias ou tecnologias que fazem parte da pedra fundamental da nossa profissão hoje e das atuais metodologias e tecnologias. Tudo que existiu e persistiu teve seu propósito e muito provavelmente foi um passo que impreterivelmente daríamos para evoluir. É como o Homo Sapiens criticar o Homo Habilis. Qual é o ponto? Ver que um degrau está acima do outro por isto um é melhor que o outro? O último passo que alguém usa para chegar onde está não é melhor que seu primeiro, é apenas complementar. Agir como se as doutrinas que defendem fossem as que vieram para presenciar o fim dos dias, é inocência que beira a estupidez. Este fundamentalismo tecnológico é nocivo a discussão e a evolução muito mais que a falta de conhecimento, pois esta tem cura apenas no esforço. Só porque não estamos vendo as lacunas grosseiras do que aceitamos hoje como nosso pattern de trabalho, não quer dizer que elas não existam. Existem e um dia cada um que defendeu fervorosamente vai negá-la... e bem mais que 3 vezes.

Ainda há a infame Síndrome de Gandhi. Mahatma Gandhi, um ser humano notabilíssimo e indiscutivelmente alguém que mudou e muito a humanidade para melhor, cuja parte da história reza que buscou uma formação acadêmica mais alta para ultrapassar os limites que a sua casta lhe impunha e assim ser ouvido. Assim que alcançou este nível, abdicou de todos os títulos para se colocar igual a todos. Espetacular! A opção dele foi completamente adequada ao contexto e aos seus anseios, merecendo inquestionavelmente o nosso respeito e admiração. Agora, certos profissionais da nossa área, seguem parcialmente este modelo, idealizando um mundo onde quem exibe (que virou o “ostenta” dos nossos tempos) é ridicularizado. Se você tem um título, você mereceu tê-lo, batalhou de uma forma ou de outra para ter em mãos. Que isso agigante a sua assinatura de e-mail, seus cartões pessoais, seu currículo, não importa. É uma conquista pessoal que deve ter mérito para ele e este deve usar da forma que convier. A conquista alheia virou demérito? Ou cada um pode conquistar o que quiser desde que não exponha isso aos “menos afortunados”? Se você quiser esconder um ou vários títulos é algo que cada um tem o direito, mas não torna pior ou melhor, mais ou menos correto que rigorosamente ninguém. A afetação com quem exibe o que é, diz mais negativamente sobre quem se afeta do que quem se expõe, seja aquele com mais títulos ou não. Será que temos que pedir perdão pelas nossas conquistas?

Coroando a última resma deste currículo escatológico, está o mais mesquinho e mais provido da pior peçonha: Os sultões do conhecimento. Estes senhores, geralmente com uma retaguarda economicamente robusta, infiltram-se nas comunidades com fins financeiros exclusivos, vendendo seus produtos acima das soluções, criando distorções e conjunções de metodologias antagônicas com uma semiótica a la Schopenhauer, vendendo o gelo a 1500ºC como a mais refrescante inovação. Todos queremos ganhar dinheiro. Não há mal algum nisto – além do que já é inerente ao próprio capitalismo. Mas uma coisa é você vender uma Bic como se fosse uma Mont Blanc, outra é você vender balinhas Tic-tac como cura do câncer! O fim colaborativo morre quando estes deficientes de caráter conseguem se tornar formadores de opinião, atrasando a carreira de centenas, milhares de profissionais que baseiam seus estudos em premissas deformadas. Uma hora ou outra a verdade vem à tona, mas o tempo perdido e as soluções podres podem, além de tudo, prejudicar vários clientes que confiam nas nossas decisões e no nosso trabalho.

Estes problemas acontecem em todas as comunidades de tecnologia, abrangendo todas as plataformas, todas as linguagens e todas as metodologias. Não é um problema exclusivo da plataforma .NET, todavia é frustrante ver que há pouca inovação na mente de quem compõe as comunidades MS. O tempo que deveria ser a fogueira das vaidades para os técnicos, somente provou que maturidade quando não acontece com muita evolução torna-se desgaste. É parcialmente triste ver novas comunidades com 5 anos ou menos que demonstram mais união, participação e empenho. Passa a sensação de que se as pessoas da geração anterior estivessem começando hoje, não estariam tão instigadas a buscar conhecimento em soluções MS, justamente por enxergar nas suas comunidades menos características motivadoras, seja pela experimentação, pela profundidade ou pela curiosidade inteligente tão mais presente. Não que a empresa não ofereça isto, mas pelo brio enfraquecido de seus participantes.

A MS pode ser vista como uma mãe castradora, que nos limita muito a pensar e agir nos preceitos e orientação dela. Superprotetora e controladora, com a melhor das intenções, não nos deixa caminhar com as nossas pernas, mimando-nos ao máximo. É inegável que isto nos trás facilidades. É muito mais rápido e fácil você avançar em conhecimento com os produtos MS. Tudo tem mil referências, bibliografias e ferramentas voltadas mais para o mouse que para o teclado, mais para a IDE que para o console. A MS nos mima e gostamos disso. Para esta união ser perfeita é preciso ter rebeldia nas veias. E ela até nos encoraja a isso nas entrelinhas, pois ela quer crescer também e depende muito de nós para isso. Sem rebeldia, a IDE do .NET torna-se o lar dos acomodados, um bando de programadores de Wizards e consumidores ávidos de receitas de bolo a la MSDN. É inegável a atrofia de nossas habilidades de soluções “mouseless” e qualquer alternativa de console normalmente é preterida a uma “drag and drop”.

Já comunidade open source pode ser vista como uma mãe moderníssima, dessas que permite que você use drogas na sala e faça orgias no seu quarto. Ela te dá sustento e prega a doutrina que a sua vida é você quem faz com as suas escolhas e fornece apoio para qualquer caminho que você tome. Quando você cai, muitas vezes depende de ajuda de estranhos, mas pode cair onde quiser. Liberdade. Você não tem que pensar fora da caixa, você ESTÁ fora da caixa. Agora, por ela te prover tantas alternativas, muitas vezes você fica fadado a não escolher a mais adequada e conviver com uma amarga herança. Muita coisa é resolvida por experiência própria já que não há muitas vezes uma recomendação maior, mas 3 ou 4. Para resolver isso é muito simples. Discussões e mais discussões; estudos e mais estudos. Todo este fardo, entretanto, dá ao profissional uma mente inexoravelmente mais propensa a evitar paliativos e aplicar de fato soluções, pois esta postura faz parte da sua formação. Por enfrentarem problemas com um desamparo maior, a necessidade o faz desbravador nato e assim pode experimentar o que há de melhor e pior e, consequentemente, aprender acima do simples “funcionou”.

Não é só isto que restou para quem abraçou .NET como plataforma. Entretanto, o desserviço prestado por estes pseudo-líderes, por estes profissionais pouco ambiciosos intelectualmente, pela comunidade movida mais pelo dinheiro e pelo ego de alguns que para o crescimento dela mesma, é gigantesco e inegável. Enquanto nossos pares de tecnologia não adotarem a meritocracia como filosofia e métrica profissional ao invés de buscar enaltecimento por maioria de votos, estamos em franca e obscena decadência. Busque o conhecimento antes do reconhecimento! Colabore! Contribua! Dê a sua opinião, não esperando que ela seja a definitiva, mas que você aprenda um pouco mais com cada negativa! Pare de olhar debates e tome partido! Se você não sabe pergunte! Se alguém expõe falta de conhecimento, ensine somente o que você sabe! Se não quiser responder, escolha calar-se ao invés de hostilizar! Não desabafe, incremente! Busque! Experimente! Entenda o que há por baixo das tecnologias! O próprio conceito de comunidade reza que são pessoas com o mesmo interesse ou ideias comuns. Coopere pelo mesmo motivo que te faz não jogar lixo no chão! Não haja por ser filantropo, haja por ter amor próprio! Este é o bom egoísmo o qual devemos ostensivamente cultivar!

Gustavo Cruz

unread,
May 16, 2012, 1:04:54 PM5/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
[+1] genial



2012/5/16 Alexandre Mantovani <coc...@gmail.com>

Fábio Nascimento

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May 16, 2012, 4:30:10 PM5/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Leandro,

Sou seu fã !!! A pouco tempo eu posso dizer, mas tenho te seguido... seus pensamento me parece bom... e seu texto me diz agora que eu devo estar no caminho certo, em te seguir...

Eu tinha vergonha de mostrar meu código "porco" e "sujo" no github e vendo seus "voids" (Eleamar e VQuaiato tem seus méritos aqui) eu postei sem medo !!!  Nesse momento eu venho postar aqui também, veja que aos poucos você está matando os meus "demônios" e acredito que de muitas pessoas também...

*Obs: Quase consegui ouvir seu texto sendo "cantando" na voz de Luciano Piris no Café Brasil [1]...


Eleamar,

Eu gostaria muito de poder ajuda-lo no projeto (FluentCodeMetrics), mas sou limitado e no máximo vou acabar atrapalhando, portanto eu nem comecei...

Não conheço as ferramentas de métricas que você fala e na verdade estou começando a estudar agora (Métricas de Código), são tantas coisas que você fala e diz.. eu não consigo nem acompanhar lendo quanto mais contribuído...

[]'s


Att.:
Fábio Nascimento | 

"O estudo da ciência da computação não consegue transformar qualquer um em um excelente programador, da mesma forma que o estudo de tintas e pinceis não transforma qualquer um em um excelente pintor." – Eric S. Raymond

Suelen Goularte Carvalho

unread,
May 16, 2012, 8:10:02 PM5/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Lido.

Ainda estou refletindo sobre o texto para formar minha própria opinião... mas no geral me pareceu bem interessante.

Há pouco tempo atrás o Brandão me comentou algo nesta linha de pensamento... que a comunidade .Net é menos "participativa" se comparada com a "Open Source"... sobre isso eu concordo...

Eu mesma, apesar de trabalhar com .Net, a maior parte de meus projetos pessoais e fora trabalho (comercial) eu desenvolvo com tecnologias Open Source. Minha participação em comunidades também é maior nas comunidades Open Source (e mesmo assim não é tão grande rs). Mas isso ocorre por preferência pessoal... gosto mais da fomentação de conhecimento e pessoas com o mesmo objetivo, que encontramos neste tipo de comunidade...

Bem, foram meus primeiros pensamentos após alguns minutos depois de ler o texto...

--




2012/5/16 Fábio Nascimento <fabio.o.n...@gmail.com>

Bruno Gross

unread,
May 16, 2012, 10:30:20 PM5/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Muito interessante o texto. No entanto, não concordo em algumas partes e acho que deveria ser uma crítica a comunidade de software como um todo e não direcionada. A culpa da merda de profissionais que temos no brasil hoje é uma questão cultural, de um país que passou décadas formando pessoas pra fazer concursos públicos e não especialistas. O que hoje causa um déficit bizarro de profissionais e atrai qualquer porcaria capitalista por conta do crescimento (? vendemos commodities e dependemos de outros mercado se fechando em protecionismo... uhun...) da economia  Enfim, isso é outro lado, outro assunto e cia...

Mas, concordo e assino embaixo do trecho:

"Busque o conhecimento antes do reconhecimento! Colabore! Contribua! Dê a sua opinião, não esperando que ela seja a definitiva, mas que você aprenda um pouco mais com cada negativa! Pare de olhar debates e tome partido! Se você não sabe pergunte! Se alguém expõe falta de conhecimento, ensine somente o que você sabe! Se não quiser responder, escolha calar-se ao invés de hostilizar! Não desabafe, incremente! Busque! Experimente! Entenda o que há por baixo das tecnologias! O próprio conceito de comunidade reza que são pessoas com o mesmo interesse ou ideias comuns. Coopere pelo mesmo motivo que te faz não jogar lixo no chão! Não haja por ser filantropo, haja por ter amor próprio! Este é o bom egoísmo o qual devemos ostensivamente cultivar!"

2012/5/16 Suelen Goularte Carvalho <sueleng...@gmail.com>



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Mário Meyrelles

unread,
May 16, 2012, 10:56:06 PM5/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Concordo com o texto de forma integral mas não gostei mesmo do português rebuscado que ele utilizou em uma carta que é para ser lida por todos. Eu achei o texto extremamente cansativo, mesmo que os argumentos tenham sido apresentados de forma satisfatória. Cadê exemplos mais concretos? Cadê a aproximação do escritor com o seu leitor? 

Eu estava lendo alguns comentários daquele gist e gostei do que o Márcio Althmann falou sobre a virtual inexistência da comunidade .NET. em alguns posts. Isso é uma verdade e vai de encontro com o que o Elemar fala, sobre a proporção 90:9:1. Mas nem tudo está perdido outras comunidades .NET estão surgindo e as pessoas por lá estão realmente com um grau de união muito maior. As pessoas se falam pelo Facebook, criam reuniões, palestras, não se trolam e todas vivem bem.


2012/5/16 Bruno Gross <bruno...@gmail.com>

elemarjr

unread,
May 16, 2012, 11:01:23 PM5/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
O texto, fundamentalmente, foi do Montovani. Rebuscado, talvez! Difícil de ler, provavelmente. Mas, honestamente, queria conseguir escrever assim.. e olhe que eu já tentei :D

Quanto a observação do Althmann, não sei se vai, mesmo, ao encontro do que defendo. Acho que 90:9:1 existe em qualquer comunidade. 

Comunidade, há. Precisa melhorar. Mas, há.

:)

-- 
elemarjr
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Juan Lopes

unread,
May 16, 2012, 11:06:23 PM5/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Para mim o português bem escrito foi a melhor parte do texto. De certa forma foi um jeito de fazer os principais criticados não se ofenderem tanto.

2012/5/16 Mário Meyrelles <mariome...@gmail.com>

Mário Meyrelles

unread,
May 16, 2012, 11:12:05 PM5/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Eu acho que foi também para ofender pessoas que criam tópicos aqui com o português extremamente escroto. 

Aliás, o nível do uso da língua pátria nesta comunidade e na comunidade .NET BR é absurdamente baixo. Pessoas que não conseguem expressar a dúvida por escrito esperam ajuda milagrosa dos amigos da lista. Uma pessoa que escreve mal, programa mal e demostra clara falta de formação. Como já bem dito no livro da 37signals, se estiverem em dúvida entre dois programadores, escolha aquele que escreve melhor. Não sou um pasquale, mas eu tento melhorar a cada dia.


2012/5/17 Juan Lopes <m...@juanlopes.net>

elemarjr

unread,
May 16, 2012, 11:13:29 PM5/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
#Bazinga . Acho que você pegou o ponto .. 

-- 
elemarjr
Sent with Sparrow

Mário Meyrelles

unread,
May 16, 2012, 11:14:04 PM5/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Confesso que eu ri de várias partes do texto dele - há anos eu não via palavras tão diferentes rs

2012/5/17 elemarjr <elem...@gmail.com>

Daniel Moreira Yokoyama

unread,
May 16, 2012, 11:19:43 PM5/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Se eu escrevesse tudo aquilo com as minhas palavras teria criado o Caos. A melhor parte do texto, sem dúvida, foi o próprio texto em si. De fato, me vi lendo de mim mesmo em alguns pontos específicos, em coisas que até eu sei que preciso melhorar e em outras que eu realmente não dou a mínima por alguém achar ruim em mim...

Eu aprecio um bom repertório e um bom talento em estruturar as idéias. Me xingo toda vez que me vejo ter que repetir muitas vezes a mesma coisa de formas diferentes, por que isso torna pra mim uma evidência clara de que não consigo ter clareza na forma de me comunicar.

Uma lição de cada vez...

Atenciosamente,

Daniel Moreira Yokoyama.
@dmyoko
 
Blogs:
Getting Sharper (C#, Arquitetura de Software e outras coisas mais)
http://gettingsharper.wordpress.com/
 
Eis o Cristo... e jaz o Cristão (Cristianismo sem Religiosidade)
 


Stay Sharp!

ElemarJR

unread,
May 17, 2012, 8:10:29 AM5/17/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Comentei no Gist, mas reproduzo aqui:

Algumas considerações que considero importantes:

  • Comunidades são, em muitos aspectos, como empresas. Têm necessidade de alguma liderança e direcionamento (por isso, líderes).
  • As comunidades sempre são um espelho de seus líderes. Assim como as equipes em empresas sempre são um reflexo de seus gestores.
  • Em qualquer grupo, 1% produz, 9% comenta e expande, 90% apenas consome;
  • O aumento da quantidade de "produtores" está diretamente relacionada com o tamanho da comunidade. Sem mais membros, sem mais produtores.
  • Líderes de comunidades precisam pensar sua "sucessão". Sucessores não aparecem, normalmente, sem alguma ação;
  • Comunidades tem ciclos de vida, assim como produtos, empresas, eventos.. É natural que enfraqueçam com o tempo. Além disso, isto é bom!
  • Todo mundo tem um "motivo" particular para participar. Eu, por exemplo, não sou consultor nem ganho dinheiro com comunidade. Mas, não condeno quem faça isso.
  • Para mim, excesso de ênfase em titulação revela necessidade de afirmação. Entretanto, concordo que devemos ter orgulho de nossas conquistas desde que tenhamos parcimônia.
  • Feedback positivo é algo ausente na cultura ocidental. Não estamos acostumados com isso;
  • Eu passei a participar de comunidades há menos de 2 anos. Vejo muita gente nova e boa surgindo. Logo, acho que há sim renovação;

Era isso.



2012/5/17 Juan Lopes <m...@juanlopes.net>

2012/5/16 Mário Meyrelles <mariome...@gmail.com>


2012/5/16 Bruno Gross <bruno...@gmail.com>
Lido.




2012/5/16 Fábio Nascimento <fabio.o.n...@gmail.com>

[+1] genial




2012/5/16 Alexandre Mantovani <coc...@gmail.com>
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