Oi Jac, desculpe pela resposta tardia, vi seu email agora relendo a thread. Estou escrevendo o post nesse momento, mas o texto que eu mandei para o repórter segue abaixo. Ele nos acompanhou em silêncio em um encontro e depois mandou algumas perguntas, tentei responder todas elas no texto mas, obviamente, passei longe de esgotar o assunto.
Como metodologia, utilizamos o Coding Dojo, que propõe a construção
de um ambiente seguro e divertido que apoie a prática deliberada de
disciplinas ligadas a programação. A regra mais importante é que não
deixamos ninguém para trás, e como essa responsabilidade é do grupo, não
de um professor, talvez ela seja a grande diferença entre o encontro e
uma aula convencional.
Nosso formato tem sido:
- Introdução - 20 minutos. Relembramos tópicos da última reunião e escolhemos qual problema resolveremos.
- Programação - 1h 20min. Trabalhamos sobre o problema escolhido usando-o como apoio para praticar as disciplinas que estamos aprimorando.
- Retrospectiva - 20 minutos. Avaliamos o que deu certo e o que não funcionou bem no encontro, o que vamos continuar fazendo e o que vamos fazer diferente.
Há
basicamente três papéis na dinâmica, o piloto, o copiloto e a plateia.
Os dois primeiros são os que estão continuando a resolução do problema
ao mesmo tempo em que explicam para os outros o que está sendo feito e
pensado. Em outras palavras, estão programando, estão comunicando o
problema em uma linguagem tal que humanos e computadores entendam.
Enquanto a dupla programa, a plateia assiste intervindo
somente em caso de dúvidas ou em momentos específicos que reservamos
para sugestões. Quando acaba o turno, geralmente de 5 min, o piloto vem
para a plateia, o copiloto assume o teclado e um da plateia se torna o
novo copiloto. Assim, todos são protagonistas na resolução do problema e
na construção de suas novas habilidades.