Homenagem Cazuza - 20 anos do falecimento e DISCOGRAFIA

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Jul 8, 2010, 7:01:18 AM7/8/10
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Homenagem Cazuza - 20  anos do falecimento e DISCOGRAFIA
 
 
ao final da mensagem DISCOGRAFIA do Cazuza

Ezequiel sai de cena exatos 20 anos após Cazuza

Há 20 anos, em 7 de julho de 1990, Cazuza (1958 - 1990) saiu de cena e entrou para a História da música brasileira pela poesia crua que radiografou com precisão sua geração sem ideologia. Exatos 20 anos depois, Ezequiel Neves - descobridor do Barão Vermelho, o grupo que projetou Cazuza na cena pop dos anos 80 - é quem sai de cena, aos 74 anos, vítima de complicações decorrentes de tumor no cérebro, enfisema e cirrose. A coincidência de datas é um dado curioso que fecha a trajetória de um produtor e agitador cultural tão Exagerado quanto seu pupilo. Mas a vida e a obra de Ezequiel Neves - ou Zeca Jagger, como ele era conhecido no meio musical - não se limitam à relação profissional e pessoal travada com Cazuza com a intensidade que caracterizava a vida de ambos. Dez anos antes de revelar Cazuza, de quem foi parceiro (com Leoni) no hit Exagerado, Zeca já militava na imprensa musical alternativa - mantida com heroísmo na década de 70, tempos ditatoriais que não contavam com as facilidades tecnológicas da era virtual - com artigos espirituosos que fugiam dos padrões formais do jornalismo pop nacional. Mordaz, Ezequiel não fazia média - nem mesmo com a mídia. Não tinha papas na língua. Mas tinha faro. E foi esse faro que o levou a jogar todas suas fichas no som cru e stoneano do Barão Vermelho tão logo ouviu o grupo fundado por Frejat e Guto Goffi. Há quem pense injustamente que o Barão Vermelho estreou em disco, em 1982, porque Cazuza era o filhinho do papai João Araújo, diretor da gravadora Som Livre. Mas não foi bem assim. Foi Ezequiel quem - com o auxílio do produtor Guto Graça Melo - convenceu Araújo de que o Barão merecia um contrato com a Som Livre. Vencida a resistência inicial do executivo, o grupo deslanchou - não de imediato, mas a partir de 1983, com os avais imediatos de Caetano Veloso e Ney Matogrosso - e Ezequiel passou a ser uma espécie de quinto Barão, zelando pela alma da banda ao produzir os discos da turma. Como produtor, Zeca também entrelaçou nos anos 90 sua trajetória fonográfica com as de Ângela RoRo - ao pilotar o primeiro disco ao vivo da artista, gravado em 1993 - e de Cássia Eller (1962 - 2001), que abordou a obra de Cazuza em disco de peso, Veneno Antimonotonia (1997), que desafiou o padrão pop imposto à Cássia pela gravadora PolyGram (atual Universal Music). Enfim, Zeca Jagger - assim chamado por cultuar o rock básico dos Rolling Stones - tinha personalidade. Era expansivo - e sua sonora gargalhada era a perfeita tradução de seu jeito exagerado de viver - e ferino. Às vezes, até cruel. Mas fiel aos seu ideais e ao seu rock.
 
 
 
 
 
Há 20 anos, em 7 de julho de 1990, Cazuza (1958 - 1990) saiu de cena e entrou para a História da música brasileira pela poesia crua que radiografou com precisão sua geração sem ideologia.

A morte de Cazuza completa 20 anos nesta quarta (7). Um dos mais celebrados nomes da música brasileira da década de 80, o cantor carioca morreu vítima da AIDS aos 32 anos (numa bizarra coincidência, seu grande amigo, o jornalista e produtor Ezequiel Neves, morreu na tarde de hoje, exatamente no mesmo dia em que Cazuza também faleceu).

Além da música e das letras, tanto solo como com seu ex-grupo Barão Vermelho, Cazuza deixou um enorme legado de frases e pensamentos, temperados pela sua famosa falta de papas na língua.

Como homenagem a essa figura inesquecível da nossa música, coletamos algumas jóias que saíram da boca de Cazuza.

EU E EU
Sou muito egoísta, centrado em mim mesmo, para me incomodar com os outros.

PADRES ERRADOS
Fui criado por padres errados… Fiquei com trauma. Se vejo um padre saio correndo. Mas os valores do cristianismo eu acho legal.

PROFUNDO
Tem o certo. Tem o errado. E tem todo o resto.

COISA DE HOMEM
Homem que é homem volta atrás. mas não se arrepende de nada.

NA LATA
Transformam o país inteiro num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro.

ATTIUDE PUNK
Hoje sei que vendo meu bacalhau, mas meu lance mesmo é a poesia, que eu mastigo e vomito no público.

QUE PAÍS É ESSE
Sou meio ufanista, mas a miséria, a máfia e o FMI mataram o orgulho da gente.

VIDA BANDIDA
Ser marginal foi uma decisão poética.

ROCK COM AGÁ
O rock brasileiro é fazer gracinhas, é contar piada. O que a gente tem de forte no rock brasileiro é o "agá" que a gente leva.

OUTRO NÍVEL
Eu sou muito diferente do pessoal do Barão. Sou mais velho, mais louco, mais boêmio: eles são mais saudáveis, acordam cedo, não fazem loucuras.

ESPONTÂNEO
Meu trabalho é totalmente intuitivo. Nunca estudei canto, dança, nada... eu sou rouco: eu birito, não tenho nenhum cuidado com a voz. Não faço nenhum exercício. Meu exercício é no palco.

POSTURA
Em 1988 mudei minha maneira de encarar o trabalho. Antigamente, trabalho para mim era diversão. Eu queria me mostrar. Cantava para arranjar broto e para provar para o meu pai que eu era bom. Eu queria era comer todo mundo. E consegui.

ÍDOLOS
Meus heróis morreram de overdose.

LIBERAÇÃO DAS DROGAS
É o cúmulo prender um garoto inteligente, que faz faculdade, que é futuro do Brasil, só porque foi pego com um baseado. É um absurdo internar esse garoto num lugar onde vai ficar tomando remédio... Tem que haver leis mais liberalizantes para isso.

MAMÃE
Supermãe perde perto dela. A do Ziraldo é penico perto da minha.

EXAGERADO?
Meus pais foram muito compreensivos quando comecei a dizer em entrevistas que era bissexual. Só achavam que eu estava exagerando, me expondo, mas esse é o papel deles. Se há alguma coisa errada, é comigo. Procuro as respostas através da vida. Quando ficar velhinho e morrer, ninguém vai mais lembrar deste meu lado. Só a música vai ficar. É só isso que o público vai levar do Cazuza".

GUETO NÃO
Morei um ano na Califórnia e lá tem prefeito gay, clube gay, rua gay, bairro gay e eu achava um horror. Não faria parte de um gueto, nunca. Quero viver num mundo diferente, em que todo mundo conviva igual. Eu não gostaria de andar só com preto, só com judeu, só com viado. Eu gosto de viver é com todo mundo”

DOENTE
Não gosto que me perguntem se estou com aids. Me faz lembrar uma coisa que eu quero esquecer. Contei para muito pouca gente o que eu passei no hospital. Mas todo mundo sabe o que eu tenho.

BOLA DE CRISTAL
Gosto muito de fazer meu mapa astral, e outro dia disseram que meu melhor período da vida ia dos 28 aos 35 anos. Esse seria o tempo de grandes acontecimentos e tudo indica que vai ser bom mesmo. Por isso, adoro previsões. (Cazuza morreu aos 32 anos)

ETERNO
Espero que, no futuro, não esqueçam do poeta que sou. Que as pessoas não se esqueçam de que, mesmo num mundo eletrônico, o amor existe. Existe o romance e a poesia. Que mais crianças venham a nascer e é fundamental o amor aos pais.
 
 
 
 
 
 
 
DISCOGRAFIA:
 
 
 
 
 
1-
 
 
    * 1. Exagerado
 
    * 2. Medieval II
 
    * 3. Cúmplice
 
    * 4. Mal Nenhum
 
    * 5. Balada De Um Vagabundo

    * 6. Codinome Beija-Flor
 
    * 7. Desastre Mental
 
    * 8. Boa Vida (Roberto Frejat
 
    * 9. Só As Mães São Felizes
 
    * 10. Rock Da Descerebração
 
 
 
 
2-
1987 – Só Se For A Dois
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Só Se For A Dois é o segundo álbum solo do cantor de rock brasileiro Cazuza, lançado em 1987. Só Se For A Dois foi gravado no segundo semestre de 1986. Como a gravadora Som Livre resolveu terminar com o seu cast, o disco só foi lançado em março de 1987 pela PolyGram (agora Universal Music Group). A PolyGram, em seguida, contratou Cazuza . Só Se For A Dois inclui o hit "O Nosso Amor A Gente Inventa (Uma Estória Romântica)" e canções românticas como "Só Se For A Dois", "Solidão Que Nada" e "Ritual".
 
    * 1. Só Se For A Dois
 
    * 2. Ritual
 
    * 3. O Nosso Amor A Gente Inventa

    * 4. Culpa De Estimação
 
    * 5. Solidão Que Nada
 
    * 6. Completamente Blue
 
    * 7. Vai à Luta
 
    * 8. Quarta-Feira
 
    * 9. Heavy Love

    * 10. O Lobo Mau Da Ucrânia
 
    * 11. Balada Da Esplanada
 
 
 
 
3-
 
 

Ideologia é o terceiro álbum solo do cantor de rock brasileiro Cazuza, lançado em 1988. É considerado o seu melhor álbum de estúdio e ganhou o Prêmio Sharp de melhor álbum.
 
A AIDS (doença da qual sofria desde 1985) volta a se manifestar em outubro de 1987. Cazuza é internado na Clínica São Vincente, no Rio de Janeiro, para ser tratado por uma nova pneumonia. Logo depois, ele foi procurar tratamento nos Estados Unidos. Ao voltar ao Brasil no começo de dezembro de 1987, depois de dois meses de tratamento no New England Hospital de Boston, Cazuza inicia as gravações para um novo disco. Ideologia lançado em 1988, inclui os hist "Brasil", "Faz Parte Do Meu Show" e a faixa-título. "Faz Parte do Meu Show" foi eleita a música do ano. "Brasil" (Prêmio Sharp de 1988) foi regravado por Gal Costa e foi tema de abertura da novela Vale Tudo da Rede Globo.
 
    * 1. Ideologia
 
    * 2. Boas Novas
 
    * 3. O Assassinato Da Flor
 
    * 4. A Orelha Da Eurídice
 
    * 5. Guerra Civil
 
    * 6. Brasil
 
    * 7. Um Trem Para As Estrelas
 
    * 8. Vida Fácil
 
    * 9. Blues Da Piedade
 
    * 10. Obrigado (Por Ter Mandado)
 
    * 11. Minha Flor, Meu Bebê
 
    * 12. Faz Parte Do Meu Show
 
 
 
 
4-
Cazuza - 1988 - O Tempo Não Para (Ao Vivo)
 
 
 
 
O Tempo Não Pára é o quarto álbum solo do cantor brasileiro de rock Cazuza, sendo o último registro ao vivo do cantor. Foi gravado durante a turnê do disco Ideologia, nos dias 14, 15, e 16 de outubro de 1988 no Canecão, Rio de Janeiro.

É considerado por muitos seu melhor trabalho e conta com sucessos de toda a carreira solo e da carreira com o Barão Vermelho também. O show foi dirigido por Ney Matogrosso, cantor e amigo de Cazuza. A canção "O Tempo Não Pára", tirada do disco, teve enorme sucesso em todo o Brasil e logo se tornou um clássico de Cazuza.
 
01 - Vida Louca Vida (Bernardo Vilhena/Lobão)
02 - Boas Novas (Cazuza)
03 - Ideologia (Frejat/Cazuza)
04 - Todo Amor Que Houver Nessa Vida (Frejat/Cazuza)
05 - Codinome Beija-Flor (Reinaldo Arias/Cazuza/ Ezequiel Neves)
06 - O Tempo Nao Para (Arnaldo Brandão/Cazuza)
07 - Só As Mães Sao Felizes (Cazuza/Frejat)
08 - O Nosso Amor A Gente Inventa (Estória Romântica)(Rogé rio Meanda/Cazuza/ João Rebouças)
09 - Exagerado (Cazuza/Ezequiel Neves/Leoni)
10 - Faz Parte Do Meu Show (Renato Ladeira/Cazuza)
 

 
 
 
5-
Cazuza - Burguesia (1989)
 
 
Burguesia é quinto álbum do cantor de rock brasileiro Cazuza, lançado em 1989. Burguesia é um álbum duplo, sendo o último registro musical do cantor. O álbum foi gravado quando o cantor já se encontrava bastante debilitado.

Mesmo com seu estado de saúde se agravando cada vez mais, Cazuza escreve o maior número de canções possível. Ele pede aos amigos artistas que o visitavam na Clínica São Vincente para compor música para suas letras.

Cazuza gravou e produziu Burguesia quando se encontrava em uma cadeira de rodas e com a
voz nítidamente enfraquecida. É um álbum duplo de conceito dual, sendo o primeiro disco com canções de rock brasileiro e o segundo com canções de MPB. Além de composições próprias o disco inclui também regravações de canções da banda Os Paralamas do Sucesso e de Caetano Veloso. A polêmica faixa-título, que critica a burguesia, foi lançada como single.
 
 
    * 1. Burguesia
 
    * 2. Nabucodonosor
 
    * 3. Tudo É Amor
 
    * 4. Garota de Bauru
 
    * 5. Eu Agradeço
 
    * 6. Eu Quero Alguém
 
    * 7. Baby Lonest
 
    * 8. Como Já Dizia Djavan
 
    * 9. Perto do Fogo
 
    * 10. Cobaias de Deus
 
    * 11. Mulher Sem Razão
 
    * 12. Quase Um Segundo
 
    * 13. Filho Único
 
    * 14. Preconceito
 
    * 15. Esse Cara
 
    * 16. Azul e Amarelo
 
    * 17. Cartão Postal
 
    * 18. Manhatã
 
    * 19. Bruma
 
    * 20. Quando Eu Estiver Cantando
 
 
 
 
 
 
6-
Cazuza - Por Aí (1991) - (póstumo)
 
 
 

   1. Não Há Perdão Para o Chato
   2. Paixão
   3. Portuga
   4. Hei Rei!
   5. Camila, Camila
   6. Por Aí
   7. Andróide Sem Par
   8. Cavalos Calados
   9. Summertime
  10. Oriental II
  11. O Brasil Vai Ensinar o Mundo
 
 
 
 
7-
2005 – O Tempo Não Para (Trilha sonora do filme homônimo) (póstumo)
 
 

Trilha sonora da cinebiografia de Cazuza dirigida por Walter Carvalho e Sandra Werneck. Como não poderia deixar de ser, a trilha traz composições de Cazuza e, também de Guto Graça Mello. As músicas são cantadas por Cazuza e pelo ator Daniel de Oliveira.
 
    * 01-O Tempo Nao Para
 
    * 02-Smoke On The Water
 
    * 03-A Vaca – Maior Abandonado
 
    * 04-Todo O Amor Que Houver Nessa Vida
 
    * 05-Pro Dia Nascer Feliz
 
    * 06-Bete Balanco
 
    * 07-Preciso Dizer Que Te Amo
 
    * 08-Piazzoleando – Exagerado
 
    * 09-Ideologia
 
    * 10-Carta Dani
 
    * 11-O Mundo e Um Moinho
 
    * 12-Ombra Mai Fu
 
 
8-
Cazuza - O Poeta Está Vivo – Ao Vivo no Teatro Ipanema em 1987 (póstumo)
http://www.4shared. com/file/ 78925635/ 5d0bec6f/ Cazuza_-_ Ao_Vivo_Teatro_ Ipanema_- _By_DemoRockGrat is.html
 
 
 
O Poeta Está Vivo é um álbum ao vivo do cantor de rock brasileiro Cazuza, lançado em 2005 pela som Livre. Foi gravado durante aturnê de Só Se For A Dois, no Teatro Ipanema, no Rio de Janeiro em 1987. O repertório do álbum é formado pelos maiores sucessos da carreira solo de Cazuza até então, e de sucessos do Barão Vermelho.
 

    * 1. Só Se For A Dois
 
    * 2. Heavy Love
 
    * 3. Todo Amor Que Houver Nessa Vida
 
    * 4. Vai A Luta
 
    * 5. Completamente Blue
 
    * 6. O Nosso Amor A Gente Inventa
 
    * 7. Ritual
 
    * 8. Codinome Beija-Flor
 
    * 9. Um Trem Para As Estrelas
 
    * 10. Quarta-Feira
 
    * 11. Solidão Que Nada
 
    * 12. Bete Balanço
 
    * 13. Brasil
 
    * 14. Por Que A Gente É Assim?
 
    * 15. Exagerado
 
    * 16. Lobo Mau Da Ucrânia
 
    * 17. Pro Dia Nascer Feliz
 
    * 18. Maior Abandonado
 
 
 
9-
Cazuza e Barão Vermelho - Melhores momentos (1989)
http://www.mediafir e.com/?2sotjzyx4 my
 
 


 

 
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