Eu assisti à palestra da Sylvie na Argentina e ela frisou esse ponto da não necessidade de aerar o fermento seco. Pelos testes laboratoriais (notem: laboratório não é cervejaria) deles, é isso aí mesmo.
Tudo bem por aí, mas isso vale apenas para a primeira utilização do fermento. Em um reaproveitamento de slurry, o fermento já deve ser tratado como um fermento líquido, ou seja, necessita aeração e nutrientes.
Eu simplesmente acho que o fermento líquido é mais legal porque isso se transforma em um novo hobby, assim como o hobby de ser um homebrewer. Eu advoco o uso de fermentos secos para quem está começando a fazer cerveja pela praticidade. Pra homebrewers, o fermento seco é inclusive economicamente mais viável pra quem está começando. Mas no momento em que há o interesse em "algo mais", a primeira coisa é partir para os fermentos líquidos: pela diversidade genética, pelo maior conhecimento adquirido (a quantidade de coisa que se aprende e se melhora na arte de fazer cerveja em função do fermento é enorme), pela diversão que é fazer um banco de fermentos e pelo puro e simples prazer de trabalhar com algo diferente, em busca de novos sabores para a cervejas.
Para cervejarias, o negócio de saber manipular o fermento é ainda mais importante: conheço cervejarias que trabalham com fermentos secos e compram o fermento (seco) para cada brassagem, pois "é mais prático do que reaproveitar". Cada caixinha de US-05 custa uns R$ 250, imaginem o custo disso aí...
Leo Sewald
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Leo Sewald
Seasons Craft Brewery
"start a revolution, drink better beer"