Voltando à pergunta do ronald sobre peroxido de hidrogenio:
O peroxido de hidrogenio H2O2, em agua, libera radicais hidroxila
(OH-), que têm alto poder oxidativo. O peroxido é muito usado para
tratamento de efluentes, pois degrada rapidamente matéria organica.
Portanto, acho que não seria o nosso caso, creio que os radicais
hidroxilas iriam destruir as celulas, ou ao menos os açucares.
On Feb 14, 3:28 pm, "Freitas Renato (CI/OSR2-LA)"
<
Renato.Frei...@br.bosch.com> wrote:
> bom saber... eu já estava começando a me achar paranóico por fazer uma brassagem de 5L toda controlada só pra usar em starter, rssss...
>
> e além dos problemas (e má fé) como os citados no anexo, tem também a maldita oxidação que é comum em extratos velhos,
> especialmente pra nós aqui no brasil, porque muitas vezes já chega aqui com validade no limite, o preço é caro, fica encalhado na prateleira etc.. etc...
>
> a 1a breja q fiz na vida foi com extrato da weyermann, ficou bebível, mas deixou um leve cheiro de cachorro molhado / papelão molhado, hehehehehe...
>
> ________________________________
> De:
dna-da-...@googlegroups.com [mailto:
dna-da-...@googlegroups.com] Em nome de nei Camargo
> Enviada em: terça-feira, 14 de fevereiro de 2012 11:42
> Para:
dna-da-...@googlegroups.com
> Assunto: Re: Na propagaçao, ocorre atenuaçao?
>
> Pessoal, para animar mais a discussão, anexo uma publicação que achei na internet sobre o assunto. Abraços Nei
>
> Em 14 de fevereiro de 2012 11:10, nei Camargo <
nei.cama...@gmail.com<mailto:
nei.cama...@gmail.com>> escreveu:
> OK Leo sua resposta está certa com respeito ao nutriente fornecer o FAN e muito bem colocado sobre o efeito Crabtree, mas minha dúvida permanece sobre a concentração de FAN fornecida ? Será que a quantidade de nutriente atinge os níveis que citei ? Realmente não sei. se vc ou outra pessoa tiver uma citação bibliográfica sobre o assunto ficaria muito agradecido. O Chris também indica fazer o start com maltose e nutriente, mas mesmo assim achei que seria interessante o pessoal relembrar da importância do FAN e como consegui-lo na concentração adequada. Outro fator que pesa é o preço do extrato de malte para o cervejeiro caseiro, principalmente par aquele que produz muito. VAaeu Abraços Nei
>
> Em 14 de fevereiro de 2012 09:51, Leonardo Sewald <
leosew...@gmail.com<mailto:
leosew...@gmail.com>> escreveu:
>
> Pois é, isso também tá dito no livro do Chris White, mas também se usa o termo "propagação" no meio cervejeiro pro que a gente faz, não "pé de cuba" (pessoalmente, digo graças a deus, pois que termo bem horrível esse: pé de cuba ahahahah)
>
> O que o pessoal do vinho fala é do sistema de fed-batch propagation usado pelos sistemas automatizados de propagação. Se dosa pequenas quantidades de fermento em pequenas quantidades de mosto com pequenos níveis de glicose, sempre abaixo de 0,4% para evitar que o fermento faça o Crabtree effect. Lembram do que falei sobre os níveis de glicose serem o gatilho para o fermento decidir se respira ou fermenta?! com baixos níveis de glicose, dessa forma se mantém o fermento sempre respirando. Na prática, isso só funciona em um ambiente automatizado, pois é preciso ter um controle muito preciso dos niveis de DO (oxigênio dissolvido), etanol e glicose para medir a performance da propagação. O
>
> Existe também uma rixa no meio cervejeiro entre cervejeiros que preferem slurry alimentado com 1-batch processing (processo mais antigo e que digamos, seria um processo mais natural) versus o fed-batch processing (que, por ser um processo com muitas variáveis de controle, poderia mexer no metabolismo do fermento e alterar o comportamento de fermentação dele, apesar de gerar mais slurry no final de uma propagação).
>
> Coisas de nerds do mundo cervejeiro. Meio que uma discussão Linux é muito melhor que Windows. Ou Java é lento (pros que vieram da informatica, como eu eheheh).
>
> Nei, sobre o teu ultimo comentário: eu já prefiro usar um DME decente e, se for o caso, adicionar um yeast nutrient que me dê o FAN, como o Fermaid K, por exemplo. Me parece ser uma solução mais elegante e relativamente mais controlada. Já usamos essa prática na Seasons algumas vezes com bons resultados.
>
> abraços
> Leo Sewald
> Cervejaria Seasons
>
> 2012/2/14 Ronald Seffrin von Mühlen <
ronaldv...@hotmail.com<mailto:
ronaldv...@hotmail.com>>
> Com essa teoria que um especialista em vinhos me disse uma vez: "vocês não tão fazendo propagação, o que vocês fazem é um pé de cuba. Propagação acontece num tanque, com agitação, oxigenação e alimentação constante com mosto, em que a gravidade é sempre menor que 1 brix...",. Nessas condições a levedura não fermenta, somente reproduz. "... mesmo assim o pé de cuba é largamente utilizado para dar um UP na quantidade de células".
>
> Ronald Seffrin von Mühlen
>
> ________________________________
> Date: Tue, 14 Feb 2012 03:50:02 -0200
>
> Subject: Re: Na propagaçao, ocorre atenuaçao?
> From:
leosew...@gmail.com<mailto:
leosew...@gmail.com>
> To:
dna-da-...@googlegroups.com<mailto:
dna-da-...@googlegroups.com>
>
> Há o crescimento em ambos os estágios, na respiração (presença de O2) e na fermentação (ausência de O2). Na fermentação, também há a atenuação.
>
> Acho que o que está confundindo a galera é a forma como o fermento resolve fazer as trocas entre esses estágios.
>
> Basicamente, funciona assim:
>
> - se niveis de açúcares > O2 = fermento vai favorecer a fermentação (o que ocorre a maior parte do tempo (Crabtree effect, qualquer quadro com níveis de glicose acima de 0,4% ligam essa "chave" na célula.
>
> - se niveis de O2 > nives de acucares = fermento vai respirar (efeito Pasteur, o que ocorre nas propagações).
>
> Mas como diria o Constantine, "there's always a catch..."
>
> O que acontece é que os níveis de acúcares (glicose, no caso) são o principal gatilho para essa operação por causa do Crabtree effect. Em quase todas as operações em cervejarias os mostos que usamos contem mais de 0,4% de glicose (pensem num mosto de cerveja!), ou seja, independente dos níveis de oxigênio presentes no mosto, o fermento sempre escolheria fermentar ao invés de respirar. Dessa forma, por isso que é importante fazermos um starter com DME de boa qualidade, onde teremos altos níveis de maltose (e baixos níveis de glicose) o que faz com que nosso fermento respire mais e fermente menos, e aproveite uma fase de crescimento maior.
>
> Leo Sewald
>
> 2012/2/13 Gabriel Kollross <
gabrielkollr...@gmail.com<mailto:
gabrielkollr...@gmail.com>>
> também fiquei com essa duvida! pra mim faz sentido a propagação atenuar o mosto
>
> se não, não faria sentido utilizar mosto pra propagar fermento.
> para a reprodução, a levedura tem que tirar energia de algum lugar...
> ou não?!
>
> abraço
>
> Gabriel Alexandre Kollross
> Graduando em Engenharia de Produção Elétrica
> Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
>
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> (48) 9623 8551
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> Leo Sewald
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