Captcha em um processo eletrônico da Justiça? É injusto.
Sou cego e o mesmo captcha que protege a página contra acessos
automatizados nega-me o direito de conhecer o seu conteúdo, dado que o
leitor de telas lê texto, mas não lê imagens de verificação.
Já ouvi de desenvolvedor: "Mas o que você quer que eu faça? O que não
posso é comprometer o meu site por causa de um usuário cego que sequer
sei se aparecerá algum dia".
Fossem todos cegos e rapidamente as soluções apareceriam. É fácil
transformar o problema em uma curiosidade estatística quando não se
tem o problema.
Sei que o foco de sua mensagem não foi aquele de criar captchas, mas
de decodificá-lo. Por isso, não há qualquer conteúdo de crítica. Fiz
apenas o meu comercial. Quando leio sobre captchas, não consigo deixar
de manifestar-me.
Por causa da falta de preocupação com acessibilidade, há muita gente a
sofrer. Ouvi falar de caso em que uma moça cega passou em um concurso
público após anos de estudo. Então, foi avaliada por comissão
multidisciplinar e concluíram que ela não tinha condições de assumir a
função, afinal, não conseguia operar um dado sistema.
Mas é claro que ela teria condições se tivesse o sistema sido
desenvolvido segundo os padrões de acessibilidade do E-MAG ou da W3C.
Não sei qual foi o desfecho. Talvez o caso tenha ido parar na mesma
justiça que utiliza captchas.
Em 01/03/16, Alessandro Willian<
awill...@gmail.com> escreveu:
> --
> Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "Django
> Brasil" dos Grupos do Google.
> Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele, envie
> um e-mail para
django-brasi...@googlegroups.com.
> Para obter mais opções, acesse
https://groups.google.com/d/optout.
>
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Luciano de Souza