Me causa muita estranheza você se dirigir a mim com essas palavras,
pois o que foi dito é de conhecimento até do mundo mineral em
Oriximiná. Note que outras pessoas (alunos e funcionários frequentam o
Campus e vêem o que se passa, e sabem o modus operandi - um pouco de
latim para variar - vigente aí no Campus).
Antes de mais nada, olhe o meu currículo Lattes, está disponível e é
de acesso público. Olhe o meu histórico profissional e as instituições
pelas quais passei. De relance, olhe também a minha formação. Por
último, caso você possa dispor de alguns segundos do seu tempo, dê uma
olhada no montante de recursos que a Profa. Renata e eu (sim, fomos
apenas nós dois que escrevemos o projeto aprovado pela
FAPESP/FAPEMIG/FAPESP & Vale S.A., e não tivemos a colaboração nem sua
nem do Domingos, apesar de eu ter falado com você uma semana antes do
prazo, você nunca me entregou sequer um resumo de 5 linhas, como eu
havia solicitado na última conversa que tivemos antes de submeter o
projeto), estamos trazendo para a UFOPA - só este último elemento
demonstra com clareza de cristal o nosso compromisso com a Instituição
que fazemos parte. Se essa era uma dúvida sua, acho que dá para sanar.
Ah, nem vou pedir que você olhe o currículo Lattes da Profa. Renata,
porque é melhor que o meu.
Em relação à nossa ida para Oriximiná, como já descrito, ela só foi
viabilizada pela generosidade do reitor e do pró-reitor de
planejamento, os quais após minha grande insistência e explanação de
motivos aceitaram autorizá-la.
Quanto à concessão de espaço físico para nos acomodar, não há nada de
mais natural em qualquer Instituição, logo isso não representa nenhum
mérito do Campus. Outrossim, como também é de conhecimento da
administração, a Profa. Renata e eu investimos só no carro do campus
quase R$ 3.000,00 (três mil reais) de nossos próprios projetos e de
recursos pessoais. Adicionalmente, mensalmente contribuimos com o
Campus somente em bolsa PIBIC o montante de R$ 1.200,00 (um mil e
duzentos reais). Além disso, somente com a nossa ida para Oriximiná
estávamos contribuindo com R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) de
projetos de pesquisa. Será que isso também não serve para demonstrar
um pouco do nosso "quase imperceptível" empenho?
Quanto ao empenho institucional do Campus de Oriximiná, realmente
fiquei surpreso: depois de investirmos o montante acima apenas no
carro do Campus, tivemos que ir até São Paulo para comprar um carro
para fazer nossas atividades de campo (investimento de R$ 206.000,00 -
duzentos e seis mil reais - apenas no carro para fazermos nossas
pesquisas), pois o carro do Campus precisava ser usado para atividades
mais importantes, como o transporte de mulheres apenas com as "roupas
de baixo" para os igarapés das proximidades. Quando voltamos com o
carro para executar as atividades dos projetos, o telefone do
laboratório havia sido cortado e sequer fomos avisados; alguns dias
depois a conexão com a internet do nosso laboratório foi cortada
fazendo com que perdêssemos uma proposta de R$ 2.000.000,00 (dois
milhões de reais, o que também poderia estar sendo investido na nossa
Instituição neste momento) que estávamos programando com a UNESP/UFMG
e UFAM há mais de 3 meses antes e sequer fomos avisados, e ficamos até
o último dia de trabalho sem conexão com a internet porque a
administração do campus assim o resolveu. E você ainda tem coragem de
dizer que houve empenho institucional? Sim houve, mas no sentido
oposto. Até uma placa de petri ou uma lamínula que os nossos alunos ou
nós mesmo precisássemos tinha que ser solicitado via ofício (até mesmo
para a preparação de aulas). Onde você acha que estava quando obrigou
uma de nossas alunas a devolver uma placa de petri porque "o pessoal
do MEC viria fazer uma visita e iria querer saber onde estavam as
placas de petri"? Caso você não saiba, vidraria é consumível, quebra
etc., e nenhuma comissão de visitação técnica no mundo vai querer
saber de vidraria ou outro consumível qualquer.
Por outro lado, de forma alguma tentei denegrir sua imagem, e nem
poderia fazê-lo. Apenas citei os exemplos corriqueiros referentes aos
professores do campus (por acaso, atualmente, só há dois professores,
até onde eu sei) e não há maculação alguma nisso. Não me importo com a
sua frequência, de forma alguma, pois o docente tem que ter certas
maleabilidades pela própria natureza de suas atividades. Por exemplo,
nos meses de agosto e setembro a Profa. Renata e eu passamos bastante
tempo em atividade fora do Campus, estávamos articulando a rede de
pesquisa com a UNESP/UFMG e UFAM (que perdemos porque a conexão de
internet do nosso laboratório foi cortada), assim como eu estive
participando de várias reuniões em Santarém (e.g., FINEP,
Pós-graduação etc.), estávamos adquirindo em SP o veículo para as
atividades dos projetos de pesquisa, além dos nove dias que passei
dirigindo de São Paulo até Oriximiná para trazermos o veículo.
Entretanto, nos meses anteriores e posteriores, chegamos a trabalhar
mais de 15 horas por dia, especialmente nas épocas de submissão de
projetos, quando saíamos às 4, 5 ou mesmo 6 da manhã (converse com os
vigilantes da época, que eles poderão falar a você) do laboratório e
retornávamos às 8 ou 9. Talvez você não saiba o que significa
trabalhar das 5 da manhã às 23 horas, mas nós sabemos. E um dos
resultados disso são os projetos que conseguimos aprovar.
Com relação à minha seriedade e maturidade, talvez se você olhasse o
meu currículo Lattes (como já dito antes) você perceberia.
Por fim, muito obrigado pelos parabéns, espero que neste ano de 2011
você também tenha a oportunidade de aprovar muitos projetos e orientar
muitos alunos, pois como disse em várias ocasiões: a turma de biologia
de Oriximiná é a melhor turma que já ministramos uma disciplina! Ou
seja, vocês tem tudo de bom aí: alunos muito bons, espaço físico e
equipamentos (pena que estes últimos estão se perdendo sem sequer
serem usados - como aquelas 6 lupas e 8 microscópios que a Profa.
Renata e eu retiramos do entulho para uso no nosso laboratório).
Um forte abraço,
Em 14 de janeiro de 2011 19:31, Siany Liberal <sianyl...@gmail.com> escreveu:
> Caro Prof. Pedro Dias,
>
> Muito me admira o seu destempero em faltar com a verdade em relação a
> minha atividade junto à UFOPA. Pois como você não está participando do
> PARFOR (que é a única atividade acadêmica da UFOPA de fato em
> Oriximiná), desconhece as atividades que estão sendo desenvolvidas. Os
> dois únicos meses que você infelizmente usou para denegrir minha
> imagem junto aos gestores, foram os meses mais produtivos onde tivemos
> que orientar projetos, corrigir relatórios e auxiliar na confecção de
> pôsteres, das turmas de Pedagogia e Letras UFOPA 2010, na disciplina
> SINT/IBR, trabalhos estes que foram apresentados e avaliados em um
> evento da UFOPA- o qual os gestores têm conhecimento (11 de Dezembro-
> Encontro de Integração e encerramento das atividades do CFI em
> Oriximiná). No qual também estivemos trabalhando como avaliadores de
> trabalhos de outras turmas.
>
> Além disso, tenho outras atividades: Coordenadora do programa de ação
> interdisciplinar (PAI), e executo projeto DCR (UFOPA) “Estudo sobre a
> ocorrência de propriedades neuroprotetoras da Peperomia pellucida
> (Erva de Jabuti) e Jatropha curcas (Pião Branco) em ratos com
> distúrbios de regulação hidroeletrolítica resultantes a intoxicação
> por mercúrio e alumínio”, financiado pela FAPESPA - o qual
> apresentamos resumo em congresso da Sociedade Brasileira de
> Neurociências e Comportamento.
>
> O que mais me admira, e sua falta de habilidade ao se “defender” de um
> procedimento tão normal no tramite das instituições Ensino Superior,
> que é uma comunicação de encerramento de atividades dos docentes em
> trânsito (em transferência de uma unidade para outra) para o
> conhecimento do setor de gerenciamento de recursos humanos, informação
> esta necessária para sua realocação. O que de certa forma, você é
> teria o maior interesse em prestá-las, pois isso representa a garantia
> de compromisso com sua regularização junto a UFOPA, evitando futuras
> más interpretações.
>
> E pior, atacando como se você estivesse sendo perseguido, embora isso
> nunca tenha acontecido. Ao contrário, a direção deste Campus se
> empenhou para promover sua remoção e acomodação aqui em Oriximiná,
> tanto conversando e defendo (em encontros com os mesmos gestores que
> receberam esse e-mail), o argumento de que para uma nova universidade
> que é livre e democrática, o bem estar e a harmonia também são
> importantes para a fixação dos novos docentes contratados por essa
> instituição. Inclusive, usando o seu argumento para remoção, que era
> justamente para “fugir de conflitos”, mas ao que parece você ajuda a
> gerar muitos destes conflitos. Bem como, a direção não mediu esforços
> ao disponibilizar estrutura física e fazer outras concessões.
>
> Sem falar de todo o desgaste institucional para conseguir sua remoção,
> acreditando que você estaria certo de sua opção, o que não ocorreu. Os
> motivos pelos quais você disse ter voltado para Santarém são nobres-
> estar preocupado com a saúde de sua esposa-, o que me faz pensar que
> se não fosse por isso você ainda estaria aqui contribuindo com a nossa
> Intituição.
>
> Peço que você se retrate, pois além de tentar denegrir minha imagem,
> não mandou uma cópia deste e-mail para meu conhecimento, usando assim
> a relação pessoal para atingir seus objetivos, isso não é uma postura
> de um docente sério e maduro.
>
> Parabéns pelo seu projeto aprovado. E um Feliz 2011.
>
>
> Siany da Silva Liberal
>
> --
> Profa. Dra. Siany da Silva Liberal
> Universidade Federal do Oeste do Pará
> Campus de Oriximiná
> Rod.PA 254, 257- Santíssimo
>
--
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Prof. Dr. Pedro Dias
Universidade Federal do Oeste do Pará
Campus de Oriximiná
Plant Systematics Lab
Rod. PA-254, 257
68270-000
Oriximiná, PA, Brazil
Phone/fax: + 55 93 3544-1365 (Sec.), Ext. 23
Mobile: + 55 93 8128-3668
Skype: ppdias
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