Grijalbo Fernandes Coutinho
unread,Nov 15, 2013, 5:36:52 PM11/15/13Sign in to reply to author
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Jornal da LBI - Liga Bolchevique Internacionalista Nº 265 -
1ª Quinzena
JULGAMENTO DO “MENSALÃO”
Farsa jurídica desatou onda nacional de perseguição aos movimentos sociais e suas lideranças políticas
Não foram poucas as vozes no
interior da “oposição de esquerda” que aplaudiram o julgamento pelo STF
do chamado esquema do “Mensalão”. Afirmavam, estes falsos vestais da
esquerda revisionista, que se tratava de fazer “justiça” contra a
degeneração moral e material em que se encontra a direção histórica do
PT.
Afinal o julgamento do Supremo serviria como uma espécie de “acerto
de contas” contra os que promoveram a reforma neoliberal da previdência
para beneficiar o capital financeiro. Também serviria, segundo a mesma
lógica “moralista”, para punir a corrupção pessoal dos dirigentes
petistas que elevaram em muito seu padrão de vida, ostentando
publicamente carros de luxo e residências faraônicas.
Na esteira da
mídia “murdochiana”, a “oposição de esquerda” passou a acalentar a
figura do “carrasco” dos mensaleiros, o falastrão reacionário Joaquim
Barbosa. Sob um cálculo eleitoreiro o PSOL e PSTU (seguidos pelas seitas
revisionistas) silenciaram o caráter de classe do STF, omitindo
simplesmente que se tratava de uma corte maior da burguesa, a serviço
dos grandes grupos capitalistas nacionais e até estrangeiros.
Outros
setores minoritários da esquerda revisionista, um pouco menos integrados
à institucionalidade parlamentar, caracterizaram “puritanamente” o
espetáculo fraudulento da Ação Penal 470 como uma mera disputa
interburguesa e, portanto ficariam “neutros” diante do seu desfecho.
Desde a LBI denunciamos “na primeira hora” o embuste midiático montado
pela burguesia, a partir do controle que mantém do STF, para
criminalizar o conjunto da esquerda e suas lideranças políticas
(reformistas, revisionistas ou revolucionárias), tendo como ponto de
partida o chamado “julgamento do século”.
Se é inteiramente verdade que a
“antiga” direção do PT estava submersa no mar de lama da cooptação
estatal burguesa, traficando “generosas” comissões para o favorecimento
de empresas capitalistas que mantém “negócios” com o governo central,
não seria a instituição mais venal desta “república de novos barões”, o
STF, que teria a envergadura histórica de “punir” os “mensaleiros”.
Como
marxistas não podemos esquecer que esta mesma corte de “ilibados”
magistrados avalizou o maior saque já realizado a este país, a
“Privataria Tucana”.
Mas enquanto o “circo” do julgamento do “Mensalão”
ainda se arrasta na mídia, desde as eleições passadas e quem sabe até as
próximas, se desencadeia uma onda nacional de repressão jurídica aos
movimentos sociais acusados de “subversão da ordem”!
Como havíamos
corretamente prognosticado a burguesia, contando com a anuência do
governo Dilma, utilizaria o engodo do julgamento do “Mensalão” como
legitimação social para desencadear uma feroz ofensiva contra o
movimento de massas.
Enquanto “fecha os olhos” para todos os esquemas
pesados de corrupção da oposição conservadora (Mensalão mineiro,
Propinoduto paulista etc...) o STF convoca uma cruzada “cívica”,
encabeçada pelo novo herói do PIG, para encarcerar os “esquerdistas” de
“ontem e de hoje”!
O verdadeiro “estado de exceção” que hoje vive o estado do Rio de
Janeiro, e em menor escala também São Paulo, com prisões, torturas e
até mesmo assassinatos, é subproduto direto da escalada de “terror
legal” patrocinada pelos ministros reacionários do STF.
Se no período
anterior os “mensaleiros” foram “eleitos” pelo PIG como os piores
“vilões” da nação, agora é o movimento Black Bloc o “escolhido” como o
“inimigo público” número 1 do país. Mas também o conjunto do movimento
sindical tem sido alvo de fustigamentos por parte da justiça burguesa,
decretando a ilegalidade de várias greves e paralisações.
Toda
mobilização que ultrapasse os estreitos limites da legalidade burguesa
logo é considerada como “vândala” e “desordeira”. Os que aplaudiram ou
silenciaram (como por exemplo o PSTU) diante da sanha direitista do STF,
agora se ressentem do momento repressivo que atravessa o país. Parece
que os “dividendos eleitorais” que a “oposição de esquerda” esperava
faturar apoiando a sinistra ação do STF, foram mesmo “revertidos” em
prisões e perseguições políticas contra o movimento de massas.
Mas
seria injusto, de nossa parte, nominar apenas a “oposição de esquerda”
como cúmplice política do dantesco teatro montado no STF.
Setores do
próprio PT, encastelados no Planalto, urdiram de forma traiçoeira um
conluio para afastar da vida política os dirigentes da tendência
“Articulação”, como Dirceu e Delúbio. Estavam diretamente comprometidos,
Palocci e Cia, com a indicação de Dilma para um novo mandato
presidencial, pretendendo manter Lula acuado e afastado das próximas
eleições. Dilma “lavou as mãos” e deixou totalmente a vontade os
ministros do STF,embalados pelo PIG, promoverem uma verdadeira “caça às
bruxas”, no melhor estilo dos tempos da ditadura militar.
Não
nutrimos a menor simpatia ou relação política com os dirigentes da
“Articulação”, pelo contrário, fomos a primeira corrente a declarar
oposição de classe ao governo da Frente Popular, logo quando assumiram a
“gerência geral” do Estado capitalista em 2003.
Mas não poderíamos de
forma alguma engrossar o coro da reação e “embelezar” a instituição da
corrupção suprema deste país.
Os marxistas leninistas da LBI não estão
entre aqueles que abonaram a profunda degeneração programática e
material dos dirigentes do PT, mas entendemos que será tarefa da própria
classe operária através de seus organismos, e não da justiça dos
capitalistas, realizar o balanço histórico dos atos de decomposição
moral e política da direção petista.
Rechaçar a ofensiva patronal ora em
curso, reafirmando com vigor a legitimidade dos métodos da ação direta
dos oprimidos, é parte central de uma plataforma de combate por uma
alternativa de poder revolucionário dos trabalhadores.
Para educar a
nova vanguarda classista nas melhores tradições socialistas da
independência de classe, não podemos disseminar ilusões em nenhuma
instituição deste regime infame da democracia dos ricos!
18h19min]
Jornal da LBI - Liga Bolchevique Internacionalista Nº 265 -
FAMIGLIA MARINHO
Autocrítica do apoio à quartelada militar ou prenúncio de um novo golpe de estado por outras vias?
Em um editorial recente o
pastelão O Globo anunciou uma “autocrítica” pelo “apoio editorial” ao
golpe militar desferido contra o povo brasileiro em 1964. A primeira
leitura deste tardio “perdão” poderia apontar para uma singela
readequação da mafiosa famiglia aos novos tempos de “democracia”.
Afinal
de contas, este regime vigente da “democracia dos ricos” caiu como uma
luva aos interesses comerciais do poderoso grupo de comunicações, que
manteve praticamente inalterada sua hegemonia no setor.
Não se pode
esquecer que o apoio (na verdade uma conspiração) a todo processo que
culminou na derrubada do governo nacionalista de Goulart, teve como
primazia os interesses comerciais do empreendimento dos Marinho.
Com a
sedimentação da ditadura militar o jornal O Globo transformou-se
rapidamente em uma rede nacional de TV, desbancando o império das
comunicações nacional, construído por Assis Chateaubriand. Em plena
sintonia com o imperialismo Ianque, que financiou inicialmente todo o
megaprojeto dos Marinho em parceria com o grupo Time Life, a TV Globo
converteu-se na principal base de apoio de “massas” do regime militar (o
monopólio da cobertura da copa do mundo em 70 foi o ponto determinante
da inflexão), sendo muito bem gratificada pelos serviços prestados.
Mas
se no caso dos milicos a “ideologia” reacionária dos Marinho casava
muito bem com seus interesses empresariais, não se pode dizer o mesmo da
última década dos governos petistas, onde mesmo sendo beneficiada com
generosas verbas estatais (faturadas diretamente por anúncios públicos
ou via empréstimos do BNDES), a rede Globo não consegue digerir uma longa
sequência histórica de “poder” da Frente Popular. Por suas viscerais
ligações com o grande “Amo do Norte”, os Marinho se oferecem mais uma
vez para serem parceiros da ofensiva imperialista contra os governos da
“centro-esquerda” na América Latina, só que desta vez “jurando amor”
pela democracia!
Somente muito tolos ou inocentes úteis podem acreditar que a
participação dos Marinho em 64 se restringiu a um “apoio editorial” aos
militares golpistas. Como esquecer nas páginas de O Globo a fotografia
de nossos combatentes sendo expostas com a chamada de “Procura-se os
perigosos terroristas”! Será que a “amnésia” dos Marinho os fizeram
esquecer de seus inúmeros editoriais, ao longo de vinte anos celebrando
figuras sinistras como os torturadores Fleury, Costa e Silva e Médici.
E
quando vociferaram por repressão brutal ao movimento operário, os
Marinho por acaso estavam vivendo em um momentâneo “surto” autoritário?
Mas não mais que de repente a rede Globo se declarou contrária a censura
e até “protetora” de intelectuais comunistas perseguidos pelos
militares, e como justificar a completa legitimidade que deu ao
famigerado AI-5? Realmente a “autocrítica” dos Marinho não é capaz de
convencer a ninguém minimamente esclarecido sobre a história recente do
país, parece mesmo estar voltada a sinalizar para a burguesia nacional
que tomarão outro caminho político para “encurtar” a era estatal
petista, ou seja o do golpe constitucional, desta vez em nome da
democracia!
O controle político que os Marinho hoje detém da
maioria do STF, produzindo midiaticamente a figura de seu presidente
como um “herói nacional” em pleno “combate” aos corruptos dirigentes do
PT, é um claro sinal de seus objetivos golpistas, que podem percorrer
várias trilhas. Só este elemento deveria receber a mais veemente repulsa
de todo o arco das forças que reivindicam a democracia formal em nosso
país, a exigência da renúncia do conjunto desta comprometida Corte
Suprema se coloca como tarefa imediata do movimento de massas.
Desgraçadamente muitos dos que fazem oposição de “esquerda” ao governo
Dilma pensam que é progressiva a “chicana” feita pelo STF contra o PT,
ignorando que se trata de um ataque ao conjunto da esquerda e das
próprias liberdades democráticas.
A primeira opção dos golpistas e
seu partido midiático, o PIG, ainda é o tradicional processo eleitoral.
Neste terreno, possuem todos os instrumentos possíveis para a
manipulação contra o PT e a favor das candidaturas conservadoras.
Também
contam com o fraudulento sistema da urna eletrônica, criado como um
recurso preventivo da burguesia para evitar resultados eleitorais
inaceitáveis. Mas a ofensiva imperialista em curso “trabalha” com
variantes que necessariamente não podem esperar somente pelo resultado
das urnas, por mais manietados que estes sejam.
Nesta via entram em cena
as alternativas golpistas “constitucionais”, lastreadas nas próprias
instituições do regime vigente (como recentemente ocorreu em Honduras e
no Paraguay), que necessitam de forte legitimação nos setores da
população desorganizada. Este processo está em plena gestação em países
como Venezuela, Bolívia e Equador e de forma mais embrionária na
Argentina e Brasil.
A Globo, seguindo a orientação imperial, ao anunciar
sua “autocrítica” em relação ao apoio dado a quartelada militar, na
verdade, pretende declarar a “praça” que está bem ativa na organização
golpista “constitucional”.
Jornal da LBI - Liga Bolchevique Internacionalista
AGORA É OFICIAL
ITAÚ muda nome de uma das suas empresas para REDE, será que Campos e Marina receberão os “royalties”...
A Redecard, empresa do
conglomerado financeiro ITAÚ Unibanco, passou a se chamar Rede. O
anúncio oficial foi feito nesta terça-feira (22/10).
O banco controlado
pela família Setúbal reposicionou a marca de captura de transações de
crédito e de débito com o objetivo de “adaptá-la” à “nova conjuntura”
surgida com as “Jornadas de Junho” e anunciou a entrada da empresa em um
novo segmento de negócios, “focado em pessoas físicas e profissionais
liberais”, ou seja na classe média. Como principais financiadores do
projeto político “Marina” os Setúbal agora se apropriam da legenda REDE,
se não no campo eleitoral, em função da negação do registro pelo TSE,
mas pelo menos no terreno comercial.
O Brasil é o quarto maior mercado
de cartões de crédito do mundo, atrás de EUA, Canadá e China, e
movimentou no ano passado R$ 710 bilhões em transações. A previsão do
ITAÚ é que o país movimente R$ 800 bilhões neste ano. Dados do próprio
banco mostram que 75% da população brasileira têm cartões, mas que ainda
há espaço para crescer. A aposta de “colar” o nome REDE a uma
empreitada comercial contou com o aval pessoal de Marina e de sua
anturragem vendida, mas não se sabe ainda o que o governador Eduardo
pensa a respeito da questão, será que esta dupla de vigaristas políticos
receberá os “royalties” do grupo ITAÚ?
Além da mudança de nome, a nova marca da empresa também foi
redesenhada pela família Setúbal. O novo logo traz todas as letras da
Rede conectadas uma à outra, e as cores mudaram. A simetria com o
símbolo político do REDE de Marina fica patente. Assim como o ITAÚ, a
Rede terá presença forte do laranja e do amarelo. Fernando Chacon
diretor executivo de marketing do grupo ITAÚ definiu assim a mudança: “A
Redecard deixa de ser empresa adquirente para assumir sua posição de
líder da indústria de meios de pagamento”, como se pode notar a
expectativa do conglomerado financeiro não é pequena na evolução da
“nova” Rede, talvez porque acreditem que a chapa neoliberal de
Eduardo&Marina (ou vice-versa) tem grandes chances de ocupar o
Planalto para “facilitar” as reivindicações... dos rentistas.
Mas
se as “esperanças” do setor financeiro recaem preferencialmente sobre a
candidatura do PSB à presidência, não podemos afirmar que sob os
governos da Frente Popular estes parasitas saíram perdendo. Este é o
caso do Bradesco (parece nutrir simpatias por um novo mandato para
Dilma), que acaba de anunciar um lucro recorde de três bilhões de Reais
somente no terceiro trimestre deste ano, ao mesmo tempo que reajustam
miseravelmente os salários da categoria bancária sob a justificativa de
seguir as “metas” inflacionárias determinadas pelo Banco Central. Para
mostrar aos banqueiros que sua reeleição também é conveniente ao setor,
Dilma vem retomando com força a política neomonetarista de elevação
constante da taxa básica de juros, a SELIC. Assim cai por terra a defesa
incondicional que alguns “intelectuais” chapa branca faziam do governo
do PT, caracterizando a “gerência” da Frente Popular como
“neodesenvolvimentista”, juros baixos mesmo só para grandes empresas
capitalistas subsidiadas pela “generosidade” do BNDES.
A mais
nova “economista” do mercado, Marina Silva, anteriormente identificada
com a charlatanice da tese de um “desenvolvimento sustentável” do modo
de produção capitalista, agora faz apologia do “tripé” econômico
implantado com ortodoxia na era FHC. O tal “tripé” neoliberal pressupõe
um duro ajuste fiscal combinado com uma política de arrocho monetário e o
cumprimento das metas inflacionárias, traduzindo é a velha receita do
imperialismo para colocar o país em recessão no sentido do pagamento
rigoroso dos serviços da dívida pública. O “socialista” Eduardo Campos
que “abraçou” programaticamente o REDE, tenta inutilmente se descolar da
imagem de candidato ungido pelo mercado financeiro, mas sua provável
vice não faz o menor esforço em dissimular suas opções ideológicas e
comerciais.
Para acabar com esta verdadeira promiscuidade entre o
setor empresarial privado a escória política e o estado nacional, é
necessário demolir as instituições do regime burguês, pela via da ação
das massas no rumo da revolução socialista. Não há reforma social
possível nos marcos do Estado capitalista, a corrupção e a “troca de
favores” são partes integrantes e indissolúveis da acumulação privada de
capital. Como afirmou Lenin, em plena época histórica do domínio
imperialista sobre os povos e nações, se destaca a hegemonia do capital
financeiro sobre todos os ramos da produção humana. O que assistimos
hoje na conjuntura política do Brasil é a confirmação plena das teses
Leninistas, onde os banqueiros e rentistas apostam em seus candidatos a
“gestores” estatais dos negócios gerais da burguesia.