O livro ‘Vida em rede: conexões, relacionamentos e caminhos para uma
nova sociedade’ tem como objetivo disseminar conceitos, ideias e
reflexões sobre a atuação social em rede, evidenciando a importância
desse modelo de organização para a transformação de realidades
O Instituto C&A lançou o livro Vida em rede: conexões, relacionamentos
e caminhos para uma nova sociedade. Reunindo oito artigos, a
publicação tem como objetivo disseminar conceitos, ideias e reflexões
sobre a atuação social em rede, evidenciando a importância desse
modelo de organização para a transformação de realidades complexas e
refletindo sobre os processos desta natureza que têm proliferado no
campo dos direitos de crianças e adolescentes. O livro aborda, entre
outros assuntos, os aspectos constitutivos de uma rede; a forma como
potencializa o processo democrático e de que maneira isso impacta as
ações de advocacy e incidência realizadas pelos atores da sociedade
civil; o que os investidores devem considerar ao apoiar redes; e quais
os principais desafios práticos. Especificamente, busca analisar ainda
como o paradigma das redes foi incorporado à visão sobre os direitos
da criança e do adolescente contida no ECA (Estatuto da Criança e do
Adolescente) e como o Sistema de Garantia de Direitos tem se
construído nesta perspectiva de rede. "Nosso trabalho de apoio às
redes persegue o objetivo de promover a cooperação, a convergência e a
multiplicação de esforços entre organizações e pessoas, de modo a
contribuir para a garantia dos direitos da criança e do adolescente no
Brasil. É dada ênfase ao direito à educação, mas sabemos que sua
garantia depende também da conquista de outros direitos, por isso a
abrangência da proposta", explica Paulo Castro, diretor-presidente do
Instituto C&A, no prefácio do livro. No capítulo Um breve olhar sobre
as redes do campo dos direitos da criança e do adolescente, a
secretária executiva da Rede ANDI Brasil, Ciça Lessa, resgata o
processo de organização dos atores envolvidos na defesa dos direitos
de meninos e meninas no contexto de elaboração do ECA. Para ela, a
articulação desses atores, unidos com o propósito de construir o marco
legal, resultou em uma atuação democrática cujo modelo de rede "deixou
como saldo também uma primeira e exitosa experiência de articulação",
referindo-se ao Fórum Nacional Permanente de Entidades Não
Governamentais de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente
(Fórum Nacional DCA). Ainda de acordo com a secretária executiva da
Rede ANDI, as redes no campo sociopolítico dos direitos da criança têm
como característica o enfrentamento de problemas específicos, atuando
pela formulação de políticas e para garantir o atendimento integral de
crianças, adolescentes e suas famílias. "O fenômeno que se apresenta
pode, assim, ser entendido - para além do feixe de fluxos de cada uma
dessas redes - como a dinâmica de constituição de um tecido social que
a articulação de atores institucionais, interagindo de forma
colaborativa e guiados por objetivos compartilhados, pretende criar e
fortalecer: uma sociedade comprometida com a defesa e a promoção dos
direitos de crianças e adolescentes", ressalta Ciça Lessa. Para ter
acesso o livro e efetuar o download gratuito basta acessar
http://www.direitosdacrianca.org.br/midiateca/publicacoes/vida-em-rede_conexoes-relacionamentos-e-caminhos-para-uma-nova-sociedade.
Conexões entre os autores Os artigos são de autoria de cinco
especialistas na área: - Cássio Martinho, jornalista e consultor em
gestão de redes; - Ciça Lessa, mestre em Jornalismo pela Escola de
Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e
secretária-executiva da Rede ANDI Brasil; - Ilse Scherer-Warren, pós-
doutora em Sociologia pela Universidade de Londres e professora
titular de Sociologia da Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC);- Dalberto Adulis, mestre em Administração pela Faculdade de
Economia e Administração da USP (FEA/USP) e diretor-executivo da
Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças (ABDL); -
Ricardo Wilson-Grau, consultor em planejamento, monitoramento e
avaliação de redes internacionais de mudança social. Tecendo a RedeO
programa Redes e Alianças tem o objetivo de promover a cooperação, a
convergência e a multiplicação de esforços entre organizações e
pessoas, de modo a contribuir para a garantia dos direitos da criança
e do adolescente no Brasil. Uma das formas de atuação do programa é a
promoção, fomento e disseminação da produção de conhecimento sobre
redes, daí a proposta de editar um livro sobre o assunto. A relação
de iniciativas apoiadas inclui a Rede ANDI Brasil, a Oficina de
Imagens, o Grupo de Trabalho (GT) Nacional Pró-Convivência Familiar e
Comunitária, o Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
(FNDCA) e a Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de
Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Juventude (ABMP).
Fonte: Site Recriando
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