Fundo para o TESOURO

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ALEX SS

unread,
Nov 4, 2009, 5:12:24 PM11/4/09
to Diskonigado
Você sabe quem foi Franz Kafka? Não!
Saiba um pouco mais sobre este notável escritor em:
http://vlutermano. free.fr/index. html
Um esperantista traduziu muito bem algumas de suas obras.
Lembro-me que comprei uma tradução brasileira(boa tradução, por
sinal), "Carta ao PAI", por mais de R$20,00. A versão em esperanto é
excelente (Letero al la Patro).
Fiquei a pensar: onde está a riqueza de nossa língua(Esperanto)? O seu
tesouro acaso não estaria na a) literatura, na b) comunicação que
competentemente estabelece, no c) seu movimento, onde encontramos as
relações sociais.
Atento particularmente para a literatura. Não que os demais itens
sejam menos importantes, não. Mas é na literatura onde se registra as
ações do NIA MOVADO, em seus vários estilos e campos(literário,
jornalístico, jurídico, científico...).
Proponho um debate em torno desse tema. Não seria interessante se um
grupo financiasse a compra de direitos autorais, a tradução de obras
“en esperanton” e a divulgação destas no formato PDF, disponibilizado
tudo gratuitamente para o mundo em site específico.
Ora, se nossa boa literatura é nosso tesouro, ou um bom quinhão deste,
não estaríamos com isso financiando a compra de ouro. Uma vez disse
isso para alguém no Movimento. Sim, há aqueles que questionariam a
utilidade desse projeto, vez que já temos quase tudo em língua materna
ou em um idioma já conhecido por nós, que desempenha o papel de língua
universal contemporânea. Mas ainda assim teríamos o nosso tesouro, e
cada vez mais rico, vez que sempre crescente.
Quem questionaria a presença dos livros nas estantes de nossas
bibliotecas? Quem poderia vê-los apenas como um conjunto inútil e
empoeirado? Quem seria tão míope? Sim, até mesmo aquele papiro antigo
tem o seu valor, às vezes pouco para um jovem descuidado,
às vezes imensurável para um pesquisador, para aquele que enxerga a
humanidade na obra, a sua lição ou o seu registro.
Portanto, coloco para debatermos este tema.
É possível criar uma rubrica no campo de doações da LIGA BRASILEIRA DE
ESPERANTO com este fim. Há tempos, relatei idéias de como financiar
projetos no movimento. De alguns recebi apoio, apesar de não atingir o
número necessário para iniciar o empreendimento. Convido-o para ler as
outras mensagem que estão neste grupo DISKONIGADO (http://
groups.google.com.br/group/diskonigado) .

Aguardo comentários,

Alex

ALEX SS

unread,
Nov 4, 2009, 7:18:45 PM11/4/09
to Diskonigado
EM TEMPO, ALGUNS AJUSTES:

Você sabe quem foi Franz Kafka? Não! Saiba um pouco mais sobre este
notável escritor em:
http://vlutermano.free.fr/index.html

Um esperantista traduziu muito bem algumas de suas obras.

Lembro-me que comprei uma tradução brasileira(boa tradução, por
sinal), "Carta ao PAI", por mais de R$20,00. A versão em esperanto é
excelente (Letero al la Patro). Fiquei a pensar: onde está a riqueza
de nossa língua(Esperanto)? O seu
tesouro acaso não estaria na a) literatura, na b) comunicação que
competentemente estabelece, no c) seu movimento, onde encontramos as
relações sociais.

Atento particularmente para a literatura. Não que os demais itens
sejam menos importantes, não. Mas é na literatura onde se registram as
ações do NIA MOVADO, em seus vários estilos e campos(literário,
jornalístico, jurídico, científico...).

Proponho um debate em torno desse tema. Não seria interessante se um
grupo financiasse a) a compra de direitos autorais, b) a tradução de
obras “en esperanton” e c) a divulgação destas no formato PDF,
disponibilizado
tudo gratuitamente para o mundo em site específico.

Ora, se nossa boa literatura é nosso tesouro, ou um bom quinhão deste,
não estaríamos com isso financiando a compra de ouro. Uma vez disse
isso para alguém no Movimento. Sim, há aqueles que questionariam a
utilidade desse projeto, vez que já temos quase tudo em língua materna
ou em um idioma já conhecido por nós, que desempenha o papel de língua
universal contemporânea. Mas ainda assim teríamos o nosso tesouro, e
cada vez mais rico, vez que sempre crescente.

Quem questionaria a presença dos livros nas estantes de nossas
bibliotecas? Quem poderia vê-los apenas como um conjunto inútil e
empoeirado? Quem seria tão míope? Sim, até mesmo aquele papiro antigo
tem o seu valor, às vezes pouco para um jovem descuidado, às vezes
imensurável para um pesquisador, para aquele que enxerga a humanidade
na obra, a sua lição ou o seu registro.

Portanto, coloco para debatermos este tema.

É possível criar uma rubrica no campo de doações da LIGA BRASILEIRA DE
ESPERANTO com este fim. Há tempos, relatei ideias de como financiar

Fernando Maia Jr.

unread,
Nov 4, 2009, 11:56:06 PM11/4/09
to disko...@googlegroups.com
Alex, saluton! :)

São ideias interessantes, mas já há coisas sendo feitas nesse sentido. E particularmente acho que, se o movado deve investir agressivamente em algo, não deve ser bem nisso. Por que?

Primeiro porque já temos traduções literárias constantes (além de obras originais e sobre esperanto) sem um investimento agressivo, muitas para uso livre. Ou seja, não precisamos, ao meu ver e como estratégia, somar esforços aos bons esforços já existentes nesse campo. Seria muito bom se produzíssemos ainda mais, claro, porém nossas forças são poucas, e há outros campos que precisam de trabalho urgente. O libroservo da UEA recebe quase que um título novo por dia, só para termos ideia da produção e-ista. Quem quiser acompanhar o livroservo da UEA, basta se inscrever no recebimento de novidades, Laste aperis, na página da UEA:


No primeiro quadro cinza, insira seu e-mail e registre-o.

Em segundo lugar, temos uma falta de leitores no Esperantujo. Ao meu ver, não precisamos tb por isso investir em massa na produção literária. Porque o ritmo de produção atual, sem esse tipo de investimento claro e explícito, já é muito para os leitores capacitados no esperanto. É quase contraditório pensar que o livro é a principal instituição do esperanto, pq é verdade que temos poucos leitores.

E tb poucos compradores. Mas como vc propôs distribuir em PDF, vamos dispensar a discussão em torno do dinheiro vindo do público alvo. A ideia era financiar a produção em PDF sem fins lucrativos (ou mesmo para cobrir custos, aparentemente). Bem, já temos bastante material em PDF. E muitos são modernos. Eu tenho mais de 500 pdfs aqui. Visando à distribuição deste material, a BEJO começou em maio deste ano a invadir espaços não-esperantistas neste sentido.

Em vez de criarmos nosso espaço, o que dá mt trabalho e exige divulgação, aprendemos a aproveitar estruturas já prontas. A primeira delas foi o Portal Domínio Público:


Acesse o portal; em tipo de mídia escolha "texto"; escolha em idioma o "Esperanto" e clique procurar. Vão aparecer mais de 180 títulos para baixar, em um portal oficial do governo. Em abril, eram apenas 6 ou 9 obras disponíveis.

E ainda muitas virão. A BEJO já enviou mais 20 documentos para o MEC, que mantém o Portal, mas temos que aguardar o ritmo deles para que estes documentos se somem àqueles 180.

Um dos mais modernos livros lá é o Marvirinstrato, recém publicado em papel e tb em PDF, para leitura e distribuição livre. Baixe o seu em:


Paralelamente, a BEJO tb já começou a agir no site:


Assim como o Dominio Público, este site é muito popular e frequentado por não-e-istas. De modo que a inserção de livros em esperanto neste site tb serve como divulgação. No UZ, quando a BEJO começou a agir, havia somente 2 páginas de livros. Hoje temos 6, e e-istas estrangeiros estão colaborando porque a BEJO convidou todos à colaborar.

Como eu disse, Alex, suas ideias são boas, tanto que já há ações similares. Basta nos somarmos a elas, nunca sendo necessário começar do zero.

Nós e-istas temos que aprender a usar estruturas já existentes. Em vez de montar um portal, a BEJO, p. ex., começou a usar dois portais já existentes, onde o esperanto foi mt bem aceito.

E, com calma, e aos poucos, eles já cresceram bastante em matéria de esperanto.

Por isso, se devemos financiar algo, podemos antes pensar em cursos superiores, em filmes, em formação de professores, em empresas de turismo etc., que ainda são mt precários no Esperantujo - felizmente diferente da situação de nossa principal instituição, o livro, seja em bibliotecas ou na internet.

Fica, no fim, uma dica: doar 10 reais por mês (cota mínima) para a KKE, que distibui livros Brasil e mundo afora. É outra excelente campanha, que completa suas valiosas ideias, Alex. 

Brakumojn,

Fernando

Alexan so

unread,
Nov 5, 2009, 7:33:47 AM11/5/09
to disko...@googlegroups.com

Kara Fernando,

 

Não podemos subestimar os resultados de uma “máquina” de: a) financiar traduções, b) comprar direitos autorais e c) divulgar gratuitamente em PDF.

 

Os trabalhos empreendidos até o momento são louváveis. Mas não custa nada colocar um uma rubrica no campo de doações da BEL com esta finalidade. Deixemos que os seus associados decidam a viabilidade da ideia.   Urge postura mais agressiva, sim.

 

Traduções existem, é verdade, e desde a origem da língua. Mas na maioria fruto da obstinação de grandes homens e mulheres. O que estou a falar é de uma política específica para este campo. Com recursos, pode-se decidir, democraticamente, através de votação dos associados em site, quais obras deveriam ser traduzidas e disponibilizadas.

 

Eu gostaria de ver livros técnicos também na língua, e não apenas ensaios de livros técnicos. Falo de traduções de grandes obras técnicas, e mesmo daquelas que já estão em domínio público. Livros de Euler, Euclides, livros de histórias, Morrinson, mais opções.

 

É compreensível quando alguém aprende uma língua estrangeira(chave) para ter acesso a informações técnicas que não teria na literatura nacional. Pense neste público. Neste caso, dois são os obstáculos: aprendizado da língua e custo das obras. Ora, teríamos a facilidade no primeiro e a gratuidade no segundo. É estratégico.

 

Sei que não basta criar uma rubrica e pronto. Há necessidade também de relatório, para que os contribuintes saibam como está sendo utilizado o recurso(que, inclusive, podem ser captados mensalmente).

 

Kore,

 

Alex

 

Alexan so

unread,
Nov 5, 2009, 7:37:11 AM11/5/09
to disko...@googlegroups.com
Veja como a FEB divulga livros em PDF:
 

Fernando Maia Jr.

unread,
Nov 5, 2009, 8:36:32 AM11/5/09
to disko...@googlegroups.com
Alex, como eu disse, certamente eu concordo com suas ideias. Então peço de coração não ficar chateado comigo por eu parecer meio incrédulo.

Eu tb tenho sonhos parecidos. Acho que deveríamos como BEL ter um selo-editora como a FEB, como vc bem apontou. E pelo menos uma vez por ano traduzir uma grande obra brasileira para o esperanto, divulgando assim nossa cultura. Penso em livros grandes mesmo, capa dura, como este estudo indígena, que possuo (História dos Índios do Brasil):

// http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=64332&sid=02231852911114579622041867&k5=3AF58F7A&uid=

Este livro é único mesmo em língua portuguesa, e o que está escrito nele não se encontra na internet. Se o Brasil traduzisse em esperanto e doasse para as universidades com estudos brasilianistas, seria lindo. Sonho com isso.

Sonho tb com a BEL ministrando intercâmbios entre universidades, ajudando estudos brasialinistas em todas as partes do mundo, por meio do esperanto! Seria lindo demais.

Por outro lado, finco meus pés no chão. Porque somos mt fracos economica e politicamente (no sentido número de membros apoiadores). Não daria pra bancar a produção de 100 exemplares, pra doar para 100 universidades no mundo. A BEL não vive, sobrevive. E é preciso primeiro fortalecer sua estrutura administrativa, heroicamente enfrentada por aqueles que decidem paticipar de sua diretoria.

Veja, no último BKE, o Prof. Passini disse que é mais difícil  ser presidente da BEL do que reitor da UFJF. Porque como reitor ele tinha uma secretária. Se precisasse viajar, a moça procurava os voos, agendava hotéis. Se precisasse de uma simples cópia, ou uma simples planilha, a secretária preparava pra ele. Como presidente da BEL, ele não tem uma secretária, tem que fazer tudo sozinho, precariamente. Ninguém atualmente, a não ser alguém já aposentado e tranquilo financeiramente - ou um ricaço (a primeira opção é mt mais fácil) - pode se dedicar exclusivamente à diretoria da BEL. Geralmente a coisa fica no campo do tempo livre (o que é mt compreensível).

Lembro ainda que a BEL tem pouco mais de 500 membros pagantes, que contribuem com 80 reais ao ano, se bem me lembro ao ano (sou membro da BEJO, pago apenas 20 ao ano, e  BEJO tem menos de 100 membros adimplentes, acho). Ou seja, a galera não faz a primeira coisa, que é pagar a anuidade e apoiar a ideia (e o valor corresponde a menos de 7 reais ao mês). Imagine doar a um fundo. Claro, vão haver apoiadores sempre, mas serão poucos, de forma que as doaçãoes seriam provavelmente ineficientes para uma máquina tão ambiciosa (mas muito desejável, como certeza) como a que sugerimos nas primeiras conversas.

Só botando em número arredondoados, supondo que a BEL feche 2009 com 600 membros e a BEJO com 100, neste ano a BEL arrecadaria com associação

Enfim, como eu disse, eu compartilho de seu sonho, ficaria mt feliz se ele fosse realizável de forma prática e fácil, mas antes de formarmos um grupo de tradutores prontos pra traduzir o livro votado pelos mebros que ainda temos que conquistar, e para poder pagar os direitos autorais etc., acho que temos que primeiro formar um grupo de funcionários fixos (secretários, p. ex.), melhorar a págiana BEL (um dever mil vezes mais simples e que ainda não foi possível) dentre outras inúmeras tarefas.

Mas isso, sem em frente!

Brakumojn,

Fernando


2009/11/5 Alexan so <espera...@gmail.com>

Alexan so

unread,
Nov 5, 2009, 8:52:01 AM11/5/09
to disko...@googlegroups.com
Kara Fernando,
 
Não. Não fiquei chateado contido. Esse debate é importante. Entretanto, continuo com o pensamento de que  "não custa nada colocar um uma rubrica no campo de doações da BEL com esta finalidade. Deixemos que os seus associados decidam a viabilidade da ideia".
 
Os números do futuro podem determinar a viabilidade da proposta. Eles é que devem declarar a validade da proposta. Não penso nisto como algo que vai tirar recursos de outros campos. Eu sou consciente da crise financeira por que passa a BEL. Mas sei que somos um grupo heterogêneo, uns podem, outros não, como quase tudo em nossa sociedade. Outro pronto a observar é o seguinte: " Não daria pra bancar a produção de 100 exemplares, pra doar para 100 universidades no mundo." - como na proposta inicial, a publicação é em PDF, é eletrônica, ou seja, o custo é baixo. Não há falar em publicação papere, a não ser que algumas entidades(editoras ou instituições) se interessem, pois os direitos autorais são comprados.
 
Kore,
 
Alex
 
 

Alexan so

unread,
Nov 5, 2009, 9:03:04 AM11/5/09
to disko...@googlegroups.com

Em tempo, algumas alterações:
 
Kara Fernando,
 
Não. Não fiquei chateado contigo. Esse debate é importante. Entretanto, continuo com o pensamento de que  "não custa nada colocar um uma rubrica no campo de doações da BEL com esta finalidade. Deixemos que os seus associados decidam a viabilidade da ideia".
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