Alia grupo

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Felipo Kastro

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Nov 21, 2010, 10:39:30 AM11/21/10
to Diskonigado
Ĉar tiu ĉi grupo ŝajne mortis, mi proponas ke la interesatoj iru al
alia, kiu havas la saman proponon ol tiu ĉi:

http://groups.google.com/group/campanha-esperanto-brasil-2020

Eble ne, sed almenaŭ aliru ambaŭ, ĉar la mesaĝoj de tiu ĉi grupo
preskaŭ ne venas plu, do ne estos ĝeno por iu ajn, ĉu ne?

Francisco Mattos de Oliveira

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Nov 24, 2010, 5:02:34 PM11/24/10
to disko...@googlegroups.com
Prezado Felipe,
O Grupo Diskonigado não morreu. Os motivos que lhe deram origem - a permanente necessidade de mudanças no nosso movimento, estão bem vivos. Mudanças essas que não são de responsabilidade de uma só pessoa, de um só grupo, da diretoria de uma "landa asocio" (LBE, por exemplo) ou de uma "tutmonda asocio" (UEA), mas de toda a comunidade que criou essas instituições, pois sem a língua esperanto não haveria esperantistas, e sem esses não teríamos nossas associações, que nasceram e se mantém com o nosso desejo de promover a divulgação da língua para toda a sociedade.
O Grupo Diskonigado, em essência, surgiu e evoluiu com base em duas perguntas que, permanentemente, cada esperantista deveria colocar para si mesmo: "Será que as instituições esperantistas estão fazendo tudo o que podem para promover o progresso do nosso movimento, ou seja, para aumentar o número de esperantistas nas suas áreas de atuação?" e, penso eu, a mais importante delas:  "Será que os esperantistas, em geral, estão sendo convocados pelas nossas instituições para uma colaboração efetiva, de conformidade com a capacidade e disponibilidade de tempo de cada um?".  
Os participantes do grupo, na época de sua criação, achavam que era preciso fazer alguma coisa para que as perguntas fossem respondidas afirmativamente.
O primeiro passo seria a criação de um forum permanente para discutir os nossos problemas, que são muitos. Essa seria a missão do grupo, até que um outro forum permanente fosse oficialmente estabelecido pelo principal núcleo do nosso movimento, ou seja, a LBE. Levamos essa idéia para o Congresso em Fortaleza, onde apresentamos propostas e argumentos durante cerca de 6 horas de palestras presenciadas por quase toda a então diretoria da LBE, que deu o aval ao Grupo, inclusive propondo a fixação de uma data para uma reunião em Juiz de Fora (MG), para aprofundamento dos assuntos. Mas antes disso, em Brasília, a Diretoria da LBE aceitou a incorporação do Grupo em seus trabalhos, inclusive com participação de alguns membros do Diskonigado nas reuniões da diretoria. Infelizmente, o processo de mudanças não foi em frente. Então, resolvi sair de cena. Outros fizeram o mesmo. Hoje sou mero espectador improdutivo do movimento.  Se no futuro eu sentir que há um desejo de mudanças, com o indispensável engajamento da LBE, eu terei o prazer de voltar a participar, se isso me for permitido.




> Date: Sun, 21 Nov 2010 07:39:30 -0800
> Subject: Alia grupo
> From: fef...@gmail.com
> To: disko...@googlegroups.com
> --
> Você recebeu essa mensagem porque é membro da lista do grupo "Diskonigado".
> Para enviar uma mensagem para este grupo, mande um e-mail para disko...@googlegroups.com ATENÇÃO: O grupo existe com a única e exclusiva finalidade de aprimorar a expansão do Esperanto. SÓ ENVIE UMA MENSAGEM SE TIVER UMA SUGESTÃO OU DÚVIDA QUANTO A PROPOSTAS RELACIONADAS A ADMINISTRAÇÃO, DIVULGAÇÃO, ENSINO E CAPTAÇÃO DE RECURSOS para o movimento esperantista. Lembre-se também de analisar o que já foi proposto, nas páginas do próprio grupo, para evitar enviar uma proposta já anteriormente sugerida.
> Para para de participar deste grupo, mande uma mensagem para diskonigado...@googlegroups.com
> Para visitar o grupo, use o endereço
> http://groups.google.com/group/diskonigado?hl=pt-BR

Felipe Castro

unread,
Nov 24, 2010, 7:37:28 PM11/24/10
to disko...@googlegroups.com
Entendo, eu mesmo não me interesso muito pela parte da divulgação, e menos ainda de ensino, mas gosto da aplicação prática, especificamente na área de tradução. Mas dentro do possível, me interesso pelo movimento, naturalmente, e se puder dar uma sugestão aqui ou acolá, faço quando posso.

O outro grupo que foi criado, me parece ser algo mais independente da LBE, pois que existe sim um descrédito em relação à Liga para realização de algo consistente, e duradouro. Isso esbarra sempre na falta de disponibilidade das pessoas, o que é natural e perfeitamente compreensível. A Liga pode apoiar qualquer iniciativa, mas é uma instituição que está sempre mudando, ora com membros espalhados pelo Brasil todo, ora concentrados em Brasília, como agora: ela não tem força inercial suficiente para manter projetos a longo prazo, cada diretoria é de um perfil diferente, trabalha de modo próprio.

Eu segui um pouco as discussões aqui nesta lista e vi que tem bastante gente competente, que estava bem instigada, quem sabe agora, juntando esforços com mais outro pessoal que está também bastante motivado neste momento, não há uma conjunção melhor, hein?

Entendo que a LBE é super importante, mas só como órgão de apoio oficial, o trabalho pesado tem que ser feito mesmo é pelos esperantistas, independentemente de qual diretoria estiver na ativa lá (ou na inatividade ;-). Só assim para manter as chamas acesas por mais tempo.

Eu mesmo preferiria que não se criasse outro grupo, que se continuasse com a ideia por aqui mesmo, mas, as pessoas são assim, não têm costume de pesquisar antes, vão logo criando grupos novos, etc, já me convenci que não adianta ficar discutindo "detalhes", que se aproveite o embalo, sem reclamar de atitudes isoladas, para não frear o bonde, né?

E outra coisa, as vezes o orgulho atrapalha pra caramba. Eu mesmo sinto isso em mim, quando uma ideia não vem de mim mesmo, sempre sinto uma rejeição a ela. Estou tentando melhorar isso em mim, e entender nos outros, quando isso acontece, mas é difícil, tenho que admitir. Bom, eis então outra grande utilidade do Esperanto: nos ensina a trabalhar em grupo.

Fica como sugestão, aliem-se à outra lista, pelo menos para se manterem como espectadores passivos do movimento, que parece que está se movimentando mais agora.

Abraços,
Felipe Castro.

Francisco Mattos de Oliveira

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Nov 26, 2010, 8:35:51 AM11/26/10
to diskonigado








Date: Wed, 24 Nov 2010 22:37:28 -0200
Subject: Re: Alia grupo
From: fef...@gmail.com
To: disko...@googlegroups.com

"Entendo, eu mesmo não me interesso muito pela parte da divulgação, e menos ainda de ensino, mas gosto da aplicação prática, especificamente na área de tradução. Mas dentro do possível, me interesso pelo movimento, naturalmente, e se puder dar uma sugestão aqui ou acolá, faço quando posso."


É isso aí. "Cada qual no seu quadrado".  Contudo, acho que o movimento, no geral, deveria ter uma prioridade: a divulgação. As demais atividades, todas importantes, dos grupos, das associações estaduais/regionais e da LBE (congressos, página na internet, revista BE, comunicação com os associados, libroservo etc.) deveriam e poderiam apresentar sempre o viés da divulgação, que é uma conscientização a respeito de um tema, de um produto etc.  Como um "especialista em generalidades", dou um exemplo: até os livros didáticos deveriam apresentar para os "lernantoj" a filosofia da língua. Isso não seria um instrumento que poderia até minimizar a enorme evasão dos alunos? Ao aprender a língua, o aluno vai adquirindo também a consciência sobre o esperantismo.  

"O outro grupo que foi criado, me parece ser algo mais independente da LBE, pois que existe sim um descrédito em relação à Liga para realização de algo consistente, e duradouro. Isso esbarra sempre na falta de disponibilidade das pessoas, o que é natural e perfeitamente compreensível. A Liga pode apoiar qualquer iniciativa, mas é uma instituição que está sempre mudando, ora com membros espalhados pelo Brasil todo, ora concentrados em Brasília, como agora: ela não tem força inercial suficiente para manter projetos a longo prazo, cada diretoria é de um perfil diferente, trabalha de modo próprio."

Na minha opinião o grupo não deveria ser "mais independente da LBE", mas um dos instrumentos da LBE. Ele foi criado para buscar propostas de mudanças para acabar justamente com essa situação de descrédito. As pessoas dizem: "A Liga não faz nada". Ora, precisamos conceituar as coisas. A Liga deveria ser a caixa de ressonância dos desejos de progresso dos esperantistas e um instrumento indutor desse progresso nas mãos dos mesmos. Um catalisador, um polarizador das aspirações dos esperantistas. Por outro lado, os esperantistas deveriam ser as mãos ou os instrumentos de que a Liga deve dispor para fazer cumprir o seu papel. Mas não acontece nem uma coisa, nem outra. Eis o problema. A Liga não faz o que os esperantistas querem, e os esperantistas não se propõem a fazer o que a Liga pede, ou seja, aquilo que os esperantisas gostariam que fosse feito, pois a Liga não sabe o que os esperantistas querem... Círculo vicioso que poderia se tornar um círculo virtuoso. Mão dupla. Em outras palavras: os esperantistas não recebem tarefas da Liga, porque a Liga não tem um plano estratégico para ser cumprido pelos esperantistas, porque esses não ajudam a Liga a elaborar esse plano estratégico. Entra ano e sai ano, e "tudo como dantes no quartel de Abrantes". Geralmente consideramos que a Liga é só a diretoria da instituição, quando deveríamos conceituá-la como o somatório dos esperantistas brasileiros, associados ou não. Os diretores se propõem, às vezes com alguns ônus financeiros e até mesmo com relação à familia, a realizar um trabalho voluntário, exaustivo, sob os olhares críticos da comunidade esperantista, e, sejamos sinceros, sem os resultados que todos desejamos. Por que? É o que os esperantistas deveriam responder. A Liga, fundada em 1907, tem um quadro de associados, publica uma revista de 3 em 3 meses, intermedeia adesões à UEA e assinaturas de algumas revistas, dispõe de um libroservo, auspicia um congresso anualmente, mantem uma página na internet e...

"Eu segui um pouco as discussões aqui nesta lista e vi que tem bastante gente competente, que estava bem instigada, quem sabe agora, juntando esforços com mais outro pessoal que está também bastante motivado neste momento, não há uma conjunção melhor, hein?"

Que bom que há mais pessoas querendo participar e espero que aumentem a motivação e o número de interessados. Não é difícil mudar o quadro, é apenas trabalhoso. É preciso começar e não parar. O Grupo Diskonigado, composto de muita gente competente nas diversas áreas de atuação do movimento, apenas começou uma atividade que, salvo melhor juizo, deveria ser permanentemente administrada pela Liga. A idéia não pode morrer. Estarei torcendo.


"Entendo que a LBE é super importante, mas só como órgão de apoio oficial, o trabalho pesado tem que ser feito mesmo é pelos esperantistas, independentemente de qual diretoria estiver na ativa lá (ou na inatividade ;-). Só assim para manter as chamas acesas por mais tempo."

Sim, matou a pau! A Liga, como o mais importante núcleo do movimento, deveria ser o órgão indutor do nosso progresso. Haveria trabalho para todo mundo, com certeza. Naturalmente, não de uma hora pra outra, porque as pessoas precisariam acostumar-se a trabalhar para o movimento, sob o controle, a coordenação, a orientação e o comando da Liga. O que é iometege difícil, no início. É preciso de muita conscientização. Esse seria o papel da Liga, com o comprometimento de todos. Pois, apesar de plausíveis, as ações individualistas se restringem aos limites dos indivíduos. Quantas coisas boas os nossos valorosos samideanos pensaram e implementaram nos últimos tempos e que depois desapareceram!
O querido Evaldo Pauli disse: "Os homens passam, as instituições ficam". Mas, pra "ficarem", as instituições têm de se adaptar constantemente aos tempos novos.

"Eu mesmo preferiria que não se criasse outro grupo, que se continuasse com a ideia por aqui mesmo, mas, as pessoas são assim, não têm costume de pesquisar antes, vão logo criando grupos novos, etc, já me convenci que não adianta ficar discutindo "detalhes", que se aproveite o embalo, sem reclamar de atitudes isoladas, para não frear o bonde, né?"

Não sei se é bom ou ruim criar outro(s) grupo(s). O importante é que nossos problemas, que são muitos, sejam discutidos e equacionados em sintonia com a diretoria da Liga, que deve ser o centro formulador de uma "política de estado" para o encaminhamento e a administração das soluções, independentemente do local onde moram os diretores da entidade. Os responsáveis pelo cumprimento dessa política seriam os esperantistas, sob a coordenação da Liga. Por analogia, os esperantistas seriam os "pacaj batalantoj", sob o comando geral da instituição LBE. Essa é a proposta do Grupo Diskonigado, que, aliás, por intermédio de alguns membros que chegaram a participar das reuniões de diretoria da Liga, começou a fazer isso. No princípio, alguns samideanos se comprometeram a colaborar mas, por motivos vários, a coisa não foi pra frente. É assim mesmo. O tempo se encarregará disso. Problemas teremos sempre. Não menos verdade é que devemos ter sempre um instrumento para detectar, analisar, equacionar e resolver os problemas. Administrar, simplesmente.


"E outra coisa, as vezes o orgulho atrapalha pra caramba. Eu mesmo sinto isso em mim, quando uma ideia não vem de mim mesmo, sempre sinto uma rejeição a ela. Estou tentando melhorar isso em mim, e entender nos outros, quando isso acontece, mas é difícil, tenho que admitir. Bom, eis então outra grande utilidade do Esperanto: nos ensina a trabalhar em grupo."

Pois é. Em 1993 foi criada a divisa "Ni laboru kune!", que ainda não deu tudo o que dela se esperava/espera. Somos assim mesmo, é verdade.  Mas não significa que não podemos mudar. Ora, pois! Se não houver mudança em nós, como poderemos mudar o nosso movimento?
Esses grupos, com propostas democráticas, nos ensinam que o "Ni laboru kune!" pode funcionar.
"Propostas democráticas" significa "propostas democráticas". Discussão até a exaustão. Com prevalência do bom senso. E cumprimento do estabelecido. Do contrário... ghis!

"Fica como sugestão, aliem-se à outra lista, pelo menos para se manterem como espectadores passivos do movimento, que parece que está se movimentando mais agora."

Abraços,
Felipe Castro.


Tenho certeza de que os esperantistas vão acertar os rumos. No meu modo de ver, a proposta do esperanto é um imperativo histórico. Quando os superiores ideais do ser humano forem vivenciados na Terra, aí estará o esperanto como a argamassa da globalização do bem, que só se completará com a adoção de uma segunda língua comum a todos os povos. Sabemos que língua é essa! Somos responsáveis por ela! E, como tais, bem que poderíamos colocar as cores da divulgação em tudo o que fizermos no nosso movimento.
Parabéns para todos os samideanos, principalmente para os que se preocupam com o nosso progresso.
Abraços,
Shiko Mattos.



PS.:  Já fiz adesão à outra lista. Sempre há um lugar onde aprender algo mais! Agora, como o espectador improdutivo que avançou um pouco mais, pois estou empunhando a bandeira de torcedor apaixonado!  rsrsrsrs


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