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Leandro Freitas
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O esperanto faz sua entrada na faculdade de Letras de Mulhouse 01.10.09 | 10h10 Le Monde
A Universidade de Haute-Alsace, em Mulhouse, propõe a entrada de cursos de esperanto em sua faculdade de Letras, nos quais assistem, atualmente, nove alunos, indicou quinta-feira à AFP Edmond Ludwig, que ensina essa língua universal duas horas por semana.
"A faculdade de Letras de Mulhouse é muito ativa na questão linguística, porque lá também se aprendem o alsaciano e o iídiche", explicou M. Ludwig, que também é presidente da Associação Espéranto France-Est.
"Houve cursos de esperanto em Clermont, em Paris ou Aix, mas eu creio que não existem mais, logo até onde eu sei nós somos os únicos na França a propor cursos de esperanto", acrescentou M. Ludwig, um antigo professor de alemão, hoje aposentado, e reconhecido como um dos maiores especialistas de esperanto na França.
Estudantes de línguas ou história participam de seus cursos. Atualmente, são nove, mas ainda restam quinze vagas disponíveis.
"Nós vamos demonstrar que a aprendizagem desta língua é eficaz e que se pode comunicar rapidamente", continuou Edmond Ludwig. "Eu, depois de três meses de aprendizagem, podia manter uma discussão. Essa língua é um milagre e eu não compreendo por que não conseguimos difundi-la".
"Ter o esperanto no seu Curriculum Vitae gera indagações e contribui sobretudo no nível linguístico: aprende-se mais facilmente outras línguas", considerou ainda.
Segundo M. Ludwig, alguns milhares de pessoas falam o esperanto na França, muitos milhões no mundo (sobretudo nos países do leste), mesmo não havendo números oficiais.
O esperanto nasceu de uma ideia do polonês Ludwig Zamenhof, em 1887, que vivia em Bialystok, cidade polonesa onde coexistiam quatro comunidades diferentes que quase não se falavam: alemães, poloneses, russos e judeus. Zamenhof criou essa língua fácil de aprender a partir de elementos das línguas românicas, germânicas e eslavas, com uma pitada de latim e de grego.
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