
O Ministro da Saúde, Marcelo Castro, foi criticado novamente por causa de suas declarações. Agora, a polêmica surgiu por ter afirmado que nós estamos “perdendo feio” no combate contra o Aedes aegypti. Mas, desta vez (repito: desta vez), será que ele está errado?
Se considerarmos os números de 2015, quando mais de um milhão e meio de pessoas adoeceram por dengue, o impacto que a febre do Chikungunya causou nos serviços de saúde de todo o país e a atenção que o Zika Vírus tem recebido (no Brasil e fora dele), fica evidente que os avanços e conquistas dos últimos anos relacionados ao controle vetorial não foram suficientes por aqui. E não é coisa recente, Senhor Ministro.
Há tempos que o “Dengue” deixou de ser o amiguinho do “Praga”, divertindo a criançada no “Xou da Xuxa”. Como grande problema de Saúde Pública, a doença já matou (e continua matando) crianças, adultos e idosos, graças à capacidade de adaptação do Aedes e a nossa negligência. Não me refiro apenas a nossa parcela de culpa enquanto indivíduos, como refletimos aqui no Penso em 2010, mas aos outros elementos que...