Prof Sacadura
unread,Apr 16, 2015, 5:16:38 PM4/16/15Sign in to reply to author
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Recentemente tive a oportunidade de contatar
pessoalmente o Prof Guilherme de Sousa Nucci. Vou tratá-lo assim, porque sou
professor e porque na oportunidade ele me declinou essa
possibilidade.
Ele ficou conosco uma noite na Escola Superior do
Ministério Público, aqui em São Paulo, em um curso que fiz. Lá pelas tantas o
Prof Nucci defendeu a aprovação da Lei da Homofobia (o PLC 122), que acabou de
ser arquivada pelo Senado. Eu, na oportunidade, me permiti achar que não parecia
ser próprio do Prof e Doutrinador Nucci a defesa de criminalização de conduta
humana em detrimento da EDUCAÇÃO. Ele sorriu, me disse que eu tinha razão, que
"não parece coerente com o direito penal mínimo", mas me disse que não era mais
aceitável que pessoas ficassem incentivando a homofobia nos púlpitos das igrejas
e outros lugares, e que no Tribunal só chegassem os recursos dos casos mais
insignificantes, os de "ladrões de galinhas" (aspas minhas), ou apenas os
que tinham grandes recursos, enquanto a justiça quando chega aos mais pobres
chega "por milagre" (aspas no sentido do texto que reproduzo abaixo do Prof
Nucci). No final, publicamente, o Prof Nucci acabou por declinar que o melhor
será sempre acreditar, na JUSTIÇA, no HOMEM e na EDUCAÇÃO.
Eis que agora, nas redes sociais, e na mídia, vejo
surgir aquele Prof e especial doutrinador, a propósito da redução da Maioridade
Penal: ele não foi apenas cortês comigo, ele foi VERDADEIRO COM UM DESCONHECIDO!
Isso está demonstrado no texto que reencaminho a todos, já pedindo desculpas
pela intromissão em vosso tempo precioso, mas eu não poderia deixar passar a
oportunidade de AGRADECER. Por quê? Porque entrei em uma sala de aula pela
primeira vez com 24 anos?!, porque faço isto há 30 anos?!, porque acredito
na humanidade?!, porque simplesmente acredito na razão?!, na boa fé das
pessoas?, na possibilidade de haver paz e justiça na face da terra? e neste país
que escolhi como meu aos 19 anos de idade?! Obrigado Prof Nucci! Vamos lutar
pelo NADA!
MAIORIDADE aos 16 anos.
Não vai resolver absolutamente nada. Embora eu tenha posição de que,
tecnicamente, o Congresso Nacional pode emendar a CF para esse fim, sou
contrário à mudança. Somos uma sociedade perversa, pois eu conheço MUITO bem os
abrigos, onde estão as crianças carentes. Conheço tb a absurda política
instituída no ECA de permitir que crianças fiquem na rua, desde que indiquem um
familiar de sangue qualquer, num barraco qualquer, numa favela qualquer, sem
liame ...afetivo algum. Essa criança na rua não é adotada e não é
apoiada pelo Estado. Depois, reclama-se que se transforma em "gatuno". Sem
educação, sem amor, sem afeto, sem família, para se transformar num ser humano
honesto e trabalhador só por milagre. Mas milagres acontecem e muitos vão pela
linha do bem. Os que seguem o caminho do mal tb existem, certamente. Alguns são
muito perversos. Mas isso não é propriamente uma questão de idade. Perversidade
se dá aos 17 (menor) ou aos 18 (maior). Mau caráter, idem. Aliás, vemos hoje o
bando marginal de mais de 40 anos que subtraiu as riquezas da Petrobrás e de
outros cantos do BR. O problema, para mim, não está no TOPO (adolescente com
16/17 anos), mas encontra-se na base da pirâmide da idade (os pequeninos que
ficam largados: nos abrigos ou nas ruas). O Estado é CEGO. E, nesse ponto,
PERVERSO. Quantos não são os "riquinhos" que cometem crimes? Atropelam pessoas,
completamente embriagados? Usam e vendem drogas? Chegam a roubar para isso...
Julguei um recurso nesta semana no Tribunal onde se via um garoto de 19 anos,
classe média alta, quebrando vidros nos semáforos, para levar as bolsas das
mulheres motoristas, para ter dinheiro e comprar drogas. De tantos roubos, o
juiz de primeiro grau, deu-lhe 15 anos de reclusão. Onde está o erro desse
garoto, que mora no bairro dos Jardins em SP (um dos mais caros do BR)? É na
idade cronológica ou na educação que recebeu? Ou será que simplesmente é parte
do seu mau caráter? Eu não sei responder. Mas tenho absoluta certeza de que
reduzir a idade penal não vai resolver NADA. Será que precisamos lutar pelo
NADA?