Cara.....
Não muito recentemente eu já estava tocando em banda e ainda uma outra
estava interessado num tecladista.
Moral da história: Hoje estou feliz, tocando sozinho como sempre fiz e
sem banda! rsrs.
A banda em que eu estava se desfez, cada um foi pra um lado.
Os músicos até eram profissionais, tanto que alguns foram ex professores
da escola de música onde estudei desde a época de infância...
Mas, o vocalista depois de se casar com o guitarrista agora só quer
aproveitar o relacionamento e eles viajam juntinhos pra Deus e o
mundo...
Já tão com grana pra torrar com o que há de melhor nesse sentido....
Além de continuarem com suas prioridades...
O cara não sai mais do estúdio dele, o baterista é outro que já está em
namoro e se mudou de novo para Santa Cruz, uma cidade meio longe daqui,
onde de fato vai ficar para sempre.... rrsrs.
Está agora ganhando dinheiro como dj, que parece que é tão fácil porque
todo mundo pode ser hoje da noite pro dia...
Vale mais a pena do que tocar com banda...
Ou seja, pra que que tecladista precisa de banda?
Tá certo que nada substitue de fato um conjunto real, mas...
Tendo um teclado arranjador, do tempo que tive banda e já toquei
sozinho, eu pelo menos continuo a me sentir bem servido.
Fora que tecladista ainda ganha merreca pra tocar 3, 4 horas...
É nessa hora que a gente vê nego se ralando porque comproou um teclado
para uma aplicação que ele nem sabe direito se o instrumento vai servir.
Porque eu vou usar teclado com prioridade exclusiva pra timbres, sem
ritmos, sem sequencer, se já não tenho mais banda?
Teria essa possibilidade se tivesse dinheiro, mas....
Meu amigo, a coisa tá complicada....
Quem diz que "se vivesse só de música, já estava morto de fome" talvez
tenha alguma razão...
Dizem até em sobreviver da música vendendo coisas de valor, mas muito
necessárias para o dia-a-dia.
Vender por exemplo um carro que está em meu nome para investir num
teclado top com o preço de um seria uma loucura!
Já foi difícil eu conseguir o meu psrs710, que foi trocado pelo seu
modelo sucessor por conhecidência depois de um show.
Minha performance parece que foi tão boa que um cara chegou pra mim , conversou
comigo, me elogiou um monte e depois perguntou que teclado que eu
usava. Depois simplesmente disse "eu tenho o s910, quer trocar?"
Claro que num primeiro momento eu fiquei meio desconfiado, afinal de
contas, não é todo dia que você recebe uma proposta dessas.
Também, porque teclado não pode dar pau durante apresentação. Não que
não seja suscetível a isso, mas logo de cara correr pro abraço com um
teclado trocado por outro sem os devidos testes seria ruim demais.
De fato, isso aconteceu.
Estava tocando com minha banda numa churrascaria, lugar onde até
enjoaram de ter que tocar todo o final do mês, tirar repertório novo e
ganhar menos de 2000 reais.
Por sorte não foi por causa do teclado e sim da fonte, que estava
enviando tenções que oscilavam muito.
Mas voltando à realidade: Hoje já existem dois modelos que já
substituíram meu teclado.
Na época do tyros 4 eu fiquei tão impressionado com a qualidade dos
timbres que dizia ser meu sonho de consumo.
Comentava com o pessoal da banda sobre isso e eles, como forma de
brincar comigo, diziam "E aí, já dá pra comprar o tyros 4?"
O que aconteceu?
Chegou o tyros 5, um absurdo de máquina em todos os sentidos e eu
comecei a dar menos bola pra esse lucho todo em recursos, timbres e tudo
mais.
Não digo o mesmo pra ele. Sou apaixonado por timbres, mas não viciado
como uma droga. Sei controlar o meu dinheiro e não sou vaidoso.
Hoje, se eu escutar um teclado com timbres assim, eu não vou
me surpreender.
Vou continuar perfeccionista como sempre fui e vou manter minhas
preferências com relação à marcas de teclados.
Só acho que principalmente a yamaha foi longe demais, não só por causa
de tudo o que disponibiliza de melhor e mais completo pra música, mas
porque conseguiu mexer com a vaidade do músico e dar esfaquiada nos
mais repudiosos contra ela.
Um monte de gente meteu pau nessa marca,
demonstrando mais uma crítica destrutiva do que um apontamento à certas
desvantagens e limitações dos modelos.
Pode até ser que outras marcas já tenham feito isso numa época que a
tecnologia não era tão avançada quanto hoje, mas....
O músico que quer "simplicidade" aliado ao fato de ter timbres abismais
e recursos top, não precisa de mais nada.
Vejam bem que isso é perfeitamente aplicável quando falamos na
acessibilidade de operar esses teclados...
A simplicidade da yamaha não é de pouco tempo.
O motor de timbres do tyros realmente sofreu uma drástica mudança, mas
os tão repudiados "dsps" ainda continuam lá e são eles um dos
responsáveis pela transformação dos timbres.
Diante de tudo isso parece que a yamaha finalmente aprendeu a dar tiro no pé, mas
isso é só empurrão para que os músicos que tomaram "overdose" de tão
loucos que são comprem o teclado e assim vendam que nem água.
Depois, um montão de possibilidades à disposição, e lá vai a yamaha de
novo dando outra facada.
Com licença....
Vou ficar com o meu psrs910 pelo tempo que durar.
E se me desafiarem a fazerem algo com ele, farei com maior prazer, mesmo
que me custe dias pra fazer isso e a acessibilidade parcial de operá-lo
seja um certo empecilho.
Eu mesmo montava ritmos nele, mas quando toquei com banda não tive mais
necessidade de fazer isso.
Agora que penso em retomar a idéia.... Lá vamos recaptular tudo de novo.
E olha como a yamaha é sacana....
Esse tyros 5 funciona com fonte de alimentação interna. Ou seja, basta
conectar na tomada e pronto, como se conecta o cabo AC para ligar o
pc.
Legal, né?
Seria se colocassem do mesmo lado de todo mundo, facilitando assim para
não haver bagunça de cabos.
Abraços,
Gabriel
-----Mensagem original-----
De: "Bebeto Pires" <
bebet...@gmail.com>
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Data: Sexta, 13 de Maio de 2016 05:42
Assunto: {dicassonar} Re: Funky guitar no teclado