Esse é o "país" em que vivemos hoje... minha solidariedade para o nosso querido Dr Paulo Tadeu... pessoa cega, mas não só.

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Bebeto Pires

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Jul 16, 2018, 10:05:20 AM7/16/18
to quere...@yahoogrupos.com.br
Desprezamos a ciência e privilegiamos o "Agro"... estão, aos poucos,
nos tornando um "gigantesco país agrícola" (Estúpido e escravizado celeiro do mundo!), não é?
Enquanto outros países fazem investimentos pesados na tecnologia e no
acúmulo do conhecimento... algo
que, por si só, trará o agro facilmente para o topo, nós, Br, estamos
fazendo o caminho contrário... "monoculturas gigantes e veneno embutido"...
"carne podre e peixes idem"....
Nem preciso falar nos "produtos Br industrializados"... o "molho de tomate
de muitos fabricantes tupiniquins, até o azeite de oliva de muitas
marcas famosas, passando pelos embutidos etc"... todos contaminados,
adulterados e completamente disformes/envenenados...
Leiam na net matérias correlatas sobre veneno e adulterações
tupiniquins....
Até as "cadeiras de rodas" nós adulteramos.
Vide o caso da Freedon e outras pilantras que foi amplamente divulgado
tempos atrás.
Voltando ao caso aqui...
estamos, aos poucos, matando nosso povo . tanto no que diz respeito
aos venenos, na produção sem controle de qualidade e no trato
absurdamente pilantra das "finanças nacionais", quanto no trato com
nossos cientistas.
Sim, estamos matando nossos cientistas de fome.
A "malfadada figura do rendista no mercado financeiro" é a prova mais
viva do que estou a dizer.
Será que, com nossa ganância louca, "vamos passar a comer notas de dólar" ao invés de arroz e
feijão?
Estamos trocando a criação de um mercado honesto, bem estruturado, por
essa sacanagem institucionalizada também chamada de "mercado rendista".
para não ficar só nisso... o Dr Paulo Tadeu é simplesmente Dr na USP,
pessoa cega e está trazendo dados estatísticos que os "pilantras" morrem de medo que
cheguem até o público.
O _conhecimento_ é algo que os pilantras temem mais que a morte.
E não me digam que isso tudo não está intimamente ligado... sei que são
inteligentes, ok?
Leiam abaixo e escandalizem-se... ou será que isso não é tecnologia? rs
Abraços, B. p.

Transcrita em 16/7/2018




Ciência e Saúde




Com crise e cortes na ciência, jovens doutores encaram o desemprego:
'Título não paga aluguel'


Geração formada durante o boom nos cursos de pós-graduação – e de
ofertas de trabalho – hoje convive com a incerteza, disputando as
poucas bolsas de pesquisa disponíveis ou tendo de deixar a ciência de
lado para sobreviver.





16/07/2018 07h33 Atualizado há 2 horas





[Jovens doutores de diversas áreas de atuação estão enfrentando
dificuldades no mercado de trabalho (Foto: CECILIA TOMBESI/BBC NEWS)]
[Jovens doutores de diversas áreas de atuação estão enfrentando
dificuldades no mercado de trabalho (Foto: CECILIA TOMBESI/BBC NEWS)]


Jovens doutores de diversas áreas de atuação estão enfrentando
dificuldades no mercado de trabalho (Foto: CECILIA TOMBESI/BBC NEWS)





O estatístico Paulo Tadeu Oliveira, de 55 anos, defendeu seu doutorado
na Universidade de São Paulo (USP) em agosto de 2008. Dez anos depois,
ainda não conseguiu ingressar no mercado de trabalho. O pesquisador, que
é deficiente visual, emendou três pós-doutorados em busca de
especialização e experiência, mas não passou nas diversas seleções para
o quadro de universidades públicas. Atualmente, está no quarto estágio
pós-doutoral, desta vez sem apoio financeiro.



Em busca de trabalho na iniciativa privada, ele consultou 18 headhunters
para tentar enquadrar seu currículo ao mercado, mas encontrou respostas
similares: o estatístico não possui experiência corporativa e, ao mesmo
tempo, é considerado overqualified (qualificado demais) para as posições
disponíveis. Em maio, ele relatou sua história à Comissão de Direitos
Humanos da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e
espera resposta.


Assim como Oliveira, diversos jovens doutores (ou seja, titulados
recentemente) estão patinando profissionalmente. A concorrência continua
crescendo: no ano passado, foram formados 21.609 novos doutores – ao
todo, são 302.298, incluindo estrangeiros residentes no país.


Em 2006, o país atingiu a meta de formar 10 mil doutores e 40 mil
mestres por ano, segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgados à época. Em 2014, o Plano
Nacional de Educação estabeleceu uma nova meta: a formação de 25 mil
doutores por ano até 2020.


O problema é que o principal destino de doutores, a área da educação –
74,5% dos empregados estão nas universidades ou institutos de pesquisa
– sentiu os efeitos da crise econômica no país.


O orçamento do Ministério da Educação (MEC) sofreu cortes de R$ 7,7
bilhões em 2015 e de R$ 10,7 bilhões em 2016, segundo dados da própria
pasta. No Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
(MCTIC) 44% (R$ 2,5 bilhões) foram congelados em 2017, de acordo com
números do governo.




A Capes, vinculada ao MEC, perdeu R$ 1 bilhão por ano desde 2015; o
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq),
ligado ao MCTIC, também perdeu cerca de R$ 1 bilhão no caixa de 2015
para 2016, o que afeta programas de pós-doutorado, por exemplo.


Nas instituições particulares, o quadro também é pessimista, com a
demissão de milhares de professores - a Estácio de Sá, por exemplo,
demitiu 1,2 mil docentes em dezembro de 2017 – e o trancamento de
matrículas de alunos, que registrou um aumento de 22,4% entre 2011 e
2015, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais (Inep).





Novo cenário


Entre 1996 e 2014, o número de programas de pós-graduação stricto sensu
(mestrado e doutorado) triplicou no país, informa o relatório Mestres e
Doutores 2015, o mais recente da série. Elaborado pelo Centro de Gestão
e Estudos Estratégicos (CGEE), o estudo revela que o período também
registrou um boom na formação de mestres (379%) e doutores (486%) no
país.


Um novo estudo em andamento no CGEE revela também a taxa de
empregabilidade de doutores recém-titulados: entre 2009 e 2014, o índice
se estabilizou em cerca de 73%, mas em 2016 caiu para 69,3%.


"Historicamente, a taxa de emprego é mais estável, fruto de uma política
constante, passando por governos variados. Apesar de ter cada vez mais
doutores, podemos afirmar que até 2015 eles foram absorvidos pelo
mercado, público e privado", diz a coordenadora da pesquisa, Sofia
Daher, de 55 anos.


"A queda não é drástica, mas sinaliza uma tendência nova. Houve uma
redução considerável de concursos para professores universitários",
disse ela à BBC News Brasil.


O pesquisador Ronaldo Ruy, de 36 anos, é um retrato desse novo cenário:
está desempregado desde a defesa de seu doutorado na Universidade
Federal do Ceará (UFC), em 2016. "Estou buscando pós-doutorado para não
tirar definitivamente os dois pés da ciência", diz ele, que fez cursos
no Smithsonian Research Tropical Institute e no Florida Museum of
Natural History, nos EUA.




Atualmente dependendo da ajuda financeira da família, Ruy buscará
trabalho fora de sua área de atuação. "O amor pela ciência não as paga
contas. No meu caso particular, a situação chegou ao ponto da minha
família ter dado prazo para que eu saia de casa e inevitavelmente terei
que seguir outro caminho (profissional)", conta.




[Ronaldo Ruy diz que tenta o pós-doutorado como forma de permanecer na
ciência (Foto: ARQUIVO PESSOAL)] [Ronaldo Ruy diz que tenta o
pós-doutorado como forma de permanecer na ciência (Foto: ARQUIVO
PESSOAL)]


Ronaldo Ruy diz que tenta o pós-doutorado como forma de permanecer na
ciência (Foto: ARQUIVO PESSOAL)


Foi o que fez Karen Carvalho, de 36 anos, doutora em neurociências pela
USP.


Após a conclusão da pesquisa no Instituto Butantan, em novembro, ela
tentou ingressar na indústria farmacêutica, sem sucesso.


"Durante o doutorado, desenvolvi depressão. Uma ironia, pois meu campo
de estudo é estresse e depressão", diz a bióloga, que hoje atua como
corretora de imóveis.


De acordo com uma investigação com 2 mil estudantes de 26 países,
publicada na revista Nature Biotechnology em março, os pós-graduandos
têm seis vezes mais chance de sofrer ansiedade e depressão do que a
população geral.


Além das pressões do doutorado, Carvalho afirma que a falta de
perspectiva agravou seu quadro.


"No Brasil, a gente é tratado como 'só estudante' durante a pós. Falta
olhar para o cientista como um profissional, muitas vezes muitíssimo
qualificado. Você se mata para fazer mestrado e doutorado, e depois
pensa: e agora, vou fazer o que com os títulos? Só perdi meu tempo? É
uma tristeza, perde-se o brilho olhando para a situação atual da
ciência. A gente está no limbo."







Doutores demais?


O biólogo professor da Universidade de Brasília (UnB) Marcelo
Hermes-Lima, de 53 anos, vem criticando o que vê como uma formação
excessiva de doutores desde 2008.


"Teve uma inundação de 'cérebros'. É a lei do mercado: se você tem essa
'commodity' demais, desvaloriza-se", afirma.


Para Hermes-Lima, a última década registrou "uma alucinada proliferação"
de cursos de pós-graduação no país, priorizando quantidade, e não
qualidade da formação acadêmica. "Aí chegou o teto - e o teto agora está
começando a cair", ilustra.


"A crise econômica empurrou muita gente sem real motivação científica
para a universidade. Sem emprego, muita gente buscou refúgio na ciência,
de olho nas bolsas. A crise demorou para chegar na ciência, mas agora
chegou", critica.


O filósofo Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação do governo
Dilma Rousseff, pensa diferente. "Parar de investir na formação doutoral
é um risco. Como um doutor demora em regra quatro anos para se titular,
uma parada significará que, quando precisarmos de mais doutores, eles
não estarão disponíveis", analisa.


Para ele, a dificuldade de manter o ritmo de investimento para jovens
doutores está relacionada "por um lado, à crise econômica; por outro, às
prioridades diferentes do novo governo".




[Karen Carvalho, doutora em neurociências, hoje trabalha como corretora
de imóveis (Foto: Arquivo Pessoal)] [Karen Carvalho, doutora em
neurociências, hoje trabalha como corretora de imóveis (Foto: Arquivo
Pessoal)]


Karen Carvalho, doutora em neurociências, hoje trabalha como corretora
de imóveis (Foto: Arquivo Pessoal)


Procurado pela BBC News Brasil, o Ministério da Educação diz não ser
"verdade que falte recurso para as universidades". "A expansão das
universidades federais trouxe impactos significativos para o orçamento
do MEC, que precisam ser compreendidos em sua plenitude", escreve a
pasta, em nota.




Essa expansão, acrescenta, "foi realizada sem planejamento". "O ano de
2014 foi influenciado pelas eleições e por um momento econômico em que a
gestão anterior não mensurou os efeitos dos gastos exagerados e sem
controle. Diversos programas aumentaram recursos fora da realidade,
fazendo com que a própria gestão anterior iniciasse as reduções, a
partir de 2015", conclui.


De 2003 a 2010, houve um salto de 45 para 59 universidades federais, o
que representa uma ampliação de 31%; e de 148 câmpus para 274
câmpus/unidades, crescimento de 85%. A expansão também proporcionou uma
interiorização – o número de municípios atendidos por universidades
federais foi de 114 para 272, um crescimento de 138%, segundo dados do
próprio MEC.


Por sua vez, o MCTIC afirma que está atuando junto à equipe econômica
para maior disponibilização de recursos. "Em anos anteriores, os
esforços do MCTIC para recomposição orçamentária têm dado resultados,
com a liberação de recursos contingenciados ao longo do ano. No cenário
de restrições orçamentárias, o MCTIC mantém ainda permanente diálogo com
os gestores de suas entidades vinculadas para que os recursos sejam
otimizados, minimizando o impacto em suas atividades."





Cartas de rejeição


Diante da falta de oportunidade no mercado, tanto na iniciativa privada
quanto nas instituições públicas, muitos jovens doutores apostaram na
possibilidade de um pós-doutorado, conforme diversos relatos à BBC
Brasil. A bolsa mensal do CNPq é de R$ 4,5 mil.


Diferentemente do mestrado ou doutorado, o pós-doutorado não é um
título: é uma especialização ou um estágio para aprimorar o nível de
excelência de determinada área acadêmica. É visto como um
aperfeiçoamento do currículo para processos seletivos para docente nas
universidades públicas.


Para a maioria dos candidatos, porém, as expectativas acabaram
frustradas.


"A proposta, apesar de meritória, não pode ser atendida nesta demanda,
considerando-se a disponibilidade de recursos", dizia a resposta-padrão
enviada a dezenas de doutores recém-titulados que tinham pedido bolsas
na modalidade Pós-Doutorado Júnior (PDJ), do CNPq.






['Título não paga aluguel', diz Laura Carlette, que estuda o tema (Foto:
ARQUIVO PESSOAL)] ['Título não paga aluguel', diz Laura Carlette, que
estuda o tema (Foto: ARQUIVO PESSOAL)]


'Título não paga aluguel', diz Laura Carlette, que estuda o tema (Foto:
ARQUIVO PESSOAL)


Diante do resultado, divulgado em meados de junho, muitos doutores
relataram sua indignação ao serem rejeitados em depoimento em grupo de
6,6 mil pesquisadores brasileiros no Facebook. Sob a condição de
anonimato, um parecerista do CNPq conta que os avaliadores também
ficaram frustrados. "Não importa o quanto o projeto é excelente, não há
recursos para todo mundo; é infrutífero para a ciência do país".


No início deste ano, dos 2.550 pedidos recebidos pelo CNPq, foram
concedidas 363 bolsas de PDJ. No primeiro calendário de 2017, foram 2392
pedidos e 359 concessões.


Doutor em psiquiatria pela UFRGS, com temporada de estudos na Tufts
University, nos EUA, o pesquisador Dirson João Stein, de 44 anos, tentou
quatro editais de pós-doutorado desde abril, diante da falta de
concursos na área. Não conseguiu aprovação em nenhum.


"Vejo como uma oportunidade de transição entre a vida estudantil e a
vida profissional. Há possibilidade de praticar a docência, um dos
principais pré-requisitos para a seleção de professores", considera.
Assim como Ruy, Stein depende da família e, agora, faz freelancer como
garçom para festas em São Leopoldo (RS).





Peso emocional


A psicóloga Inara Leão Barbosa, de 60 anos, que pesquisa desemprego
desde 2003, destaca que um de seus efeitos psicossociais é o isolamento
dos amigos e da família.




"É um sentimento de regressão, um impacto muito violento. Eles, que eram
considerados tão inteligentes, passam a ser vistos como vagabundos que
não querem trabalhar. Muitos voltam a morar com os pais e são tratados
como adolescentes. Eles se culpam como indivíduos, esquecendo que a
crise faz parte do sistema", diz Barbosa, professora da Universidade
Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).


Muitos doutores vão parar no subemprego. "E, se você não quiser (o
subemprego), no momento de crise tem uma fila de gente que quer",
afirma.


Professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio),
o historiador Rodrigo Turin, 38, diz que a academia está sendo pautada
por conceitos como "produtividade", "inovação" e "excelência",
respondendo a uma lógica de mercado.


"Já começaram a aparecer, inclusive, ofertas de postos não-remunerados,
nos quais esses jovens acadêmicos são induzidos a pesquisar e dar aulas
apenas para poder 'engordar' seus currículos e, assim, se tornarem mais
competitivos", critica.


Essa "ideologia da excelência" é um dos pontos estudados por Lara
Carlette, de 29 anos. Sua tese Universidades de classe mundial e o
consenso pela excelência, defendida no Departamento de Educação da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em fevereiro, foi
indicada ao Prêmio Capes pela originalidade do trabalho.


Ao propor um desdobramento de sua pesquisa para o CNPq, ela recebeu dois
pareceres positivos e uma decisão negativa que, ironicamente, indicava
falta de originalidade.


Segundo Carlette, os jovens doutores vivem impasses: por um lado, muitos
passam anos na condição de bolsistas de dedicação exclusiva (o que
proíbe vínculo empregatício, assim limitando a possibilidade de
experiência docente); por outro lado, a experiência é cobrada nos
concursos.


Na mesma linha, os acadêmicos precisam preservar a originalidade de suas
teses (o que limita a publicação de artigos durante o doutorado), mas a
produtividade (o número de publicações) é cobrada nos processos
seletivos e nos editais.




"Pode parecer dramático, mas conviver com isso diariamente é torturante.
Saber ler a conjuntura, e não individualizar a falta de oportunidades, é
essencial", adiciona a pesquisadora, que já foi questionada inclusive
pela juventude: foi chamada de "novinha" durante um processo seletivo.



"Depois da alegria e do alívio de defender uma tese, você está
desempregado no dia seguinte. Título não paga aluguel."





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Como posso reconhecer a brilhante e alegre beleza do sol, se jamais vi a negra
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Nós, pessoas com deficiência visual, somos "julgadas como problema" pela sociedade
hipócrita que aí está...
Será que somos um problema mesmo, ou a sociedade é que é
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