Oi Bruno,
Você já conversou com um advogado PI (especializado em Propriedade
Intelectual)? Costumam ser bastante caros (R$400,oo hora) mas talvez
te economize tempo e dinheiro pela frente.
Enquanto isso, olhe o link abaixo, que pode te direcionar um pouco,
caso prossiga sozinho (sem a ajuda de um advogado):
http://adg.org.br/blog/blog/onde-posso-registrar-o-meu-trabalho/
Gostaria também de compartilhar uma experiência minha com registro de
"patentes." Isso ocorreu há poucos anos atras quando eu morava nos EUA
(e as leis de lá são diferentes das daqui). Desenvolvi um modo de
interatividade considerado "inovador" e por sugestão de algumas
pessoas, fui verificar a possibilidade de patenteá-la (e assim, poder
desfrutar do lado comercial da coisa). Bom, fizemos (o advogado
contratado e eu) uma pesquisa preliminar para avaliar sobre o "grau de
unicidade" do meu trabalho e verificamos que embora eu tenha juntados
ideias ja existentes em um modo "novo" (o que tb pode ser considerado
inovação), este não era "assim tão novo" para justificar o custo de se
pagar por uma patente, e tb a manutenção desta, o que ao longo do
tempo, fica mais caro do que a patente. Explico: mesmo você
patenteando um produto, etc, isso não garante que outras pessoas não
ao usem para benefícios comerciais, ou mesmo imitação da ideia. O
único modo de se garantir ou prevenir que isso não ocorra é você ficar
"vigiando"/monitorando o mercado e concorrentes... o que implica tempo
e dinheiro. Grandes empresas que baseiam seus produtos em patentes/
inovação (Apple, Google, farmacêuticas, etc), possuem um departamento
jurídico destinado a gerenciar/monitorar suas PIs, ou seja, custo
imbuído no preço dos produtos que consumimos.
Para pequenos, que nem nós, temos que avaliar os ganhos e perdas em
patentear, por isso, talvez seja bom você discutir isso com um
advogado e se informar bem dos prós e contras, e assim, decidir qual
direção tomar.
Dois livros me ajudaram muito a repensar essa questão de inovação/
lançamento de produtos: The Myths of Innovation/ Scott Berkun e The
Art of Innovation/Tom Kelley (mas existem outros legais tb). Considero
este tema fascinante e o que tenho aprendido a partir dessas leituras
e de outras fontes:
- é melhor lançar o produto e assim sair na frente. Com patente ou não
as chances das empresas te copiarem existe! Pelo menos vc vai estar na
frente.
- se para cada nova ideia vc for conversar com um advogado para se
proteger, etc, as chances de você lançar o produto vão diminuir (pode
desistir mais facilmente, etc.) ou demorar muito mais.
- inovações "de verdade, que representam rupturas" demoram anos (ou
mesmo séculos) para serem aceitas e assimiladas pela maioria da
população.
- é sempre caro "inovar".
Enfim, para te dar uma luz, um dos produtos mais vendidos da Microsoft
é o Office, concorda? Ao lançar a suite, a MS não inovou no sentido
que entendemos de ter lançado algo que não existia na época. Na
realidade o Bill Gates melhorou o que já existia na época. O que eles
fizeram foi organizar o produto em uma suite, padronizar e melhorar o
UI, e enfim... e até hoje o Office é usado como o software padrão.
Conclusão... desenvolva bons produtos e venda qualidade que os
clientes vão querer trabalhar com você.
Bom, é isso. Boa sorte.
Patricia Mourthé
Designer de Interação