Com direção e atuação de Kelly Crifer e Getúlio Ramalho, a peça utiliza elementos do teatro-documentário, do cinema, do circo e da dança.
O que nos tornamos após um trauma? Esta é uma das perguntas da peça Senta que o leão é manso, um espetáculo autobiográfico, concebido a partir de memórias, frustrações e traumas da atriz Kelly Crifer e do dançarino Getúlio Ramalho. Para compor a montagem, foram utilizados áudios, imagens e cartas. O contexto leva ao ano de 2001, quando se apresentavam na montagem homônima dirigida por Eid Ribeiro para o programa “Circo de Todo Mundo”, voltado para jovens em vulnerabilidade sociocultural.
A dramaturgia da obra foi construída pela atriz Kelly Crifer – que sofreu um traumatismo craniano há duas décadas – a partir das memórias, documentos, relatos e vozes de outras pessoas e do próprio Getúlio.