É preciso gritar. Quem sabe da dor é o dono da ferida. E sei que muitas são as chagas. O remédio está no coletivo, união fazendo força.
Não sou conhecedor, por ignorância, das iniciativas coletivas na labuta da Dramaturgia pelo Brasil, sei que muita gente veio antes, e nunca devemos descartar a luta mesmo que individual de parceiros que vieram na frente. Então Vamos compartilhar “O que era”, “O que é” e “O que poderá ser” a dramaturgia no Brasil.
Essa busca por valorização partir da criação de políticas públicas em todas as instâncias, que se inicia na fala de três ou quatro, é sem dúvida uma dor antiga, viciada e talvez estagnado de muitos fazedores Dramaturgos pelo Brasil.
Toda dramaturgia deve ser reconhecida como o pensamento, a existência do teatro. Se alguém pensa, alguém existe. Se em nada se pensa, nada existe. Os pensadores do teatro têm inúmeras armas para combaterem juntos e ganharem não só as batalhas, mas também a guerra. Temos o cognitivo, temos a poesia, temos a palavra e o talento de jogar com elas, temos a brado ainda que na fala dos atores, temos os criativos e audaciosos encenadores (que quase sempre nos tiram o folego com tamanha eloquência), e o que dizer dos amigos que produzem e ajudam a disseminar aqueles pensamentos que muitas vezes nos tiraram o sono. Será que é a hora de convocar os parceiros? Será que vamos poder contar com todos? Será podemos contar com a nossa força? Ou será que a nossa palavra não tem ação? Ou será que o pensamento nada move?
O convite está feito. Sei que não é fácil sair de nossas zonas de conforto; afinal, texto não é um produto perecível, pode ficar anos engavetados e ganhar maior valor com passar do tempo; também temos a SBAT garantindo os direitos autorais, alguns de nos temos textos sendo estudados por outras companhias, os concursos e festivais nos garantem uma visibilidade momentânea. É isso que queremos ou podemos ir além? Ei, eu quero fazer parte deste movimento.
Anexo algumas gotas de contribuição para esta nascente.
Abraços e beijocas
Joca Monteiro
Amigos ,o autor dos textos, Josias Monteiro, disponibilizados em anexo, nos convida para uma discusão sobre o fazer do dramaturgo brasileiro, o tema é amplo: diagnóstico; diretrizes; criação de estratégias em conjunto para criar novas perspectivas...enfim, o que os autores acharem importante analisar, sob um foco local, em nivel municipal e estadual, mas,também, unindo os pontos sob um prisma abrangente, em nivel nacional.
Eu tô nessa, pois acho muito importante para o fazer teatral e cultural no Brasil.Para mim, uma boa estratégia para começarmos a realizar uma ação em conjunto para divulgar e valorizar o trabalho do Dramaturgo em nível nacional seria disponibilizarmos os textos dos colegas de outros estados na comunidade teatral de nosso estado. Isso incentivaria a montagem em outros estados de outros autores, que normalmente nem os atores e nem o público conhecem, já que a mídia só evidencia o que se monta no Rio ou São Paulo- menos ainda: geralmente só evidencia o que os atores da globo estão montando no teatro-.Penso que, se nós, da comunidade teatral, os principais interessados, passarmos a montar peças de colegas de outros estados, de uma forma sistemática, como estratégia para o desenvolvimento deste segmento artístico, colocaremos os autores e a dramaturgia em evidencia não só de forma individual, divulgando cada dramaturgo, como também de forma ampla, divulgando a dramaturgia nacional. Acho que um desdobramento desta prática pode demandar o convite a diretores também para dirigirem estas novas montagens em outros estados.Esta maneira de trabalharmos juntos pode ser bastante interativa no sentido de troca de conhecimentos, mais que os efêmeros festivais, em que depois cada um vai para o seu lado, lutar sozinho.Assim pedi autorização para disponibilizar para as Companhias de teatro que conheco os textos abaixo, do Josias, com o qual gostaria que todos fizessem contato.Abraços,Sula MavrudisComo Josias sugere, podemos criar u---------- Mensagem encaminhada ----------
De: josias monteiro <cup...@hotmail.com>
Data: 11 de julho de 2011 11:14
Assunto: RE: {Debate Cênico} Dramaturgia
Para: sulama...@gmail.com
Oi Sula,
Acredito que podemos começar um novo fazer. Para isso precisamos da ajuda de outros fazedores. Estamos no caminho e esse caminho precisa virar rota. Já vi grandes redes ganharem força com a iniciativa de poucos. (CUFA, RBTN, PONTO DE LEITURA, ETC.) Uma coisa é o agente cultural tentar dialogar sozinho, em seu Estado, outra coisa é ele ter a força de centenas de outros que lhe formam um pilaste seguro.
Basta falarmos a mesma língua e fundamentarmos nossas angustias.
Autorizo sim a divulgação do texto e estou disponibilizando outros.
E vamos que vamos.
Joca Monteiro
Date: Sat, 9 Jul 2011 15:03:23 -0300From: sulama...@gmail.com
Subject: Re: {Debate Cênico} Dramaturgia
To: cup...@hotmail.com; jeancarlo...@gmail.com
Caros colegas, Joca e Jean,Eu sou Sula Mavrudis, autora e diretora de teatro, trabalho na escola de teatro do SESC de Belo Horizonte.Acho muito importante a colocação do Joca.
Penso que poderiamos criar alguma estratégia para colocar este tema em evidência em nossos estados e no MINC.Espero que mais autores possam participar desta discussão e juntos realizarmos algumas ações simultaneas em nossos estados.Joca, achei importante voce disponibilizar os seu textos em seu e-mail. Acho que podemos começar uma ação conjunta trocando textos para que um conheça o trabalho do outro e divulgando estes trabalhos para as Companhias locais.Assim peço autorização do Joca para divulgar o seu texto para o MTG- Movimento de Teatro de Grupos de Minas Gerais.
Abraços, SulaEm 8 de julho de 2011 11:57, josias monteiro <cup...@hotmail.com> escreveu:
Obrigado pela dica Jean, estou conectado agora com a Cia sonhar.
Falando do debate, lembro que essa desordem com os recursos para a cultura é maior pelos gestores estaduais. No Amapá (minha terra), ativismo é o que não falta. A secretaria de cultura está totalmente equivocada ao assumir o papel do produtor cultural realizado diversos eventos e esquecendo de políticas de incentivo. Aqui é terra sem lei. Não há editais. É preciso ter uma boa articulação para conseguir recursos.
Nossos projetos são avaliados e aprovados por outras entidades no Brasil e quando chega à mão dos nossos gestores são engavetados e esquecidos. Inventam mil desculpas. Mas a gente vê o que realmente acontece. Alguns seguimentos são comtemplados outros não. Alguns produtores sim outros não. Alguns artistas e outros, enfim.
Minha intenção com o artigo que escrevi é exatamente isso Jean, buscar embasamento, buscar nas falas dos companheiros pelo Brasil fundamentação para lutar pela dramaturgia em meu Estado, apresentar propostas que funcionam, produtos já experimentados em outros Estados, e dar o primeiro passo rumo a valorização desta arte nada, digo nada mesmo valorizada, estimulada menos ainda incentivada financeiramente no Amapá.
Aqui meu pedido a todos, vamos nos ajudar, ajudem esse amigo Tucujú do estremo norte, onde termina ou começa o Brasil. Amapá
Joca Monteiro
Abraços e beijocas!
Ps. Segue um texto infantil de minha autoria.
Date: Wed, 6 Jul 2011 13:48:02 -0300
Subject: Re: {Debate Cênico} Dramaturgia
From: jeancarlo...@gmail.com
To: debate...@googlegroups.com
Concordo com suas colocações, Joca.Também considero que a política de incentivo/dedução fiscal da FUNARTE/MinC é falha por permitir uma distribuição de recursos públicos de forma não-democrática, por não estimular de forma eficiente a produção artística legitimamente nacional e por dar às megacorporações o direito de decidir sobre o que é arte e o que náo é.Os prêmios Klaus Viana e similares são notoriamente mais eficientes que a isenção fiscal, logo, o poder público deveria fazer uso de tais modalidades em sua grande maioria no direcionamento dos recursos para estímulo à produção artística da pasta do MinC.Quanto a informações sobre Festivais e Mostras teatrais, recomendo o site que mantém informações atualizadas sobre eles, de todo o Brasil:Nesse site acima, fica fácil encontrar todos os festivais que estão com inscrições abertas.[]'sVamos teatrar!Jean Carlos BarbosaAtor, Diretor Teatral e Produtor Cultural2011/7/5 josias monteiro <cup...@hotmail.com>
Amigos fazedores de teatro do Brasil. Boa tarde.
Sou Joca Monteiro Ator e Jovem Dramaturgo. Quero compartilhar com os teatreiros desse Brasil, minha enorme tristeza pela falta de políticas públicas para incentivo do crescimento do teatro a partir de sua base, o pensamento. São poucas a iniciativas de valorização e apoio a dramaturgia; as ações que acontecem pelo Brasil são ativistas, não têm continuidade e os jovens dramaturgos que não estão incluídos em formação acadêmica não podem contar com incentivos e fomento em seu processo criativo.
Existem concursos de dramaturgia pelo Brasil que avaliam no critério da exclusão, burocratizando, delimitando participações e excluído as novas possibilidades da dramaturgia brasileira.
O Prêmio Funarte de Dramaturgia – MINC, era uma alternativa que valorizava a regionalidade, distribuía os recursos de forma igualitária pelas regiões do País. Apesar de achar que deveria haver categorias que contemplassem outras clientelas, como especificas para rua, jovens dramaturgos, etc. ainda era uma alternativa que estimulava os dramaturgos em suas regiões a tirarem seus textos da gaveta ou partissem para novas criações. Este também revelou grandes talentos, em 2004 a Dramaturga Claúdia Barral recebeu o terceiro lugar com o texto “Cordel do amor sem fim” e hoje esta jovem escritora é conhecida em todas as regiões do Brasil. O que aconteceu com O Prêmio Funarte de Dramaturgia, ele foi transformado no Prêmio Luso brasileiro ou foi esquecido? Sua ultima edição foi em 2008.
Será que não é hora de pensar e criar políticas para essa formação específica da literatura?
Amigos acho que ainda têm muito pano para manga. Fica aqui um pedido para os amantes da dramaturgia. Vamos nos ajudar, vamos dialogar e tentar construir com a nosso força, um norteamento que nos de embase rumo a uma política de apoio e fomento dessa arte tão pouco difundida e valorizada.
Envio anexo um texto de minha autoria que acaba de sair do forno. Seria muito bom trocar figurinha com os dramaturgos de plantão e os amantes desta arte.
Caso saibam de Concursos, festivais e mostras pelo Brasil, ficarei grato se compartilharem.
Um abraço e vamos fazer teatro.
Joca Monteiro
Macapá/AP
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Sula Mavrudis
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