BONES,Aqui um defensor do ProCultura!!! A Lei requer mudanças e aperfeiçoamentos. Mas acho que no geral o artigo é rui em seu conteúdo porque demoniza o incentivo fiscal - mecanismo importante e principal ferramenta do Estado para estimular o desenvolvimento - plano econômico de diferentes setores produtivos. Acho muito ruim seprar o artista do produtor e supor que produtor é um intermediador quando ele é um agente importante na cadeia produtica da arte e da cultura. Este dicurso generalista do autor para mim é IRRESPONSÁVEL, inclusive quando cita levantamentos (sem fonte). Onde está este levantamento que a cada R$ 1,00 apenas R$ 0,50 chega no artista? Há elementos e componentes da produção do espetáculo, por exemplo que não é apenas a remuneração do artista. Aliás se 0,50 chega, comparado a outros setores da atividade produtiva é um valor bastante significativo. É preciso dizer que a Lei Rounet (ruim do jeito que é) não chega a 2% de todo o incentivo fiscal e tributário que o Estado brasileiro dá para setores.Sua revisão através do ProCultura acho, inclusive pouco ousada no que tange a desoneração tributária e fiscal da atividade produtiva na cultura. Exemplos: um circo paga 26 vezes mais cara um kW de energia do que paga a indústria naval ou as montadoras de veículos. Vamos ser contra a redução da carga e o incentivo fiscal do Estado para diminuir? Isso é uma dimensão do incentivo que o ProCultura não levanta. Para eu assinar a carteira de um trabalhador no circo pago 20% de contribuição patronal. Será que o autor sabe quanto paga as empreiteiras que dialogam com a velho lógica do desenvolvimento centrada na infra-estrutura? Pois é bem menos.Não há segmento industrial e produtivo (NA HISTORIA DAS ECONOMIAS DO MUNDO) que tenha se desenvolvido sem o incentivo do Estado. E falar de artista só na dimensão do valor simbólico (que é importante) não dá conta dos desafios que temos na construção um modelo de desenvolvimento centrado na apropriação do gênio criativo humano. Então o quê se produz artisticamente tem que impactar (com alguma escala) em processos de inclusão produtiva.Enfim... recebi o artigo li e, acho que mesmo que proponha uma discusão profunda, no final demoniza um mecanismo que não podemos com agentes produtivos de cultura prescindir no Brasil.Abraços, Junior PerimEm 12/11/2013, às 19:26, Marcelo Bones escreveu:Saiu hoje, no Caderno Pensar do jornal Estado de Minas, um interessante artigo do João Paulo, editor do caderno e do caderno de cultura. É muito importante o debate sobre o financiamento á cultura.
Segue o texto:
PENSAR/OLHAR » Estado de Minas
Lei de incentivo aos laranjas
João Paulo
Publicação: 09/11/2013 04:00
Quem concorda em dar dinheiro público para o Rock in Rio levante a mão
Esta semana, na segunda-feira, uma reunião entre a “classe artística” e o deputado Pedro Eugênio (PT-PE) na Sala João Ceschiatti do Palácio das Artes teve como pauta o projeto que está tramitando há anos, que deve substituir a Lei Rouanet, ou, como é mais conhecida, a lei federal de incentivo à cultura. A nova legislação foi batizada de Procultura e já esteve em outras mãos antes de a relatoria chegar ao deputado pernambucano. O projeto já passou por debates públicos, comissões do Congresso e está prestes a ser votado. Quem convocou a reunião em Belo Horizonte foi o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), o que a princípio mostra um interesse suprapartidário na discussão.
Tudo estaria muito bem, democrático e transparente, se o objetivo da reunião e os atores presentes fossem representativos de todas as posições. Não eram. É preciso debater os mecanismos de financiamento da cultura levando-se em conta não apenas o aprimoramento da legislação, mas também a necessidade de sua extinção, em razão de seu histórico de descaminhos. A legislação que nasceu para incentivar a cultura, ancorada na carência de recursos do setor público, acabou por se tornar o mecanismo por excelência, o que gerou uma situação de completo desmantelo da área. Sem entrar em considerações que recuam no tempo e olhando para a frente, as leis de incentivo são hoje um freio na democratização, descentralização, qualificação e formação de mercado para a cultura no Brasil.
Quem participou do debate com o relator do Procultura, e que portanto se credenciava a apresentar soluções da categoria, eram, na maioria, pessoas ligadas muito mais à intermediação que à criação. E não se trata de um desvio dos responsáveis pela convocação da reunião. O que as leis de incentivo à cultura criaram de mais poderoso foi uma casta de atravessadores, gestores, captadores, produtores, prestadores de conta e outros profissionais que se interpõem entre os recursos e os artistas. Por isso não estavam presentes novos artistas e produtores independentes, que teriam muitas contribuições para o debate. O que se via era um estamento de pessoas que se profissionalizaram para ter acesso aos recursos intermediando uma relação que poderia fluir de forma mais direta e, por isso, menos onerosa. A fonte jorra dinheiro que vai sendo perdido em pequenos igarapés e vertedouros à margem da criação.
Levantamentos conservadores dão conta de que, de cada R$ 1 destinado a um projeto contemplado pelas leis de incentivo, apenas R$ 0,50
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Cara Ermínia,Então vc deve ser a exceção, no projeto. Pois as atividades divulgados do Projeto Circus, são atividades de artes cênicas que são colocadas como atividades de educação física. E usada para promover de forma enganosa a área e profissionais de educação física. Reafirmo de forma bem tranquila (pois falo a verdade) que as publicações do Sr. Marco Bortoleto tentam vincular e usurpar a arte circense e a arte em geral para a educação física. Ele troca por exemplo de forma CONVENIENTE e palavra "arte" por "atividades" circenses.Basta verem as publicações do Sr. Marco Bortoleto para se ter certeza que tem a intenção dele é vincular o circo à educação física. E isso é USURPAR a área de Artes sim. Este sr. não respeita que profissional de educação física não é profissional e/ou professor da área de Artes e de Atividades Artisticas. Como eu disse ele evita falar a palavra 'Arte" circense, mas na prática quer desenvolver atividades artísticas sim.Profissionais de Educação Física NÃO são profissionais de Artes Cênicas, muito menos profissionais da área de Artes.Todas as publicações são tendenciosas e tentam promover a vinculação da arte circense de forma equivocada à educação física. Desrespeitando que circo ou qualquer manifestação artística não é competência desta área. Em várias publicações de envolvidos tentam vincular o circo com os esportes e as olimpíadas. Querem usurpar e distorcer até a história do circo, e da arte em geral.Leiam as várias publicações dos envolvidos e vejam como chegam ao cúmulo de tenta colocar até as atividades do palhaço como inerentes à educação física. Uma deturpação total das competências e abordagem da área da Educação Física.Se a intenção do Sr. Bortoleto não é USURPAR a área de Artes Cênicas. No mínimo ele deveria tem mais ética e respeitar a formação em Artes Cênicas e toda a legislação pertinente nessa área e não tentar descredibilizá-la. Ao contrário do que ele vem fazendo. Se ele respeitasse a área de Artes, ele deveria então propor a inserção do circo como atividade artistica na escola, dentro da área de conhecimento das ARTES. Mas ao contrário ele defende apenas os interesses da área da educação física por ser profissional desta área. Circo não é esporte!Reafirmo também que profissionais de Educação Física NÃO são profissionais e/ou Professores de Artes de qualquer vertente e não tem legitimidade para atuar e FINGIR que são profissionais desta área. Os projetos e atividades desenvolvidas no Grupo Circus do Departamento de Educação Física da Unicamp, estão equivocados por tentar vincular artes cênicas à área da educação física. Neste projeto vários profissionais e professores de Educação Física tentam se passar por artistas, profissionais e professores de Artes Cênicas sim.Se a intenção dos envolvidos não é usurpar a área de Artes Cênicas, deveriam rever o projeto, pois as atividades desenvolvidas são de artes cênicas sim, mas eles fingem que são atividades de educação física. Pra começar, pergunto o que um projeto de artes cênicas está fazendo dentro de um departamento de Educação Física e sendo desenvolvidos por estes? E usadas para promover de forma enganosa a usurpação da área de artes por profissionais de educação física?As atividades de apresentações artísticas públicas e de espetáculos cênicos que este grupo faz NÃO são atividades inerentes à área ou profissionais de educação física. As publicações do Sr. Marco Bortoleto e de outros envolvidos tentam USURPAR e vincular artes cênicas à educação física. Reafirmo que profissionais de educação física NÃO tem legitimidade para se passarem de forma ENGANOSA por artistas e/ou profissionais de Artes Cênicas.Se a intenção dos envolvidos não é se passar por profissionais de Artes ou de usupar competências da área artística, deveriam repensar e rever todo o projeto. Bem como rever as publicações dos profissionais de educação física envolvidos, pois estes não respeitam a formação academica na área de artes e de forma ilegítima e tendenciosa tentam vincular artes cênicas à educação física. Prestando um desserviço, desrespeitando e descredibilizando a área e profissionais de Artes Cênicas (Dança, Teatro e Circo).Como disse basta qualquer um desta lista pesquisar no Google para ter certeza das vinculações tendenciosas e equivocadas que este projeto faz entre as artes circenses e a educação física. Se isso não é USURPAÇÃO e falta de ética, como podemos chamar isso então...Acho muito irônico alguém achar que temos que ver esse bando de oportunistas da área da educação física ROUBANDO e descrediblizando as Artes Cênicas e a Arte em geral e temos que aceitar calados isso. Isso é ESTELIONATO. O mais engraçado é que quando denunciamos, mesmo estando errados querem se fazer de vítimas e vão querer dar uma de "ofendidos". Se estes profissionais de educação física tivessem ética, iam atuar na sua área ao invés de tentar usurpar as competências de outras áreas.
Vejam as publicações dos envolvidos e confirmem que tentam sim se passar por profissionais de Artes.At.Mônica Mesquita
Em Quinta-feira, 14 de Novembro de 2013 12:34, Mina Silva <mina....@gmail.com> escreveu:
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Cara Sra. Monica Mesquita:
Não pude resistir a te escrever.
Acredito que deva haver algum problema de ordem pessoal com os envolvidos, pois não faz sentido uma pessoa com a formação que você tem tenha esse entendimento dos fatos, como você escreve.
Explico, comentando seu texto abaixo:
As publicações do Professor Mario Bortoletto, se cometem algum erro, é o de terem defeitos, como aliás os têm os textos de todos os outros que se dedicam a escrever. Errar, escrever textos fracos, faz parte dos riscos de quem o faz. Acho justo que O Sr. Bortoletto utilize o termo “Atividade” Circenses, ao invés de ‘Arte”, pois o que a educação física pode e deve estudar são, exatamente, as atividades. As artes, estas pertencem a todos, mas não de forma científica.
Marco Bortoletto tem formação circense sim, talvez menor que a sua ou a minha, mas tem. Estudou e inclusive trabalhou como circense, no Brasil e na Espanha (pelo que sei). Talvez não tenha sido um profissional de grande renome na área, mas quem é? O que isso define? Nada. Ele dá aulas de técnicas circenses, já que, domina vastamente as técnicas acrobáticas, várias das quais vindas do ou assimiladas pelo circo. Explico: O circo sempre foi uma mixórdia de influências, uma grande mistura. Desde seu surgimento. Uma das coisas que já fizeram parte do circo são as apresentações esportivas, inclusive as lutas. Sabia? Pois é, isso também é circo. E, no caso das técnicas acrobáticas, os artistas russos (e depois todos os países de primeiro mundo) nos mostraram que as técnicas da GA (Ginástica Artística) são uma versão suficientemente próxima das acrobacias circenses, mas com um resultado muito superior (em geral, claro que há exceções). Muitos artistas circenses especialistas nas técnicas acrobáticas entraram para o mundo da educação física, como muitos profissionais da educação física foram para o mundo do circo. Aliás, o circo tem poucos mestres com formação acadêmica, daí a discussão atual. Circenses com formação em educação física nos ajudam e muito a sistematizar o conhecimento do circo e melhorar nossos professores. Pois são, sim, áreas que têm conhecimentos muito próximos.
Você afirma com veemência que “Profissionais de Educação Física NÃO são profissionais de Artes Cênicas, muito menos profissionais da área de Artes.” Mas de quem você está falando? De todos? Você conhece todos? Ora, claro, em tese, profissional de EF é profissional de EF, e não de circo. Mas nada impede que seja profissional nas duas áreas. Ou é proibido? Essa generalização é que dificulta a discussão. Empobrece a discussão.
Historicamente o circo sempre se apropriou do que havia de mais moderno, interessante, ou apenas dos modismos das épocas. Veja num dos livros da Ermínia, “Circo-Teatro”, tem para download no site da Funarte ou no Circonteúdo, e é genial, na minha opinião o trabalho mais sério no Brasil sobre a História do Circo. Sempre o circo se apropriou do que bem quis. Usou o teatro desde seu surgimento (do circo, não do teatro), da iluminação cênica elétrica, assim que esta surgiu, do cinematógrafo, assim que foi inventado, da televisão, assim que o público começou a demonstrar interesse pela mesma. E por que a EF não pode demonstrar interesse pelas ATIVIDADES circenses? Uma área de conhecimento se propõe a estudar outra, entendendo seus pontos de aproximação. Isso não pode ser errado. Nem, mesmo a produção de textos que possam ser “fracos” pode ser considerado nocivo a esta discussão.
E sim, as atividades e as artes circenses sempre se confundiram com os esportes, assim como com as outras artes. Não tenha dúvida disso. Leia, mais uma vez, os livros da Erminia, da Alice Viveiros de Castro (“Elogio da Bobagem”, excelente!), da Verônica Tamaoki (“Circo Nerino”), etc. Concordo com você que os livros da educação física não estão no mesmo nível. Mas isso não torna ninguém usurpador da atividade alheia.
É claro que ele insere o circo na área em que ele atua: Ele pratica as duas. E exercita a ligação entre as duas. Ele sempre concordou que a EF apenas se relaciona com o lado pedagógico e corporal do circo, não se relacionando com o lado da apresentação das técnicas circenses, razão primordial para sua existência. Veja a trajetória do Professor, e comprovará isso. Eu posso atestar.
Por fim, e aqui o problema maior da discussão, todo mundo pode dar aulas de circo. Hoje, no Brasil, é assim. Eu dou aulas de circo e ninguém me pede o diploma ou o CRM, CREF, CTU, MDO, NDA ou a PQP. Porque não há quem ateste. Assim, quando algum profissional formado em EF se aproxima do circo, ele tem uma bagagem pedagógica, técnica e estrutural no mínimo comparável com a dos circenses de família, e via de regra maior que a dos formados em dois anos de cursos por aí (alguns bons, muitos não tão bons). Vi muita gente fazer aula comigo por um curto período de tempo e começar a dar aulas... Um aluno meu começou dois meses e meio depois de ter COMEÇADO a fazer aulas de trapézio. Pelo menos os profissionais de EF sabem o que dizem sobre uma perna estendida ou exercícios de fortalecimento, sem machucar o aluno.
O circo sempre foi de todo mundo. Não é a Sra. Que vai legislar a favor do circo, e criar uma reserva de mercado boba e reducionista. O que tratamos aqui, concordando com você a respeito do projeto do Tiririca, é que não se pode TIRAR o circo dos circenses. Mas isso é óbvio.
Para encerrar, acho que você deve atender o convite da Erminia. Aliás, eu adoraria estar junto. Pois acusações como estas que você faz não podem ser feitas assim, apenas baseadas na opinião de uma leitora apressada de textos que estão à disposição de todos. O que a Sra. Afirma são opiniões, não se pode fazer acusações como essas baseado em opiniões. Por favor.
Abraço
De: MONICA MESQUITA [mailto:monime...@yahoo.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 14 de novembro de 2013 14:40
Para: Mina Silva
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Vida de Circo –Produções Circenses na Amazônia
Cia. Nefesh- Núcleo de Pesquisa Interdisciplinar
Lic. Pedagoga & Meste em Artes- PPGArtes/ICA/UFPA
Caros, confesso que tenho dificuldade de opinar nas discussões aqui do circomunicando e em redes/ fóruns do circo em geral. A minha opinião pessoal é a de que no circo temos uma dificuldade de traçar lutas políticas comuns, brigamos muito entre nós. Ao mesmo tempo entendo que essa dificuldade também provém do fato de ser o circo uma arte diversa, historicamente a mais múltipla das artes, e isso é extremamente positivo! O que quero dizer é que temos essa difícil tarefa coletiva de dar conta de uma infinidade de práticas e vozes, por vezes organizadas em militâncias coletivas, muitas vezes isoladas em opiniões pessoais.A Educação Física é a questão do momento do momento, mas quantas já não foram as discussões e acusações de 'roubo' do circo pelo Teatro, pelo Circo Social, pelas Escolas. É uma constante.As acusações são graves Monica e, no meu ponto de vista, medrosas. Porque quem faz a arte é o artista e não os Conselhos. E os professores de Educação Física inclusive podem ser artistas. Aliás são muitos os artistas circenses que buscam formação acadêmica não só na Educação Física mas em tantas outras áreas do conhecimento beneficiando e muito a arte circense de um modo maior do que a prática artística em si, mas em sua diversidade humana, histórica, política, poética, técnica... Você acaba fazendo uma inversão, acusando como uma atitude totalitária da Educação Física em um discurso igualmente totalitário em 'favor' do circo. Mas não precisamos de totalitarismos.Sei que a discussão, camuflada em tantas acusações sem propósito, também passa pela questão da regulamentação, da oferta de trabalho em um mercado tão precário... Ok. Mas aí sou da opinião de que não é desqualificando a luta do outro que iremos travar as nossas. O trabalho do Circus, da Ermínia, Marco e tantos outros, é sério, legítimo, competente, usado por mim e tantos outros ARTISTAS em suas criações, aprimoramentos técnicos, ensino. Resta ao circo (lembrando que é diverso e múltiplo na prática e nas formas de luta) continuar a traçar as lutas para si, de forma mais articulada, não contra o outro. No tanto que já avançamos e estamos avançando em políticas federais, estaduais e municipais, desqualificar e criminalizar (como fez Monica) movimentos legítimos de pesquisa circense nos leva para trás e para trás e para trás. E infelizmente isso é RECORRENTE... quantos de nós já não fomos acusados de que o que fazemos não é circo, de que estamos roubando o circo e etc... o circo é de todos, não?AbraçosLeandro HoehneGrupo doBalaio
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Alice, Erminia e demais, acho que Vcs lembram daquela primeira vez que discutimos esta questão no Rio, lá na casa Pascoal, talvez alguém tenha cópia do documento gerado, tinhamos alguém da funarte também, Zé o Rodrigo Matheus inclusive participaram entre outros e por conta desta investida da educação física, é que criamos na época, a associação as escolas de circo.
Estou procurando este documento.
Olá a todos,Há tempos que não me manifestava aqui. Mas essa conversa tem bastante em comum com minha carreira profissional.Sou formado em Educação Física pela USP, trabalhei durante 20 anos com Malabarista e Acrobata, dei aulas de acrobacia e malabarismo para pessoas de todas as idades em vários países.A Educação Física sempre me ajudou a dar aulas de técnicas circenses. E as técnicas circenses sempre foram bem-vindas em aulas de educação física por serem muito completas em termos de aprendizagem motora. Meu trabalho de conclusão de curso discutia justamente isso: "Atividade Circense como Elemento Desencadeador de Aprendizagem Motora", publicado em 1998.Um fato interessante é que foi o circo que me levou para a EF, pois eu já trabalhava com o Acrobatico Fratelli em 1993, quando me interessei pelo curso que poderia me dar respaldo pedagógico para futuramente, ensinar as técnicas circenses. Assim prestei o vestibular, entrei e fiz o curso com o olhar do artista circense que eu já era.Eu tenho as duas formações e apesar de nunca der sido professor de EF, sempre usei os elementos pedagógicos da mesma como ferramenta de trabalho. Meu programa de aulas para crianças levava o título "Circo: uma Atividade Física e Artística". As crianças de diferentes escolas em SP apreciaram a forma de ensinar que desenvolvi, misturando experiências da minha formação circense e da EF.Quando fui para Londres trabalhar com a Gandini Juggling Project, continuei ministrando o curso. Dessa vez para adolescentes na Circus Space, escola de circo Londrina, por mais 3 anos. Foi igual o êxito no processo de ensino-aprendizagem.Acho que essa áreas, pelo menos na minha vida, sempre caminharam muito próximas. Conheço vários profissionais circenses no Brasil e no Mundo que usam técnicas da EF para treinar/ensinar/aprender dentro da área circense. Acho interessante as propostas de discutir oficialmente o ensino de técnicas circenses dentro da EF. Seria um ganho tanto para os alunos (que geralmente adoram) e mais uma ferramenta para os professores, com tanto que o façam com propriedade.Espero que isso contribua para essa reflexão.Emiliano
Bom dia à todos.
Monica, sou de um projeto em Mogi Mirim que atua com crianças e adolescentes, e uma das linguagens é o circo.
Nos aproximamos do grupo CIRCUS, pela necessidade de aproximar as questões que vivenciamos, social e culturalmente da academia, pois no geral a distância É ENORME.
O Marcos em especial tem um visão diferenciada de mundo e das práticas.
São muitas as contribuições deste grupo, INCLUSIVE pela disponibilidade de acolher a linguagem do Circo, que são poucos os espaços acadêmicos que o fazem, inclusive de produções , em especial dos cuidados e segurança com o corpo, que é uma das dimensões tão caras ao circo.
Penso que nosso desafio é olhar os processos que estão contribuindo para a transformação das crianças, o adolescentes, jovens, que são parte do processo de aprendizagem, que é constituído por técnicas, mas também pela multidisciplinaridade, enfim , um olhar para a totalidade e não para as partes como estamos tão acostumados no mundo do conhecimento.
Os caminhos são vários, espaços de trocas, grupos de pesquisa e reflexões também..há muito por se fazer e de fato, a historia mostra que são reconhecidos os que tem algo a acrescentar, a compor, a agregar.
Fiquei em duvida em responder, mas creio que quando conhecemos, temos responsabilidade nas posições que assumimos.

De: circomunica...@lista.asfaci.org.br [mailto:circomunica...@lista.asfaci.org.br] Em nome de MONICA MESQUITA
Enviada em: quinta-feira, 14 de novembro de 2013 16:56
Para: Mina Silva
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