Artigo sobre Leis de Incentivo

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Marcelo Bones

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Nov 12, 2013, 4:26:34 PM11/12/13
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Saiu hoje, no Caderno Pensar do jornal Estado de Minas, um interessante artigo do João Paulo, editor do caderno e do caderno de cultura. É muito importante o debate sobre o financiamento á cultura. 


Segue o texto:

PENSAR/OLHAR » Estado de Minas

Lei de incentivo aos laranjas



João Paulo

Publicação: 09/11/2013 04:00

Quem concorda em dar dinheiro público para o Rock in Rio levante a mão

Esta semana, na segunda-feira, uma reunião entre a “classe artística” e o deputado Pedro Eugênio (PT-PE) na Sala João Ceschiatti do Palácio das Artes teve como pauta o projeto que está tramitando há anos, que deve substituir a Lei Rouanet, ou, como é mais conhecida, a lei federal de incentivo à cultura. A nova legislação foi batizada de Procultura e já esteve em outras mãos antes de a relatoria chegar ao deputado pernambucano. O projeto já passou por debates públicos, comissões do Congresso e está prestes a ser votado. Quem convocou a reunião em Belo Horizonte foi o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), o que a princípio mostra um interesse suprapartidário na discussão.

Tudo estaria muito bem, democrático e transparente, se o objetivo da reunião e os atores presentes fossem representativos de todas as posições. Não eram. É preciso debater os mecanismos de financiamento da cultura levando-se em conta não apenas o aprimoramento da legislação, mas também a necessidade de sua extinção, em razão de seu histórico de descaminhos. A legislação que nasceu para incentivar a cultura, ancorada na carência de recursos do setor público, acabou por se tornar o mecanismo por excelência, o que gerou uma situação de completo desmantelo da área. Sem entrar em considerações que recuam no tempo e olhando para a frente, as leis de incentivo são hoje um freio na democratização, descentralização, qualificação e formação de mercado para a cultura no Brasil.

Quem participou do debate com o relator do Procultura, e que portanto se credenciava a apresentar soluções da categoria, eram, na maioria, pessoas ligadas muito mais à intermediação que à criação. E não se trata de um desvio dos responsáveis pela convocação da reunião. O que as leis de incentivo à cultura criaram de mais poderoso foi uma casta de atravessadores, gestores, captadores, produtores, prestadores de conta e outros profissionais que se interpõem entre os recursos e os artistas. Por isso não estavam presentes novos artistas e produtores independentes, que teriam muitas contribuições para o debate. O que se via era um estamento de pessoas que se profissionalizaram para ter acesso aos recursos intermediando uma relação que poderia fluir de forma mais direta e, por isso, menos onerosa. A fonte jorra dinheiro que vai sendo perdido em pequenos igarapés e vertedouros à margem da criação.

Levantamentos conservadores dão conta de que, de cada R$ 1 destinado a um projeto contemplado pelas leis de incentivo, apenas R$ 0,50 chegam de fato aos artistas, ficando a metade da verba na mão dos escritórios de “produtores”. Este é apenas um dos desvios plasmados pelo tempo. Não fosse um sorvedouro importante de recursos que poderiam ser mais bem aplicados, ainda representam uma transformação filosófica e política do setor, que hoje – como mostra a reunião na João Ceschiatti – põe burocratas falando em nome de artistas e artistas falando como burocratas para defenderem empresas das quais dependem.

O mais curioso é que há uma crítica universal às leis de incentivo. No entanto, quando se trata de modificá-la o discurso não é contra a norma, mas a favor de maior protecionismo. Em outras palavras, todos concordam que a lei é problemática, mas, em vez de acabar com ela em favor de novos mecanismos, preferem a lógica do “ruim com ela, pior sem ela”, com a defesa corporativa de setores que melhor transitam em sua lógica e balcões. Os chamados produtores querem, na verdade, que a lei jogue a favor deles, ainda que isso signifique prejuízo para o setor como um todo.

A Lei Rouanet e as legislações estaduais e municipais padecem da lógica de favorecer laranjas. Esse personagem finge que tem algo de seu para, com a posse vicária, anistiar o outro que não pode ter ou parecer que tem. Na cultura o processo é semelhante: o recurso público é repassado para empresa privada (na forma de isenção de impostos devidos), que o utiliza de acordo com seu interesse. Nos dois casos, o dinheiro não é de quem declara, mas de quem se retira do jogo por motivos torpes. Nos crimes de lavagem de dinheiro, a motivação é fugir da cadeia; nas leis de incentivo, fugir das responsabilidades.

O que o Estado, em todos os seus níveis de governo, faz é pegar dinheiro público e dar à iniciativa privada o direito de utilizá-lo em projetos culturais próprios, estampando para isso sua marca e auferindo ganhos sucessivos: tributários, de marketing e até comerciais (no caso da Lei do Audiovisual, as empresas utilizam recurso público e se tornam sócias de empreendimentos que podem se revelar lucrativos. Além disso, neste caso, para cada R$ 1 incentivado a empresa recebe R$ 1,25 de anistia fiscal). Com isso, o Estado abdica de sua função de formulador de política para se tornar sócio de projetos de exposição pública feito com sua grana (melhor: com o dinheiro do povo que repõe nos cofres o que as empresas deixam de pagar. E, o pior, ainda chamam esse processo de mecenato e os próprios produtores saem em defesa das empresas para ampliar seu patamar de isenção).

Mecenas de araque

Há, de acordo com a lei, três modalidades de recursos a serem aplicados na cultura: o fundo, o mecenato e outra modalidade de financiamento voltada para projetos lucrativos, que topariam receber “empréstimos” em condições facilitadas. Esta última modalidade, o Ficart, virou letra morta. Com isso, o que se arrecada de recursos para o setor fica destinado ao fundo e ao mecenato. No fundo estariam os projetos bancados diretamente pelo Estado, em razão da política cultural vigente. Na verdade, o fundo foi sendo engolido pelo mecenato, que são os recursos que as empresas “investem” em cultura e que formam a maior parte do bolo. O fundo, para a chamada “classe artística”, leia-se produtores vitaminados pelas leis de incentivo, é visto como território da experimentação e do folclore. Que não deve ser levado muito a sério.

Desvalorizar o fundo é, na verdade, exterminar a necessidade de uma política cultural digna do nome. O que o falso mecenato faz é, na verdade, financiar com recurso público interesses privados que atendem a um modelo quase sempre definido pelo que se chama de mercado. No entanto, os defensores do mercado são os primeiros a abrir mão do risco para se acobertar nos departamentos de marketing das empresas laranjas do setor cultural. E, quando surge alguma boa vontade, ela se dirige no máximo a defender a descentralização e o apoio a projetos mais ousados, como se isso fosse uma “concessão” à cultura.

A desfaçatez é ainda maior no caso dos institutos, fundações e centros culturais de empresas como a Fiat, Banco do Brasil, Petrobras, Itaú, Vale, Usiminas e outros, que capitalizam suas marcas com recursos públicos e posam de grandes mecenas. Na verdade, gastando o dinheiro do contribuinte, elas desenvolvem ações que fazem parte de sua política interna. O mesmo – e isso é ainda mais grave – se dá com a operação do setor público de cultura, que inscreve seus projetos na lei, aprova-os e capta recursos em empresas públicas e privadas com boa relação com os governos. O Estado faz minguar seu próprio orçamento e se iguala com outros produtores na busca de recursos que ele mesmo deixa de tributar.

Quem assiste a uma produção da Fundação Clóvis Salgado, por exemplo, vê sempre um filmete que diz que o espetáculo tem patrocinadores privados, quando na verdade tudo é produzido com dinheiro do povo. A mensagem correta deveria ser – como em todas as chancelas da lei de incentivo – “este espetáculo foi financiado com o seu dinheiro”. O povo é o patrocinador master da lei de incentivo, já que é seu dinheiro que cobre o que as empresas não pagaram e que o Estado gentilmente repassa para que a iniciativa privada faça sua graça com chapéu alheio. Ao triangular recursos para cumprir suas obrigações, o próprio Estado se tinge de laranja.

Por fim, as leis de incentivo estão quebrando mais duas pernas do sistema: a formação de público e o atraso na constituição de força de produção cultural sustentável. No caso da formação de plateias, pelo reforço da lógica da mesmice e do afastamento do público que não tem acesso a espetáculos incentivados e com ingressos muito caros. No caso do sistema de produção, pela postura “socialista reacionária” de tirar de todos para dar a poucos, fazendo da cultura um terreno defeso de riscos e, por isso, sem preocupação com o profissionalismo. Não é incomum nos projetos culturais “patrocinados” por empresas que quem menos ganhe seja o artista e o público. Fazer a roda girar gasta mais energia que deslocamento. A legislação de incentivo é entrópica.

As leis de incentivo contribuíram ainda para desmotivar o investimento direto das empresas (por que ela vai dar seu dinheiro se pode usar o que é devido como imposto, portanto recurso público?), prática que tem séculos na história da civilização, contribuiu para a formação do que entendemos como cultura e gerou um sentimento de reciprocidade entre a produção e a sociedade. Que as empresas não queiram dar sua contrapartida até se entende, mas que “produtores” se levantem para defender a isenção completa de impostos “investidos” na cultura é, pelo menos, de se estranhar. Foi, por exemplo, o que se viu na reunião de segunda-feira na João Ceschiatti. As empresas não precisam sequer levar seus pleitos de isenção total, os produtores fazem isso por elas.

Falta política

A lei de incentivo precisa ser extinta, a política cultural precisa ter mais recursos orçamentários, os mecanismos de controle devem ser mais rígidos e a participação social mais intensa. É a forma de começar a mudar o jogo. Para quem diz que a Lei do Audiovisual, com sua liberalidade extravagante, salvou o cinema, é bom lembrar que as produções, em sua maioria, não se pagam (cerca de 80% rendem menos na bilheteria do que custaram) e que o grande mérito do setor está na abertura de novos canais de exibição, sobretudo por meio de políticas públicas e cotas de exibição em salas de cinema e na televisão. Sem falar nos projetos para filmes de baixo orçamento, que multiplicaram as possibilidades não apenas em termos financeiros, mas também de linguagem. O que vem salvando o cinema é a política, não é a Globo Filmes.

O que é mais importante, e acredito que todos concordem com isso, é que a cultura deve ser o principal. Assim, é preciso aumentar o orçamento do setor (todos se lembram da briga de Gilberto Gil para elevar o orçamento a ínfimo 1% do bolo da União) e, sobretudo, fazer com que seja dirigido pelo interesse público. Isso significa desvincular o setor totalmente do marketing empresarial, preparar a infraestrutura, formar pessoal qualificado para a gestão, investir na diversidade e dar transparência em todos os passos do processo.

Outro desafio é criar novos parâmetros de financiamento, dos espetáculos às instituições (como os pontos de cultura), além de criar mecanismos de financiamento que dialoguem com o mercado e ajudem na formação de público, como o incentivo à gratuidade em espetáculos feitos com recursos públicos, vale-cultura, parceria com o setor educacional e outros. A política cultural precisa ainda – e não tem mostrado capacidade para isso – acompanhar as mudanças tecnológicas e políticas, que geraram novos processos e agentes. As bandeiras antigas do setor, sideradas pelo consumo, estão rotas, não servem mais. Por isso é até curioso ver velhos produtores falando tanto em desenvolver a indústria cultural, com a amnésia histórica que lança mão de um conceito frankfurtiano de forte potencial negativo (cultura produzida industrialmente, sem potencial inovador ou crítico) como sendo um horizonte desejável. Deus, o diabo e a Terra do Sol nos livrem da indústria cultural.

O exemplo de outros países pode servir para o debate sobre novos mecanismos. Outro caminho é ouvir a geração que vem fazendo arte de qualidade, democrática e consequente, com novos meios e estratégias de chegar ao público. Por fim, é preciso defender que a parceria não deve se limitar ao mercado ou aos ministérios da área econômica – o que é importantíssimo – mas também com o setor da educação. Quanto melhor a educação, mais abrangente a cultura. A Lei Rouanet já vai tarde. Que o Procultura seja uma transição a um novo tempo em que a arte seja mais importante que o marketing e o artista criador mais central que o captador.

Cultura é questão de interesse público, e assim deve ser tratada. A única saída republicana e democrática é a criação de fundos públicos de financiamento que permitam uma transição que deixe no passado o modelo que criou uma casta de atravessadores, deseducou a sociedade e viciou o mercado. Com a colaboração desinformadora dos meios de comunicação, é bom reconhecer. A cultura sempre soube se reinventar. A hora é agora.

jpaulocunha.mg@diariosassociados.com.br






   - Marcelo Bones -

michelle cabral

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Nov 12, 2013, 9:31:18 PM11/12/13
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Muito Bom!
Vou enviar pra Rede de Rua, colocar no meu face e debater em sala de aula.
Michelle Cabral

 

From: celo...@gmail.com
Date: Tue, 12 Nov 2013 19:26:34 -0200
Subject: {Debate Cênico} Artigo sobre Leis de Incentivo
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Junior Perim

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Nov 12, 2013, 4:51:48 PM11/12/13
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BONES,

Aqui um defensor do ProCultura!!! A Lei requer mudanças e aperfeiçoamentos. Mas acho que no geral o artigo é rui em seu conteúdo porque demoniza o incentivo fiscal - mecanismo importante e principal ferramenta do Estado para estimular o desenvolvimento - plano econômico de diferentes setores produtivos. Acho muito ruim seprar o artista do produtor e supor que produtor é um intermediador quando ele é um agente importante na cadeia produtica da arte e da cultura. Este dicurso generalista do autor para mim é IRRESPONSÁVEL, inclusive quando cita levantamentos (sem fonte). Onde está este levantamento que a cada R$ 1,00 apenas R$ 0,50 chega no artista? Há elementos e componentes da produção do espetáculo, por exemplo que não é apenas a remuneração do artista. Aliás se 0,50 chega, comparado a outros setores da atividade produtiva é um valor bastante significativo. É preciso dizer que a Lei Rounet (ruim do jeito que é) não chega a 2% de todo o incentivo fiscal e tributário que o Estado brasileiro dá para setores.

Sua revisão através do ProCultura acho, inclusive pouco ousada no que tange a desoneração tributária e fiscal da atividade produtiva na cultura. Exemplos: um circo paga 26 vezes mais cara um kW de energia do que paga a indústria naval ou as montadoras de veículos. Vamos ser contra a redução da carga e o incentivo fiscal do Estado para diminuir? Isso é uma dimensão do incentivo que o ProCultura não levanta. Para eu assinar a carteira de um trabalhador no circo pago 20% de contribuição patronal. Será que o autor sabe quanto paga as empreiteiras que dialogam com a velho lógica do desenvolvimento centrada na infra-estrutura? Pois é bem menos.

Não há segmento industrial e produtivo (NA HISTORIA DAS ECONOMIAS DO MUNDO) que tenha se desenvolvido sem o incentivo do Estado. E falar de artista só na dimensão do valor simbólico (que é importante) não dá conta dos desafios que temos na construção um modelo de desenvolvimento centrado na apropriação do gênio criativo humano. Então o quê se produz artisticamente tem que impactar (com alguma escala) em processos de inclusão produtiva. 

Enfim... recebi o artigo li e, acho que mesmo que proponha uma discusão profunda, no final demoniza um mecanismo que não podemos com agentes produtivos de cultura prescindir no Brasil.

Abraços, Junior Perim


michelle cabral

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Nov 13, 2013, 7:21:00 AM11/13/13
to debate...@googlegroups.com
Olá,
Para mim, é como diz o artigo " ruim com ele, pior sem ele", parece que não conseguimos sair deste lugar e vislumbrar possibilidades melhores e mais democráticas para as artes como um todo.
Não vejo demonização no artigo, vejo um ponto de vista ( com o qual, eu particularmente compartilho muito)uma série de questões que estão em voga no nosso próprio discurso, enquanto artistas, produtores, criadores, ou seja lá como queremos ser identificados nesse "mercado".
Desde o encontro de Osasco (Congresso de Teatro) que estas questão se confrontam e os argumentos são sempre os mesmo, nada de novo foi acrescentado, seja a favor ou contra, o fim da Lei...
Sendo assim, de minha parte me posiciono: Não quero reformas nem remendos, quero mudanças efetivas.
Abraços aos fazedores de cultura dentro e fora das leis!
Michelle Cabral
Cia.Miramundo
São Luís/MA
 

From: junior...@gmail.com
Subject: Re: {Debate Cênico} Artigo sobre Leis de Incentivo
Date: Tue, 12 Nov 2013 19:51:48 -0200
To: debate...@googlegroups.com

Marcelo Bones

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Nov 13, 2013, 1:40:51 PM11/13/13
to debate...@googlegroups.com
Junior, meu velho
Ouvi seu posicionamento. 
Este debate é muito complexo e as vezes nos perdemos em tantas coisas e armadilhas. 
Assim que como foi fundamental, num primeiro momento, quando Juca abriu este vespeiro, deixar claro que os recursos da Rouanet eram dinheiro público, devemos ter claro agora da diferença entre RENÚNCIA FISCAL e INCENTIVO FISCAL. Quando o governo isenta de imposto a FIAT para se implantar em Minas Gerais, ele está deixando de cobrar impostos para a empresa investir no seu fim: fazer carro. No setor teatral o incentivo fiscal seria o governo abrir mão, por exemplo, de parte do Imposto de renda dos produtores. Ou baixar parte do recolhimento da contribuição patronal. O que acontece na Rouanet não é isto. É renúncia fiscal. O governo autoriza um produtor a achar uma empresa e autoriza esta empresa a deixar de pagar imposto em detrimento de um projeto cultural que ela escolhe e investe o dinheiro público. Incentivo fiscal tem no mundo todo. É um instrumento legítimo de política de desenvolvimento. O mecanismo usado na Lei Rouanet é único no mundo. Uma jabuticaba! 
Não defendo, neste momento, o fim do mecanismo. Defendo uma mudança de foco no financiamento a cultura. 
Renúncia fiscal é distinto de incentivo fiscal. 


Em terça-feira, 12 de novembro de 2013, Junior Perim escreveu:
BONES,

Aqui um defensor do ProCultura!!! A Lei requer mudanças e aperfeiçoamentos. Mas acho que no geral o artigo é rui em seu conteúdo porque demoniza o incentivo fiscal - mecanismo importante e principal ferramenta do Estado para estimular o desenvolvimento - plano econômico de diferentes setores produtivos. Acho muito ruim seprar o artista do produtor e supor que produtor é um intermediador quando ele é um agente importante na cadeia produtica da arte e da cultura. Este dicurso generalista do autor para mim é IRRESPONSÁVEL, inclusive quando cita levantamentos (sem fonte). Onde está este levantamento que a cada R$ 1,00 apenas R$ 0,50 chega no artista? Há elementos e componentes da produção do espetáculo, por exemplo que não é apenas a remuneração do artista. Aliás se 0,50 chega, comparado a outros setores da atividade produtiva é um valor bastante significativo. É preciso dizer que a Lei Rounet (ruim do jeito que é) não chega a 2% de todo o incentivo fiscal e tributário que o Estado brasileiro dá para setores.

Sua revisão através do ProCultura acho, inclusive pouco ousada no que tange a desoneração tributária e fiscal da atividade produtiva na cultura. Exemplos: um circo paga 26 vezes mais cara um kW de energia do que paga a indústria naval ou as montadoras de veículos. Vamos ser contra a redução da carga e o incentivo fiscal do Estado para diminuir? Isso é uma dimensão do incentivo que o ProCultura não levanta. Para eu assinar a carteira de um trabalhador no circo pago 20% de contribuição patronal. Será que o autor sabe quanto paga as empreiteiras que dialogam com a velho lógica do desenvolvimento centrada na infra-estrutura? Pois é bem menos.

Não há segmento industrial e produtivo (NA HISTORIA DAS ECONOMIAS DO MUNDO) que tenha se desenvolvido sem o incentivo do Estado. E falar de artista só na dimensão do valor simbólico (que é importante) não dá conta dos desafios que temos na construção um modelo de desenvolvimento centrado na apropriação do gênio criativo humano. Então o quê se produz artisticamente tem que impactar (com alguma escala) em processos de inclusão produtiva. 

Enfim... recebi o artigo li e, acho que mesmo que proponha uma discusão profunda, no final demoniza um mecanismo que não podemos com agentes produtivos de cultura prescindir no Brasil.

Abraços, Junior Perim


Em 12/11/2013, às 19:26, Marcelo Bones escreveu:

Saiu hoje, no Caderno Pensar do jornal Estado de Minas, um interessante artigo do João Paulo, editor do caderno e do caderno de cultura. É muito importante o debate sobre o financiamento á cultura. 


Segue o texto:

PENSAR/OLHAR » Estado de Minas

Lei de incentivo aos laranjas



João Paulo

Publicação: 09/11/2013 04:00

Quem concorda em dar dinheiro público para o Rock in Rio levante a mão

Esta semana, na segunda-feira, uma reunião entre a “classe artística” e o deputado Pedro Eugênio (PT-PE) na Sala João Ceschiatti do Palácio das Artes teve como pauta o projeto que está tramitando há anos, que deve substituir a Lei Rouanet, ou, como é mais conhecida, a lei federal de incentivo à cultura. A nova legislação foi batizada de Procultura e já esteve em outras mãos antes de a relatoria chegar ao deputado pernambucano. O projeto já passou por debates públicos, comissões do Congresso e está prestes a ser votado. Quem convocou a reunião em Belo Horizonte foi o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), o que a princípio mostra um interesse suprapartidário na discussão.

Tudo estaria muito bem, democrático e transparente, se o objetivo da reunião e os atores presentes fossem representativos de todas as posições. Não eram. É preciso debater os mecanismos de financiamento da cultura levando-se em conta não apenas o aprimoramento da legislação, mas também a necessidade de sua extinção, em razão de seu histórico de descaminhos. A legislação que nasceu para incentivar a cultura, ancorada na carência de recursos do setor público, acabou por se tornar o mecanismo por excelência, o que gerou uma situação de completo desmantelo da área. Sem entrar em considerações que recuam no tempo e olhando para a frente, as leis de incentivo são hoje um freio na democratização, descentralização, qualificação e formação de mercado para a cultura no Brasil.

Quem participou do debate com o relator do Procultura, e que portanto se credenciava a apresentar soluções da categoria, eram, na maioria, pessoas ligadas muito mais à intermediação que à criação. E não se trata de um desvio dos responsáveis pela convocação da reunião. O que as leis de incentivo à cultura criaram de mais poderoso foi uma casta de atravessadores, gestores, captadores, produtores, prestadores de conta e outros profissionais que se interpõem entre os recursos e os artistas. Por isso não estavam presentes novos artistas e produtores independentes, que teriam muitas contribuições para o debate. O que se via era um estamento de pessoas que se profissionalizaram para ter acesso aos recursos intermediando uma relação que poderia fluir de forma mais direta e, por isso, menos onerosa. A fonte jorra dinheiro que vai sendo perdido em pequenos igarapés e vertedouros à margem da criação.

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Robson Mol

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Nov 13, 2013, 2:42:34 PM11/13/13
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Ola Bones, Junior e demais colegas,



Primeiro fico super feliz com a possibilidade de voltar a discutir política cultural neste fórum.

Segundo, fico super preocupado com estes desejos masoquistas da comunidade cultural. As leis de incentivos tem seus defeitos, claro, o que/quem não tem? O que acontece é que estes defeitos são SUPER evidentes porque quase a totalidade dos recursos investidos em Cultura, neste país, é via Lei de Incentivo. O grande xis da questão não é a Lei Rouanet que é demoníaca... o xis é que ela é "quase" única.

Bones, isso de diferenciar Renuncia de Incentivo é um "tecnicismo" que não nos serve de nada. No final das contas, ambos significam o mesmo: ao invés do recurso ser arrecadado, virando imposto e indo para a conta única da União para de lá ser repassado (seja pra Saúde, Educação, Segurança Pública ou Políticos, etc.), em uma vai servir de suporte a produção cultural e em outra vai incentivar a montagem/consumo de veículos (no caso da FIAT e da redução de IPI para carros). Ora, qual é mesmo a grande diferença e a que nos serve de fato diferencia-los?

O problema é que a Lei de Incentivo está só. Se tivéssemos ao seu lado, o Fundo de Cultura forte e com recursos, uma vasta e ampla desoneração e desburocratização da cadeia produtiva da Cultura, artistas e fazedores de cultura com direitos sociais e trabalhistas, escolas formativas nos mais diversos setores e regiões, entre outros incentivos de fato estruturante, as distorções da Lei Rouanet pouco seriam sentidas. As leis de incentivos não servem para todos, assim os Fundos de Cultura, assim como prêmios e qualquer outro mecanismo de incentivo mais ou menos direto. E é loucura se pensar que criaremos um incentivo que servirá para todos e que não irá incorrer na inversão de tentar encaixar uma determinada classe ou setor numa política já existente do que fazer uma política para a classe.



Seguimos conversando,




Robson Mol                                     
Cadena Produções
+5571 - 9147 9079 (tim) / 8703 1725 (oi)
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Junior Perim

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Nov 14, 2013, 4:38:01 AM11/14/13
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Brilhante Robson!

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Junior Perim

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Nov 14, 2013, 4:35:01 AM11/14/13
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Bones, 

Você não precisa ser assim pedagógico comigo. Aliás quero deixar claro que não estou perdido, opero com o instrumento a qual nós referimos. Veja o que você chama de mecanismo eu chamo de instrumentos (renúncia e inventivo) mecanismo continua sendo um só: IMPOSTOS!!! Se você olhar no Orçamento Público Federal se o quê o Governo vai incentivar, ou o que ela vai renunciar - É RENÚNCIA FISCAL.

Conheço a complexidade do debate!!! Estou bem ativo nele. E acho que artigo do João Paulo é que escapa desta complexidade. Cita números como suposições e demoniza o instrumento sem considerar por exemplo o que tenho repetido de somarmos todos os impostos a que a União RENUNCIOU por diferentes instrumentos a cultura ficou com apenas 1,47%.  

Uma das mudanças no financiando cultural que precisa ser feita no Brasil é mudar as prioridades do MinC que este ano terá usado 87% dos recursos de investimento em obras. O outro é aprovação da PEC 150 que tem oposição clara da equipe econômica do governo. A outra aprovar o Procultura que melhora sensivelmente o instrumento da renúncia. A outa a desoneração das cadeias produtivas da cultura como já citei abaixo.

No mais é isso amigo! TAMO aê na luta e por isso li atento o artigo e me manifestei para vc. Afinal o qual saiu organizando as palavras e não entrou no debate complexo como vc mesmo diz.



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MONICA MESQUITA

unread,
Nov 13, 2013, 10:46:11 PM11/13/13
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Caros,
 
Enquanto isso, Vocês estão acompanhando essa aberração? 
 
Projeto de Lei quer colocar atividades circenses como conteúdo específico e inerente à área e profissionais de educação física....Querem colocar circo como atividade similar ao esporte....
 
 
 
Os interesses político-mercadológicos  da Educação Física já passou dos limites, como se não bastasse tentar USURPAREM (roubarem ) a dança, e se apropriar ilegalmente da história e competências acadêmico e profissionais da área de Dança,  agora a educação física quer colocar o circo e até o teatro como atividade inerente à esta área e formação específica .
 
A questão e implicações camufladas atrás desta proposição do deputado Tiririca não são tão simples, pois a educação física não quer o bem da Arte ou do Circo. Eles querem ROUBAR as atividades circenses colocando-as como exclusivas da sua área. Para assim se beneficiar e se autopromover de forma enganosa...
 
O problema é que ao colocar qualquer atividade e conteúdo como inerente à educação física, pela lei somente graduados em educação física podem atuar nessa determinada área, existe uma instrução no Estatuto do Conselho Federal de Educação que Física que determina a isso.
 
Como ficarão as escolas de circo e os artistas dessa área? Colocar circo como atividade inerente à Educação Física é BIZARRO! É compactuar com os interesses político mercadológicos de um Conselho, Cursos e Profissionais PICARETAS, oportunistas  e anti-éticos da área da Educação Física, que só querem se auto-promover de forma enganosa e se beneficiar e encher o bolso. Pois para atuar profissionalmente todo profissional de educação física é obrigado se pagar regularmente ao seus conselhos desta área, caso contrário esse profissional é impedido de trabalhar.
 
O fato é que existe apenas o interesse da educação física em usurpar (roubar) as competências dos profissionais de Dança, Teatro e Circo colocando tais atividades ILEGALMENTE como inerentes à formação em educação física. Essa conduta OPORTUNISTA é estelionato academico-profissional. Querem enganar as pessoas, querem  ROUBAR a área e os profissionais de  Artes, querem ROUBAR a história, identidade, os conteúdos, atribuições e competências dos profissionais da área artística (Dança, Teatro, Circo e até de Música) chamando Arte (convenientemente) de Educação física....Querem roubar até o nome da arte...chamando arte de esporte e atividades artísticas de "esportivas"... 
 
O fato é que circo não é conteúdo de educação física. O Circo já é estudado em várias graduações de teatro. Além disso, já existe uma proposição da Escola Pernambucana de Circo solicitando a inclusão do Circo nas Faculdades de Artes Brasileiras, por ser uma atividade artística. E sua efetiva inserção como conteúdo escolar....

Circo é ARTE, não é uma atividade esportiva como a educação física está tentando fazer parecer...O circo não pode ser conteúdo ou atividade exclusiva da área da Educação Física, pois não existe legitimidade para isso. Pela Lei e regulamentação profissional vigente não só no Brasil mas no Mundo profissionais de Educação Física são da área das Ciências da Saúde e não tem legitimidade para atuar,ou fingirem ser profissionais e/ou professores da área de Artes.

As consequências e perdas para a área de Artes e Artistas serão ENORMES, pois não terão mais autonomia para trabalhar na sua própria área. Parece inofensivo colocar o circo na escola dentro da disciplina educação física, mas NÃO é tão simples assim. . Primeiro porque circo não é atividade de educação física e sim artistica.
 
Segundo porque os artistas e profissionais da área de Artes não terão mais autonomia e serão impedidos de trabalhar com o Circo. Pois é exigido formação específica em educação física para exercer qualquer atividade quando esta é colocada como conteúdo e atividade desta área. Existe uma instrução do Conselho de Educação Física que orienta isso.
 
Outro detalhe é que ao colocar o circo como atividade da área da educação física os profissionais e artistas de circo além de serem impedidos de trabalhar, vão perder a legitimidade de pleitearem incentivos governamentais da área artístico-cultural...Pois desta forma circo não será mais arte ....
 
Os conselhos, cursos e profissionais anti-éticos da área da educação física estão tentando ROUBAR e se apropriar ilegalmente até da história e identidade da Arte.
 
Penso que o Deputado Tiritica, bem como os profissionais da área de circo ignoram a gravidade e os equívocos desta questão, caso essa projeto de Lei seja aprovado. As consequências e perdas serão ENORMES para o circo e toda a área artística. Pois caso essa lei seja aprovada o próprio Deputado Tiririca não poderá atuar como profissional de circo, a não ser que faça uma graduação em Educação Física
 
Sendo bem apocalíptica imaginem que caso essa proposição seja aprovada daqui a algum tempo vai haver "batida" nos circos pelo país afora para ver se os artistas tem profissional de educação física e são regularmente habilitados e com a anuidade e pagamentos do Conselho de Educação Física em Dia... Foi isso que eles tentaram fazer com os artistas de dança...

Realmente será o  fim do mundo não?

Adriano Cezar de Abreu Costa

unread,
Nov 13, 2013, 4:30:59 PM11/13/13
to debate...@googlegroups.com
O MINC dar incentivos para turnê da cantora Cláudio Leite vale?

Junior Perim

unread,
Nov 14, 2013, 7:34:05 AM11/14/13
to debate...@googlegroups.com, debate...@googlegroups.com
O circo é muti-disciplinar! Há diferentes áreas de conhecimento além do teatro, entre elas a educação física que são essenciais a qualificação da formação para as artes do circo. A razão desta questão na verdade é o fato da educação em circo ainda acontecer no plano da informalidade. Este é o debate que temos que fazer!

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Junior Perim

unread,
Nov 14, 2013, 7:44:28 AM11/14/13
to debate...@googlegroups.com, debate...@googlegroups.com
Amigos!
Quantos de nós aqui sabemos que vários do "prêmios" concedidos pela Funarte usam o instrumento da Lei de Incentivo? O prêmio Carrquinha de circo teve varias de suas educações patrocinadas pela Petrobras através de tal mecanismo. Na verdade a Funarte que tem sido completamente abandonada pelo MinC quando se trata de orçamento opera suas "políticas" através de associações de amigos, instituto e fundações privadas que figuram como proponentes dos prêmios na lei rouanet e captadoras do recursos nas estatais com intermediacao do MinC. A escola nacional de circo também foi durante muito tempo patrocinada pela Petrobras via uma associação!

Enviado via iPhone

nayse lopez

unread,
Nov 14, 2013, 8:20:58 AM11/14/13
to debate...@googlegroups.com
Galera estou passando correndo aqui no grupo, mas sobre o que chamou atenção a Monica, esse avanço do CONFEF no Circo é o mesmo que há anos ele faz na dança. Há bsatante know how das lideranças da dança no Brasil contra eles. Monica, se quiser me escreve diretamente que eu te passo uns contatos.
bjos

De : MONICA MESQUITA <monime...@yahoo.com.br>
Répondre à : <debate...@googlegroups.com>
Date : quinta-feira, 14 de novembro de 2013 01:46
À : "debate...@googlegroups.com" <debate...@googlegroups.com>
Objet : Re: {Debate Cênico} Artigo sobre Leis de Incentivo

MONICA MESQUITA

unread,
Nov 14, 2013, 8:36:47 AM11/14/13
to Mina Silva, DEBATE CENICO MINC, circo...@circonteudo.com.br, circomu...@lista.asfaci.org.br
Cara Ermínia e Todos,

Fiz Faculdade de Teatro e também tínhamos circo no currículo, em alguns outros de Teatro e Artes Cênicas, o circo é conteúdo obrigatório. Na História da Arte, o Circo, o Teatro e a Dança muitas vezes se cruzam historicamente. Mas nem por isso desrespeitamos as especificidades uns dos outros enquanto artistas. Hoje na contemporaneidade as várias linguagens artísticas dialogam sem perder a essência de cada uma. 

Circo NÃO é esporte muito menos conteúdo da área da educação física. Como disse a questão não é tão simples como parece. Quando você coloca um determinado conteúdo e atividade como sendo da área da educação física, existe uma instrução do Conselho Federal desta área que diz que atividades de educação física são exclusivas de quem tem formação nessa área.

Circo é Arte e trabalhar com arte NÃO é competência da área ou de profissionais de Educação Física. Estabelecer isso é defender a autonomia da Arte e do próprio circo. Eles querem roubar até a história e identidade das artes cênicas em geral.

O interesse da área da Educação Física é puramente político mercadológico. Pois querem ampliar a área de atuação da educação física às custas do prejuízo dos profissionais de outras áreas. Querem USURPAR a dança, o circo e o teatro colocando tais atividades como inerentes à formação em educação física... Isso é ESTELIONATO, é uma fraude para se beneficiar às custas do prejuízo de terceiros.

Está havendo toda uma movimentação da educação física para USURPAR (roubar) e se apropriar não só da Dança e do Circo, mas  das Artes Cênicas em geral. Existem vários projetos artísticos supostamente inofensivos vinculados à Departamentos de Educação Física, porém são projetos totalmente equivocados enquanto atividades de educação física. São projetos artísticos que estão sendo usados na verdade para que estes profissionais de educação física ROUBEM as competências da área de Artes Cênicas e prejudiquem e descredibilizem os profissionais desta área. São prejuízos de ordem Moral e Financeira. Pois tentam roubar a nossa história da arte e querem se apropriar de verbas destinadas à profissionais de Artes Cênicas.

Posso aqui citar por exemplo o Projeto Circus da Unicamp. Onde um profissional de educação física, que saiu daqui do Brasil e fez cursos de Teatro e Circo no exterior , voltou achando que poderia ROUBAR tais conteúdos e colocá-los como inerentes à formação em Educação Física. E está tentando fazer isso.   Aí ele montou esse projeto Circus dentro do Departamento de Educação Física da Unicamp. Lá eles fingem que são voluntários, fingem que fazem atividades de educação física. Mas na verdade fazem apresentações artisticas e atividades de Teatro e Circo e dizem picaretamente que é educação física. Usam tais eventos e projetos  para promover de forma enganosa um departamento e profissionais de Educação Física. Depois escrevem artigos e livros completamente EQUIVOCADOS e deturpados onde colocam a arte circense, atividades teatrais, apresentações artisticas e espetáculos cênicos como atividades  inerentes à formação em educação física. Posso citar como exemplo de gente equivocada e anti-ética o coordenador deste projeto o Sr. Marco Antônio Bortoleto, que defende os interesses do CREF e CONFEF e vem tentando beneficiar a área da educação física às custas da USURPAÇÃO e descredibilização da área de Artes. Ele tenta se passar de forma enganosa por profissional de Artes e ilegalmente vincula arte à formação em educação física. São projetos que tentam mascarar os INTERESSES políticos da Educação Física. Nestes projetos profissionais de educação física FINGEM e tentam se passar de forma ENGANOSA por  artistas e profissionais/professores da área artistica e tem a CARA DE PAU de vincular isso à formação em educação física. Tentam ROUBAR até a história da Arte Circense, do Teatro e da Arte em geral. Não tem vergonha na cara mesmo essa gente...Depois apresentam estudos em congressos de educação física orientando outros profissionais desta área a também ROUBAREM a área de Artes Cênicas...Vejam se as atividades de espetáculos abaixo não são inerentes à artistas. Porém são desenvolvidas por OPORTUNISTAS de um departamento de educação física:


Profissional e ou professor de Educação Física não é artista, muito menos  profissionais e/ou professores de teatro, dança e/ou circo. O que eles estão tentando fazer é ESTELIONATO. 

Ou seja de inofensivo e voluntário este projeto Circus não tem nada, não querem o benefício da Arte Circense, querem defender apenas os interesses da área da eduação física.

Pergunto, porque estes profissionais de educação física não vão atuar na sua área? Porque essa insistência em roubar as competências de outros profissionais? A resposta é simples: puro interesse político mercadológico.

Esse Marco Bortoleto não tem um pingo de ética, Ele  vem distorcendo a história do Circo e da Arte vinculando-a à educação física. Notem como ele evita usar a palavra arte circense. Chama circo de atividade cultural e blá bla bla. Pura enganação porque o que ele faz mesmo é tentar se passar de forma ENGANOSA por profissional e professor de Teatro e Circo. 

Vejam nesse projeto Circo na Escola, é pura PICARETAGEM. Fazem atividades de teatro e circo e divulgam e tentam promover de forma ENGANOSA profissionais e cursos de educação física. O sr. Marco Bortoleto vem tentando ROUBAR a área de Artes e ninguém faz nada contra esse tipo de gente anti-ética: Ele os profissionais de educação física envolvidos tentam se passar de forma ENGANOSA por profissional e professor de Artes Cênicas. Faz autopromoção enganosa e divulga espetáculos de teatro e circo colocando tais atividades artísticas como inerente à educação física. Pura PICARETAGEM... Eles estão enganando as pessoas...


Neste projetos profissionais e professores de educação física tentam se passar de forma ENGANOSA por artistas e professores da área de Artes. 

Quase todos os envolvidos são profissionais/professores de educação física oportunistas e anti-éticos que tentam se passar de forma enganosa por artistas, técnicos de espetáculos cênicos e professores de artes cênicas.

Pergunto mais uma vez porque a educação física não faz projetos na sua área que é das Ciências da Saúde? A resposta é simples: Querem usurpar (roubar) se apropriar ilegalmente  de vagas de emprego, infra-estruturas, verbas e incentivos governamentais direcionados à área de Artes e aos artistas. Cabe destacar que a educação física já se beneficia dos incentivos da Saúde e Esporte, agora querem USURPAR também os incentivos da área artistica.

Como eu disse toda essa situação não é tão simples, colocar atividades circenses como conteúdo da educação física, vai abrir um precedente para que o Conselho OPORTUNISTA desta área tentar prejudicar e exigir formação em educação física para artistas, e professores que trabalham com o circo e escolas de circo. Pois é isso que esse bando de picaretas vem tentando fazer com os artistas e profissionais de Dança. Eles vem deturpando os objetivos de intervenção da sua área e tentam se passar por profissionais de outra área que é das Artes Cênicas em Geral. Falsidade Ideológica, Fraude, Estelionato são muitos os crimes que estes oportunistas vem cometendo...

PS.: Qualquer dúvida consultem as publicações  deturpadas e tendenciosas deste Sr. Marco Antônio Bortoleto, que tem como intuito apenas beneficiar a educação física às custas da descredibilização dos profissionais da área de Artes em geral. Ele vem tentando enganar as pessoas colocando circo e teatro como atividades inerentes à área da Educação Física...Se não encontrarem posso enviar cópia

At.

Mônica Mesquita



Em , MONICA MESQUITA <monime...@yahoo.com.br> escreveu:
Cara Ermínia e Todos,

Fiz Faculdade de Teatro e também tínhamos circo no currículo, em alguns outros de Teatro e Artes Cênicas, o circo é conteúdo obrigatório. Na História da Arte, o Circo, o Teatro e a Dança muitas vezes se cruzam historicamente. Mas nem por isso desrespeitamos as especificidades uns dos outros enquanto artistas. Hoje na contemporaneidade as várias linguagens artísticas dialogam sem perder a essência de cada uma. 

Circo NÃO é esporte muito menos conteúdo da área da educação física. Como disse a questão não é tão simples como parece. Quando você coloca um determinado conteúdo e atividade como sendo da área da educação física, existe uma instrução do Conselho Federal desta área que diz que atividades de educação física são exclusivas de quem tem formação nessa área.

Circo é Arte e trabalhar com arte NÃO é competência da área ou de profissionais de Educação Física. Estabelecer isso é defender a autonomia da Arte e do próprio circo. Eles querem roubar até a história e identidade das artes cênicas em geral.

O interesse da área da Educação Física é puramente político mercadológico. Pois querem ampliar a área de atuação da educação física às custas do prejuízo dos profissionais de outras áreas. Querem USURPAR a dança, o circo e o teatro colocando tais atividades como inerentes à formação em educação física... Isso é ESTELIONATO, é uma fraude para se beneficiar às custas do prejuízo de terceiros.

Está havendo toda uma movimentação da educação física para USURPAR (roubar) e se apropriar não só da Dança e do Circo, mas  das Artes Cênicas em geral. Existem vários projetos artísticos supostamente inofensivos vinculados à Departamentos de Educação Física, porém são projetos totalmente equivocados enquanto atividades de educação física. São projetos artísticos que estão sendo usados na verdade para que estes profissionais de educação física ROUBEM as competências da área de Artes Cênicas e prejudiquem e descredibilizem os profissionais desta área. São prejuízos de ordem Moral e Financeira. Pois tentam roubar a nossa história da arte e querem se apropriar de verbas destinadas à profissionais de Artes Cênicas.

Posso aqui citar por exemplo o Projeto Circus da Unicamp. Onde um profissional de educação física, que saiu daqui do Brasil e fez cursos de Teatro e Circo no exterior , voltou achando que poderia ROUBAR tais conteúdos e colocá-los como inerentes à formação em Educação Física. E está tentando fazer isso.   Aí ele montou esse projeto Circus dentro do Departamento de Educação Física da Unicamp. Lá eles fingem que são voluntários, fingem que fazem atividades de educação física. Mas na verdade fazem apresentações artisticas e atividades de Teatro e Circo e dizem picaretamente que é educação física. Usam tais eventos e projetos  para promover de forma enganosa um departamento e profissionais de Educação Física. Depois escrevem artigos e livros completamente EQUIVOCADOS e deturpados onde colocam a arte circense, atividades teatrais, apresentações artisticas e espetáculos cênicos como atividades  inerentes à formação em educação física. Posso citar como exemplo de gente equivocada e anti-ética o coordenador deste projeto o Sr. Marco Antônio Bortoleto, que defende os interesses do CREF e CONFEF e vem tentando beneficiar a área da educação física às custas da USURPAÇÃO e descredibilização da área de Artes. Ele tenta se passar de forma enganosa por profissional de Artes e ilegalmente vincula arte à formação em educação física. São projetos que tentam mascarar os INTERESSES políticos da Educação Física. Nestes projetos profissionais de educação física FINGEM e tentam se passar de forma ENGANOSA por  artistas e profissionais/professores da área artistica e tem a CARA DE PAU de vincular isso à formação em educação física. Tentam ROUBAR até a história da Arte Circense, do Teatro e da Arte em geral. Não tem vergonha na cara mesmo essa gente...Depois apresentam estudos em congressos de educação física orientando outros profissionais desta área a também ROUBAREM a área de Artes Cênicas...Vejam se as atividades de espetáculos abaixo não são inerentes à artistas. Porém são desenvolvidas por OPORTUNISTAS de um departamento de educação física:


Profissional e ou professor de Educação Física não é artista, muito menos  profissionais e/ou professores de teatro, dança e/ou circo. O que eles estão tentando fazer é ESTELIONATO. 

Ou seja de inofensivo e voluntário este projeto Circus não tem nada, não querem o benefício da Arte Circense, querem defender apenas os interesses da área da eduação física.

Pergunto, porque estes profissionais de educação física não vão atuar na sua área? Porque essa insistência em roubar as competências de outros profissionais? A resposta é simples: puro interesse político mercadológico.

Esse Marco Bortoleto não tem um pingo de ética, Ele  vem distorcendo a história do Circo e da Arte vinculando-a à educação física. Notem como ele evita usar a palavra arte circense. Chama circo de atividade cultural e blá bla bla. Pura enganação porque o que ele faz mesmo é tentar se passar de forma ENGANOSA por profissional e professor de Teatro e Circo. 

Vejam nesse projeto Circo na Escola, é pura PICARETAGEM. Fazem atividades de teatro e circo e divulgam e tentam promover de forma ENGANOSA profissionais e cursos de educação física. O sr. Marco Bortoleto vem tentando ROUBAR a área de Artes e ninguém faz nada contra esse tipo de gente anti-ética: Ele os profissionais de educação física envolvidos tentam se passar de forma ENGANOSA por profissional e professor de Artes Cênicas. Faz autopromoção enganosa e divulga espetáculos de teatro e circo colocando tais atividades artísticas como inerente à educação física. Pura PICARETAGEM... Eles estão enganando as pessoas...


Neste projetos profissionais e professores de educação física tentam se passar de forma ENGANOSA por artistas e professores da área de Artes. 

Quase todos os envolvidos são profissionais/professores de educação física oportunistas e anti-éticos que tentam se passar de forma enganosa por artistas, técnicos de espetáculos cênicos e professores de artes cênicas.

Pergunto mais uma vez porque a educação física não faz projetos na sua área que é das Ciências da Saúde? A resposta é simples: Querem usurpar (roubar) se apropriar ilegalmente  de vagas de emprego, infra-estruturas, verbas e incentivos governamentais direcionados à área de Artes e aos artistas. Cabe destacar que a educação física já se beneficia dos incentivos da Saúde e Esporte, agora querem USURPAR também os incentivos da área artistica.

Como eu disse toda essa situação não é tão simples, colocar atividades circenses como conteúdo da educação física, vai abrir um precedente para que o Conselho OPORTUNISTA desta área tentar prejudicar e exigir formação em educação física para artistas, e professores que trabalham com o circo e escolas de circo. Pois é isso que esse bando de picaretas vem tentando fazer com os artistas e profissionais de Dança. Eles vem deturpando os objetivos de intervenção da sua área e tentam se passar por profissionais de outra área que é das Artes Cênicas em Geral. Falsidade Ideológica, Fraude, Estelionato são muitos os crimes que estes oportunistas vem cometendo...

PS.: Qualquer dúvida consultem as publicações  deturpadas e tendenciosas deste Sr. Marco Antônio Bortoleto, que tem como intuito apenas beneficiar a educação física às custas da descredibilização dos profissionais da área de Artes em geral. Ele vem tentando enganar as pessoas colocando circo e teatro como atividades inerentes à área da Educação Física...Se não encontrarem posso enviar cópia

At.

Mônica Mesquita



Em Quinta-feira, 14 de Novembro de 2013 9:19, Mina Silva <mina....@gmail.com> escreveu:
Repasso o e-mail abaixo de Monica Mesquita sobre uma proposta de lei apresentada pelo Dep. Tiririca. Trata-se de um debate importantíssimo para todos os circenses, mas todos mesmos.
Acho que teríamos que conversar com o Deputado, apesar de que a leitura de Monica sobre a proposta dele é de que é de "colocar atividades circenses como conteúdo específico e inerente à área e profissionais de educação física". Mas, li os dois links e a proposta, pelo menos no papel é: "Sugere ao Ministro da Educação a inclusão de atividades circenses entre os conteúdos a serem desenvolvidos na disciplina Educação Física na educação básica."
Entretanto, mesmo que se possa entender que, em princípio, não seja "colocar o conteúdo específico e inerente" nos cursos de EF, temos que opinar sobre isso. Já estamos correndo risco de só "graduados" possam ser professores, por exemplo, no processos de seleção da Funarte para a Escola Nacional de Circo.
Além disso, cursos, áreas de especialização de circo já estão sendo ofertados e alguns regulamentados, em vários cursos de EF pelo Brasil. Muitos desses "departamentos" que estão sendo abertos não têm nem professor que conheça circo. Alguns são sérios, mas outros abrem a oferta, já como iniciativa de disputar esse mercado do circo.
Já debati sobre isso nesse espaço, no grupo Circus debatemos isso o tempo todo, mas sempre aparece como "novidade".
Vou tentar entrar em contato com Tiririca, e solicitar que esse debate seja feito conosco.
erminia silva


---------- Mensagem encaminhada ----------
De: MONICA MESQUITA <monime...@yahoo.com.br>
Data: 14 de novembro de 2013 00:46
Assunto: Re: {Debate Cênico} Artigo sobre Leis de Incentivo
Para: "debate...@googlegroups.com" <debate...@googlegroups.com>

Alice Viveiros de Castro

unread,
Nov 14, 2013, 8:53:02 AM11/14/13
to debatecenico
Estamos muito preocupados com este projeto de lei irresponsável! Sabemos o que o Conselho de Educação Física vem tentando fazer com a Dança e com a Capoeira! A discussão sobre a formação é fundamental e não podemos apoiar projetos que venham a fortalecer um engessamento da formação que tem que ser mais livre e aberta. A Academia tem discutido uma visão mais transversal entre as áreas e é aí que o Circo deve entrar. Colocar Circo ( o nome correto deveria ser Artes Circenses ou Artes do Circo) no curriculo apertado da formação em E.F é um projeto demagogo e que não foi discutido com a categoria!
Sei que o Colegiado de Circo está se movimentando e contamos com o apoio da Dança que já tem vasta experiência nessa luta. Nesse sentido somos muito parecidos, trabalhamos com o corpo e somos arte e não esporte!
"Se não puder dançar essa não é a minha revolução" - Emma Goldman
Alice Viveiros de Castro
Estrada do Contorno, 7 Faz da Grama
Rio Claro - RJ - 27460-000
Brasil

marila velloso

unread,
Nov 14, 2013, 9:45:47 AM11/14/13
to debate...@googlegroups.com, debatecenico
Olá Alice, estamos em contato e conversa com o colegiado de Circo e ja havíamos alertado a colega Ana, do Colegiado de Circo, em reunião em setembro junto com o Guti, quando manifestamos Rui e eu essa questão de aliar a formação de Circo a uma área que tem como objetivo seu próprio mercado de trabalho, exclusivamente. Além de que existem cursos de graduação de teatro e dança pelo Pais o que seria mais pertinente, caso o "Circo" entendesse necessário, de se articular.

Esse precedente de aliar uma arte com a formação de educação física, parece ser o pior nesse histórico ja existente entre dança e educação física.


Continuemos articulando.

Marila Velloso
Enviado via iPad

Alice Viveiros de Castro

unread,
Nov 14, 2013, 10:26:32 AM11/14/13
to debatecenico
Monica, estou chocada com as tuas colocações .... Faz tempo que não estou com o Bortoleto mas já participamos de muitos encontros e a posição dele sempre foi contrária à do Conselho de Educação Física! Me lembro que no Encontro de Escolas de Circo em Salvador debates bastante este ponto e ele sempre colocou que o profissional de Educação Física, especialmente no nível de Mestrado e Doutorado tem muito a contribuir com o Circo, o que eu concordo. Mas nunca soube que ele defendesse a postura do CEF. Estou surpresa.
Temos artistas circenses de grande valor que estudaram Educação Física e que contribuem muito para o desenvolvimento das artes circenses. Ginastas e Trampolinistas tem uma formação perfeita para o Circo e muitos depois de anos no esporte tem se transformado em grandes artistas. Um dos mais importantes coreógrafos circenses, o canadense Andre Simard, é um ex-integrante da equipe olímpica de trampolim e foi a partir dos seus conhecimentos de bio-mecânica que ele desenvolveu pesquisas da maior importância no trapézio, tecido e outras áreas. Como vc disse somos transversais e é assim que vejo a grande contribuição dos que estudam o corpo e o movimento seja a partir de qual área para a Dança e para o Circo. Fisioterapeutas, Yogues, estudiosos de inúmeras Artes Marciais e ginastas tem participado ativamente da formação circense e da evolução estética e técnica do circo nos dias de hoje. Não se trata de abrir mão dessa parceria. Acho que o equívoco desse projeto de lei é o de trazer uma visão mesquinha e antiga sobre a formação. Não é colocando mais uma "caixinha" no curriculo e abrindo espaço para uma perversa " reserva de mercado" que vamos avançar. 
Fiquei realmente muito preocupada com tuas acusações tão veementes ao Bortoleto! Ele tem sido parceiro dos movimentos de circo social e sempre o vi como um ginasta artista e um parceiro.
abraços
Alice Viveiros de Castro

Mina Silva

unread,
Nov 14, 2013, 9:34:02 AM11/14/13
to MONICA MESQUITA, DEBATE CENICO MINC, circo...@circonteudo.com.br, circomu...@lista.asfaci.org.br
Monica, tem coisas que você defende que eu também o faço historicamente nas artes circenses.
Mas, Monica, acho que você não deve me conhecer, pois se conhecesse saberia que eu sou uma das coordenadoras do Grupo de Pesquisa Circus, junto com Marco Bortoleto. Discordo frontalmente do que você falou, mas principalmente da forma acusatória, sem conhecimento de fato do que é feito, das nossas lutas. 
Como você acusa o grupo Circus de escrever artigos, sermos picaretas e estelionatários são acusações sérias, perigosas. Saiba que vários que pertencem a este grupo Circomunicando fizeram parte de nossas produções.
Não sei se você de fato não sabia quem eu era, mas essas acusações também se referem a mim, portanto vou atrás dos meus direitos e vou fazer de tudo para que o Grupo também o faça.Como você tornou pública essas acusações, não se pode acusar impunemente nossos trabalhos, o meu, do Marcos e de todo o grupo como você fez nos acusando de criminosos: "Eles vem deturpando os objetivos de intervenção da sua área e tentam se passar por profissionais de outra área que é das Artes Cênicas em Geral. Falsidade Ideológica, Fraude, Estelionato são muitos os crimes que estes oportunistas vem cometendo..."

É pena que um tema tão importante como este, um tema como nossa luta histórica contra ações do CREF e CONFEF, agora tenha gerado essa tremenda confusão que você fez. É pena, pois não é desta forma. Convidamos você a comparecer em nossa próxima reunião do Grupo Circus, dia 28.11.2013 e vamos conversar? Ler nossos trabalhos e ver nossa defesa de circo como arte?

erminia silva

MONICA MESQUITA

unread,
Nov 14, 2013, 1:55:43 PM11/14/13
to Mina Silva, DEBATE CENICO MINC, circo...@circonteudo.com.br, circomu...@lista.asfaci.org.br
Ermínia, 

Só esqueci de acrescentar que sinceramente não vinculei você ao projeto Circus e nem sabia que participava do mesmo. Mas que bom que participa pois assim pode transmitir aos profissionais de educação física envolvidos o que vem sendo falado aqui, pois não tenho nada a esconder. Eles vem sim tentando USURPAR as competências da área das Artes Cênicas. Se auto-intitulam "artistas". 

Lembro mais uma vez o que profissionais de educação física NÃO são artistas, muito menos professores desta área.

Os equívocos deste projeto já surgiram em outros debates de profissionais da área de Artes. E basta qualquer um verificar as publicações de alguns profissionais de educação física envolvidos para se ter certeza que eles tentam se passar por profissionais da área de Artes. 

Não sei qual a sua formação, (mas acredito que não seja profissional de educação física), pois tenho uma lista de profissionais de educação física anti-éticos que vem tentando usurpar a área de Artes e vc não está entre eles. 

Com relação aos equívocos do Projeto Circus, como disse, basta verificar as atividades desenvolvidas, bem como as publicações dos profissionais de educação física envolvidos no mesmo para se ter certeza disso.  Espetáculos artisticos ou a profissão do artista ou professor da área de Artes não tem nada a ver com as competências ou a abordagem da área da educação física. Estes profissionais de educação física, ao invés de atuar na sua área, tentam se passar se passar por artistas e profissionais/professores de artes cênicas.  Ou seja desrespeitam e tentam USURPAR outra área profissional, sendo que não tem legitimidade para isso.

Várias  publicações de profissionais de educação física envolvidos neste projeto Circus, são totalmente equivocadas e tendenciosamente tentam USURPAR e vincular as artes cênicas à área da educação física. E isso tem que ser denunciado sim, pois essa conduta anti-ética já passou dos limites. E pior incentivam outros profissionais de educação física a fazerem o mesmo.

Alice, as publicações do Sr. Bortoleto me preocupam porque são tendenciosas, distorcidas e vem sendo usadas de forma deturpada por profissionais e cursos de educação física anti-éticos, para vincular e usurpar as artes cênicas. 

Se este Sr. não quer prejudicar os profissionais de Artes Cênicas deveria mudar o seu discurso e o teor de suas publicações. Deveria ser mais ético e respeitar os profissionais de Artes Cênicas. Pois ele sempre tentam vincular "Circo" à Educação Física. Não adianta ele falar que não concorda com o CREF se insiste em vincular a Arte Circense e as Artes Cênicas em geral à educação física em suas publicações.  

O resultado é que vários cursos e profissionais anti-éticos de Educação Física citam o Sr. Bortoleto como álibe da educação física para USURPAR as artes cênicas. E isso tem que ser denunciado sim. Veja alguns exemplos como do curso de Educação Física da Unimontes, que vem tentando USURPAR a dança, o teatro e o circo, causando enormes prejuízos à área e profissionais de Artes:


Leia as publicações do Marco Bortoleto para ver como ele "força a barra" e  tenta vincular e submeter tendenciosamente e  ILEGITIMAMENTE a Arte à Educação Física, inclusive distorcendo a história da Arte. E isso é muito sério, e vem sendo usado por  profissionais anti-éticos para USURPAR a área de Artes. 


 
At




Em , MONICA MESQUITA <monime...@yahoo.com.br> escreveu:
Cara Ermínia,


Então vc deve ser a exceção, no projeto. Pois as atividades divulgados do Projeto Circus, são atividades de artes cênicas que são colocadas como atividades de educação física. E usada para promover de forma enganosa a área e profissionais de educação física.  Reafirmo de forma bem tranquila (pois falo a verdade) que as publicações do Sr. Marco Bortoleto tentam vincular e usurpar a arte circense e a arte em geral para a educação física. Ele troca por exemplo de forma CONVENIENTE e palavra "arte" por "atividades" circenses.

Basta verem as publicações do Sr. Marco Bortoleto para se ter certeza que tem a intenção dele é vincular o circo à educação física.  E isso é USURPAR a área de Artes sim. Este sr. não respeita que profissional de educação física não é profissional e/ou professor da área de Artes e de Atividades Artisticas. Como eu disse ele evita falar a palavra  'Arte" circense, mas na prática quer desenvolver atividades artísticas sim.


Profissionais de Educação Física NÃO são profissionais de Artes Cênicas, muito menos profissionais da área de Artes.

Todas as publicações são tendenciosas e tentam promover a vinculação da arte circense de forma equivocada à educação física. Desrespeitando que circo ou qualquer manifestação artística não é competência desta área. Em várias publicações de envolvidos tentam  vincular o circo com os esportes e as olimpíadas. Querem usurpar e distorcer até a história do circo, e da arte em geral.

Leiam as várias publicações dos envolvidos e vejam como  chegam ao cúmulo de tenta colocar até as atividades do palhaço como inerentes à educação física. Uma deturpação total das competências e abordagem da área da Educação Física.

Se a intenção do Sr. Bortoleto não é USURPAR a área de Artes Cênicas. No mínimo ele deveria tem mais ética e respeitar a formação em Artes Cênicas e toda a legislação pertinente nessa área e não tentar descredibilizá-la. Ao contrário do que ele vem fazendo.  Se ele respeitasse a área de Artes, ele deveria então propor a inserção do circo como atividade artistica na escola, dentro da área de conhecimento das ARTES. Mas ao contrário ele defende apenas os interesses da área da educação física por ser profissional desta área. Circo não é esporte!

Reafirmo também que profissionais de Educação Física NÃO são profissionais e/ou Professores de Artes de qualquer vertente e não tem legitimidade para atuar e FINGIR que são profissionais desta área. Os projetos e atividades desenvolvidas no Grupo Circus do Departamento de Educação Física da Unicamp, estão equivocados por tentar vincular artes cênicas  à área da educação física. Neste projeto vários profissionais e professores de Educação Física tentam se passar por artistas, profissionais e professores de Artes Cênicas sim. 

Se a intenção dos envolvidos não é usurpar a área de Artes Cênicas, deveriam rever o projeto, pois as atividades desenvolvidas são de artes cênicas sim, mas eles fingem que são atividades de educação física. Pra começar, pergunto o que um projeto de artes cênicas está fazendo dentro de um departamento de Educação Física e sendo desenvolvidos por estes? E usadas para promover de forma enganosa a usurpação da área de artes por profissionais de educação física?

As atividades de apresentações artísticas públicas e de espetáculos cênicos que este grupo faz NÃO são atividades inerentes à área ou profissionais de educação física. As publicações do Sr. Marco Bortoleto e de outros envolvidos tentam USURPAR e  vincular artes cênicas à educação física. Reafirmo que profissionais de educação física NÃO tem legitimidade para se passarem de forma ENGANOSA por artistas e/ou profissionais de Artes Cênicas. 

Se a intenção dos envolvidos não é se passar por profissionais de Artes ou de usupar competências da área artística, deveriam repensar e rever todo o projeto. Bem como rever as publicações dos profissionais de educação física envolvidos, pois estes não respeitam a formação academica na área de artes e de forma ilegítima e tendenciosa tentam vincular artes cênicas à educação física. Prestando um desserviço, desrespeitando e  descredibilizando a área e profissionais de Artes Cênicas (Dança, Teatro e Circo).

Como disse basta qualquer um desta lista pesquisar no Google para ter certeza das vinculações tendenciosas e equivocadas que este projeto faz entre as artes circenses e a educação física. Se isso não é USURPAÇÃO e falta de ética, como podemos chamar isso então...

Acho muito irônico alguém achar que temos que ver esse bando de oportunistas da área da educação física ROUBANDO e descrediblizando as Artes Cênicas e a Arte em geral e temos que aceitar calados isso.  Isso é ESTELIONATO. O mais engraçado é que quando denunciamos, mesmo estando errados  querem se fazer de vítimas e vão querer dar uma de "ofendidos". Se estes  profissionais de educação física tivessem  ética, iam atuar na sua área ao invés de tentar usurpar as competências de outras áreas.

Vejam as publicações dos envolvidos e confirmem que tentam sim se passar por profissionais de Artes.

MONICA MESQUITA

unread,
Nov 14, 2013, 6:36:59 PM11/14/13
to Rodrigo Matheus, Circomunicando, Mina Silva, DEBATE CENICO MINC
CAr@s,

Não tenho nenhuma dúvida que o Sr. Bortoleto vem tentando através de suas publicações descredibilizar os Cursos, profissionais e a formação na área de Artes em geral. Vejam um exemplo de publicação  deturpada onde o Sr. Bortoleto Tenta USURPAR (roubar) as competências da área de Artes transferindo-as de forma ilegal, conveniente e equivocada para a Educação Física. Essa é apenas uma pois nos últimos anos parece que o objetivo deste Sr. foi esse.


Detalhe ele chega ao cúmulo de citar de forma equivocada a LDB   fingindo que quando essa fala de Artes estes conteúdos se destinam à área da Educação Física... Tenta enganar as pessoas fingindo que profissionais de Educação Física podem ROUBAR e se passar por profissionais de outra área. Quer usurpar o Teatro, a Dança e o Circo transferindo tais atividades para os oportunistas da Educação Física. Parece que desconhece que existem cursos específicos para formar profissionais nestas áreas artísticas.. 

O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório...(LDB) Pag. 48 

De onde esse sem noção tirou a ideia de que essa frase da LDB quando fala de Arte, coloca esta como competência e conteúdo de profissionais e da área da Educação Física? È muita falta de ética e desrespeito mesmo, com a área de Artes...Esse Sr. tem que ser denunciado à todas as entidades representativas da área de Artes. 

Este é apenas um dos textos deturpados e tendenciosos que este Sr. anda publicando por aí. 

Eu não tenho nenhuma dúvida nas minhas afirmações de que este Sr. Não respeita, tenta descredibilizar a formação e quer USURPAR a área de Artes. Alguém ainda está sendo enganado???


Em Quinta-feira, 14 de Novembro de 2013 20:40, MONICA MESQUITA <monime...@yahoo.com.br> escreveu:
Caro Júnior,
 
O que concordo com vc é apenas quando diz "Não estou aqui defendendo que a educação física interferia de maneira vertical nos processos de formação. Mas colocar os conhecimentos à serviço da formação dos artistas de circo é ponto de importância essencial em qualquer discussão pedagógica." Também acho, aliás acho necessária a intervenção e apoio dos profissionais de educação física não só aos profissionais de circo mais de qualquer outra área, de médicos à advogados todos precisam ter uma boa forma física. Porém o objetivo de intervenção e propósito da educação física não é artistico, é outro que visa condicionamento físico, emagrecimento, bem estar, promoção da saúde etc Afinal o profissional de educação física é da área da Saúde...

E quem disse que a proposta do Sr. Bortoleto no Circus é essa? Se fosse não estaríamos tendo essa conversa pois sei muito bem discernir as coisas. Também não estou aqui  falando de profissionais com duas profissões distintas, pois qualquer um tem o direito de ter uma ou mais profissões. 

A questão aqui são profissionais de Educação Física ANTI-ÉTICOS que se auto-intitulam de forma ENGANOSA artistas e querem se passar por profissionais e professores de Artes Cênicas, vinculando tais conteúdos, atividades e competência profissional ilegalmente à educação física. Escrevem artigos deturpados, mas  ao que parece estão enganando até alguns profissionais de circo...
 
Rodrigo, como falei acima não estou falando de profissionais com duas formações e sim de gente oportunista que tenta usurpar e colocar artes cênicas, como inerente à formação em educação física e isso está errado sim. É estelionato academico-profissional.  Pois profissionais de educação física NÃO são profissionais de Artes Cênicas, não são atores, bailarinos, artistas circenses, não são músicos e/ou artistas de qualquer linguagem, muito menos professores da área de Artes. A proposta da abordagem e intervenção da educação física é totalmente diferente. O que existe é uma manobra por parte da educação física que tem interesses político mercadológicos para ampliar sua área de atuação se apropriando ilegalmente de outras áreas e absurdamente exigindo formação em educação física a profissionais de outras categorias profissionais. 

Infelizmente não posso aceitar ao convite da Sra. Ermínia apenas porque já aceitei outro convite para um debate numa universidade onde um Departamento de Educação Física e Profissionais ANTI-ÉTICOS do mesmo querem USURPAR a Dança. Aliás a educação física quer roubar e se apropriar de várias outras áreas. Depois  IMPEDE que profissionais destas outras áreas atuem na sua própria área. Contudo já adianto que aceito o convite em outra oportunidade, pois como disse esses projetos equivocados de educação física tem que acabar....

Não confundam: Artes Cênicas não tem nada a ver com a Educação Física. Você já viu algum profissional de Artes Cênicas atuando na área da educação física? È claro que não... Então não se iluda, pois estas propostas deturpadas que tentam vincular arte à educação física atendem apenas aos interesses e conveniências da Educação Física...È uma via de interesses únicos, que visam beneficiar apenas a educação física.

Outra coisa "Circo não é Esporte, essa é outra tese defendida por profissionais de educação física anti-éticos para tentar legitimar a USURPAÇÃO das Artes Circenses, por estes oportunistas. Outro detalhe a troca da palavra "artes" por "atividades" é por conveniência mesmo, porque na prática usam o circo, o teatro e/ou a dança como linguagem artística, expressão cênica e de espetáculos e ainda se auto-intitulam de forma ilegítima "artistas".. e de forma deturpada vinculam as competências das Artes Cênicas à Educação Física. E usam tudo isso de forma deturpada para promover ilegalmente  os cursos de educação física 
 
Espero que alguns profissionais de circo não  estejam sofrendo de Síndrome de Estocolmo com relação à  estes PICARETAS da área de Educação Física... 
 
Outra coisa, Rodrigo, procure se informar sobre os desmandos e dos interesses políticos mercadológicos da educação física, São "batidas" do CREF exigindo formação em educação física para artistas da Dança e outros. Tentam descredibilizar a formação em Artes Cênicas e os profissionais desta área.  Além disso tem desvios e apropriações de vagas de emprego em editais de contratação de professores, verbas, infra-estruturas e incentivos que deveriam beneficiar e fomentar a área e profissionais de Artes, mas que estão sendo desviados para cursos e profissionais anti-éticos de educação física até dentro de algumas instituições públicas.
 
O fato é que com o intuito de ampliar sua área de atuação, a Educação física nos últimos anos vem tentando USURPAR (roubar) várias outras áreas, algumas entidades representativas  entraram com mandato de segurança contra os Conselhos de Educação Física e conseguiram impedir estes oportunistas. Que  querem reserva de mercado sim. Querem roubar outras áreas sim, e exigir formação em educação física, para fortalecer politicamente esta área. 
 
Portanto toda essa situação não é inofensiva, também não é inocente esse interesse de profissionais de educação física com o Circo, o Teatro e a Dança. È interesse político mercadológico mesmo. 

Toda essa discussão não é tão simplória quanto parece, também não tenho nada de pessoal quanto ao Sr.Bortoleto. Se ele adotar uma postura ética, respeitar os profissionais e  formação em Artes Cênicas, e atuar na sua área que é educação física e parar de tentar usurpar vincular ILEGALMENTE as competências das artes cênicas à educação física....
E apesar de achar o texto dele fraco e equivocado este já vem provocando estragos e sendo usado com álibi entre os oportunistas da educação física de plantão. 
 
De onde vocês acham que veio essa proposta BIZARRA e deturpada do Deputado Tiririca? Com certeza tem algum oportunista da educação física por traz disso .

Espero também que não se mude o foco desta questão que é este projeto totalmente EQUIVOCADO que tenta USURPAR e colocar as artes circenses como inerente à educação física nas escolas.  Se isso for aprovado somente e exclusivamente profissionais de educação física vão poder atuar com atividades circenses. Além disso esse projeto vai atender aos interesses dos Conselhos de Educação Física que com certeza vão querer impedir os artistas circenses de atuar e exigir aos mesmo formação em educação física.






Em Quinta-feira, 14 de Novembro de 2013 17:34, Rodrigo Matheus <rodrigo...@circominimo.com.br> escreveu:
Cara Sra. Monica Mesquita:
Não pude resistir a te escrever.
Acredito que deva haver algum problema de ordem pessoal com os envolvidos, pois não faz sentido uma pessoa com a formação que você tem tenha esse entendimento dos fatos, como você escreve.
Explico, comentando seu texto abaixo:
As publicações do Professor Mario Bortoletto, se cometem algum erro, é o de terem defeitos, como aliás os têm os textos de todos os outros que se dedicam a escrever. Errar, escrever textos fracos, faz parte dos riscos de quem o faz. Acho justo que O Sr. Bortoletto utilize o termo “Atividade” Circenses, ao invés de ‘Arte”, pois o que a educação física pode e deve estudar são, exatamente, as atividades. As artes, estas pertencem a todos, mas não de forma científica.
Marco Bortoletto tem formação circense sim, talvez menor que a sua ou a minha, mas tem. Estudou e inclusive trabalhou como circense, no Brasil e na Espanha (pelo que sei). Talvez não tenha sido um profissional de grande renome na área, mas quem é? O que isso define? Nada. Ele dá aulas de técnicas circenses, já que, domina vastamente as técnicas acrobáticas, várias das quais vindas do ou assimiladas pelo circo. Explico: O circo sempre foi uma mixórdia de influências, uma grande mistura. Desde seu surgimento. Uma das coisas que já fizeram parte do circo são as apresentações esportivas, inclusive as lutas. Sabia? Pois é, isso também é circo. E, no caso das técnicas acrobáticas, os artistas russos (e depois todos os países de primeiro mundo) nos mostraram que as técnicas da GA (Ginástica Artística) são uma versão suficientemente próxima das acrobacias circenses, mas com um resultado muito superior (em geral, claro que há exceções). Muitos artistas circenses especialistas nas técnicas acrobáticas entraram para o mundo da educação física, como muitos profissionais da educação física foram para o mundo do circo. Aliás, o circo tem poucos mestres com formação acadêmica, daí a discussão atual. Circenses com formação em educação física nos ajudam e muito a sistematizar o conhecimento do circo e melhorar nossos professores. Pois são, sim, áreas que têm conhecimentos muito próximos.
Você afirma com veemência que “Profissionais de Educação Física NÃO são profissionais de Artes Cênicas, muito menos profissionais da área de Artes.” Mas de quem você está falando? De todos? Você conhece todos? Ora, claro, em tese, profissional de EF é profissional de EF, e não de circo. Mas nada impede que seja profissional nas duas áreas. Ou é proibido? Essa generalização é que dificulta a discussão. Empobrece a discussão.
Historicamente o circo sempre se apropriou do que havia de mais moderno, interessante, ou apenas dos modismos das épocas. Veja num dos livros da Ermínia, “Circo-Teatro”, tem para download no site da Funarte ou no Circonteúdo, e é genial, na minha opinião o trabalho mais sério no Brasil sobre a História do Circo. Sempre o circo se apropriou do que bem quis. Usou o teatro desde seu surgimento (do circo, não do teatro), da iluminação cênica elétrica, assim que esta surgiu, do cinematógrafo, assim que foi inventado, da televisão, assim que o público começou a demonstrar interesse pela mesma. E por que a EF não pode demonstrar interesse pelas ATIVIDADES circenses? Uma área de conhecimento se propõe a estudar outra, entendendo seus pontos de aproximação. Isso não pode ser errado. Nem, mesmo a produção de textos que possam ser “fracos” pode ser considerado nocivo a esta discussão.
E sim, as atividades e as artes circenses sempre se confundiram com os esportes, assim como com as outras artes. Não tenha dúvida disso. Leia, mais uma vez, os livros da Erminia, da Alice Viveiros de Castro (“Elogio da Bobagem”, excelente!), da Verônica Tamaoki (“Circo Nerino”), etc. Concordo com você que os livros da educação física não estão no mesmo nível. Mas isso não torna ninguém usurpador da atividade alheia.
É claro que ele insere o circo na área em que ele atua: Ele pratica as duas. E exercita a ligação entre as duas. Ele sempre concordou que a EF apenas se relaciona com o lado pedagógico e corporal do circo, não se relacionando com o lado da apresentação das técnicas circenses, razão primordial para sua existência. Veja a trajetória do Professor, e comprovará isso. Eu posso atestar.
Por fim, e aqui o problema maior da discussão, todo mundo pode dar aulas de circo. Hoje, no Brasil, é assim. Eu dou aulas de circo e ninguém me pede o diploma ou o CRM, CREF, CTU, MDO, NDA ou a PQP. Porque não há quem ateste. Assim, quando algum profissional formado em EF se aproxima do circo, ele tem uma bagagem pedagógica, técnica e estrutural no mínimo comparável com a dos circenses de família, e via de regra maior que a dos formados em dois anos de cursos por aí (alguns bons, muitos não tão bons). Vi muita gente fazer aula comigo por um curto período de tempo e começar a dar aulas... Um aluno meu começou dois meses e meio depois de ter COMEÇADO a fazer aulas de trapézio. Pelo menos os profissionais de EF sabem o que dizem sobre uma perna estendida ou exercícios de fortalecimento, sem machucar o aluno.
O circo sempre foi de todo mundo. Não é a Sra. Que vai legislar a favor do circo, e criar uma reserva de mercado boba e reducionista. O que tratamos aqui, concordando com você a respeito do projeto do Tiririca, é que não se pode TIRAR o circo dos circenses. Mas isso é óbvio.
Para encerrar, acho que você deve atender o convite da Erminia. Aliás, eu adoraria estar junto. Pois acusações como estas que você faz não podem ser feitas assim, apenas baseadas na opinião de uma leitora apressada de textos que estão à disposição de todos. O que a Sra. Afirma são opiniões, não se pode fazer acusações como essas baseado em opiniões. Por favor.
Abraço
 
Rodrigo Matheus
(11) 3834 8433
 
De: MONICA MESQUITA [mailto:monime...@yahoo.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 14 de novembro de 2013 14:40
Para: Mina Silva
Cc: circomu...@lista.asfaci.org.br; DEBATE CENICO MINC
Assunto: Re: {Circomunicando} Fwd: {Debate Cênico} Artigo sobre Leis de Incentivo
 
Cara Ermínia,
 
 
Então vc deve ser a exceção, no projeto. Pois as atividades divulgados do Projeto Circus, são atividades de artes cênicas que são colocadas como atividades de educação física. E usada para promover de forma enganosa a área e profissionais de educação física.  Reafirmo de forma bem tranquila (pois falo a verdade) que as publicações do Sr. Marco Bortoleto tentam vincular e usurpar a arte circense e a arte em geral para a educação física. Ele troca por exemplo de forma CONVENIENTE e palavra "arte" por "atividades" circenses.
 
Basta verem as publicações do Sr. Marco Bortoleto para se ter certeza que tem a intenção dele é vincular o circo à educação física.  E isso é USURPAR a área de Artes sim. Este sr. não respeita que profissional de educação física não é profissional e/ou professor da área de Artes e de Atividades Artisticas. Como eu disse ele evita falar a palavra  'Arte" circense, mas na prática quer desenvolver atividades artísticas sim.
 
 
Profissionais de Educação Física NÃO são profissionais de Artes Cênicas, muito menos profissionais da área de Artes.
 
Todas as publicações são tendenciosas e tentam promover a vinculação da arte circense de forma equivocada à educação física. Desrespeitando que circo ou qualquer manifestação artística não é competência desta área. Em várias publicações de envolvidos tentam  vincular o circo com os esportes e as olimpíadas. Querem usurpar e distorcer até a história do circo, e da arte em geral.
 
Leiam as várias publicações dos envolvidos e vejam como  chegam ao cúmulo de tenta colocar até as atividades do palhaço como inerentes à educação física. Uma deturpação total das competências e abordagem da área da Educação Física.
 
Se a intenção do Sr. Bortoleto não é USURPAR a área de Artes Cênicas. No mínimo ele deveria tem mais ética e respeitar a formação em Artes Cênicas e toda a legislação pertinente nessa área e não tentar descredibilizá-la. Ao contrário do que ele vem fazendo.  Se ele respeitasse a área de Artes, ele deveria então propor a inserção do circo como atividade artistica na escola, dentro da área de conhecimento das ARTES. Mas ao contrário ele defende apenas os interesses da área da educação física por ser profissional desta área. Circo não é esporte!
 
Reafirmo também que profissionais de Educação Física NÃO são profissionais e/ou Professores de Artes de qualquer vertente e não tem legitimidade para atuar e FINGIR que são profissionais desta área. Os projetos e atividades desenvolvidas no Grupo Circus do Departamento de Educação Física da Unicamp, estão equivocados por tentar vincular artes cênicas  à área da educação física. Neste projeto vários profissionais e professores de Educação Física tentam se passar por artistas, profissionais e professores de Artes Cênicas sim. 
 
Se a intenção dos envolvidos não é usurpar a área de Artes Cênicas, deveriam rever o projeto, pois as atividades desenvolvidas são de artes cênicas sim, mas eles fingem que são atividades de educação física. Pra começar, pergunto o que um projeto de artes cênicas está fazendo dentro de um departamento de Educação Física e sendo desenvolvidos por estes? E usadas para promover de forma enganosa a usurpação da área de artes por profissionais de educação física?
 
As atividades de apresentações artísticas públicas e de espetáculos cênicos que este grupo faz NÃO são atividades inerentes à área ou profissionais de educação física. As publicações do Sr. Marco Bortoleto e de outros envolvidos tentam USURPAR e  vincular artes cênicas à educação física. Reafirmo que profissionais de educação física NÃO tem legitimidade para se passarem de forma ENGANOSA por artistas e/ou profissionais de Artes Cênicas. 
 
Se a intenção dos envolvidos não é se passar por profissionais de Artes ou de usupar competências da área artística, deveriam repensar e rever todo o projeto. Bem como rever as publicações dos profissionais de educação física envolvidos, pois estes não respeitam a formação academica na área de artes e de forma ilegítima e tendenciosa tentam vincular artes cênicas à educação física. Prestando um desserviço, desrespeitando e  descredibilizando a área e profissionais de Artes Cênicas (Dança, Teatro e Circo).
 
Como disse basta qualquer um desta lista pesquisar no Google para ter certeza das vinculações tendenciosas e equivocadas que este projeto faz entre as artes circenses e a educação física. Se isso não é USURPAÇÃO e falta de ética, como podemos chamar isso então...
 
Acho muito irônico alguém achar que temos que ver esse bando de oportunistas da área da educação física ROUBANDO e descrediblizando as Artes Cênicas e a Arte em geral e temos que aceitar calados isso.  Isso é ESTELIONATO. O mais engraçado é que quando denunciamos, mesmo estando errados  querem se fazer de vítimas e vão querer dar uma de "ofendidos". Se estes  profissionais de educação física tivessem  ética, iam atuar na sua área ao invés de tentar usurpar as competências de outras áreas.
 
Vejam as publicações dos envolvidos e confirmem que tentam sim se passar por profissionais de Artes.
 
At.
 
Mônica Mesquita
 
 
 
 
 
 
Em Quinta-feira, 14 de Novembro de 2013 12:34, Mina Silva <mina....@gmail.com> escreveu:

MONICA MESQUITA

unread,
Nov 14, 2013, 5:40:18 PM11/14/13
to Rodrigo Matheus, Circomunicando, Mina Silva, DEBATE CENICO MINC
Vejam as publicações dos envolvidos e confirmem que tentam sim se passar por profissionais de Artes.
 
At.
 
Mônica Mesquita
 
 
 
 
 
 
Em Quinta-feira, 14 de Novembro de 2013 12:34, Mina Silva <mina....@gmail.com> escreveu:

Rodrigo Matheus

unread,
Nov 14, 2013, 11:22:44 AM11/14/13
to debate...@googlegroups.com, Mina Silva, circo...@circonteudo.com.br, circomu...@lista.asfaci.org.br
Nossa, Mônica, não li tudo o que você escreveu ainda, mas as acusações que você faz ao grupo Circus e ao Marco Bortoletto são, no mínimo, exageradas e deturpadas. Acho que você deve investigar melhor. E, acima de tudo, entender quem é a Ermínia Silva.

Rodrigo Matheus
www.circominimo.com.br
(11) 3834-8433

Junior Perim

unread,
Nov 14, 2013, 11:23:32 AM11/14/13
to debate...@googlegroups.com, debatecenico
É isso Alice!!!
Este debate sobre a indicação (não PL.) do Deputado Tiririca e um importante mote para colocar na agenda o debate sobre formação em circo e com esta dimensão multi-disciplinar onde o conhecimento acumulado por algumas áreas da educação física, entre outros campos do conhecimento serão de capital importância para o circo desde que subordinado aos objetivos artísticos.
Aqui aproveito para manifestar, como membro de uma organização que trabalha no campo da formação para as artes do circo, a importância do Bortoleto e do conhecimento que ele vem produzindo na educação física tendo como linha de pesquisa e investigação as artes, o artista a pedagogia deste aplicada ao circo.

Junior Perim

Enviado via iPhone

Junior Perim

unread,
Nov 14, 2013, 2:15:52 PM11/14/13
to MONICA MESQUITA, Circomunicando, Mina Silva, DEBATE CENICO MINC
Monica,

Primeiramente afirmar que este papo que o circo é do circense é muito reserva de mercado e chato e tem contribuído para paralisia estética e para pouca qualificação da produção artística e desenvolvimento das artes circenses no Brasil. Aliás há diferentes registros históricos que falam do surgimento do circo em diferentes tempos e lugares. Se tomarmos o seu surgimento na Inglaterra ele era bem diferente daqueles que vemos hoje. As expressões que entraram pós a sua invenção como um modo de organizar o espetáculo segundo a sua tese USURPARAM aquilo que previamente se havia inventado com cavaleiros.

No mais não encarar as artes circenses como muti-disciplinar é um equívoco. As artes do circo são, historicamente, feitas por diferentes linguagens e formas de expressão. Depois que li bastante a Doutora Ermínia Silva jamais intuí e jamais dirimi a dúvida: CIRCO É LINGUAGEM, MODO DE PRODUZIR O ESPETÁCULO OU BRICOLAGEM DE MÚTIPLAS HABILIDADES?

Como co-fundador de uma organização que trabalha no campo da formação para AS ARTES DO CIRCO tenho observado que o conhecimento produzido pela educação física é imprescindível, por exemplo, na preparação corporal e no desenvolvimento das habilidades acrobáticas. Neste campo os textos e a produção de conhecimento realizada pelo Marcos Bortoleto são caros à formulação da nossa proposta pedagógica e as nossas práticas didáticas. Aliás o as artes circense no Brasil devem à este profissional a ousadia e esforços na sistematização de processos de ensino-aprendizagem de várias técnica e habilidades que conformam o VASTO E AINDA ABERTO (que bom) UNIVERSO DAS ARTES CIRCENSES. Eu mesmo com a curadoria da Doutora Erminia Silva e do Doutor Marcos Bortoleto escrevi um texto para umas das suas publicações sobre pedagogia circense - uma das poucas bibliografias que trata de elementos didáticos e pedagógicos no Brasil.

Não estou aqui defendendo que a educação física interferia de maneira vertical nos processos de formação. Mas colocar os conhecimentos à serviço da formação dos artistas de circo é ponto de importância essencial em qualquer discussão pedagógica. 

Considerando que as artes circenses não têm (no Brasil) pelo que me consta um projeto de formação de caráter formal. O que vemos são pessoas com diferentes origens e formação aprendendo e transmitindo. Não devemos permitir que os conselhos profissionais de educação física capture e regulem o ensino do circo, mas quem disse que alguém formado em educação física está proibido seja de atuar ou transmitir como qualquer outra pessoa e/ou profissional o faz HISTORICAMENTE utilizando o seu repertório de habilidades?

É preciso qualificar melhor esta discussão. Se olharmos para os principais centros de formação e graduação (experiências de educação formal para as artes do circo) circense do Mundo - ESAC (Bélgica); CNAC (França); ENC (Canadá); NICA (Austrália) vamos encontrar um estreito diálogo com, entre outros, os conhecimentos da Educação Física, com profissionais de Educação Física operando processos didáticos e pedagógicos orientados à formação artística. E que mal há nisso? Pela forma que algumas pessoas se manifestam parece que a educação física, como um campo do conhecimento é um monstro de 7 cabeças que vai nos matar. 

Por fim renovo meu particular respeito ao CIRCUS/FEF e a todas as pessoas que dele fazem parte. Especialmente à Ermínia e o Bortoleto.

Abraços à todos,

Junior Perim 



Em 14/11/2013, às 14:40, MONICA MESQUITA escreveu:

Cara Ermínia,


Então vc deve ser a exceção, no projeto. Pois as atividades divulgados do Projeto Circus, são atividades de artes cênicas que são colocadas como atividades de educação física. E usada para promover de forma enganosa a área e profissionais de educação física.  Reafirmo de forma bem tranquila (pois falo a verdade) que as publicações do Sr. Marco Bortoleto tentam vincular e usurpar a arte circense e a arte em geral para a educação física. Ele troca por exemplo de forma CONVENIENTE e palavra "arte" por "atividades" circenses.

Basta verem as publicações do Sr. Marco Bortoleto para se ter certeza que tem a intenção dele é vincular o circo à educação física.  E isso é USURPAR a área de Artes sim. Este sr. não respeita que profissional de educação física não é profissional e/ou professor da área de Artes e de Atividades Artisticas. Como eu disse ele evita falar a palavra  'Arte" circense, mas na prática quer desenvolver atividades artísticas sim.


Profissionais de Educação Física NÃO são profissionais de Artes Cênicas, muito menos profissionais da área de Artes.

Todas as publicações são tendenciosas e tentam promover a vinculação da arte circense de forma equivocada à educação física. Desrespeitando que circo ou qualquer manifestação artística não é competência desta área. Em várias publicações de envolvidos tentam  vincular o circo com os esportes e as olimpíadas. Querem usurpar e distorcer até a história do circo, e da arte em geral.

Leiam as várias publicações dos envolvidos e vejam como  chegam ao cúmulo de tenta colocar até as atividades do palhaço como inerentes à educação física. Uma deturpação total das competências e abordagem da área da Educação Física.

Se a intenção do Sr. Bortoleto não é USURPAR a área de Artes Cênicas. No mínimo ele deveria tem mais ética e respeitar a formação em Artes Cênicas e toda a legislação pertinente nessa área e não tentar descredibilizá-la. Ao contrário do que ele vem fazendo.  Se ele respeitasse a área de Artes, ele deveria então propor a inserção do circo como atividade artistica na escola, dentro da área de conhecimento das ARTES. Mas ao contrário ele defende apenas os interesses da área da educação física por ser profissional desta área. Circo não é esporte!

Reafirmo também que profissionais de Educação Física NÃO são profissionais e/ou Professores de Artes de qualquer vertente e não tem legitimidade para atuar e FINGIR que são profissionais desta área. Os projetos e atividades desenvolvidas no Grupo Circus do Departamento de Educação Física da Unicamp, estão equivocados por tentar vincular artes cênicas  à área da educação física. Neste projeto vários profissionais e professores de Educação Física tentam se passar por artistas, profissionais e professores de Artes Cênicas sim. 

Se a intenção dos envolvidos não é usurpar a área de Artes Cênicas, deveriam rever o projeto, pois as atividades desenvolvidas são de artes cênicas sim, mas eles fingem que são atividades de educação física. Pra começar, pergunto o que um projeto de artes cênicas está fazendo dentro de um departamento de Educação Física e sendo desenvolvidos por estes? E usadas para promover de forma enganosa a usurpação da área de artes por profissionais de educação física?

As atividades de apresentações artísticas públicas e de espetáculos cênicos que este grupo faz NÃO são atividades inerentes à área ou profissionais de educação física. As publicações do Sr. Marco Bortoleto e de outros envolvidos tentam USURPAR e  vincular artes cênicas à educação física. Reafirmo que profissionais de educação física NÃO tem legitimidade para se passarem de forma ENGANOSA por artistas e/ou profissionais de Artes Cênicas. 

Se a intenção dos envolvidos não é se passar por profissionais de Artes ou de usupar competências da área artística, deveriam repensar e rever todo o projeto. Bem como rever as publicações dos profissionais de educação física envolvidos, pois estes não respeitam a formação academica na área de artes e de forma ilegítima e tendenciosa tentam vincular artes cênicas à educação física. Prestando um desserviço, desrespeitando e  descredibilizando a área e profissionais de Artes Cênicas (Dança, Teatro e Circo).

Como disse basta qualquer um desta lista pesquisar no Google para ter certeza das vinculações tendenciosas e equivocadas que este projeto faz entre as artes circenses e a educação física. Se isso não é USURPAÇÃO e falta de ética, como podemos chamar isso então...

Acho muito irônico alguém achar que temos que ver esse bando de oportunistas da área da educação física ROUBANDO e descrediblizando as Artes Cênicas e a Arte em geral e temos que aceitar calados isso.  Isso é ESTELIONATO. O mais engraçado é que quando denunciamos, mesmo estando errados  querem se fazer de vítimas e vão querer dar uma de "ofendidos". Se estes  profissionais de educação física tivessem  ética, iam atuar na sua área ao invés de tentar usurpar as competências de outras áreas.

Vejam as publicações dos envolvidos e confirmem que tentam sim se passar por profissionais de Artes.

At.

Mônica Mesquita







Em Quinta-feira, 14 de Novembro de 2013 12:34, Mina Silva <mina....@gmail.com> escreveu:
_______________________________________________
Circomunicando mailing list
Circomu...@lista.asfaci.org.br
http://lista.asfaci.org.br/listinfo.cgi/circomunicando-asfaci.org.br

Sergio Torrente

unread,
Nov 14, 2013, 12:22:28 PM11/14/13
to debate...@googlegroups.com
Senhoras e Senhores...   muito bom lê-los novamente...   


se já não bastasse a eterna confusão entre arte e cultura, agora estão confundindo circo com apresentaçãozinha de final de bimestre...   deveriam sim, levar o circo e sua lição de vida em comunidade, para dentro das salas, sim...  sempre...   mas como CIRCO e livre como tal.     Deveriam levar a dança com sua lição de trabalho em equipe...  mas levar como DANÇA e livre como tal...   TEATRO sim...   ARTE no todo sim...   mas como atividade aglutinadora de cabeças e movimentos pensantes e comunitariamente vivencieiros e existenciantes...    

Levar o circo para a "universidade" me lembra as roupas "novas" feitas por encomenda do tal DR. fulano "presenteadas em anos como o que vem", para grupos de folias e festas tradicionais...   feitas do mais lindo pano e logomarcas de mandatos ou mandantes.

É mexer no imelhorável, pois mexe com o brio, com a tradição, com o perder da palhaçaria toda...   
gaste esta energia criando áreas livres para os circos não terem gastos e não precisarem de engordar caixa para pagar estadias...   tendo que vender aquelas coisas luminosas meidinchina-paraguayas que tanto atazanam filhos espantam pais e tios e qualquer um que esteja com criança...  das lonas...   dos circos...

Temos que defender sim a liberdade do Popular em enfrentamento com idéias ACADEMONIACAS como estas...

Mas também temos que valorizar a moralidade do que esta sendo apresentado nas lonas brasileiras...

Chega de anúncios como   - O circo chegou...   Venham ver o Homem-Aranha Gay...   que que é isso?!?   não sou homofóbico a questão é bem outra...

Circo Livre...   sim...    claro...    sempre....          
Circo com despesas reduzidas em troca da não comercialização de bugigangas...  sim...    claro...    sempre.... 

Grande abraço a todos desta rede.
a primeira vez que tenho a coragem de escrever...  rsrsrs..   no meio destas onças todas...

Há braços...
To rente.



puts,   sai do foco, misturei tudo...  que merda...  já sei...   deveria ter ido tomar uma cerveja...    né...  
Sergio Torrente
Artista Popular e Arte-educador

   (44)  3045-1381  e  9845-4789 TIM
Paranavaí - Noroeste do Paraná - Brasil

MONICA MESQUITA

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Nov 14, 2013, 11:40:26 AM11/14/13
to Mina Silva, DEBATE CENICO MINC, circo...@circonteudo.com.br, circomu...@lista.asfaci.org.br
Cara Ermínia,


Então vc deve ser a exceção, no projeto. Pois as atividades divulgados do Projeto Circus, são atividades de artes cênicas que são colocadas como atividades de educação física. E usada para promover de forma enganosa a área e profissionais de educação física.  Reafirmo de forma bem tranquila (pois falo a verdade) que as publicações do Sr. Marco Bortoleto tentam vincular e usurpar a arte circense e a arte em geral para a educação física. Ele troca por exemplo de forma CONVENIENTE e palavra "arte" por "atividades" circenses.

Basta verem as publicações do Sr. Marco Bortoleto para se ter certeza que tem a intenção dele é vincular o circo à educação física.  E isso é USURPAR a área de Artes sim. Este sr. não respeita que profissional de educação física não é profissional e/ou professor da área de Artes e de Atividades Artisticas. Como eu disse ele evita falar a palavra  'Arte" circense, mas na prática quer desenvolver atividades artísticas sim.


Profissionais de Educação Física NÃO são profissionais de Artes Cênicas, muito menos profissionais da área de Artes.

Todas as publicações são tendenciosas e tentam promover a vinculação da arte circense de forma equivocada à educação física. Desrespeitando que circo ou qualquer manifestação artística não é competência desta área. Em várias publicações de envolvidos tentam  vincular o circo com os esportes e as olimpíadas. Querem usurpar e distorcer até a história do circo, e da arte em geral.

Leiam as várias publicações dos envolvidos e vejam como  chegam ao cúmulo de tenta colocar até as atividades do palhaço como inerentes à educação física. Uma deturpação total das competências e abordagem da área da Educação Física.

Se a intenção do Sr. Bortoleto não é USURPAR a área de Artes Cênicas. No mínimo ele deveria tem mais ética e respeitar a formação em Artes Cênicas e toda a legislação pertinente nessa área e não tentar descredibilizá-la. Ao contrário do que ele vem fazendo.  Se ele respeitasse a área de Artes, ele deveria então propor a inserção do circo como atividade artistica na escola, dentro da área de conhecimento das ARTES. Mas ao contrário ele defende apenas os interesses da área da educação física por ser profissional desta área. Circo não é esporte!

Reafirmo também que profissionais de Educação Física NÃO são profissionais e/ou Professores de Artes de qualquer vertente e não tem legitimidade para atuar e FINGIR que são profissionais desta área. Os projetos e atividades desenvolvidas no Grupo Circus do Departamento de Educação Física da Unicamp, estão equivocados por tentar vincular artes cênicas  à área da educação física. Neste projeto vários profissionais e professores de Educação Física tentam se passar por artistas, profissionais e professores de Artes Cênicas sim. 

Se a intenção dos envolvidos não é usurpar a área de Artes Cênicas, deveriam rever o projeto, pois as atividades desenvolvidas são de artes cênicas sim, mas eles fingem que são atividades de educação física. Pra começar, pergunto o que um projeto de artes cênicas está fazendo dentro de um departamento de Educação Física e sendo desenvolvidos por estes? E usadas para promover de forma enganosa a usurpação da área de artes por profissionais de educação física?

As atividades de apresentações artísticas públicas e de espetáculos cênicos que este grupo faz NÃO são atividades inerentes à área ou profissionais de educação física. As publicações do Sr. Marco Bortoleto e de outros envolvidos tentam USURPAR e  vincular artes cênicas à educação física. Reafirmo que profissionais de educação física NÃO tem legitimidade para se passarem de forma ENGANOSA por artistas e/ou profissionais de Artes Cênicas. 

Se a intenção dos envolvidos não é se passar por profissionais de Artes ou de usupar competências da área artística, deveriam repensar e rever todo o projeto. Bem como rever as publicações dos profissionais de educação física envolvidos, pois estes não respeitam a formação academica na área de artes e de forma ilegítima e tendenciosa tentam vincular artes cênicas à educação física. Prestando um desserviço, desrespeitando e  descredibilizando a área e profissionais de Artes Cênicas (Dança, Teatro e Circo).

Como disse basta qualquer um desta lista pesquisar no Google para ter certeza das vinculações tendenciosas e equivocadas que este projeto faz entre as artes circenses e a educação física. Se isso não é USURPAÇÃO e falta de ética, como podemos chamar isso então...

Acho muito irônico alguém achar que temos que ver esse bando de oportunistas da área da educação física ROUBANDO e descrediblizando as Artes Cênicas e a Arte em geral e temos que aceitar calados isso.  Isso é ESTELIONATO. O mais engraçado é que quando denunciamos, mesmo estando errados  querem se fazer de vítimas e vão querer dar uma de "ofendidos". Se estes  profissionais de educação física tivessem  ética, iam atuar na sua área ao invés de tentar usurpar as competências de outras áreas.

Vejam as publicações dos envolvidos e confirmem que tentam sim se passar por profissionais de Artes.

At.

Mônica Mesquita







Em Quinta-feira, 14 de Novembro de 2013 12:34, Mina Silva <mina....@gmail.com> escreveu:

marcos moraes

unread,
Nov 14, 2013, 2:12:30 PM11/14/13
to debate cenico Funarte
Caros, não vou entrar nas polêmicas específicas aqui, mas tratando desse assunto do Confef e Crefs, da área de Educação Física, e compartilhando um pouco da experiência que nós da dança tivemos (no presente não estou trabalhando nisso e Marilla Veloso é super indicada para articular junto aos da dança que estão ha anos nessa luta), gostaria de colocar alguns pontos:

1. Há varios profissionais de Educação Física que não reconhecem no Conselho Federal (CONFEF) essa autoridade que eles se atribuem, portanto evitamos falar contra a Educação Física, mas sim, contra o Sistema CONFEF - CREFs, este sim um usurpador das atribuições que cabem a cada area artística.

2. Como eles perderam os primeiros embates contra nós (e Artes Marciais) eles sofisticaram o discurso, dizendo que de fato não estão tratando das areas artísticas, mas apenas do 'ensino' delas. Com este argumento tem tentado construir defesa de seu domínio em tudo que 'envolva risco' à saúde ( na verdade o risco, no caso da dança, é maior com um professor de educação física que fez 6 meses de uma cadeira 'aula de dança' do que da parte de um professor de dança formado em sua própria área, obviamente. O mesmo no circo, certo?).

3. É preciso desconstruir esse discurso radicalmente, pois ele tem servido ao Lobby no congresso, onde eles já tem apoios de deputados, graças ao dinheiro de que dispõe e que é muito mais do que dispomos para nos articular, ir a Brasília, etc. Portanto sabemos que a ação do CONFEF é perigosa, sim. Mesmo sendo uma aberração; - mas se tem até pastor evangélico presidindo Comissão de Direitos Humanos e Minorias, por que não um lobby de um conselho federal não poderia conseguir comandar as atividades artísticas 'corporais' no país?

assim caminha esta joça que é o nosso país...

saudações,

Marcos Moraes
Bailarino e Coreografo



Date: Thu, 14 Nov 2013 11:53:02 -0200
Subject: Re: {Debate Cênico} Artigo sobre Leis de Incentivo
From: alice...@gmail.com
To: debate...@googlegroups.com

Rodrigo Matheus

unread,
Nov 14, 2013, 2:34:59 PM11/14/13
to MONICA MESQUITA, Circomunicando, Mina Silva, DEBATE CENICO MINC

Cara Sra. Monica Mesquita:

Não pude resistir a te escrever.

Acredito que deva haver algum problema de ordem pessoal com os envolvidos, pois não faz sentido uma pessoa com a formação que você tem tenha esse entendimento dos fatos, como você escreve.

Explico, comentando seu texto abaixo:

As publicações do Professor Mario Bortoletto, se cometem algum erro, é o de terem defeitos, como aliás os têm os textos de todos os outros que se dedicam a escrever. Errar, escrever textos fracos, faz parte dos riscos de quem o faz. Acho justo que O Sr. Bortoletto utilize o termo “Atividade” Circenses, ao invés de ‘Arte”, pois o que a educação física pode e deve estudar são, exatamente, as atividades. As artes, estas pertencem a todos, mas não de forma científica.

Marco Bortoletto tem formação circense sim, talvez menor que a sua ou a minha, mas tem. Estudou e inclusive trabalhou como circense, no Brasil e na Espanha (pelo que sei). Talvez não tenha sido um profissional de grande renome na área, mas quem é? O que isso define? Nada. Ele dá aulas de técnicas circenses, já que, domina vastamente as técnicas acrobáticas, várias das quais vindas do ou assimiladas pelo circo. Explico: O circo sempre foi uma mixórdia de influências, uma grande mistura. Desde seu surgimento. Uma das coisas que já fizeram parte do circo são as apresentações esportivas, inclusive as lutas. Sabia? Pois é, isso também é circo. E, no caso das técnicas acrobáticas, os artistas russos (e depois todos os países de primeiro mundo) nos mostraram que as técnicas da GA (Ginástica Artística) são uma versão suficientemente próxima das acrobacias circenses, mas com um resultado muito superior (em geral, claro que há exceções). Muitos artistas circenses especialistas nas técnicas acrobáticas entraram para o mundo da educação física, como muitos profissionais da educação física foram para o mundo do circo. Aliás, o circo tem poucos mestres com formação acadêmica, daí a discussão atual. Circenses com formação em educação física nos ajudam e muito a sistematizar o conhecimento do circo e melhorar nossos professores. Pois são, sim, áreas que têm conhecimentos muito próximos.

Você afirma com veemência que “Profissionais de Educação Física NÃO são profissionais de Artes Cênicas, muito menos profissionais da área de Artes.” Mas de quem você está falando? De todos? Você conhece todos? Ora, claro, em tese, profissional de EF é profissional de EF, e não de circo. Mas nada impede que seja profissional nas duas áreas. Ou é proibido? Essa generalização é que dificulta a discussão. Empobrece a discussão.

Historicamente o circo sempre se apropriou do que havia de mais moderno, interessante, ou apenas dos modismos das épocas. Veja num dos livros da Ermínia, “Circo-Teatro”, tem para download no site da Funarte ou no Circonteúdo, e é genial, na minha opinião o trabalho mais sério no Brasil sobre a História do Circo. Sempre o circo se apropriou do que bem quis. Usou o teatro desde seu surgimento (do circo, não do teatro), da iluminação cênica elétrica, assim que esta surgiu, do cinematógrafo, assim que foi inventado, da televisão, assim que o público começou a demonstrar interesse pela mesma. E por que a EF não pode demonstrar interesse pelas ATIVIDADES circenses? Uma área de conhecimento se propõe a estudar outra, entendendo seus pontos de aproximação. Isso não pode ser errado. Nem, mesmo a produção de textos que possam ser “fracos” pode ser considerado nocivo a esta discussão.

E sim, as atividades e as artes circenses sempre se confundiram com os esportes, assim como com as outras artes. Não tenha dúvida disso. Leia, mais uma vez, os livros da Erminia, da Alice Viveiros de Castro (“Elogio da Bobagem”, excelente!), da Verônica Tamaoki (“Circo Nerino”), etc. Concordo com você que os livros da educação física não estão no mesmo nível. Mas isso não torna ninguém usurpador da atividade alheia.

É claro que ele insere o circo na área em que ele atua: Ele pratica as duas. E exercita a ligação entre as duas. Ele sempre concordou que a EF apenas se relaciona com o lado pedagógico e corporal do circo, não se relacionando com o lado da apresentação das técnicas circenses, razão primordial para sua existência. Veja a trajetória do Professor, e comprovará isso. Eu posso atestar.

Por fim, e aqui o problema maior da discussão, todo mundo pode dar aulas de circo. Hoje, no Brasil, é assim. Eu dou aulas de circo e ninguém me pede o diploma ou o CRM, CREF, CTU, MDO, NDA ou a PQP. Porque não há quem ateste. Assim, quando algum profissional formado em EF se aproxima do circo, ele tem uma bagagem pedagógica, técnica e estrutural no mínimo comparável com a dos circenses de família, e via de regra maior que a dos formados em dois anos de cursos por aí (alguns bons, muitos não tão bons). Vi muita gente fazer aula comigo por um curto período de tempo e começar a dar aulas... Um aluno meu começou dois meses e meio depois de ter COMEÇADO a fazer aulas de trapézio. Pelo menos os profissionais de EF sabem o que dizem sobre uma perna estendida ou exercícios de fortalecimento, sem machucar o aluno.

O circo sempre foi de todo mundo. Não é a Sra. Que vai legislar a favor do circo, e criar uma reserva de mercado boba e reducionista. O que tratamos aqui, concordando com você a respeito do projeto do Tiririca, é que não se pode TIRAR o circo dos circenses. Mas isso é óbvio.

Para encerrar, acho que você deve atender o convite da Erminia. Aliás, eu adoraria estar junto. Pois acusações como estas que você faz não podem ser feitas assim, apenas baseadas na opinião de uma leitora apressada de textos que estão à disposição de todos. O que a Sra. Afirma são opiniões, não se pode fazer acusações como essas baseado em opiniões. Por favor.

Abraço

 

Rodrigo Matheus

www.circominimo.com.br

(11) 3834 8433

 

De: MONICA MESQUITA [mailto:monime...@yahoo.com.br]

Enviada em: quinta-feira, 14 de novembro de 2013 14:40
Para: Mina Silva
Cc: circomu...@lista.asfaci.org.br; DEBATE CENICO MINC

--

Alice Viveiros de Castro

unread,
Nov 14, 2013, 11:13:36 AM11/14/13
to debatecenico
Que bom Erminia que vc respondeu! não estava entendendo nada!!!! não sabia que o Circus referido pela Monica era o Circus ... enfim... me confundi toda e fiquei chocada pois as acusações foram muito graves.... e agora fico aliviada....
Mônica, Erminia Silva é pessoa de toda confiança, grande batalhadora e ESPECIALISTA em Circo! Se é para referendar o trabalho realizado pela UNICAMP e pelo grupo CIRCUS não podemos ter referência melhor!
realmente é preciso muito cuidado quando escrevemos publicamente! Vc acusou pessoas sérias, que realizam um trabalho sério há muitos anos e que tem participado ativamente de todos os debates importantes do Circo em todos os seus segmentos!
vamos manter o nível, a calma e o respeito
abraços e beijos para a Erminia Silva! 
Alice Viveiros de Castro

vir abasto

unread,
Nov 14, 2013, 10:16:57 PM11/14/13
to debate...@googlegroups.com, circonteúdo.BRASIL, CIRCOMUNICANDO-Brasil
Oi Monica, me parece de suma importância falar sobre estes projetos de lei que tentam habilitar ou inabilitar profissionais de diferentes áreas a exercer suas profissões, porem me atrevo a fazer algumas observações que acho pertinentes. Visto que muito a pesar de concordar a respeito da importância de ressaltar o circo como arte, considero que as acusações que você levanta sobre os educadores físicos, o grupo Circus, e seus integrantes que -em boa parte- são artistas atuantes! e sobre Bortoleto, mais especificamente, são preocupantes para um debate que -como já foi observado- precisa primeiramente considerar percursos de luta politica, acadêmica, artística, etc, dos envolvidos/mencionados. Mais não somente isto. Me parece que você se esquece -entre outras coisas- que no circo sempre houve profissionais ginastas e atletas que produziram e deram bases a boa parte do que conhecemos como artes circenses. Estes profissionais, com ou sem titulações acadêmicas, foram "historicamente" vinculados aos estudos do corpo e, portanto, estudados com maior afinco pelos profissionais da educação física, atrelados a área da saúde. 
 De fato, não me parece mal que os profissionais de dita área se dediquem a firmar bases praticas e reflexivas a respeito do fazer circense, muito pelo contrario acredito que eles tem bastante a contribuir dentro de suas especificidades. O que é claro, é que "nós" das artes cênicas temos um enorme vácuo a preencher, dentro dos estudos do circo quanto ARTE. E, neste sentido, ainda no Brasil vemos as dificuldades de fazer um registro puramente "artístico". Com isto quero dizer com métodos baseados em artes, com autores de artes que dialoguem dentro das artes e não necessariamente com outras áreas e que -assim fazendo- este seja considerado cientifico. Temos também menor quantidade de estudos  de referencia sobre circo em nossa área, até porque nossos cursos são mais recentes (e aqui entenda, trata-se de uma questão de produção que a pesar de crescente é diluída em outras macro e micro áreas) . Ou seja, nós das artes temos sim que brigar  para que práticas como dança, capoeira e circo sejam considerados arte, mais não podemos deixar de considerar que são praticas que tem a ver com a fisiologia do treinamento, neuroanatomia, anatomia do movimento e demais itens que muitas vezes não estão nas grades curriculares de nossos cursos em Artes cênicas com a profundidade que deveriam constar, (se é que estão). De alguma maneira o erro também é nosso, são nossos cursos que precisam ser revistos e repensados, são nossos mestres sem titulações que precisam ser inclusos dentro de uma pedagogia conivente as necessidades do mercado atual, assim como, são articulações multidisciplinares que precisam ampliar o olhar para esse fazer artístico-acadêmico e dirimir quando o educador físico melhor se encaixa e quando o educador das cênicas. 
Por outro lado, reforço o que Alice menciona quanto a ter ouvido em diversas oportunidades o Bortoleto falar de seu posicionamento frente ao CREF, Nós aqui em Belém tivemos oportunidade de conversar longamente com ele e de fato a postura dele não acompanha tuas denuncias, penso que todo não passa de um mal entendido e espero aceite o convite de Erminia para melhorar o dialogo com a importante produção do Circus. De fato, que este convite se amplie a todos os que tenham vontade de engrossar o debate, em cada Estado com os diversos grupos de estudo - vinculados ou não as universidades- que tratam do circo de alguma maneira. Depois de tudo, não acredito em verdade única, mais em verdades que subjazem a múltiplos olhares de uma mesma coisa: o circo e seus fazedores, os diversos picadeiros, da rua, das lonas, dos grupos, etc.
Debater esta lei é eminente, mais jogar pedras deliberadamente, não nos levará muito longe.
Abs,
Virginia Abasto 
 

Vida de Circo –Produções Circenses na Amazônia

Cia. Nefesh- Núcleo de Pesquisa Interdisciplinar

Lic. Pedagoga & Meste em Artes- PPGArtes/ICA/UFPA




Date: Thu, 14 Nov 2013 12:34:02 -0200
Subject: Re: Fwd: {Debate Cênico} Artigo sobre Leis de Incentivo
From: mina....@gmail.com
To: monime...@yahoo.com.br
CC: debate...@googlegroups.com; circo...@circonteudo.com.br; circomu...@lista.asfaci.org.br

Rodrigo Matheus

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Nov 15, 2013, 5:48:57 PM11/15/13
to Circomunicando, MONICA MESQUITA, DEBATE CENICO MINC
Exatamente, Leandro. Muito bem escrito.
Abraço!


Rodrigo Matheus
www.circominimo.com.br
(11) 3834-8433

Em 15/11/2013, às 11:45, Leandro Hoehne escreveu:

Caros, confesso que tenho dificuldade de opinar nas discussões aqui do circomunicando e em redes/ fóruns do circo em geral. A minha opinião pessoal é a de que no circo temos uma dificuldade de traçar lutas políticas comuns, brigamos muito entre nós. Ao mesmo tempo entendo que essa dificuldade também provém do fato de ser o circo uma arte diversa, historicamente a mais múltipla das artes, e isso é extremamente positivo! O que quero dizer é que temos essa difícil tarefa coletiva de dar conta de uma infinidade de práticas e vozes, por vezes organizadas em militâncias coletivas, muitas vezes isoladas em opiniões pessoais. 

A Educação Física é a questão do momento do momento, mas quantas já não foram as discussões e acusações de 'roubo' do circo pelo Teatro, pelo Circo Social, pelas Escolas. É uma constante. 

As acusações são graves Monica e, no meu ponto de vista, medrosas. Porque quem faz a arte é o artista e não os Conselhos. E os professores de Educação Física inclusive podem ser artistas. Aliás são muitos os artistas circenses que buscam formação acadêmica não só na Educação Física mas em tantas outras áreas do conhecimento beneficiando e muito a arte circense de um modo maior do que a prática artística em si, mas em sua diversidade humana, histórica, política, poética, técnica... Você acaba fazendo uma inversão, acusando como uma atitude totalitária da Educação Física em um discurso igualmente totalitário em 'favor' do circo. Mas não precisamos de totalitarismos. 

Sei que a discussão, camuflada em tantas acusações sem propósito, também passa pela questão da regulamentação, da oferta de trabalho em um mercado tão precário... Ok. Mas aí sou da opinião de que não é desqualificando a luta do outro que iremos travar as nossas. O trabalho do Circus, da Ermínia, Marco e tantos outros, é sério, legítimo, competente, usado por mim e tantos outros ARTISTAS em suas criações, aprimoramentos técnicos, ensino. Resta ao circo (lembrando que é diverso e múltiplo na prática e nas formas de luta) continuar a traçar as lutas para si, de forma mais articulada, não contra o outro. No tanto que já avançamos e estamos avançando em políticas federais, estaduais e municipais, desqualificar e criminalizar (como fez Monica) movimentos legítimos de pesquisa circense nos leva para trás e para trás e para trás. E infelizmente isso é RECORRENTE... quantos de nós já não fomos acusados de que o que fazemos não é circo, de que estamos roubando o circo e etc... o circo é de todos, não? 

Abraços

Leandro Hoehne
Grupo doBalaio
_______________________________________________
Circomunicando mailing list
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http://lista.asfaci.org.br/listinfo.cgi/circomunicando-asfaci.org.br

Leandro Hoehne

unread,
Nov 15, 2013, 8:45:40 AM11/15/13
to MONICA MESQUITA, Circomunicando, Mina Silva, circomu...@lista.asfaci.org.br, DEBATE CENICO MINC
Caros, confesso que tenho dificuldade de opinar nas discussões aqui do circomunicando e em redes/ fóruns do circo em geral. A minha opinião pessoal é a de que no circo temos uma dificuldade de traçar lutas políticas comuns, brigamos muito entre nós. Ao mesmo tempo entendo que essa dificuldade também provém do fato de ser o circo uma arte diversa, historicamente a mais múltipla das artes, e isso é extremamente positivo! O que quero dizer é que temos essa difícil tarefa coletiva de dar conta de uma infinidade de práticas e vozes, por vezes organizadas em militâncias coletivas, muitas vezes isoladas em opiniões pessoais. 

A Educação Física é a questão do momento do momento, mas quantas já não foram as discussões e acusações de 'roubo' do circo pelo Teatro, pelo Circo Social, pelas Escolas. É uma constante. 

As acusações são graves Monica e, no meu ponto de vista, medrosas. Porque quem faz a arte é o artista e não os Conselhos. E os professores de Educação Física inclusive podem ser artistas. Aliás são muitos os artistas circenses que buscam formação acadêmica não só na Educação Física mas em tantas outras áreas do conhecimento beneficiando e muito a arte circense de um modo maior do que a prática artística em si, mas em sua diversidade humana, histórica, política, poética, técnica... Você acaba fazendo uma inversão, acusando como uma atitude totalitária da Educação Física em um discurso igualmente totalitário em 'favor' do circo. Mas não precisamos de totalitarismos. 

Sei que a discussão, camuflada em tantas acusações sem propósito, também passa pela questão da regulamentação, da oferta de trabalho em um mercado tão precário... Ok. Mas aí sou da opinião de que não é desqualificando a luta do outro que iremos travar as nossas. O trabalho do Circus, da Ermínia, Marco e tantos outros, é sério, legítimo, competente, usado por mim e tantos outros ARTISTAS em suas criações, aprimoramentos técnicos, ensino. Resta ao circo (lembrando que é diverso e múltiplo na prática e nas formas de luta) continuar a traçar as lutas para si, de forma mais articulada, não contra o outro. No tanto que já avançamos e estamos avançando em políticas federais, estaduais e municipais, desqualificar e criminalizar (como fez Monica) movimentos legítimos de pesquisa circense nos leva para trás e para trás e para trás. E infelizmente isso é RECORRENTE... quantos de nós já não fomos acusados de que o que fazemos não é circo, de que estamos roubando o circo e etc... o circo é de todos, não? 

Abraços

Leandro Hoehne
Grupo doBalaio


Marlene Querubin

unread,
Nov 15, 2013, 5:18:00 PM11/15/13
to debate...@googlegroups.com

Alice, Erminia e demais,  acho que Vcs lembram daquela primeira vez que discutimos esta questão  no Rio,  lá na casa Pascoal,  talvez alguém tenha cópia do documento gerado,  tinhamos alguém da funarte também,   Zé  o Rodrigo Matheus inclusive  participaram entre outros e por conta desta investida da educação física, é  que criamos na época, a associação as escolas de circo.
Estou procurando este documento.

Rodrigo Matheus

unread,
Nov 15, 2013, 5:32:10 PM11/15/13
to Mailing Trixmix, MONICA MESQUITA, Circomunicando, Mina Silva, DEBATE CENICO MINC
Bravo Emiliano.
É isso, não temos que demonizar ninguém, pelo contrário. Os Conselhos de Educação Física não podem, e não irão, tirar a autonomia dos circenses no ensino das Artes Circenses. Mas isso não quer dizer que os professores de EF que tenham conhecimento em circo não possam escrever a respeito, dar aulas, ou trabalhar como artistas. 
Isso seria uma burrice ou uma atitude fascista, buscando a tal reserva de mercado. A discussão está mais evoluida que isso. 


Rodrigo Matheus
www.circominimo.com.br
(11) 3834-8433

Em 15/11/2013, às 11:05, Mailing Trixmix escreveu:

Olá a todos,

Há tempos que não me manifestava aqui.  Mas essa conversa tem bastante em comum com minha carreira profissional. 

Sou formado em Educação Física pela USP, trabalhei durante 20 anos com Malabarista e Acrobata, dei aulas de acrobacia e malabarismo para pessoas de todas as idades em vários países.  

A Educação Física sempre me ajudou a dar aulas de técnicas circenses.  E as técnicas circenses sempre foram bem-vindas em aulas de educação física por serem muito completas em termos de aprendizagem motora.  Meu trabalho de conclusão de curso discutia justamente isso:  "Atividade Circense como Elemento Desencadeador de Aprendizagem Motora", publicado em 1998.  

Um fato interessante é que foi o circo que me levou para a EF, pois eu já trabalhava com o Acrobatico Fratelli em 1993, quando me interessei pelo curso que poderia me dar respaldo pedagógico  para futuramente, ensinar as técnicas circenses. Assim prestei o vestibular, entrei e fiz o curso com o olhar do artista circense que eu já era.

Eu tenho as duas formações e apesar de nunca der sido professor de EF,  sempre usei os elementos pedagógicos da mesma como ferramenta de trabalho.  Meu programa de aulas para crianças levava o título  "Circo: uma Atividade Física e Artística".  As crianças de diferentes escolas em SP apreciaram a forma de ensinar que desenvolvi, misturando experiências da minha formação circense e da EF.

Quando fui para Londres trabalhar com a Gandini Juggling Project, continuei ministrando o curso.  Dessa vez para adolescentes na Circus Space, escola de circo Londrina, por mais 3 anos.  Foi igual o êxito no processo de ensino-aprendizagem.

Acho que essa áreas, pelo menos na minha vida, sempre caminharam muito próximas.  Conheço vários profissionais circenses no Brasil e no Mundo que usam técnicas da EF para treinar/ensinar/aprender dentro da área circense.  Acho interessante as propostas de discutir oficialmente o ensino de técnicas circenses dentro da EF.  Seria um ganho tanto para os alunos (que geralmente adoram) e mais uma ferramenta para os professores, com tanto que o façam com propriedade.

Espero que isso contribua para essa reflexão.

Emiliano

MONICA MESQUITA

unread,
Nov 15, 2013, 3:38:30 PM11/15/13
to Leandro Hoehne, Circomunicando, Mina Silva, DEBATE CENICO MINC
Car@s

Como disse estão perdendo o foco. Concordo com vc Leandro que acabamos brigando entre nós. Penso que existe muito desconhecimento do pessoal do circo e dos artistas em geral sobre a questão de interesses político mercadológicos da educação física. Procurem se informar com o pessoal da Dança e verão o que vem acontecendo, e os problemas que os profissionais de dança ainda estão enfrentando... 

E a propósito continuem apoiando gente picareta e oportunista de educação física e esse projeto equivocado do Dep. Tiritica e verão onde o circo ai parar...Daqui a pouco vai haver batidas do Conselho de Educação Física querendo impedir até os artistas de circo de trabalhar... 

Leandro, minhas acusações e denúncias realmente são graves, porém não são medrosas e sim VERDADEIRAS. Profissionais de educação física oportunistas tem que ser denunciados sim pois são condutas anti-éticas e ILEGAIS. Eles tentam se beneficiar usurpando e tentando se apropriar das competências das artes cênicas, transferindo-as para a educação física , apenas por interesse político mercadológicos para beneficiar profissionais desta área.  

Existe toda uma regulamentação sobre a formação técnica e acadêmica na área de Artes no Brasil. Além da Lei 6.533/78 que regulamente a profissão dos artistas e técnicos de espetáculos. Profissionais de Educação Física não são profissionais da área de Artes e não tem legitimidade para atuar como tal.

Como disse basta ler as publicações equivocadas do Sr. Bortoleto, e qualquer um, com um mínimo de inteligência, verá que são equivocadas, tendenciosas e tem interesse político mercadológico em vincular e USURPAR as competências e conteúdos da área de artes para a educação física. Ele não respeita que trabalhar com arte não é competência da área ou de profissionais de educação física. Não respeita a formação acadêmica na área de Artes Cênicas e tenta descredibilizá-la.

Penso que muitos aqui também talvez não respeitem e achem importante formação justamente porque "não" tem formação na área. Pura ignorância pensar que a formação não seja tão essencial na área artística, quanto é em outra área de conhecimento. Outro equívoco é achar que qualquer um pode se passar de forma enganosa por profissional da área de Artes.

Enquanto os Artistas e profissionais das Artes (os de verdade e não os que fingem ser) não se preocuparem com políticas públicas "de base" voltadas à formação e a inserção da Arte na Educação, o discurso vai ser esse, totalmente leviano, equivocado e sem noção.  Se continuarem a  pensar assim a Arte nunca vai ser respeitada como uma área de conhecimento e os artistas como profissionais de respeito. A arte de um país não se  constrói ou se fomenta, se preocupando apenas com políticas públicas assistencialistas.

Enfim, e sobre as denuncias contra o Sr. Bortoleto e suas publicações equivocadas e tendenciosas,  onde defende a usurpação das competências e conteúdos da área de "Artes" para a "Educação física", realmente são muito graves e devem ser denunciadas em outras esferas e não aqui e sim nas entidades representativas da área de Artes Cênicas e Profissionais de Artes. 

At.

Mônica

Junior Perim

unread,
Nov 15, 2013, 8:33:17 AM11/15/13
to MONICA MESQUITA, Circomunicando, Rodrigo Matheus, Mina Silva, DEBATE CENICO MINC
Monica,

Mesmo depois de importantes nomes do universo circense brasileiro que mantêm estreito diálogo com atores sociais que empreendem ações formativas de artes circenses tentarem lhe mostrar o EQUIVOCO da sua percepção sobre o trabalho da CIRCUS, você insiste em acusações que pra mim são IRRESPONSÁVEIS. Como dirigente de uma instituição que trabalha com formação para as artes circenses que mantêm, nesta área, entre outros programas o "Programa de Formação do Artística de Circo" (http://crescereviver.org.br/escola-de-circo/profac/) com razoável expressão pública no Brasil e fora dele, já que recebe alunos de diferentes estados da federação e de outros países. Programa este que se você visitar o link indicado verá que têm, entre outras, referência no trabalho e na produção da CIRCUS e do Marcos Botoleto. Não posso me calar diante de tão IRRESPONSÁVEIS acusações pautadas em adjetivos não adequados e com uma DEMASIADA SUPERFICIALIDADE reflexiva sobre o quê formação para as artes do circo.  

Lamentávelmente, como dirigente de uma organização que opera ações de formação, produção, difusão e fruição das artes circenses, eu não conheço todos os atores sociais do Brasil que trabalham e/ou empreendem ações no campo da formação para as artes do circo. Posso lhe dizer que conheço os principais. Além deste lugar ocupo também a presidência da FIC - Federação Ibero-americana de Circo que junta escolas circenses de 07 países da Ibero-América; e a direção geral do Festival Internacional de Circo do Rio de Janeiro que em sua primeira edição nasceu como o maior do seu gênero artístico na América Latina e que em sua segunda edição (maio de 2014) estará entre os maiores do mundo reunindo em sua programação mais uma vez a realização de um laboratório de criação em circo que em 2013 junto 20 jovens de 10 escolas circenses, entre as quais do: Brasil; Colômbia; Peru; Espanha; Inglaterra; França; Russia; Argentina; e Portugal. Tudo isso me permite, por sorte, viajar à muitos países e me relacionar com muitas escolas circenses de diferentes continentes do mundo, bem como me permite AFIRMAR que o Sr. Marcos Bortoleto e a CIRCUS são referência de formação para as artes do circenses.

Estaríamos todos envolvidos, por ingenuidade, em uma trama que vai permitir a educação física usurpar o circo em todo o planeta terra fortalecendo Bortoleto e todos os seus pares da CIRCUS em seu propósitos de criar uma rede criminosa internacional? Ou também somos cúmplices neste complô planetário para a educação física dominar e controlar o mundo circense?

A forma como você se insere neste debate é contraproducente para as artes circenses Mônica. É irresponsável porque aborda de maneira superficial a questão da formação e se preocupa com denúncias que não encontra eco entre pessoas que notadamente desenvolvem e/ou têm estreita ligação com os debates sobre formação circense no Brasil e fora dele. Sugiro terminarmos por aqui. Afinal crime é algo para a polícia tratar e, sua crença de que pessoas como o Marcos Bortoleto são criminosas, a julgar pela expressão que ele e o trabalho da CIRCUS tem no mundo, acho melhor você procurar a INTERPOL.

Junior Perim




Jean Carlos Barbosa

unread,
Nov 15, 2013, 11:19:09 AM11/15/13
to debate...@googlegroups.com
Concordo com suas colocações, Mônica.
 
Profissionais da área de Educação Física, já há muitos anos, disputam com verdadeiros artistas da Dança a legitimidade do exercício dessa atividade artística, tanto para apresentações quanto para o ensino.
 
De forma bastante equivocada, as secretarias de educação em todo o território nacional também têm permitido que profissionais da chamada área de Linguagens e Códigos (Artes, Português, Inglês, Espanhol, Educação Física) possam ensinar qualquer tipo de ARTE, de forma muito inconsequente e displicente.
 
Profissionais da Educação Física, citando eles por terem sido colocado em questão no seu e-mail, não são realmente capacitados para ensinar ARTE de nenhum tipo pq esse tipo de conhecimento não faz parte da formação deles.

Rodrigo Matheus

unread,
Nov 15, 2013, 5:34:18 PM11/15/13
to Junior Perim, MONICA MESQUITA, Circomunicando, Mina Silva, DEBATE CENICO MINC
Boa Junior. 
Parece problema pessoal, não é? Picuinha por alguma briga, alguma vingancinha... Mas o Marco me falou que não a conhece.
Feio.


Rodrigo Matheus
www.circominimo.com.br
(11) 3834-8433

Junior Perim

unread,
Nov 15, 2013, 10:18:33 PM11/15/13
to debate...@googlegroups.com, Leandro Hoehne, Circomunicando, Mina Silva
Monica,

Muitas das pessoas que vi aqui escrever são pessoas que tem um vasto serviço prestado ao debate com foco no desenvolvimento e fortalecimentos das artes circenses no Brasil. Como assim briga "entre nós"? Divergências existem e não sou poucas, mas o que temos visto de fato é uma racional unidade nas questões que envolvem as políticas públicas para o circo no Brasil. E o Bortoleto tem sido um cara muito cooperativo com a comunidade circense, especialmente, no que tange aos debates sobre formação do circo brasileiro. Você por exemplo, se já nos encontramos alguma vez, não me lembro de tê-la visto e/ou ouvido se manifestar nos principais eventos públicos, debates, encontros e nos espaços como o Colegiado Setorial de Circo que desde a sua primeira reunião neste gestão escolheu tratar do tema da formação como um dos prioritários.

Aqui insisto na defesa do trabalho da Circus porque entre outras desqualificações você se refere a obra chamando-a de USURPAÇÃO porque o seu título traz o binômio "Atividades Circenses". Se não me engano as duas, mas por certo a segunda, o Bortoleto figura como "organizador" de textos de autoria de profissionais e trabalhadores do universo do circo. Eu mesmo sou autor de um texto na segunda publicação. E longe de desqualificar o seu trabalho lhe digo sem arrogância, mas com altivez que dificilmente eu não conheceria alguém que propugna pela qualificação da formação em artes circenses no Brasil, especialmente, se tratar de pessoa que realiza ATIVIDADES de caráter continuado e com alguma reputação em nosso meio. Você é alguém que, desculpe, não lembro quem é e/ou o que faz neste campo.

Gostaria de saber um pouco mais sobre o seu trabalho no campo da formação para as artes do circo para entender de que lugar você parte. Não estou aqui falando sobre a sua formação em teatro. Quero saber como você a aplica, subordina e entrega à processos de ensino e aprendizagem das artes circense e, em que contexto o faz. O Bortoleto temos visto fazer isso em diferentes contextos e lugares do Brasil e do mundo e, há alguns anos.

Junior Perim


marila velloso

unread,
Nov 16, 2013, 5:25:20 AM11/16/13
to debate...@googlegroups.com, debate...@googlegroups.com
Bom dia, 

apenas irei reiterar que a articulação com outras áreas, as contribuições das outras areas, sob diferentes aspectos, não é o problema. A QUESTÃO é como as artes irão ou estão se vinculando a outras áreas, no caso a Educação Física, e em virtude do mecanismo de controle CONFEF e CREFs.

Pode ser que o exemplo da Dança não ressoe para vocês, mas o caminho não deverá ser diferente para o Circo, em virtude do vinculo que se pretende criar, mecanismo legal, diga- se de passagem. 

Profissionais da dança continuam sendo limitados em diferentes instancias e estados.

Editais saem para contratações de professores para "modalidades" da educação física como Futebol de salão, handebol e BALÉ... P/ o programa ATLETA DO FUTURO onde se exige formação em educação física para os professores. Não basta ter formação em dança. Não basta ser "balé" , tem de ter essa formação paga aos conselhos dessa outra área.

É preciso analisar o que isso significa: quando empresas como SESi e editais públicos de instancias municipais/ estaduais passam a exigir formação em educação física para projetos artísticos ou para professores de dança. Significa que entendimentos vão sendo construídos em instituições publicas e privadas, no entendimento das pessoas e mesmo para profissionais das áreas artísticas  que vão perdendo a referencia e o suporte de sua área artística e passam a se submeter a exigências como essas.

Precisamos fortalecer as ARTES nesse país. Desde a fundação nacional ate a AUTONOMIA das áreas artísticas para que criem e regulem, se esse for o caso, seus cursos, suas praticas, suas próprias demandas. 

Enfim, as discussões sao amplas, complexas etc mas não podemos nos eximir de em algum momento tomarmos um posicionamento sobre o que isso representa e para onde cada área deseja ir, por meio do entendimento de seus profissionais e interessados.

Visando compartilhar informações que continuam permeando o universo da dança nesse país

Abs,

Marila Velloso 






Enviado via iPad

Mailing Trixmix

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Nov 16, 2013, 8:13:46 AM11/16/13
to Rodrigo Matheus, MONICA MESQUITA, Circomunicando, Mina Silva, DEBATE CENICO MINC
Valeu Rô, é isso.  Abração

proje...@projetoica.org.br

unread,
Nov 18, 2013, 9:55:47 AM11/18/13
to MONICA MESQUITA, Circomunicando, Mina Silva, DEBATE CENICO MINC

Bom dia à todos.

 

Monica, sou de um projeto em Mogi Mirim que atua com crianças e adolescentes, e uma das linguagens é o circo.

Nos aproximamos do grupo CIRCUS, pela necessidade de aproximar as questões que vivenciamos, social e culturalmente da academia, pois no geral a distância É ENORME.

O Marcos em especial tem um visão diferenciada de mundo e das práticas.

São muitas as contribuições deste grupo, INCLUSIVE pela disponibilidade de acolher a linguagem do Circo, que são poucos os espaços acadêmicos que o fazem, inclusive de produções , em especial dos cuidados e segurança com o corpo, que é uma das dimensões tão caras ao circo.

 

Penso que nosso desafio é olhar os processos que estão contribuindo para a transformação das crianças, o adolescentes,  jovens, que são parte do processo de aprendizagem, que é constituído por técnicas, mas também pela multidisciplinaridade, enfim , um olhar para a totalidade e não para as partes  como estamos tão acostumados no mundo do conhecimento.

Os caminhos são vários, espaços de trocas, grupos de pesquisa  e reflexões também..há muito por se fazer e de fato, a historia mostra que são reconhecidos os que tem algo a acrescentar, a compor, a agregar.

 

Fiquei em duvida em responder, mas creio que quando conhecemos, temos responsabilidade nas posições que assumimos.

 

 

Maria Isabel Somme

 


Enviada em: quinta-feira, 14 de novembro de 2013 16:56
Para: Mina Silva
Cc: circomu...@lista.asfaci.org.br; DEBATE CENICO MINC

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MONICA MESQUITA

unread,
Nov 16, 2013, 10:57:05 AM11/16/13
to debate...@googlegroups.com
Cara Virgínia Abasto e demais

Aqui nesta discussão tem muita gente ética que respeito e que realmente se interessa pela defesa das Artes e pelo ensino da mesma, especificamente do Circo e que luta por isso, como a Alice que vc cita. Mas aqui também tem gente leviana que está mais interessada apenas  em receber dinheiro do governo numa política pública assistencialista para as artes que não leva ninguém a lugar nenhum. Muitos não tem nenhuma formação ou informação, por isso para estas pessoas tanto faz que a "Arte" seja ensinada na escola por por qualquer um ignorante e/ou profissional de educação física oportunistas e anti-éticos. Gente assim não tem conhecimento sobre as lutas e peculiaridades que envolvem o ensino da Arte no Brasil e no Mundo e desconsidera as lutas política dos artistas e profissionais de arte, para que esta seja respeitada e reconhecida como conhecimento e profissão ao longo de anos.

Defender quem defende em suas publicações os interesses do Confef e Cref, é o mesmo que defender os interesses destas entidades. Eu dei o exemplo do Sr. Bortoleto, mas ele é um dentre muitos que vem tentando usurpar a área de Artes.

Fingir que não apoia do Cref se tornou uma estratégia de muitos profissionais de educação física OPORTUNISTAS para ganhar a simpatia da classe artística. Mas a verdade não é bem essa

Apesar das opiniões equivocadas e distorcidas de alguns. Penso que este momento é muito bom para se pensar numa regulamentação para o ensino da Arte, inclusive do circo no país. Estamos conseguindo separar o ensino da Dança, Teatro, Música e Artes Visuais nas escolas em disciplinas autônomas dentro da área de Artes. Isso pode acontecer também com a inserção do circo, inclusive dentro das universidades de Artes e em cursos técnicos e livres. 

Vincular e submeter o circo à área da educação física será um SUICÍDIO para essa linguagem artística e abre precedentes que prejudicam não só os profissionais e artistas de Circo, mas das Artes em Geral. Além de ir contra toda uma regulamentação de formação de professores não só no Brasil, mas no mundo.

Mesmo porque não tem legitimidade, pois professor de educação Física NÃO é professor da área de Artes e não tem legitimidade para atuar como tal. O propósito e conteúdos da disciplina educação física, dos professores e abordagem dos profissionais desta área e sua intervenção sobre o corpo totalmente diferente, da abordagem do corpo nas Artes como a Dança, Circo e/ou Teatro. Na arte usamos o corpo como forma de expressão e linguagem artística e não com objetivo de emagrecer ou condicionamento físico.  Você Virgínia como profissional de um Departamento de Artes, e outros daqui devem saber bem disso.

Não sei se é de seu conhecimento, mas se não for procure se esclarecer a respeito com as entidades representativas da área de Artes. Mas existe toda uma jogada de interesses político mercadológicos por parte dos Conselhos, Cursos e Profissionais anti-éticos de educação física para se apropriar das competências dos profissionais da área de Artes. Para isso eles tentam descredibilizar a formação acadêmica e técnica na área de Artes, fingindo que ela não existe e/ou não deve ser respeitada. Com o intuito de enganar as pessoas, escrevem artigos deturpados, nos quais tentam USURPAR (roubar) e colocar as competências academico profissionais  da área de Artes, ilegalmente como conteúdo e atividades inerentes à formação em educação física.
Essas pessoas defendem que profissionais podem atuar na sua própria área e também se passar de forma ENGANOSA por profissionais e professores de Artes. O que vem gerando enormes perdas para a autonomia e valorização do ensino e da formação em Artes no Brasil. 

A conduta destes oportunistas da educação física é ESTELIONATO acadêmico, é pura enganação mesmo.  A dança vem sofrendo muito com estas questões nos últimos anos, e não são só as investidas do CREF, cursos e profissionais de educação física trabalham nos bastidores para fomentar os desmandos do CREF. São desvios de vagas de empregos em concursos, de verbas, infra-estruturas e outros recursos da área de Artes que os cursos e profissionais anti-éticos de educação física vem desviando em seu benefício e/ou  tentando ROUBAR e se apropriar ilegalmente. 

Virgínia, Nos últimos anos, para tentar ganhar a simpatia da classe Artística e dos Profissionais de Artes em geral, alguns profissionais de educação física vem falando que não apoiam do CREF e Confef. Mas não seja enganada, a grande maioria NÃO respeita os profissionais de Artes, não tem ética e o intuito é apenas de continuar ilegitimamente tentando se passar por profissionais da área de Artes. Quem respeita não tenta se passar de forma enganosa por profissional de uma área que não é. 

Esse deve ser o caso do Sr. Marco Bortoleto. Acho muto IRÔNICO ele dizer que não concorda com o CREF e na prática ele escrever artigos que vem sendo usados para USURPAR e prejudicar a área e profissionais de Artes. Como eu disse procure se informar a respeito, leia as publicações dele e tire suas próprias conclusões. Minha questão com esse Sr. não é pessoal, nem o conheço pessoalmente pois ele NÃO é da área de Artes, nem defende os interesses desta áera, muito pelo contrário. 

Como pesquisadora desta questão envolvendo a tentativa do ROUBO das competências da área de Artes por profissionais de Educação Física, enho uma lista de profissionais que através de suas publicações defendem que profissionais de educação física invadam a área, desrespeitem e se passem de forma enganosa por profissionais e professores de Artes. Nesta lista consta o nome de várias pessoas, por isso citem o Sr. Bortoleto, porque as suas ações e publicações, estão sendo usadas por cursos e profissionais de educação física ANTI-ÉTICOS e OPORTUNISTAS para tentar ROUBAR e descredibilizar a formação na área de Artes. 

O Sr. Bortoleto chega ao cúmulo de colocar em suas publicações que quando a LDB fala do ensino da Arte, vincula à Educação Física. Leia as publicações dele e verá que o intuito é apenas promover e beneficiar a área da educação física. Não se importando ou respeitando a área e/ou os profissionais de Artes.


Detalhe: Depois que denunciei aqui o Bortoleto ele está tirando do ar as suas publicações EQUIVOCADAS. Alguém acha que eu estivesse mentindo ele iria fazer isso??? Quem não deve não teme não? Não sejam enganados este senhor defende os interesses do CREF e CONFEF que é USURPAR a área das Artes Cênicas...Defender este tipo de gente é defender os interesses do CREF. É pura ignorância...

Virgínia, não sei se vc. participa de algum Sindicado ou Entidade representativa da área de Artes, mas posso te colocar em contato para que melhor se esclareça sobre esta questão.  Entre em contato no meu email particular. Você pode também ler as publicações do Sr. Bortoleto e verá que ele apenas defende os interesses da Educação Física e automaticamente os interesses do  CREF, ele defende e tenta descredibilizar a formação em toda e área de Artes e de forma tendenciosa defende a submissão do Circo à área da Educação Física. 

PS. Ele tirou do ar na página acima, alguns dos artigos que o compromete e nos quais ele deliberadamente defende a USURPAÇÃO e descredibilziação da área de Artes por profissionais de Educação Física. Para vocês todos verem como ele tem MUITO a esconder... Se ele Fala que não concorda com o Cref, mas nos bastidores vem trabalhando em contrário.

Acho lamentável que profissionais oportunistas de educação física estejam tentando ENGANAR  e estão ENGANANDO alguns artistas de circo que desconhecem os verdadeiros interesses destes e que os mesmos vem trabalhando para favorecer os interesses do CREF e CONFEF. Só assim para alguém que se diz "artista" defender essa gente anti-ética.

Se você quiser Virgínia e outros,  posso estar de encaminhando uma cópia dos artigos deturpados e tendenciosos do Sr. pois são públicos. Leia e tire suas conclusões se o objetivo do autor Sr. Bortoleto não é apenas defender os interesses da educação física. Ele tentar usurpar até da História e Identidade da Arte e do Circo, transferindo-as deliberadamente para a área da Educação Física. Ele finge que não respeita que existe formação específica e autônoma na área de Artes e defende a submissão do circo, teatro e dança  à área da Educação Física. 

Não sejam enganados depois que eu denunciei aqui o Bortoleto está tentando ESCONDER suas publicações...

At.

Mônica

Suki VB Guimarães

unread,
Nov 18, 2013, 8:41:52 AM11/18/13
to debate...@googlegroups.com
Olá todos,

Sendo da Dança e com a intenção de colaborar um pouco para esse debate levanto algumas considerações:

1)  entendo o  Circo (assim como a Dança) como área de conhecimento específica, por isso mesmo, distinto da Educação Física. Como tal,  O Circo, deve ser conduzido prevalecendo suas especificidades pelas políticas públicas, embora garanta a livre escolha, em sua formação, articular outras áreas.
 
2) Nesse mesmo viés, tem-se que se considerar a insuficiência dessas  "áreas articuladas" de possíveis articulações na formação de um profissional do Circo. Pois se atuam no  "Condicionamento Físco", ou outro segmento da aprendizagem cirsense (em suas diferentes formas e propósitos), estas não são suficientes para acionar o(s) corpos(s) e a formação profissional (ou mesmo livre)  no Circo.   Nesse âmbito, sugiro além de uma aproximação das discussões em cursos no âmbito da Dança, uma aproximação das discussões  no âmbito da CAPOEIRA e do PILATES que agregando profissionais de diversas áreas que tem o corpo como centralidade ( no caso da Capoeira dela própria e do Piltaes da fisioterapia, dança, teatro, entre outras),  não se reconhecem como parte da Educação Física e brigam já há algum tempo pela sua atonomia;

3) Entendo também que o CIRCO, antes de qualquer escolha de rumo,  deva buscar também informações e abrir uma discussão ampla sobre, estando incluso na Educação Físca, estar sujeito a fiscalização (e isso irá acontecer) do Conselho Federal de educação Física - CONFEF e seus representantes nos Estados (tendo q seus profissionais e empresas serem filiados a estas entidades de fiscalização com pagamento de taxas mensais e anuais). Há informações que atualmente muitos cursos  (como Universidades, faculdades) e outras  instâncias e/ou profissionais dessa área tem posturas críticas sobre a atuação das instâncias fiscalizadoras;

4) Por fim, numa opnião pessoal, penso que  mais do que nunca precisamos fortalecer as Artes nesse Brasil e não tentar vias alterantivas. Quanto a isso proponho, como Marila em sua mensagem, ampliar as discussões e revindicações para que a nossa Fundação Nacional das Artes se  fortalça, ampliando sua atuação pelo país; e assegurar a implementação imediata dos nossos planos setoriais, fazendo essa meta como proioridade em nossos movimentos de mobilização em todo o Brasil e junto aos nossos colegiados.

No mais entendo que as discussões dessa lista são muito importantes para seguirmos enquanto sociedade civil argumentado sobre nossos pontos de vista onde diferenças estão presentes. Entendo que se nos excedemos em algum momento é pela força da argumentação, e precisamos revidar com gentiliza esclarecendo pontos obscuros ou de atritso. Manter a liberdade de expressão nesse debate cênico é de extrema importância para garantir as nossas discussões e o diálogo amplo e irrestrito entre todos. 
Sguimos...!

Abç,

Suki VB Guimarães




Junior Perim

unread,
Nov 19, 2013, 8:22:13 AM11/19/13
to debate...@googlegroups.com
Nunca vi tanta DESONESTIDADE INTELECTUAL em um debate:

Depois de atores sociais das ARTES CIRCENSES boa parte deles que trabalham com formação se posicionarem sobre a CIRCUS e o Bortoleto, ainda somos obrigados a ouvir do teatro e a dança o que eles acham melhor para a educação para as artes circenses.

Este papo já está revelando uns Cabo's Anselmo's das artes cênicas.

Haja paciência!!!
Junior Perim

Marcelo Bones

unread,
Nov 19, 2013, 8:31:25 AM11/19/13
to debate...@googlegroups.com
Acho que já perdeu o sentido este debate. 
Vou filtrar as mensagens.
Abs


   - Marcelo Bones -
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