FILE #2Versão InstitucionalO Design de informação, também conhecido por Design de comunicação, é uma disciplina em rápido crescimento e que se desenvolve a partir de campos como
a tipografia, o design gráfico, a linguística, a psicologia, a ergonomia, a computação e outros. O design de comunicação emergiu como uma resposta à necessidade das pessoas entenderem e usarem coisas como formulários, documentos legais, sinais, interfaces de computadores, informação técnica, manuais de operação ou montagem, etc. Respondendo a estas necessidades os designers de comunicação realizam uma considerável melhoria económica e social no uso da informação.
http://www.designcouncil.org.uk/About-Design/Design-Disciplines/Information-Design-by-Sue-Walker-and-Mark-Barratt/
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A Linguagem visual do design Gráfico faz parte da nossa cultura - está gravada nas nossas vidas.
Cada vez que abrimos um livro ou uma revista, cada vez que olhamos para um ecrã de televisão ou de um computador, cada vez que passamos o olhar pelo sem-número de anúncios existentes nas ruas, vemos e lemos não apenas palavras e imagens mas a linguagem do design.
Enquanto profissão, o Design Gráfico, conta pouco mais de um século, mas, ao longo desse período desenvolveu uma linguagem visual própria, recorrendo às artes visuais tradicionais, tipografia, ilustração, fotografia e cinema (...)
Toda a comunicação - e, consequentemente, todo o Design de comunicação - se baseia numa escrita incrustada que, à superfície, nos pretende seduzir a acreditarmos nas mensagens comunicadas. Num nível mais profundo, pretende informar-mos e, em última instância, aliciar-nos a participar na mensagem e nos contextos e causas que esta serve.
A nossa permissa básica é a de que os designers actuem como catalizadores nesta cultura que “escreve” em imagens. Ao conceber as “palavras” e aquilo a que já se poderá chamar uma “literatura da linguagem visual”, os designers de comunicação desempenham um papel central nas culturas mediatizadas de hoje: eles levam
os espectadores a tornarem-se leitores de mensagens visuais.
Max Bruinsma em Editorial da revista Catalyst, EXD, Setembro 2005
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Design GráficoO Design Gráfico é uma disciplina de colaboração onde; redactores, fotógrafos e ilustradores criam imagens que o Designer integra numa mensagem visual global. Muito embora tenha sido praticado de diferentes formas ao longo da história, o Design Gráfico, como profissão, emergiu durante o processo de especialização das profissões que ocorreu no fim do sec XIX. A sua evolução acompanhou os processos de captura de imagem, do desenvolvimento da tipografia e dos processos de reprodução.
http://www.britannica.com/EBchecked/topic/1032864/graphic-design
FILE #3Como profissãoAo contrário da arquitectura, o design gráfico é uma muito recente expressão de design, um fenómeno dos últimos 100 anos. É uma resposta espontânea às necessidades de comunicação da Revolução Industrial, o design gráfico foi "inventado" para vender os frutos da produção em massa às sociedades de consumo
em crescimento na Europa e América do Norte nos finais XIX.
in, Graphic Design History, por Steven Heller e Georgette Ballance
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Design industrialCom o desenvolvimento da indústria e a revolução provocada pela criação da "linha de montagem" e dos novos processos de fabrico, a produção em massa permitiu
a disponibilização para o mercado de produtos em larga escala. Desta forma começou a haver a necessidade de promover e apresentar esses produtos ao público e foi a partir desta necessidade que surgiram as primeiras exposições.
Ao contrário da Idade Média, onde os produtos eram transportados directamente para as feiras para aí serem transaccionados, nas grandes exposições da Revolução Industrial eles passaram simplesmente a ser apresentados através de catálogos. Também as pessoas e as empresas passaram a ter a necessidade de se mostrarem e de se identificarem, através de cartões comerciais e papéis de carta timbrados.
Um exemplo paradigmático desta nova realidade foi Michael Thonet, hoje conhecido com a primeira das grandes figuras do design industrial. Este fabricante de mobiliário alemão, teve a sua consagração na primeira exposição mundial, de Crystal Palace, em 1851, onde ganhou uma medalha, não pela apresentação de nenhuma peça de mobiliário específicamente, mas sim pelo processo de fabrico absolutamente inovador e que passava por moldar a madeira, através do vapor.
O resultado deste novo processo de fabrico associada a uma profunda convicção e a mais de 20 anos de estudo, de experimentação, e de um acumular de erros provocados por uma, ainda muito experimental tecnologia, deu lugar ao modelo de cadeira nº 14 (1859), reconhecida por todos, pela sua simplicidade
e adaptabilidade a todos os lugares e utilizadores como o primeiro exemplo de uma peça de design industrial.
Foram fabricados e vendidos milhões de exemplares da cadeira nº 14. Este caso foi inédito no mundo do mobiliário e muito embora a publicidade tenha tido alguma responsabilidade no atingir destes números, a verdade é que esta cadeira representa ainda hoje um caso de sucesso, pela sua simplicidade.
Durante o último quartel do séc. XIX, jornais, revistas e revistas de viagens retrataram pessoas de todas os tipos e raças sentados na nº 14, inicialmente desenhados e mais tarde fotografados.
A genialidade de Thonet ao criar peças de mobiliário compostas pela montagem de várias peças pré-fabricadas, veio mais tarde a ser estudada e a ser seguida
pelos reformistas da Bauhaus, como Mies van der Rhoe, Marcel Breuer, Le Corbusier e outros.
in, Bent Ply por Dung Ngo e Eric Pfeiffer
http://www.lastanzadelre.com/book2.html