II SEMANA CINERAMA“Mesmo com o nada feito, com a sala escura / Com um nó no peito, com a cara dura / Não tem mais jeito, a gente não tem cura”.
É
com o espírito de quem vai levando a vida procurando novas rimas e
outros rumos que o Cinerama tem a honra de convidá-los para a
II Semana
Cinerama, um evento que reverencia o cinema de inquietação e tem como
objetivo promover a troca de ideias e instigar o pensamento.
Como o gênero documentário vem se
tornando
a cada ano um potente meio de reflexão sobre a sociedade brasileira e
sobre a própria linguagem cinematográfica, escolhemos como ponto de
partida três filmes que dialogam entre si e incendeiam a tela com suas
propostas narrativas inventivas e originais. Junto aos filmes estão
também curtas-metragens produzidos por alunos da Escola de Comunicação
da UFRJ no primeiro semestre de 2011, que mostram como o nível da
produção universitária vem se tornando mais elevado a cada ano.
Como
bem disse Inácio Araújo, “o cinema existe para manter nossos olhos
abertos”. E é com essa liberdade de espírito e de olhar que contamos com
a presença de todos para soprar para longe os ventos da caretice e
transformar as imagens que saem da tela em pólvora pura. Venha com a
gente ver com os olhos livres!
PROGRAMAÇÃO:
- Dia 22.08 (segunda-feira)
Exibição dos curtas-metragens realizados na Escola de Comunicação no primeiro semestre de 2011:
- Ensaio (Bernardo Girauta e Leandro Rodrigues)
- Bola Oito (Fabiano Battaglin)
- O Quarto Conto (Samuel Lobo)
- Memorial de Francisco (Fernanda Caiado)
- Um Quarto Para Babushka (João Gila)
- O Cara que Sangra (Lucas Calmon)
- Fronteira (Gabriel Ritter)
- Feito na Amizade (Daniel Corrêa)
- Dia 23.08 (terça-feira)
Filme-surpresa, com a presença do cineasta Eduardo Coutinho após a sessão para debate com o público.
- Dia 24.08 (quarta-feira)
“Belair”, de Bruno Safadi e Noa Bressane (2009, 80 minutos)
O
documentário mostra a trajetória dos cineastas brasileiros Rogério
Sganzerla e Julio Bressane, que se uniram nos anos 70 para fazer um
cinema democrático, de baixo custo de produção, de radicalização e
experimentação da linguagem cinematográfica. Dessa experiência, surgiu a
Belair Filmes, que realizou sete filmes de longa-metragem entre
fevereiro e maio de 1970. Porém, os filmes, antes mesmo de ficarem
prontos, foram considerados, pela ditadura militar, subversivos e
patrocinados por uma rede de terrorismo. A consequência? O exílio dos
diretores e o desconhecimento quase total dessas obras pelo público em
geral.
Após a exibição haverá um debate com os diretores do filme.
- Dia 25.08 (quinta-feira)
“A Falta Que Nos Move”, de Christiane Jatahy (2011, 95 minutos)
São 5 atores. 13 horas contínuas de filmagem. Dirigidos por mensagem de texto. Realidade e ficção no limite da tensão.
Após a exibição haverá um debate com a diretora do filme.
Local: auditório da CPM (Central de Produção Multimídia), ECO/UFRJ. Campus da Praia Vermelha.
Horário: 19h
A entrada é franca, vamos nessa?