II SEMANA CINERAMA

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Samuel Lobo

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Aug 10, 2011, 9:00:47 PM8/10/11
to Ivana Bentes
II SEMANA CINERAMA

“Mesmo com o nada feito, com a sala escura / Com um nó no peito, com a cara dura / Não tem mais jeito, a gente não tem cura”.

É com o espírito de quem vai levando a vida procurando novas rimas e outros rumos que o Cinerama tem a honra de convidá-los para a II Semana Cinerama, um evento que reverencia o cinema de inquietação e tem como objetivo promover a troca de ideias e instigar o pensamento.

Como o gênero documentário vem se tornando a cada ano um potente meio de reflexão sobre a sociedade brasileira e sobre a própria linguagem cinematográfica, escolhemos como ponto de partida três filmes que dialogam entre si e incendeiam a tela com suas propostas narrativas inventivas e originais. Junto aos filmes estão também curtas-metragens produzidos por alunos da Escola de Comunicação da UFRJ no primeiro semestre de 2011, que mostram como o nível da produção universitária vem se tornando mais elevado a cada ano.

Como bem disse Inácio Araújo, “o cinema existe para manter nossos olhos abertos”. E é com essa liberdade de espírito e de olhar que contamos com a presença de todos para soprar para longe os ventos da caretice e transformar as imagens que saem da tela em pólvora pura. Venha com a gente ver com os olhos livres!

PROGRAMAÇÃO:


- Dia 22.08 (segunda-feira)

Exibição dos curtas-metragens realizados na Escola de Comunicação no primeiro semestre de 2011:
- Ensaio (Bernardo Girauta e Leandro Rodrigues)
- Bola Oito (Fabiano Battaglin)
- O Quarto Conto (Samuel Lobo)
- Memorial de Francisco (Fernanda Caiado)
- Um Quarto Para Babushka (João Gila)
- O Cara que Sangra (Lucas Calmon)
- Fronteira (Gabriel Ritter)
- Feito na Amizade (Daniel Corrêa)

- Dia 23.08 (terça-feira)

Filme-surpresa, com a presença do cineasta Eduardo Coutinho após a sessão para debate com o público.

- Dia 24.08 (quarta-feira)

Belair”, de Bruno Safadi e Noa Bressane (2009, 80 minutos)
O documentário mostra a trajetória dos cineastas brasileiros Rogério Sganzerla e Julio Bressane, que se uniram nos anos 70 para fazer um cinema democrático, de baixo custo de produção, de radicalização e experimentação da linguagem cinematográfica. Dessa experiência, surgiu a Belair Filmes, que realizou sete filmes de longa-metragem entre fevereiro e maio de 1970. Porém, os filmes, antes mesmo de ficarem prontos, foram considerados, pela ditadura militar, subversivos e patrocinados por uma rede de terrorismo. A consequência? O exílio dos diretores e o desconhecimento quase total dessas obras pelo público em geral.

Após a exibição haverá um debate com os diretores do filme.

- Dia 25.08 (quinta-feira)

A Falta Que Nos Move”, de Christiane Jatahy (2011, 95 minutos)
São 5 atores. 13 horas contínuas de filmagem. Dirigidos por mensagem de texto. Realidade e ficção no limite da tensão.

Após a exibição haverá um debate com a diretora do filme.


Local: auditório da CPM (Central de Produção Multimídia), ECO/UFRJ. Campus da Praia Vermelha.
Horário: 19h

A entrada é franca, vamos nessa?



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