Amigos,
Estou repassando esse texto que recebi hoje e gostei muito. Espero que isso ajude vocês na hora de escolher seus candidatos.
Abçs
@vitortorres
"O maior castigo de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta".
Maurelio Menezes
O cientista social e professor doutor em historia, Alfredo da Mota Menezes assina um artigo veiculado hoje no
Midia News sobre o que está escondido nas entrelinhas da suposta rejeição a Wilson Santos. É um
Olhar
muito claro e real da situação, que com outras palavras, ja defendi
aqui: trata-se muito mais de uma rejeição fabricada que propriamente
verdadeira, o que é de se compreender para alguem que administrou uma
capital por cinco anos e meio, após recebê-la do antecessor com todos os
servidores em greve, com 4 meses de salarios atrasados, sem nenhum
projeto estruturante aprovado e nem mesmo previsto, com os servidores de
moral baixa e sem crédito, com dívidas de alguns milhões de reais com
varios fornecedores, enfim com o caos instalado no Palácio Alencastro.
O
Olhar de Alfredo da Mota Menezes (que diga-se de passagem, apesar do sobrenome não é meu parente), sob meu
Olhar, é definitivo. Por isso, além de indicá-lo no
link acima, vou reproduzí-loo abaixo para que você faça sua própria reflexão.
WILSON E O MOMENTO
Alfredo da Motta Menezes*
Citam-se como motivos para a rejeição do Wilson Santos em Cuiabá que ele
não cumpriu promessas de campanha. Que não devia abandonar a
prefeitura. Ou a greve dos médicos e que as ruas estão esburacadas. Ou
mesmo a venda de uma rua. Não há acusação de corrupção, mesmo havendo a
Operação Pacenas.
Toda a mídia batia nisso de manhã, de tarde e à noite. Esse martelar
constante, sem serem rebatidos, foi se cristalizando no imaginário
popular.
Wilson Santos errou em muitas coisas, mas será que ele fez menos que
outros prefeitos de antes? Quantos, depois de eleitos, cumprem todas
promessas de campanha? Não houve outras greves, principalmente de
professores, em outras administrações, talvez até mais fortes que a dos
médicos?
Ah, ele abandonou a prefeitura para ser candidato. Dante e Serra fizeram
o mesmo, também o Antonio Palocci. Palocci registrou em cartório que
não abandonaria a prefeitura de Ribeirão Preto. Os fatos aí de cima são
costumeiros no jogo político. Não parece que expliquem o desgaste.
Avento uma hipótese.
O novo grupo no poder não achava que haveria por longo tempo algum grupo
ou pessoa que desafiasse a sua atuação. Apareceu o Wilson na prefeitura
com duas eleições. Ameaçava o plano maior de controle político
estadual. Qualquer outro dava diálogo, ele e o PSDB, não.
Tentou-se fazer que o Wilson ficasse na prefeitura, não ficou, partiram
para cima dele com muitas pedras na mão. O grupo que chegou ao poder
sabe trabalhar muito bem a política do desgaste. Como resultado de um
trabalho bem concatenado e inteligente, criou-se a rejeição dele. O caso
precedente e ilustrativo foi o que se fez com o Dante quando deixou o
governo.
Impressiona como a linguagem de todos que rejeita o Wilson é quase
idêntica. É a mesma que estava na mídia. Sei que exagero, mas vem à
mente o livro "1984", de George Orwell.
Veja como ter a mídia apoiando e um bom trabalho de propaganda
influencia mentes e corações. O Silval, mesmo com o alto desgaste do
Murilo Domingos que o apóia, está bem em Várzea Grande. A aceitação do
Silval ali é resultado de uma ação articulada de imprensa e propaganda.
Como se explica o Wilson ter 34% de rejeição em Várzea Grande? Não é
esse o patamar de rejeição em outras cidades do estado. O bombardeio em
Cuiabá atravessou a ponte. O trabalho de desgaste do Wilson, montado em
Cuiabá, foi eficiente e profissional.
Não está claro ainda se o ex-prefeito de Cuiabá e assessoria perceberam o
tamanho do buraco que estavam cavando para ele. Ou perceberam e não
puderam fazer nada. O zunzum ia aumentando e não houve um trabalho
articulado para tentar desmontar o bombardeio. Esperar a eleição para
fazer isso foi uma decisão arriscada.
Frente à situação criada, o esforço da campanha do Wilson será para
levá-lo ao segundo turno. Se chegar ali, com tempo igual nos meios de
comunicação, numa nova eleição, olho no olho, o jogo se equilibra.
*ALFREDO DA MOTA MENEZES é
professor universitário e articulista político.
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vitor torres_
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