A propósito, saiu um artigo muito interessante sobre este tema na revista Spectrum (
Spectrum, IEEE,
Volume:51 , Issue: 10 ) de que deixo aqui um resumo:
On 23 December 1924, a group of leading international businessmen gathered in Geneva for a meeting that would alter the world for decades to come. Present were top representatives from all the major lightbulb manufacturers, including Germany¿s Osram, the Netherlands¿ Philips, France¿s Compagnie des Lampes, and the United States¿ General Electric. As revelers hung Christmas lights elsewhere in the city, the group founded the Phoebus cartel, a supervisory body that would carve up the worldwide incandescent lightbulb market, with each national and regional zone assigned its own manufacturers and production quotas. It was the first cartel in history to enjoy a truly global reach.
Quem tiver interesse em ler o artigo completo pode enviar-me um e-mail para poder disponibilizar-lhe o link para uma dropbox (é grandinho).
Já agora, e falando de válvulas, em Bletchley Park (
http://www.bletchleypark.org.uk) existe um computador totalmente a válvulas - Colossus - considerado o primeiro computador electrónico programável do mundo, e que contém qualquer coisa como 2500 válvulas electrónicas. No fim da 2ª guerra mundial existiam 10 computadores destes a funcionar 24/7, mas foram todos desmantelados por ordem de Churchill que temia que os seus segredos caíssem nas mãos dos Russos. Depois de um longo trabalho de reconstrução, o projecto conclui-se em 2008 (
http://www.tnmoc.org/explore/colossus-gallery) e hoje é possível vê-lo a trabalhar em BP. A reconstrução foi um trabalho épico em que um dos maiores escolhos foi a obtenção das válvulas (alguns tinham pedaços dos Colossus originais e ofereceram-nas para o projecto; outras foram "desencantadas" com grande dificuldade). O computador têm um interessante sistema de boot-up (e shutdown) que utiliza variacs para aplicação "suave" das tensões de alimentação para minimizar os danos dos filamentos. Para 2500 válvulas ter 4 a 5 falhas por ano não é mau.
73, Rui Rocha