Prezad@s,
A etapa de transição que atravessamos é por demais paradoxal. Mas não deixa de ser um aprendizado. Quero agradecer as almas sensíveis que permitiram o diálogo — quer seja no próprio grupo virtual da Creoeste/Fern, quer de modo particular no meu endereço eletrônico —, referente ao apelo que lançamos em defesa da Educação no RN e, mais particularmente, a questão crítica por que passa a UERN.
Como boa parte de nossos irmãos e irmãs sabem estou afastado para capacitação docente e não me dirigi diretamente ao corpo diretivo da Creoeste e da Fern porque não tenho ciência de quem está sob a «Coordenação» e «Presidência» destes. Infelizmente não obtivemos nenhum pronunciamento acerca de nossa solicitação. O silêncio deste modo produz outros sentidos, que certamente não é o da concordância com a ideia lançada; deste modo, não serve para este mister o adágio popular «Quem cala, consente!».
Agora
resta-nos agradecer aqueles que dedicaram um pouco do precioso
tempo para refletir sobre os pontos espíritas e não
espíritas que destacamos no texto enviado semanas trás. O
templo de nossas consciências dialogará no futuro sobre as
nossas atitudes do presente momento.
Na minha condição de espírita acreditei que poderia lançar esta proposta — e porque estou inscrito neste grupo virtual há um considerável número de anos também passei a acreditar que teria uma resposta, fosse ela positiva ou negativa —, mas descobri com um pouco de sacrifício que esta temática talvez se mostre um pouco distante das reflexões do movimento religioso.
Informo
que estou me desvinculando desta conta no Google Groups
a fim de não causar no futuro nenhum incômodo e não permitir que
o silêncio venha a ter outros significados. Continuarei Espírita
na firme proposta de exercer uma atividade em que considere que
possa me recordar constantemente os ecos evangélicos do
Espiritismo quando aduz que "[...] Reconhece-se o verdadeiro
espírita pela transformação moral e pelos esforços que emprega
para domar as suas más inclinações." (ESE, 2013, p. 235)
Assim, que possamos produzir boas palavras em momentos tão difíceis por que passa o nosso planeta. Que reflitamos sobre o nosso papel social e, consequentemente, nossa relação espírita na construção deste mundo renovado.
Escolhi a mensagem abaixo para despedir-me de todos os inscritos na lista, ao passo que deixo meu endereço eletrônico caso alguém deseje comunicar-se comigo — e-mail: kildar...@gmail.com. Seja as nossas vidas um permanente espírito de natal, onde estejamos sempre prontos para receber Jesus em nossos corações.
Abraço
fraterno com votos de
Paz e luz,
Kildare
***
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Firmeza e constância
Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre
abundantes na obra do Senhor, sabendo que vosso trabalho
não é vão no Senhor. Paulo (I Coríntios, 15:58)
Muita gente acredita que abraçar a fé será confiar-se ao êxtase improdutivo. A pretexto de garantir a iluminação da alma, muitos corações fogem à luta, trancando-se entre as quatro paredes do santuário doméstico, entre vigílias de adoração e pensamentos profundos acerca dos mistérios divinos, esquecendo-se de que todo o conjunto da vida é Criação Universal de Deus.
Fé representa visão.
Visão é conhecimento e capacidade de auxiliar.
Quem penetrou a “terra espiritual da verdade”, encontrou o trabalho por graça maior.
O Senhor e seus discípulos não viveram apenas na contemplação.
Oravam, sim, porque ninguém pode sustentar-se sem o banho interior do silêncio, restaurando as próprias forças nas correntes superiores de energia sublime que fluem dos Mananciais celestes.
A prece e a reflexão constituem o lubrificante sutil em nossa máquina de experiências cotidianas.
Importa reconhecer, porém, que o Mestre e os aprendizes lutaram, serviram e sofreram na lavoura ativa do bem e que o Evangelho estabelece incessante trabalho para quantos lhe esposam os princípios salvadores.
Aceitar o Cristianismo é renovar-se para as Alturas e só o clima do serviço consegue reestruturar o espírito e santificar-lhe o destino.
Paulo de Tarso, invariavelmente peremptório nas advertências e avisos, escrevendo aos coríntios, encareceu a necessidade de nossa firmeza e constância nas tarefas de elevação, para que sejamos abundantes em ações nobres com o Senhor.
Agir ajudando, criar alegria, concórdia e esperanças, abrir novos horizontes ao conhecimento superior e melhorar a vida, onde estivermos, é o apostolado de quantos se devotaram à Boa Nova.
Procuremos as águas vivas da prece para lenir o coração, mas não nos esqueçamos de acionar os nossos sentimentos, raciocínios e braços, no progresso e aperfeiçoamento de nós mesmos, de todos e de tudo, compreendendo que Jesus reclama obreiros diligentes para a edificação de seu Reino em toda a Terra.
Do livro «Fonte viva», Francisco Cândido Xavier
pelo espírito Emmanuel.