Dia 20 de outubro de 2012 é o dia internacional de ação pela despatologização Trans pela Campanha STOP TRANS PATHOLOGIZATION 2012 ( http://www.stp2012.info/old/pt ), que abrange vários países do mundo - inclusive o Brasil.
Abaixo segue um trecho do manifesto da Campanha:
"O paradigma no qual se inspiram os procedimentos atuais de atenção à transexualidade e à intersexualidade os converte em processos médicos de normalização binária. De “normalização” já que reduzem a diversidade a somente duas maneiras de viver e habitar o mundo: as consideradas estatística e politicamente “normais”. E com nossa crítica a estes processos, resistimos também a termos a que nos adaptar às definições psiquiátricas de homem e mulher para poder viver nossas identidades, para que o valor de nossas vidas seja reconhecido sem a renúncia à diversidade na qual nos constituímos. Não acatamos nenhum tipo de catalogação, nem etiqueta, nem definição imposta por parte da instituição médica. Reclamamos nosso direito a autodenominarmos.
Atualmente, a transexualidade é considerada um “transtorno de identidade sexual”, patologia mental classificada no CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde) e no DSM-IV-R (Manual de Diagnóstico e Estatísticas de Distúrbios Mentais da Associação Psiquiátrica Americana – APA). Estas classificações são as que guiam @s psiquiatras do mundo todo na hora de estabelecer seus diagnósticos. Nelas se comete um erro pouco casual: a confusão dos efeitos da transfobia com aqueles da transexualidade. Invisibiliza-se a violência social que se exerce sobre quem não se adequa às normas de gênero. Deste modo, ignora-se ativamente que o problema não é a identidade de gênero, mas a transfobia."
Vale a pena ler o manifesto e perceber como as categorias de "sexo" e "gênero" são precárias e normalizadoras. Entra lá no blog do DACS que tem o Manifesto na íntegra!